quarta-feira, 28 de julho de 2010

Caduco


Sleepytime Gorilla Museum : In glorious times (The End; 2007)

A descoberta do álbum Of Natural History deixou-me à rasca em relação aos preconceitos do Prog - e pelo que eu sei, também os mais dogmáticos da cena ficaram à toa com esta banda, ouvi dizer que os velhinhos do Prog tiveram de tirar o chapéu a estes norte-americanos... Três anos depois de ter saído oficialmente In Glorious Times e já sem escrever para Underworld's para pensar em novidades editoriais lembrei-me da banda e toca a ir ao Amazon.fr fazer uma compra em estilo "novo mas com o preço em baixa" (ou seja a metade do preço de quando foi lançado). E lá veio a rodela e a sua embalagem digipack...
A primeira audição levou-me para a desilusão, algo de vulgar vagueia pelo disco, um vulgar Sleeptime Gorilla Museum!? Ou que não quer dizer um vulgar "rock" de bandas chatas e balofas que passam todos os dias nos Santos Media e afins. Esta vulgaridade da banda será de longe negativa, ouvindo mais umas quinhentas vezes sem conta (porque faço isso mesmo) vai-se percebendo os bons momentos mas também os excessos e tiques do estilo SGM. No fundo o que se passa aqui é que esperava a frescura do tal primeiro álbum que ouvi, pensando que seria uma banda que continuasse a romper barreiras musicais como parecia que faziam nesse disco Of Natural History. Não esperava uma cristalização da banda - um engano básico que pariu esta desilusão. Mas acima de tudo é um Direito da banda, a cristalização... Depois disso? O álbum vai-se construindo na cabeça com os seus momentos que alternam entre o épico energético metaleiro e o nostálgico patético progressivo, tudo isto com o ambiente negro e circense de Freaks (o filme de Tod Browning).
Há um pesar neste álbum que se sente de alguma forma, uma vez que prestam homenagem a Per Frydahl, irmão de Nils Frydahl, guitarrista, fundador e principal compositor da banda. Per Frydahl morrreu em 2005 e era um "artista bruto" que inspirou a banda durante imenso tempo bem como contribuiu com desenhos para as capas dos discos - assinava também como Ward C. Picnic (inspirado na série de bd Zippy the pinhead) e pouco mais descobri.
É preciso é ir sem expectativas...

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