A recente visita do Tommi Musturi à Mundo Fantasma deu numa prenda catita: Chief (Svart; 2016), segundo disco dos Talmud Beach. A primeira audição irrita bastante, parece que fui parar a um LP dos Eagles of Death Metal com aquele Blues contemporâneo, "clean" e branquelas. Convenhamos, são os piores temas do disco, os temas mais ritmados e roqueiros. Eles próprios admitem que já são velhos demais para curtirem estas vidas loucas - e ainda só devem ter uns 40 e tal anos, finlandeses velhadas! Ainda por cima dizem isto quando um deles até toca nestes javardolas... Os temas mais calminhos são bem bons! Mais Folk que Blues, mais psicadélicos que presenciais, são músicas de Natal para estar a ouvir num jantar com amigos em casa a comer "crumble" ou com a gata a ronronar enquanto se lê um livro do tipo "coffe-table". Sim, música de quarentões calminhos... Kiitos Tommi!
segunda-feira, 25 de dezembro de 2017
domingo, 24 de dezembro de 2017
Fuck Xmas, I got McKenna
The Shamen c/ Terence McKenna : Re: Evoltution (One Little Indian; 1993)
É Natalixo em 2017 e continuamos a foder o planeta com prendas inúteis numa cerimónia falsa de um deus falso (espera, todos os deuses são falsos) criada por uma igreja com milénios de savoir-faire em matéria de corrupção. Em 1993 o psiconauta McKenna e a primeira geração da cultura Rave acreditavam que iriam mudar a sociedade com as ferramentas digitais & web, psicadelismo & música repetitiva (xamanismo techno), drogas & comunidades. Cá estamos em 2017 outra vez à beira de uma guerra total - convenhamos que a queda do muro de Berlim aliviou muita gente após décadas de terror mas voltamos a ter Neros no poder - com o fascismo disfarçado ou não de Democracia, desastres ecológicos, consumismo desenfreado, individualismo cego, doenças psicopatológicas mais perigosas de sempre (que safoda, vou despenhar este avião com esta malta toda cá dentro) e claro com deuses mais falsos do que nunca. Papai nóel, este ano quero uma metralhadora e uma série de granadas para festejar prá rua cheia de turistas estúpidos. É isto 2017.
Este Maxi é uma área de conforto, uma cápsula do tempo que se pode ir lá sentir promessas não cumpridas - McKenna morreria em 2000, talvez com optimismo porque viu a cultura digital a bombar utopias e nunca saberia do 11 de Setembro que veio desviar de vez qualquer esperança de paz mundial. São cinco faixas de House/ Techno muito "british" (cheio de "bleeps" brilhantes) com o senhor a debitar mundovisões de optimismo freak, em estúdio ou ao vivo (que cena marada, o gajo a dar sermão numa festa) e à cappela.
Mensagem de Natal: Amigos, desliguem as televisões, minem as bebidas do jantar de famelga com MDMA, ponham este disco a bombar, o dia seguinte será... diferente!
sexta-feira, 22 de dezembro de 2017
Arte física vs Música Digital
A minha recente ida ao Porto levou-me também a gastar alguns Euros em discos na Louie Louie que estava bem guarnecida de Electrónica / Indústrial desta vez. Admito que comprei quase tudo por causa das capas e acertei nelas, na música nem por isso.
Terminal 11 já conhecia e fui outra vez na onda. Sei lá, era só 5 paus e há de se confiar em editoras como a Hymen dos quais seguem os próximos três discos aqui descritos. O CD Fractured Sunshine (2007) é um bom disco de IDM e Breakbeat caso o género em si já não cheirasse a mofo, a um anacronismo musical chato da mesma forma como o Drum'n'Bass se tornou insuportável de ouvir passado 20 anos depois. As imagens de paisagens desoladoras que percorrem a capa, contra capa e o livrinho nada têm haver com a música. Já os pássaros da capa fazem mais sentido, o IDM / Breakbeat soa à lógica desta espécie de animais, tipo irrequieto, pouco cérebro (birdbrain?) e com um bico que pode fazer barulho quando aplicado noutro material - os pica-paus são Industrial, pá! Reparo até que as últimas quatro faixas tem títulos de "bird qualquer coisa" mas nem faz muito sentido. Seja como for, é um disco porreiro de ouvir uma vez ou outra. E sempre é melhor que ouvir discos portugueses, por exemplo.
