| Fotos de Vera Marmelo |
Zine do Tremor aqui
Fundado por Pedro Brito e Marcos Farrajota em 1992, este zine de BD é um projecto mutante que começou em fotocópia, passou pelo "perzine" (com as autobiografias de Farrajota), monografias (Isabel Carvalho, Mike Diana, André Lemos, João Maio Pinto) e edições colectivas como o número 23 que comemorou os 20 anos de existência! Os novos números, 27 e 28, são da autoria do regressado Nunsky.
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O livro em português que me faltava deste escritor finlandês! Sempre naquela promoção de 5 paus na Feira do Livro de Lisboa. Parece-me que este é o livro que acusam Paasilinna de porco sexista porque mete um capitalista (um empresário é um capitalista?) a foder dez mulheres em 24 horas (!). Um proeza digna dos 12 trabalhos de Hércules e sendo um trabalho de 2001 de certeza que há aqui uma sátira ao Viagra - criado ou autorizado anos antes, em 1998. Nem é bem "foder foder", algumas mulheres que o inDUSTrial visita não acontece cópulas substituindo por alguma candura e amor. Elas ao saberem das demasiadas visitas do maroto SEXagenário vingam-se na sua segunda ronda de visitas que realiza nas festas de final de ano.
Eis um livro que tem o não-sei-o-quê de vulgaridade e até o Steve Albini avisa num texto que o autor, o jornalista DeRogatis é capaz de divulgar farsolas como os Urge Overkill invés de coisas realmente novas ou que valem a pena. Folheando o livro topa-se à distância nomes consensuais do que foram os 90s: Nirvana, Courtney Love, Pearl Jam, Smashing Pumpkins, Mudhoney, R.E.M., U2, Jesus Lizard, Tori Amos, Ride, Jon Spencer's Blues Explosion, Flaming Lips, Ween,... enfim, isto mais ou menos e por esta ordem de importância. O retracto da década está mais ou menos correcto e o perfil dos seus intervenientes também, sem que o "fairplay" - que publica a diatribe com Albini - do autor seja mundano. DeRogatis é acima de tudo um jornalista e se ele muda de opinião, como crítico, uma vez ou outra sobre uma ou outra figura, percebe-se porquê. Porque as confrontou sem aquela atitude bovina do escritor Pop/Rock (como acontece com a nossa imprensa musical), porque foi incisivo nas grandes questões de ética e de negócio ou porque discutiu na cara a incapacidade de alguns músicos serem mesmo do Rock - e o que é isso de ser do Rock? Algures, a filha de Kurt Cobain e Love tem a resposta: "o rock dura mais tempo, pop não dura muito", certo...
Eis o livro que é uma paródia artística, social e política do artista "homeostético" Manuel João Vieira, mais conhecido por ser músico dos Ena Pá 2000 e Irmãos Catita. Se ele tivesse levado a sério (mas a brincar) poderia ter antecipado o Trump a 15 anos de diferença!!! Portugal poderia estar na vanguarda política - embora esteja se formos a ver bem, temos a "geringonça" de Esquerda enquanto que o resto do Mundo está a virara à Direita fascista. Ainda por cima com as vantagens sobre Trump é que o machismo de Vieira é proto-feminista, o ser alcoolismo é pseudo-abstémio, a sua alimentação omnívora é pós-vegetariana, o seu conservadorismo é vanguarda do catano, além de que de longe que Vieira seja monossilábico, pelo contrário é polígamonossilábico! Teria sido o primeiro Presidente do mundo reaccionário aberto. Um verdadeiro político Ying / Yang da escola de pensamento Hon-Hin-Hom.
Gordon é uma ex-libris de uma geração "alternativa" graças a fundação dos Sonic Youth, banda que partilhava com o seu ex-marido Thurston Moore. Juntos eram vistos como um casal de sonho ou modelo para quem acharia impossível nos séculos XX e XXI ter dois artistas íntegros a fazerem as caretices como casar e ter filhos (só tiveram uma criança, calma) mas mantendo uma banda de Rock que era "do contra". O divórcio de ambos foi uma pedra no charco para muitos, quase tão chocante como o tiro na cabeça de Kurt Cobain em 1994.
Livro de mesa de café (ou será de chá uma vez que é britânico?) que compila uma selecção de capas de singles e EPs de 7" do Punk entre 1976 e 1980. Quem o faz e escreve sabe do que fala e como tal uma série de peças raras são aqui reunidas para deleite de todos. A restrição a discos do formato 7" deve-se ao facto de haver uma numerologia cripo-esotérica ao Punk. 1977 foi o ano do Punk, não a sua criação mas o seu auge, e os discos de 7" eram o médium favorito para quem aprendeu "os três acordes e agora faz uma banda" (e grava um disco). O livro lavra o que é preciso saber sobre o punk e as suas origens.