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terça-feira, 4 de junho de 2019

Especialista em Shoegaze


Um exemplo de uma necessidade extrema de arranjar diversão no festival de BD mais aborrecido do planeta (yup, Beja!). Foto de André Pereira para o instangrana da Chili

domingo, 2 de julho de 2017

Assembleia Punk no passado dia 30 de Junho no DISgraça

foto: so_what_saloon

+ aqui
livro à venda aqui - metade dele já foi...

sábado, 8 de abril de 2017

Já não fazia isto há muito tempo


Fotos de Vera Marmelo
A dobrar zines... felizmente os putos eram bem fixes e ajudaram imenso!
Zine do Tremor aqui

sábado, 17 de dezembro de 2016

Okupa Montijo


A noite no Montijo é tão excitante que até num bar semi-vazio há cadeiras no chão - sem razão para tal e sem ninguém em preocupar-se em levantá-las! Dois produtores culturais comemoram esse acontecimento com esta fotografia.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Zombie Porcalhota Blues

Deve ter sido o ano mais desorganizado de sempre do Festival de BD da Amadora. O que é cagativo porque geralmente só há exposições e programação de merda. Este ano, a excepção é - não, não vou escrever "desculpem a modéstia" - a do Anton Kannemeyer. A do "melhor desenhador de 2015", o nosso querido amigo Nunsky, enfim... é pequena! Esta frase acho que já mostra como o melhor desenho foi tratado - já o "melhor argumento" era bem maior de espaço. Talvez estão a tentar justificar o injustificável que é ao colocar a banda desenhada no modelo fordiano de produção ou tem medo de mostrar o terror gráfico que é Erzsebet. Mas achar isto é achar que "A Amadora" pensa! Não não há intelectualização por aquelas bandas como mostra a exposição do tempo-espaço ou da arquitectura, em que não se percebe nada porque vale tudo... Enfim, diria que se não fosse a exposição do Anton mais valia não ir lá - ainda estou para ver a exposição do Underground comix patente na Bedeteca da Amadora, tudo indica que está muito boa, só que eu só acredito vendo com os próprios olhos!

De repente, esteve neste fim-de-semana o Miguel Angel Martin, uma autor espanhol que já trabalhei no passado... Ninguém sabia que ele vinha. Por mero acaso conheci o inglês Savage Pencil que foi ao stand a Chili Com Carne, se ele não disse-se quem era nunca teria adivinhado - a sua acreditação tinha o seu nome real e não o pseudónimo por o qual é conhecido!

Sem NINGUÉM saber estiveram cá dois ícones do underground da intersecção da BD e música. Dois artistas já fizeram trabalhos gráficos para Dälek, Whitehouse, sunn0))), Big Black - iá, as melhores bandas do mundo, meu! Ao contrário do CD em repeat da Rádio Comercial. Uma coisa é ser "comercial", outra coisa é ser "puta"!!! E é esse tipo de música que passa o dia inteiro no Festival (e pelos vistos nas ondas radiofónicas do país)... Eu que não tenho TV nem escuto rádio (tirando a Antena 2 e RTP África) há 14 anos fiquei a saber de chofre que existem uma avalanche de merda portuguesa chamada Azeitonas, Dama e não sei o quê mais... Menos uma razão para visitar o festival, certo?

fotos de Joana Pires

Sim, não resisti armar-me em "fanboy" e pedir uma fotografia com o Savage Pencil, que andava para lá a arrastar-se a pensar "Que caralho faço aqui!?" Ao nosso lado está o Filipe Abranches...

desenhos a tapar os nulos por Marcos Farrajota

Mais ridículo da minha parte mas teve de ser para que o velhote não ficar ali a apanhar mais secas com os cromos da BD nas sessões de autógrafos, foi no Domingo em que lhe fui pedir para autografar o que tinha dele (não peço autógrafos há mais de 10 anos) e ironicamente, foi a BD de duas páginas da revista The Wire dedicadas à morte de Lou Reed e uma capa de um CD dos Jazkamer intitulado... Metal Music MachineGet it!?