Snog é o que todos nós deveríamos ser: anti-consumistas, anti-copyright, anti-capitalistas, anti-fascistas, iconoclastas, etc... Mas como título do CD revela - Relax into the abyss (2000) - preferimos relaxar para cairmos no abismo (do Capitalismo). Mesmo passando 17 anos a capa de Chris Woods (e outras pinturas na embalagem) fazem sentido: as grandes marcas comerciais controlam a vida do planeta e tudo o que fazemos e pensamos. Mas não me parece que é também com Snog que se muda de atitude de tão pouco imaginativo que é - não que a música seja má mas também não tem nada de outro mundo. Nem fazendo misturas novas dos temas se vai lá. E como todos os discos de "remix", é um pot-pouri de intenções e desconstruções, puzzles mal-amanhados mesmo que não se tenha ouvido os temas originais. Simpático mas sem génio.
Trevor Brown na capa! Ok, ok, ok, o CD é do Venetian Snares! VS merece respeito mas o Brown tem feito capas icónicas para os terroristas sónicos Whitehouse, já para não falar da censurada capa Once upon the cross dos satânicos Deicide. Só por isso vale este disco intitulado Doll Doll Doll (2001) mas também poderia ser Dull Dull Dull. Breakcore muito excessivo em breakbeats e batidas com sabor metálico com algumas paragens em ambientes jazzísticos, não se sabe bem porquê dado ao teor pseudo-necro-pedófilo das músicas. Uma seca, é como ouvir três CDs de drum'n'bass ao mesmo tempo. As ilustrações de Brown é que são fixes, só que são de um tamanho minúsculo que dá dó. Sabem? Merda prós CDs! Ou melhor, merda para os designers idiotas que não sabem pensar em centímetros. Custava muito ter as ilustrações ampliadas ao formato do CD tal como as pinturas de Woods no "digipack" de Snog? Dah!
Não havia cinta a identificar os Monokrom e o seu CD One fine Day in the Pyramid (Ant-Zen; 2008) mas como resistir a uma embalagem feita de gesso? ... ah!?
Noise branco como umas tirinhas virgens de múmia. Felizmente faixa sim, faixa não, os Monokrom dão um bocado de ritmo à barulheira assim a dar para o Teknoise... Quando assim é, é música para foder na cama, à bruta, sonho de qualquer "teenager" - Noise + ritmo não acham? (Senão concordam é porque nunca foram jovens normais!)
Ainda estou para perceber se vou ficar com isto. Se sim é só por causa do gesso ou se é pelo gesso mais alguma barulheira que fica sempre bem lá em casa. A verdade é que já não sou "teenager" nem a minha mulher... Hum... complicado...
E por fim... Manuel Ocampo e Skinny Puppy, yes! Provavelmente uma das melhores bandas do mundo! Mythmaker (Synthetic Symphony + Hell-O dEathday; 2007) é o segundo álbum após o regresso destes destes Industrialitas de referência após um fim nos meados dos anos 90. Se o Synth sempre foi o que mais promoviam, as mutações das tecnologias obrigam-nos a irem cada vez a serem mais artificiais. Também soam mais Pop tal como aconteceu com a carreira a solo de OhGr (membro deste "cão escanzelado"). 'Tá difícil ouvir isto sem achar que é uma chachada, nem cão nem ogre. A verdade é que os Skinny conseguem sempre um bom equilíbrio entre música funcional e experimental. Um disco que é preciso dar tempo ao tempo para entrar neste emaranhado de sons.
Conclusão: Arte 5 Música 2 - a Arte ganha. O que isso quer dizer ao certo?
