quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

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- Simone de Beauvoir: O Segundo Sexo, vol. 1 (Bertrand; 1975 - orig. 1949)

- Adam Curtis : Shifty (BBC; 2025)

- Shintaro Kago : Parasitic City #0.1, 0.2, 3 (Hollow Press; 2025)

- Ammar 808 : Maghreb United (Glitterbeat; 2018)

- Jazmín Varela : Campeón (Sigilo; 2025)

- Silvio Lorusso : Entreprecariat : Everyone is an entrepreneur. nobody is safe (Onomatopee 170; 2019)

- Jim Donaghey, Will Boisseau & Caroline Kaltefleiter [ed.] : DIY or Die! : Do-it-yourself, Do-it-together & Anarchism (Active; 2024)

- L'ego + Hi$t : Biologia (SPH; 2025 - orig. 1989)

- Holy Burger : in comics we trust (Forum Ljubljana; 2024)

- Nettwerk Sound Sampler vol.04 : Possessed (Nettwerk; 1992)

- Tânia M. Guerreiro (curadoria), Mohammad Abbasi, Ana Borralho & João Galante [et al]: Self-Uncensored [uncoding] (TBA; 25.01)  

- Prado (Vortex; 31.01)

- Catherine Ribeiro + Alpes : (Libertés ?) (Fontana; 1975)

- Crawling Chaos : The Gas Chair (Factory Benelux; 1981)

- Marga Alfeirão : Lounge (TBA; 09.01)

- Yutaka Aso : Children of the city (?;? - orig. 1947)

- Luís Moreira Gonçalves + Felipe Parucci : Dormindo entre Cadáveres (Zigurate; 2025)

- Deben Van Ham : Putain (2025)

- Kleber Mendonça Filho : O Agente secreto (2025)

- Richard Linklater : Nouvelle Vague (2025)

- Stripburger #85-86 (Forum Ljubljana; 2025)

- Artistas Unidos : O Piloto Americano de David Greig (Teatro Variedades; 4.02)

- Derek Pell : Doktor Bey's Bedside Bug Book (A Harvest / HBJ Book; 1978)

- José Luis Vidal & Jorge González : Salitre (Spaceman Project + ECC; 2023)

- Gjyljeta Berisha e Thomas Seeberg Torjussen : A Better Man (2025)

- Ben Lawrence : The People vs Robodebt (SBS, 2025)

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Flexi-comics para todos os gostos! (embora só o do Panter é que vale a pena!)

Não deve haver formato mais xunga que o "flexi-disc". Para quem não sabe trata-se de geralmente de um formato "single"/ 7 polegadas tão fininho que parece uma folha de papel. E no entanto cabe lá música - e até software antes das k7s substituírem este formato nos tempos do ZX Spectrum. Servia sobretudo como uma prenda ou objecto de promoção que era metido em revistas e livros de qualquer assunto - até BD! - tanto que acho que curto bués do tema Dead Embrionic Cells dos Sepultura à pala de um flexi que ouvi numa revista qualquer de Rock... Mais recentemente no número comemorativo dos 30 anos da revista italiana Neural (e 20 da Crónica) vinha com um flexi com30 projectos de música a mandarem 9 segundos de som, entre eles Philippe Petit, Francisco López, Clock DVA, Alva Noto, Scanner, @c,... Formato morto com alguma ou outra ressurreição mas sem a loucura vaidosa do vinil, o "street-cred" da K7 e o retorno do CD para breve, uma vez que os outros formatos estão caros e demorados de produzir...

Mais tarde apanhei ainda nos anos 90 o livro Invasion of the Elvis Zombies do Gary Panter, que parece que teve edição nos EUA (Raw Books; 1984), França (?) e na Espanha (Arrebato; 1985) - sempre à frente, Espanha e Valência em especial, cá ainda só deve haver dez pessoas que sabem que é este artista! 

BD iconoclasta de filmes de série B, tem um flexi do próprio Panter com uma música, Precambrian Bath, que lembra algo entre um funk branco e a estranheza de uns Big Stick. A música é tão bizarra como o trabalho gráfico-narrativo. 

É curioso assistir esta coerência artística usando media tão diferentes mas faz sentido quando se tem mesmo uma visão clara da Arte que se ambiciona. Um verdadeiro artista é assim, aliás, em Portugal podemos pensar no mesmo de André Coelho (com as suas bandas Sektor 304 e Metadevice, por exemplo), André Lemos (com o projecto Blunt Instrument) e Rudolfo da Silva seja em zine, CD-R, livro ou "escultura"...

Recentemente encontrei mais umas maluquices de BDs com flexis incluídos. 