Esta semana o Kannemeyer estará presente e teremos um novo livro do Nunsky... A não ser que haja mais surpresas, o resto é prá treta!

PS - Ok! Lembrei-me, na tal expo dobre BD e Espaço ou lá o que é, há dois originais que rendem: um da Krazy Kat e outro de Kim Deitch... E claro há a exposição do Marco Mendes mas que parece que já vi dezenas de vezes, erro profissional.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

FDS apokalips

Milhões de Festa? Coisa de meninos cocados de Lisboa e Porto... Barroselas? Que enfado... Querem um festival brutal? Ele chama-se Filmes do Homem : Festival Internacional de Documentários de Melgaço... Foi neste passado fim-de-semana terrível!

...Sábado de manhã era só lágrimas nos olhos a ver #myescape de Elke Sasse, filme sobre refugiados da Síria, Afeganistão e Eritreia. Se todos nós sabemos como estas pessoas têm sobrevivido para chegar a esta Europa egoísta, xenófoba e em crise de identidade, é muito mais duro ver as imagens gravadas pelos próprios durante a sua trágica aventura - que podia ter corrido mal como se sabe, sobretudo para os eritreus que são cristãos e como tal sujeitos a assassinato religioso durante a travessia pela Líbia, onde também existe tráfico de orgãos, ou seja, uma pessoa pode ser operado no deserto para lhe tirarem algo, assim mesmo como escrevo! Se há muita literatura ou até alguma BD (há pelo menos uma sobre os campos de refugiados por Joe Sacco) ver estas "imagens em movimento" gravadas com telemóveis dos próprios é deveras impressionante. Elas rasgam qualquer protecção intelectual e frieza mental que se possa ter. Há milhares de coisas que vemos e que se pensa durante a exibição deste filme, acho que nem consigo escrever um décimo nem organizar um discurso coerente.

Desde o humor que os sobreviventes inventam para serem (justamente e só isso mesmo) sobreviventes deste Novo Holocausto ao gesto narcisista da "selfie", que se torna num gesto universal de identificação entre vítimas e os espectadores e que serve também de um retrato cronológico das várias etapas dos refugiados. O telemóvel é uma arma de sobrevivência tal como as redes sociais ajudam famílias e amigos a reencontrarem-se mais tarde - ao contrário de outras catástrofes do passado, em que milhares de laços ficaram separados para sempre. Até a música arrepia, aparece como catarse dos refugiados: um grupo de eritreus perdidos no Mediterrâneo começam a cantar uma lenga-lenga e a bater palmas (a lembrar música etíope) quando aparece um barco que os irá salvar; uma "nova música popular" é criada por árabes nos comboios e autocarros a caminho da Alemanha - "Alemania, Alemania senão nos querem lá saltamos para Spania". E vemos como o fantástico Capitalismo é capaz de criar balcões "à la Western Union" nos antros dos traficantes ou como produz lixo (plásticos omnipresentes) espalhado por todo o caminho deste êxodo catastrófico. Soa a futilidade pensar em Ecologia no meio desta desgraça humana mas o retrato capitalista não estaria completo sem a poluição estar presente ao lado dos cadáveres - não os vemos neste filme mas sabemos que eles andam por ali - e dos mutantes. O caleidoscópio de informação e das sensações é tal que um gajo agarrasse a detalhes que se calhar parecem parvos, talvez para descomprimir disto tudo, afinal, num Sábado de manhã não deveríamos estar antes a ver os Desenhos animados!? Graças ao filha-da-puta do Bush Jr. já não podemos fazer isso! Temos de o agradecer por ter tirado o século XXI da sua "infância"!

Almoço à minhota (ou seja farta e ruidosa), depois uma visita ao Museu de Cinema de Melgaço Jean Loup Passek, um verdadeiro tesouro escondido dos portugueses! Este francês ofereceu o seu espólio a Melgaço e é maravilhosa a colecção que se encontra por lá. A exposição permanente é sobre o pré-cinema com as suas lanternas mágicas, zootropos e praxinoscópios - tudo isto pode ser visto também como proto-BDs não tivesse a dupla Ruppert e Mulot recuperado a tecnologia dos fenaquistiscópios nas suas BDs.