Terminal 11 já conhecia e fui outra vez na onda. Sei lá, era só 5 paus e há de se confiar em editoras como a Hymen dos quais seguem os próximos três discos aqui descritos. O CD Fractured Sunshine (2007) é um bom disco de IDM e Breakbeat caso o género em si já não cheirasse a mofo, a um anacronismo musical chato da mesma forma como o Drum'n'Bass se tornou insuportável de ouvir passado 20 anos depois. As imagens de paisagens desoladoras que percorrem a capa, contra capa e o livrinho nada têm haver com a música. Já os pássaros da capa fazem mais sentido, o IDM / Breakbeat soa à lógica desta espécie de animais, tipo irrequieto, pouco cérebro (birdbrain?) e com um bico que pode fazer barulho quando aplicado noutro material - os pica-paus são Industrial, pá! Reparo até que as últimas quatro faixas tem títulos de "bird qualquer coisa" mas nem faz muito sentido. Seja como for, é um disco porreiro de ouvir uma vez ou outra. E sempre é melhor que ouvir discos portugueses, por exemplo.
Snog é o que todos nós deveríamos ser: anti-consumistas, anti-copyright, anti-capitalistas, anti-fascistas, iconoclastas, etc... Mas como título do CD revela - Relax into the abyss (2000) - preferimos relaxar para cairmos no abismo (do Capitalismo). Mesmo passando 17 anos a capa de Chris Woods (e outras pinturas na embalagem) fazem sentido: as grandes marcas comerciais controlam a vida do planeta e tudo o que fazemos e pensamos. Mas não me parece que é também com Snog que se muda de atitude de tão pouco imaginativo que é - não que a música seja má mas também não tem nada de outro mundo. Nem fazendo misturas novas dos temas se vai lá. E como todos os discos de "remix", é um pot-pouri de intenções e desconstruções, puzzles mal-amanhados mesmo que não se tenha ouvido os temas originais. Simpático mas sem génio.
Trevor Brown na capa! Ok, ok, ok, o CD é do Venetian Snares! VS merece respeito mas o Brown tem feito capas icónicas para os terroristas sónicos Whitehouse, já para não falar da censurada capa Once upon the cross dos satânicos Deicide. Só por isso vale este disco intitulado Doll Doll Doll (2001) mas também poderia ser Dull Dull Dull. Breakcore muito excessivo em breakbeats e batidas com sabor metálico com algumas paragens em ambientes jazzísticos, não se sabe bem porquê dado ao teor pseudo-necro-pedófilo das músicas. Uma seca, é como ouvir três CDs de drum'n'bass ao mesmo tempo. As ilustrações de Brown é que são fixes, só que são de um tamanho minúsculo que dá dó. Sabem? Merda prós CDs! Ou melhor, merda para os designers idiotas que não sabem pensar em centímetros. Custava muito ter as ilustrações ampliadas ao formato do CD tal como as pinturas de Woods no "digipack" de Snog? Dah!
Não havia cinta a identificar os Monokrom e o seu CD One fine Day in the Pyramid (Ant-Zen; 2008) mas como resistir a uma embalagem feita de gesso? ... ah!?
Noise branco como umas tirinhas virgens de múmia. Felizmente faixa sim, faixa não, os Monokrom dão um bocado de ritmo à barulheira assim a dar para o Teknoise... Quando assim é, é música para foder na cama, à bruta, sonho de qualquer "teenager" - Noise + ritmo não acham? (Senão concordam é porque nunca foram jovens normais!)
Ainda estou para perceber se vou ficar com isto. Se sim é só por causa do gesso ou se é pelo gesso mais alguma barulheira que fica sempre bem lá em casa. A verdade é que já não sou "teenager" nem a minha mulher... Hum... complicado...
