


Enquanto por cá andava-se em Indíos deprimidos com as Beekeepers e afins, na Finlândia com menos sol tinham mais energia fazendo uma misturada de Garage, Punk, Grunge, Hardcore e Pop/Rock, em temas curtos que tanto devem à tradição do Hardcore finlandês criado pelos Terveet Kädet.
Os Mouth Odour na sua estreia homónima e da editora (1995) mostram essa mistura sem problemas num belo vinil verde repugnante - e já agora etiqueta cor-de-rosa choque, o que demostra que o (ab)uso de cores fortes tem sido uma constante no trabalho gráfico do Tommi. Refrigerator (1997) é uma continuação de trabalho: punk que se disfarça em Pop para montar Hardcore melódico enquanto se quebra em Prog de segundos - quase a lembrar os Atheist. Algures na capa do disco aparecem uma fórmulas matemáticas que nos deixam na dúvida o que temos aqui é Punk Politécnico!? Deixam-nos a boca aberta e a cheirar mal dela. Bom! Já os Blubberheads com Traumance (1996) é mais Hardcore e é também mais linear que os Mouth Odour, resta-lhes energia de sobra para sentir-se algum respeito.

Estas bandas repetem-se no EP Boogaboo-Baboon-Bang! (1996) que ainda junta os Luxury Spit e os Fridge. Os últimos são meio freaks e indies, Pop da amargura que lembra Portugal que se criticou no 2º parágrafo, esquece! Cada banda tem direito a dois temas, o segundo dos Luxury Spit é o que sobresai com o seu Riff viciante. A capa é do Musturi que também fazia o design de todas estas edições. É um Musturi jovem, com 20 anos, muito influenciado pelos efeitos psicadélicos underground mas com a minúcia que há de ser reconhecido no futuro.


Kapteeni Perkele - que quer dizer Capitão Diabo, creio... - com o EP Oihreita (1998) cantam em finlandês com o power do power-trio (se me permitirem a redudância). Guitarras e ritmo punkrolheiro a partir e talvez por isso que estamos a ouvir basco ou japonês - até parece uma banda "punk biesta" espanhola... Talvez a prova material que os artistas finlandeses fizeram um pacto com o Diabo e tudo o que fazem se não for criativo pelo menos é poderoso. Aqui não há xoninhas!
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