Hop! Sessão da tarde com três filmes! O primeiro era uma ode à Mãe, Histoire Maternelles da Anouk Dominguez-Dezen, filme bonito usando o arquivo áudio-visual da família desta realizadora suiça-brasileira. Se é como alguém diz que todos os alemães são nazis até prova contrária, The Guardians de Benjamin Rost prova bem isso ao mostrar uma escola de seguranças, onde vemos um bas fond alemão a aprender a ser segurança profissional. Terror! As ligações à extrema direita não são aprofundadas mas com dois pingos de testa (coisa que falta nos seus protagonistas) percebe-se o que aquela gente é ou gostaria de ser. E se as "louras-burras" (com rottweilers) chumbam aos exames da escola, ainda tem 20 tentativas para conseguirem o seu diploma de Segurança. Vinte são as vezes que a activista palestiniana Sheerin of Al-Walaja foi presa pelos "nazisraelitas". Vemos uma das vezes no filme de Daz Chandler tal como a vemos a usar a palavra e a não-agressão contra uzis e soldados, é uma inspiração telúrica para Humanidade.

Claro que um gajo sai arrasado de mais uma sessão... Nem quer ver um galego deprimente (é o que os galegos e portugueses têm em comum além da península ibérica e língua) a emigrar prá deprimente Suécia. Que se lixe o cliché "fui para longe para me encontrar no ponto de partida", por favor...

Noite... O Inferno começa a libertar as chamas na Terra. My Enemy My brother de Ann Shin é daquelas histórias de meter o Paul Auster num canto. Um iraniano e um iraquiano que estiverem frente a frente no Conflito Irão-Iraque (entre 1980 e 1988), encontram-se 25 anos mais tarde no Canadá. Ambos ajudaram-se, uma vez um deles não matou o outro no meio de Khorramshahr, mais tarde o que não levou uma bala salva o "atacante" de se suicidar. Não há ditadores que aniquilem totalmente o espírito humano, já as máquinas... Behemoth de Zhao Liang ganhou o prémio de melhor filme deste festival e é merecido. O filme cita a Divina Comédia mas ele próprio já é um Inferno. Mostra imagens de minas monstruosas e os seus trabalhadores, a saúde e morte dos mineiros, o desastre ecológico, a destruição de habitats naturais de populações e o desperdício final - depois de tanto desumano esforço, o resultado é a criação de aço para a construção de centenas de cidades-fantasmas que existem na China. Cidades horríveis de prédios enormes todos abandonados mas com funcionários da limpeza nas ruas. O absurdo chega ao limite especialmente porque as imagens gravadas parecem que estamos algures num planeta de insectos. Um gajo sai da sessão e quer é ir dormir. Já reza para que lhe dêem descanso no Domingo...

MNRG people em Melgaço...

Não termos nem Paraíso nem Inferno é ficarmos intoleravelmente despojados e sós num mundo sem espessura. Dos dois reinos perdidos, verificou-se que era o Inferno o mais fácil de recriar. - George Steiner in No Castelo do Barba Azul (Relógio D'Água; 1992 - orig. 1971)

Domingo foi mais "soft" e esquecemos por uns tempos esse Inferno. De manhã no belo parque de Lamas de Mouro viu-se Os olhos de André de António Borges Correia, um "doc-drama" usando actores não-profissionais e que interpretam os acontecimentos que lhes aconteceu, com um pózinho de ficção aqui e acolá. Um drama abala uma família de Arcos de Valdevez mas a persistência do pai consegue vencer as dificuldades da vida. É outro humano inspirador, o senhor António Morais, em que pelo menos contamos com um "final feliz" e um encontro seu com o público - incluindo os seus sete filhos! Foi um evento meio-anarca...