E por fim... Manuel Ocampo e Skinny Puppy, yes! Provavelmente uma das melhores bandas do mundo! Mythmaker (Synthetic Symphony + Hell-O dEathday; 2007) é o segundo álbum após o regresso destes destes Industrialitas de referência após um fim nos meados dos anos 90. Se o Synth sempre foi o que mais promoviam, as mutações das tecnologias obrigam-nos a irem cada vez a serem mais artificiais. Também soam mais Pop tal como aconteceu com a carreira a solo de OhGr (membro deste "cão escanzelado"). 'Tá difícil ouvir isto sem achar que é uma chachada, nem cão nem ogre. A verdade é que os Skinny conseguem sempre um bom equilíbrio entre música funcional e experimental. Um disco que é preciso dar tempo ao tempo para entrar neste emaranhado de sons.
Conclusão: Arte 5 Música 2 - a Arte ganha. O que isso quer dizer ao certo?
quinta-feira, 21 de dezembro de 2017
Jesus Cafetra
Fiz o cartaz para esta gentil malta da Fetra. Vai ser na ZDB, que seca, voltem lá a fazer a Noite Fetra & amigos na Caixa Económica Operária, porra!!! Isso é que era!!!
terça-feira, 19 de dezembro de 2017
Publicidade anarquista... cof cof cof
Já fiz esta "PUB" em Agosto para sair no novo número da revista Ideia (que saiu este fim-de-semana) mas sem a publicidade. Vai haver merda e mais uma dissidência aposto! Até lá, saiu o novo número d'A Batalha que continua com a minha nova tira CAPAM... ao menos isso!
segunda-feira, 18 de dezembro de 2017
CIA info 87.2
Já não me pediam para participar em calendários há algum tempo e fiz uma uma BD para o calendário de 2018 da Casa da Achada. Já saiu...
quarta-feira, 13 de dezembro de 2017
The Melvins : "Neither here nor there" (Ipecac; 2004)
Depois dos "Led Zep", Black Sabbath e Napalm Death, só há mais uma banda essencial para quem gosta de Rock Pesado. Os Melvins! Este livrão é a cara deles, junta mais imagens do que texto, e o pouco que há está impresso em letra tão minúscula e a prateado que mal se consegue ler.Pouco interessa, as imagens do "artwork" dos discos, dos cartazes ou da colecção neurótica dos seus elementos falam mais do que se calhar qualquer outra biografia escrita. Parece mais um catálogo de arte do que uma seca biográfica, ou pior, um "photo-book" de banda - embora, um "photo-book" dos Melvins seria sempre melhor do que qualquer outra banda. Estes gajos são uns monstros de riffs pesados que cagam de alto para as porras Stoner & Drone que andam por aí. Estes são os gajos que criam instrumentais narrativos que nos empurram para mundos bizarros, pequenas fantasias de plástico a derreter. O livro é a ilustração física disso tudo.
A acompanhar o tijolo há um o CD "best of" que numa banda sem "top 10" deixa de fazer sentido comercial logo à partida. No entanto é um "best of" bem esgalhado, de demo-tapes dos anos 80 aos temas dos discos Stag ou Houdini da Atlantic - uma "major" que contratou-os nos anos 90 para apanhar a vaga de "música alternativa" dessa década - passando por singles vários e claro pelos discos da casa que eles quase que criaram, a Ipecac, e que lhes tem editado quase todos os álbuns de originais desde 1999. É difícil pensar se a selecção dos temas passou por todos os mais emblemáticos, só os fãs "hardcore" é que poderiam dizer isso, como os japoneses Boris que foram buscar o nome a um tema de 1991 (aqui incluído, claro está).
quinta-feira, 7 de dezembro de 2017
CIA info 85.7
A fazer uma t-shirt para uma banda punk, os Systemic Viølence... Os punks preferem cães, não curtem gatos nos seus "visuais" e vou ter de mudar para... porco! Um porco bófia com um A.C.A.B. no boné! Não era melhor T.B.S.C. (todos bófias são cabrões)?
...
Enquanto desenho o porco-cabrão-bófia-morto, este gato foi para um fanzine chamado Olho do Cu... I shit you not!!!
E eis o Porco Morto!
Die like a pig!!!
que deverá ficar assim na t-shirt:
But wait! Acho que será também para um disco, patch, vídeo e o catano... foi o que me disseram, nem sei se deva acreditar... Um split com Dokuga para sair em Barroselas MetalFest, nem acredito!