Depois do almoço, decidimos (eu e a minha mulher) de regressar a Lisboa, pensava eu que seria uma viagem quente mas calma para lutar com as mais de cinco horas de viagem de carro entre Melgaço e a capital... O que aconteceu foi revoltante em sintonia com o Inferno que transformá-mos a Terra, foi presenciar incêndios pelo Minho inteiro e depois, perto de Antuã, ficar parado na auto-estrada durante três horas! Sim demoramos mais de oito horas, três delas no meio de centenas de carros e camionetas sem sabermos o que fazer. Rádio? Nada serve, só para manter as pessoas alienadas com futebol e música de merda, notícias sobre o que se passava? Tanto como quando foram os atentados em Paris - nessa noite íamos para o Porto e as notícias que saíam sobre Paris eram às mijinhas. Programas evangélicos em compensação havia a pontapé!

Por fim, quando acontece algo assim, pergunta-se porque raios existem auto-estradas nesta lógica que esta tem de ser pagas e como tal com acessos muito reduzidos. Se o incêndio tivesse pegado nos carros teríamos um Matanças maior que o Andanças... Mas como ainda somos humanos, até houve um casal que ofereceu água sem fazer um tostão. Onde estava a bófia ou o Estado para tal? Para que servem os 21 euros e tal de portagem? E as estações de serviço com os preços acima da média? Que pulhas! Era bom que as chamas fossem até às vossas casas destruir tudo... É o mínimo que vos desejo!

Agradecimento Ao Norte pelo convite por esta estadia no Inferno. Felizmente que o festival não foi na Madeira...

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Homenagem a Terminal Tower






Terminal Tower saiu em 2014 e nesse mesmo ano subi o Douro passando por estas construções que evocam a estranheza do livro...

domingo, 24 de abril de 2016

A fotografia selvagem de Conan!


S.G., Conan, André Coelho e eu no SWR'16

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Marcos na Fátima da BD!

foto de Jucifer / Julho 2007
O blogue Universo BD entrevistou-me... a fotografia foi tirada na "Disneylândia dos Católicos" da primeira vez que fui lá - cruz-credo e talvez a última espero - e que achei adequada para esta entrevista em que sentia que tinha a Inquisição em cima!

sábado, 1 de fevereiro de 2014

sábado, 23 de fevereiro de 2013

um Farrajota que bem!

(...) Tal como o próprio título indica, Amamos Duvall é um disco de afectos: tem bangers e hinos de recurso, tem lições de pai para filho (a lembrar o Lou Barlow ultra-íntimo de Sentridoh), tem crónicas irresistíveis do que era ser punk nos anos 90 (e, nisso, Tiago está próximo de um Farrajota) (...)

virei referência punk não sei porquê ou como ou para quê... imagino uma série de putos e hipsters agora mesmo a googlarem "Farrajota" para saber o que é... Farrajota? É um pintor? Um mamífero? Bof! Entretanto já tinha escrito sobre o disco do Tiago aqui.

domingo, 27 de maio de 2012

A professora Gininha...


Desenhos montados do meu diário gráfico na visita a Vila Cova de Alva. Estes esboços e outros de outros autores da Associação Chili Com Carne irão aparecer no site da XJAZZ  que promove eventos envolta do jazz nas aldeias de xisto. Os autores da Chili estão a fazer "BDs reportagem" dos eventos e serão publicadas na revista jazz.pt. No meu caso a BD será a meias com a cara metade Joana Pires, em modo de fusão "light"... Depois vocês vêem!

sexta-feira, 30 de março de 2012

I-I-I-I



Festival de Helsínquia 2008 (?), foto sacada ao blogue do Marko Turunen, Kristiina a falar comigo, Tommi Musturi por trás, Jucifer e Marko ainda mais para trás (?).

sábado, 17 de dezembro de 2011

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Hora de ponta em Copenhaga

 Bicicletas em fila dupla no meio da cidade de Copenhaga... ehm... não! Em fila duplicada vertical! Esta é a primeira imagem que tenho da cidade ao chegar lá no Sábado. Depois foi só (boa) neurose
Curiosamente este problema do estacionamento de bicicletas li num jornal quando me preparava para ir pela primeira vez a Mälmo (Suécia) no ano passado. Aliás, no mesmo jornal a segunda coisa sobre Mälmo que fiquei a saber era que andava por lá um serial-killer a matar estrangeiros. Mälmo é a cidade sueca dos emigrantes e a 20 minutos de comboio de Copenhaga. Na quinta vi os (lendários) Legendary Pink Dots, Sexta estive em casa de brasileiros/ suecos / chilenos / argentinos / ... onde todos falavam português em matracada-babel.
Sábado era dia de descobrir a capital da Dinamarca, país que nada de sabe a não ser do Lego, os Aqua (têm um novo álbum, meus amigos!), uma obscura banda gay disco que não me lembra o nome (irrelevante diga-se)... Bom de escandinavo parece que só têm a neve, louras barbies, o mesmo sistema de reciclagem de latas e garrafas... de resto são europeus à séria: relaxados,  cidade suja, confusão, melhor ganza da Europa, estrangeiros por todo lado e claro o maior bairro anarquista do mundo, Christiania - que prova que não é preciso o Estado para nada para haver organização social e vida de qualidade, basta seguir apenas algumas regras proibitivas como não fotografar, não correr e não tomar drogas duras - leis perfeitamente ajustadas ou não são estes os 3 males da nossa sociedade?

 <--- a bandeira da Cidade Livre!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Um tempero para esta semana...

É natural chegar ao aeroporto de Helsínquia e apanhar logo com uma loja do Moomin, criação de Tove Jansson (1914-2001) que começou com livros ilustrados para a infância em 1945 seguido por uma geniais tiras de bd em 1954, que têm sido alvo de reedição em inglês (via Drawn & Quarterly) e em francês (melhor edição, diga-se, pela Le Lézard Noir). Os desenhos são de uma elegância tal como esta deverá ser a família mais anarca da história da bd. O humor é tão inteligente e sensível que merece muito mais o cunho "para todo o público" do que os sobrevalorizados Astérixes e Tintins.
Talvez por isso que os livros tiveram o impacto que tiveram na Finlândia - e pelo mundo fora. Claro que estas criacções acabam estampadas em cuecas, canecas, refrigerantes manhosos (primeira imagem!) e afins. E a Finlândia deve ter o seu orgulho "Moomin-mania" em que os bonecos ultrapassam os desenhos animados que ultrapassam os livros ilustrados que ultrapassam a bd... Topei que muitos finlandeses nem percebem que existe a bd - realço, de uma qualidade imbatível! Tanto que até as instituições que defendem este património parecem ignorar a bd também. Estive hoje em Tampere, cidade que acolhe o Museu Moomin, com um espólio de 2000 obras da autora e relacionado. Tira de bd? Nem uma! Há belas ilustrações é certo como já se pode ter visto em Lisboa na exposição Truth or tales: Exposição de ilustração de Livro para a Infância (org. pela Bedeteca de Lisboa no Palácio Galveias em 2008) mas tiras de bd? Zero! Talvez porque as bds ao terem sido originalmente publicadas para o jornal inglês Evening News tenham sido destruídas (como aconteceu com muitos originais de bd no passado, cujos editores não ficavam com os originais como não os conservavam) ou então é alguma treta com copyrights com o jornal. Ou então os tipos do museu ignoram a bd de propósito. Muito estranho...