...
E não é para acreditar, saiu o disco (atrasado) este mês sem o meu desenho.
Que borregos do caralho!
segunda-feira, 4 de dezembro de 2017
Isto é que é!
Alien Sex Fiend: "It" The Album (Anagram; 1986)
Os Alien Sex Fiend são capazes de ser a banda mais esquecida no mundo, mesmo para uma "banda de culto" seja lá o que isso quer dizer. O que é muito estranho porque se gostam de Cramps estes tipos não ficarão atrás a nível de selvajaria sonora, se gostam de Goth / Death Rock estes tem muito mais humor e panache que os clássicos do género, se gostam de electrónica e sintetizadores ácidos os ASF sempre evoluíram nesse campo podendo ser descartado o retro-Krautrock que anda por aí. Come on! Músicas sobre cheirar a merda? Sobre não conseguir parar de fumar? É aqui! Com a vantagem de terem as capas mais selvagens do Rock, pintadas pelo demente vocalista Nik Fiend.
Isto é "steampunk" completo, como se primitivos do Rock'n'Roll descobrissem maquinaria vinte anos antes delas serem aplicadas ao Rock. Com esta afirmação, teríamos de ignorar toda uma carreira vanguardista dos Suicide, bem sei... Comparando com eles, os ASF são mais orelhudos, graças à sua origem britânica imersa em décadas de Pop, embora os discos deles vão melhorando com o tempo, cada vez mais electrónicos e com os temas mais extensos para sugestão hipnóticas de acordo com a cartilha Rave e Techno, sobretudo na passagem para os anos 90. "It" é de 1986, fica ainda no cruzamento de Rock e Electrónica.
Se há gente a coleccionar vinilos estes serão os poucos que valem a pena fazé-lo, a música é soda cáustica, as capas são quadros para pendurar no quarto de "teenager" tardio e... caramba, não é que este LP traz um zine, para montar (!) todo mamado com BDs e "detournements" punks!? Edita-se muito neste novo milénio mas são poucos discos que são realmente necessários ouvir, ver e ler. É preciso voltar a 30 anos atrás para se curtir alguma coisa? Isto é Nostalgia!?
quinta-feira, 16 de novembro de 2017
Lá fora com os fofinhos
- Joana Estrela
Ler o trabalho de Pita é como ter um daqueles sonhos em que tudo é perfeitamente normal e completamente surreal ao mesmo tempo. Enigmáticas e doces, estas bandas desenhadas vão avançando de forma incerta conduzidas pelo movimento do desenho. Uma força misteriosa em acção!
- Disa Wallander
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Co-edição Chili Com Carne + O Panda Gordo com o apoio do IPDJ
112p. a cores, em papel Inaset de 100 g/m2. (48p com menos 1 cm de largura no miolo), capa a cores em papel Inaset de 250 g/m2
Lá fora com os fofinhos compila várias BDs de Mariana Pita entre 2013 e 2017, algumas publicadas em vários fanzines e na Internet, outras não...
112p. a cores, em papel Inaset de 100 g/m2. (48p com menos 1 cm de largura no miolo), capa a cores em papel Inaset de 250 g/m2
Lá fora com os fofinhos compila várias BDs de Mariana Pita entre 2013 e 2017, algumas publicadas em vários fanzines e na Internet, outras não...
Algumas BDs estão em inglês com legendas em português e vice-versa
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à venda na loja virtual da Chili Com Carne, BdMania, Mundo Fantasma, Linha de Sombra e em 2018 na FNAC e Bertrand
quarta-feira, 8 de novembro de 2017
Nunca confiar nos aústriacos
É uma nação de gente estranha, soturna e desviante. Bem que íamos bem cagadinhos de medo quando entrámos nos portões da Schaumbad na tournê Boring Europa... Nem me lembrava destes austríacos Fetish 69 que ouvia nos tempos da universidade senão nem tinha lá posto os pés.
Nos anos 90 e até agora só ouvi este álbum, o Antibody (Nuclear Blast; 1993), que era o pão de cada dia já que era doido por Ministry, Malhavoc e afins. Redescobrindo o álbum, continua a ser brutal apesar da fórmula já ser agora bastante conhecida: Metal & Industrial de mãos dadas com temas rápidos e pujantes como Hyperventilator e Stomachturner (que por si só valem pelo CD todo) e com tortura lenta como o tema Anti Body. Ao longo da carreira da banda até 2003 o estilo de música foi se "trip-hopando" e que não está mal de todo pelo que ouvi nos "youtúbaros". Será que a versão do excelente tema Being boiled dos Human League já eram uma piscadela de olho para essa evolução? Em 1993 ninguém sabia, claro, como ninguém sabia da família Fritzl...
terça-feira, 7 de novembro de 2017
Cinzas de artista
![]() |
| foto de Joana Pires |
Até ao final desta semana está patente a exposição Quatro Elementos na Galeria Municipal do Porto que congrega pintores, escultores, desenhadores, videoartistas, músicos e outros artistas num diálogo com a obra de Sophia de Mello Breyner Andresen (…) Comissariada pela Câmara do Porto, Quatro Elementos é a terceira exposição do ano na Galeria Municipal e encerra com o Fórum do Futuro, em Novembro. Até lá, propõe um discurso a quatro vozes sobre um tema simultaneamente transversal à obra de Sophia e ao debate que vincula a edição deste ano do Fórum: o Planeta, todos os seus elementos, e a forma como a humanidade neles se inscreve na contemporaneidade.
Os quatro elementos são os quatro curadores convidados para desenvolver o projecto expositivo. São também o Fogo, a Terra, o Ar e a Água. A cada curador, o seu elemento: Fogo – Pedro Faro, Terra – Eduarda Neves, Ar – Nuno Faria e Água – Ana Luísa Amaral. De realçar que nestas exposições encontram-se trabalhos do Rudolfo com o seu Musclechoo / Trump Card – a única BD da exposição - mas também uma coisa (instalação? escultura? que porra é esta?) em que cinzas de tabaco fumadas por mim e outras pessoas estão lá nuns cinzeiros à lá "Merda D'artista"...
De entrada livre, Quatro Elementos fica patente até 12 de Novembro e pode ser visitada de Terça-feira a Sábado, entre as 10 e 18 horas, e aos Domingos entre as 14 e as 18 horas. Durante o período da Fera do Livro do Porto, até 17 de Setembro, o horário é o seguinte: Domingo e Segunda-feira – entre as 11 e as 21h30, de Terça a Quinta-feira – entre as 10 e as 21h30, Sexta e Sábado – entre as 10 e as 23h.
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André Coelho,
Marcos Farrajota,
Rudolfo
sexta-feira, 27 de outubro de 2017
sábado, 21 de outubro de 2017
25 anos

Amanhã, o Mesinha de Cabeceira faz 25 anos de existência!
E não irei fazer nada ao contrário ao que aconteceu há 5 anos atrás que foi um sucesso (a exposição e o número especial)... ainda pensei em fazer um número especial com uma nova BD do Nunsky em papel jornal e grátis. Procurei publicidade e todas as empresas estão viradas prá 'net. Olha, fodam-se com ela, um dia vão perceber que nem tudo é écrans.
Amanhã se forem à RAIA faço descontos nos "Mesinhas", operaçãozinha capitalista miserável bem sei, é o que é possível fazer mas quando fizer 30 anos é que vão ver!!! (é tanga, acho que me vou esquecer de comemorar, whatever...)
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MESINHA de CABECEIRA,
Pedro Brito
segunda-feira, 16 de outubro de 2017
Suomi Ramp
Reza a lenda que o baterista desta banda está sempre a mudar, seja em disco seja ao vivo, só se mantêm os gajos das máquinas, o "k" e o "p". Soletrem lá: K X P, K-X-P, KXP... Foram uma bela de uma descoberta no Tremor estes finlandeses. Disfarçados em capuzes à druída (obrigado sunn0))) por teres massificado essa ideia) o trio lá tocou um Techno / Electro anacrónico mas com um pingo qualquer de magia que convence a mexer a anca. E mais estranho ainda, a ouvir intensamente em casa, em "repeat" até os dois CDs III part I (2015), III part II (2016) e o mini-LP The History of Techno (2014), todos da respeitável editora Svart.