Depois do Museu, almoço com o Tommi Musturi e Jarno Latva-Nikkola num indiano (alguma vez irei a um restaurante com comida finlandesa?), seguido por visitas a lojas de discos e exposições pela cidade. A última foi dentro de um centro comercial feita por estudantes (?) de Artes que resistiram a um mini-escândalo qualquer - um dos trabalhos foi retirado não sei bem porquê. Seja como for, os artistas alugaram ou convenceram a direcção do centro para fazer uma exposição com o tema "Anti-matéria". Algumas peças tinham força...
A "Globalização + Capitalismo Selvagem + União Europeia" não poupa nem os mercados nórdicos. Cada vez há menos lojas de pequenos negócios e cada vez há mais espaços comerciais fechados / abandonados tal como acontece em Portugal, por exemplo. Nestes países (como o nosso com a devida distância) deixarem fazer acções deste tipo saí fora do comportamento normal dos senhorios / proprietários. Nada como uma boa crise económica para mudar as atitudes? Pode ser que moda chegue à Baixa Lisboeta um dia destes...

Kiitos aos companheiros de viagem Mikko Orpana e Agatha. São chatas as estradas finlandesas!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Duas torres, sff


bd autobio de Tea Tauriainen sobre a nossa estadia na casa de verão de uma pessoa da Sociedade Finlandesa de BD a caminho do ITE. À noite, para além de sauna seguida de mergulho de pelota no lago, jogamos este jogo das peças de madeira que formam uma torre, é preciso tirar uma peça à vez e colocar por cima da torre. Claro que isto cria uma torre fragilizada e perde quem a deixa cair. Com os copos tudo isto tem mais piada, claro! 
Creio que fui eu a relembrar o glorioso 11 de Setembro mas só mereço ficar de costas na bd, deve ser para me proteger de americanos estúpidos.

sábado, 14 de maio de 2011

Duía & boy & valentes gráficos!

foto de Martin

tudo em Punta Umbria perdidos entre poetas toscos e bonecos de cidadãos séniores!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Perkele!



Descobri ontem que no livro Jarno Markuksen Kauneimmat (Huuda Huuda; 2010) sou retratado numa situação hilariante durante a minha primeira visita à escandinávia, nomeadamente à Finlândia, ao Festival de BD de Helsínquia, em 2004. Foi uma visita bastante estranha em acontecimentos mas talvez o mais "público" foi o facto de ter ficado fechado no recinto do Festival até às tantas da manhã.
Um dos organizadores lembrou-se de ser porreiro e convidar pessoas ligadas ao festival a irem beber um vinho branco no sítio do Festival, só que entretanto o homem ficou grosso, desapareceu com as chaves do edíficio deixando cerca de 15 pessoas fechadas, entre elas eu e o Jarno Latva-Nikkola. Fui eu e o jornalista Harri Römpötti que dê-mos conta do facto de estarmos fechados. Bom... subi, fui ver se ainda havia garrafas de vinho no frigorífico e anunciei que havia "boas e más notícias": a má era que estavamos fechados e a boa é que ainda havia vinho. Em 15 minutos tudo se desmanchou! Se ao início os finlandeses estavam com uma postura super-controlada, ou seja, não se fumava dentro do recinto, ia-se à porta fazer isso, quando se ia à porta era preciso ter cuidado mas pessoas não entrarem porque o edíficio era do Estado logo se um cidadão conseguir entrar tem todo esse direito estar lá dentro porque é um edifício público (democracia à séria!). Depois do meu anúncio, pessoas e coisas começaram a cair, miúdas começaram a gritar, começamos a fumar dentro do edifício e claro acabamos com as garrafas até o tal gajo aparecer todo podre e a perguntar "o que vocês estão a fazer cá dentro?". É por isto e muito mais que gosto da Finlândia!
Por acaso não me lembro do Jarno nesta situação... até que li o seu novo livro, hilariante como sempre, e encontrei uma bd sobre esta desaventura... Achei mesmo estranho ele relatar algo assim (ou será que acontece todos festivais? hahahaha) e perguntei-lhe por isso. Pelos vistos sou o gajo barbudo com uma máquina fotográfica que aparece na última vinheta da primeira página e na quinta da segunda. Lembro-me de levar máquina (tanto que as fotos foram usadas pelo Marko Turunen sobre este episódio) mas da barba não me lembro... E ele exagerou os factos na bd, ou isso ou também estava bêbado!