The History of Techno será o discos mais sóbrio e direccionado de todos, há quase ausência de vozes e é muito contido. Se é para fazer um disco de dança, o objectivo é completo, isto poderá ser a Rave music depois da bomba. "A primeira parte" de III é o menos convincente a roçar algum azeite Electro-trólóró, anda aos trambolhões apesar de algumas boas faixas. Já "a segunda parte" talvez um bocado mais Pop e como tal orelhuda, atraente e viciante. Ou então, o disco consegue criar mais micro-universos de faixa em faixa de modo a criar uma viagem mais dramática e memorável. Ou então, é mesmo porque embirrei com este e não com o "primeiro". Analiticamente eles não serão muito diferentes entre eles, o que leva a achar o "segundo" melhor, realmente?
sexta-feira, 29 de setembro de 2017
Vanguarda onde andas?
Ninguém sabe responder à pergunta mas os Metaleiros sabem! (Não, não sabem!) O que interessa aqui é saber em 2017 se há alguma revista de Metal que não seja uma granda seca. Eis que apareceu pelos press-centers do país a revista inglesa Heavy Music Artwork dedicada à Arte (visual) no mundo do Rock Pesado. Por acaso, em contraponto, até é levezinha nos textos e tem muita imagem para adorar. A vantagem é que selecciona só os monstros relevantes (Skinny Puppy? Sim senhor!!!) e não temos de ler mil e um resenhas e entrevistas de merda como nas outras revistas do género (Metal). As entrevistas aos ilustradores / artistas na realidade são tão más como as entrevistas sempre iguais dos músicos a bandas (nesta e noutras publicações), também eles se repetem em lenga-lengas em versão artista, tipo "as bandas muitas vezes não tem um conceito para a capa, eu discuto com eles, leio as letras, bla bla bla..." Mas, pá! Curti a revista!
Já agora, considerando a falta de cultura visual e bom gosto (uma coisa implica a outra) da cena portuguesa aconselho as bandas a fazerem a assinatura da revista para não massacrarem os artistas quando os abordam para as capas dos seus discos sucedâneos - ou até para os editores fonográficos e editores de revistas piegas. Ah! Sim, o tema do último número era "vanguarda", sem comentários.
quinta-feira, 28 de setembro de 2017
CIA info 82.5
A minha BD Arabyon Ana teve uma versão castelhana! Já foi publicada numa antologia da Alt Com, na Pangrama e no Free Dub (...), é agora publicada no número 6 do Arròs Negre... e com mais uma cor, espera, não publicaram a versão a cores!
Nunca acreditar num espanhol, nunca!
E sim, passaram-se dois anos à espera. Bom, pelo menos está com muito bom aspecto!
quarta-feira, 27 de setembro de 2017
O Santuário de Fāṭimah
Mdou Moctar : Afelan (Sahel Sounds; 2012)
Há uma idade em que um gajo fica com menos energia mas há música calma chata e outra que é calma e estimulante. Há um cliché enorme da beleza dos Blues do Sáara. Há uma ideia Ocidental que as músicas dos outros povos - do Terceiro Mundo - é sempre bonita e cheias de boas intenções. Moctar pode estar a dizer que os portugueses são uns idiotas (o que é uma verdade pouco ofensiva, diga-se) mas um gajo papa esta música sem perceber pevas. Ela é feita em ambiente de volta da fogueira com uma festa para acontecer... Não a sério, este disco é bonito, fofinho e aconchegante. Perfeito para a noite de verão, fim de verão e até na noite de inverno, ao contrário da música ocidental que cada vez mais é histriónica pela overdose de açucar digital e café plastificado.
Como é bom voltar a casa depois de um dia de stress e ouvir este LP e ler o Albert Cossery!
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