O número 3 de Nexus (Capital Comics; 1982) de Mike Baron (a) e Steve Rude (d). Série de BD que é uma Space-opera com um gajo de fato de super-herói, uma treta que vale mais pelos desenhos de Rude, antecipando uma década o grafismo "retro" na indústria dos "comics". O flexi é ainda mais parvo pois adapta em som a BD que se está a ler. O que é incrível é a quantidade tempo que o flexi consegue aguentar (neste caso ouve-se dos dois lados)

Recebe o estatuto de "primeiro flexi-comic" do mundo (LOL), completamente inútil a não ser que se ignore a BD e oiça-se como uma dramatização radiofónica. Intermedia cómica dos anos "dourados" da BD independente norte-americana.

Algumas semanas atrás o 40 Ladrões deu-me um álbum de BD medíocre q.b. Paris Skouille-T-il? (Les Humanoides Associes; 1981) de Dodo (a) e Ben Hardi (d) que entra numa linha de paródia ao Rock que bateu nos finais dos anos 70 na revista Métal Hurlant - com outros autores da altura como Jano, Tramber, Frank Margerin, Yves Chalant, Serge Clerc... Ou seja, uma "linha clara" ao serviço do Rock que faria mais sentido do que aplicar a aventuras parvas à Tintin, embora os negros são ainda representados com aquela boca de salsicha, terrível! O que só reforça que ao contrário dos exemplos anteriores, neste aqui haja menos talento, piada ou interesse. Ah! A banda que existe na BD e que grava música oferecida no álbum chama-se Les Closh - que significa sinos ou idiotas - paródia dos... ehm... Clash!

Aliás, reflete-se também na música que o flexi do álbum, duas músicas que soam a Grace Jones ou The Selecter sem brilho. Nunca chega a ser Ska mas um Pop / Funk com letras parvas - que estão reproduzidas ao longo das páginas do álbum, uma linha / frase é reproduzida debaixo da página da BD / álbum, ideia interessante mas também impossível de resultar em alguma coisa entre a BD e a música, não se consegue absorver os dois mediuns ao mesmo tempo. Sem piada como aliás muita da produção francesa dos anos 80, adormecida pelos confortos de Jack Lang na Cultura. Bobo!

PS - Mais tarde em 1990 a "banda" volta com um single, Toutes ces filles, que nem comento... Putain! Quel bobozada!!!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Mr. B entesado!


Chegou o livro mais atrasado de sempre mas está entesado o "Mr. B." Diriamos que é até o nosso primeiro "Álbum"! 

Dia 28 de Fevereiro faremos a apresentação oficial na Tinta nos Nervos, às 16h, com as presenças dos autores David Soares e Pedro Nora e o editor Marcos Farrajota "para falarmos do passado" afinal este livro comemora 25 (26) anos da sua edição original em 2000. 

Curse go back teria dito o verdadeiro Burroughs!!... entretanto o livro já se encontra na loja em linha da Chili Com Carne


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23º volume da Mercantologia, colecção dedicada à recuperação de material perdido do mundo dos fanzines e edição independente.

Publicada originalmente em Novembro de 2000 pela Círculo de Abuso, passado três anos seria publicado pela belga Fréon (futura Frémok) em francês, algo inédito na BD portuguesa na altura - o que revela a maturidade da obra e da cena portuguesa naquela época, ou seja nos meados dos anos 90 até os meados dos anos 00.

A nova edição é maior que a original - passou para 21x28 cm -, tem 56 páginas a preto e branco e uma capa em cartolina rosa. Foram emendados pequenas gralhas e dado algum tratamento sobre as páginas originais. É acrescentado um posfácio de Marcos Farrajota para contextualizar este livro nesses tempos eufóricos da BD portuguesa.

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sinopse:

Este Mr. Burroughs não é  William Burroughs, mas é como se fosse; é um sócia alternativo do romancista norte-americano, que se confronta com uma crise de criatividade.

Assombrado pelo fantasma de sua irrepreensível carreira, e ousando desafiar a vida para conhecer os seus limites, Mr Burroughs vai enfrentar a verdade sobre si mesmo para descobrir porque é que tudo aquilo que toca se transforma nele próprio.

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FEEDBBACK (da primeira edição e a a edição belga)

Minimalista nos meios, preto e branco rigoroso, (...) narração surrealista mas fluída (...) uma homenagem estranha, surpreendente e entusiasmante. 

Les Inrockuptibles

Obra que se livrou de todos os ornamentos da lenda sulfurosa, concentra-se inteiramente no processo de criação.  

Bang

(...) obra mais poética que narrativa , mais evocativa que descritiva. (...) A estilização do desenho de Pedro Nora privilegia a angulação expressionista, (...) o traço que fere como um bisturi e tudo inunda de borrões de tinta, como golfadas de sangue. 

Domingos Isabelinho in Quadrado


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sobre os autores

David Soares (Lisboa; 1976) é escritor, historiador, mestre em História Moderna, investigador integrado do CHAM-Centro de Humanidades (NOVA FCSH). A sua obra diversifica-se pelo romance, a banda desenhada, o ensaio e o spoken word. Como autor de banda desenhada, foi premiado com quatro troféus para Melhor Argumentista Nacional e uma Bolsa de Criação Literária, atribuída pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas  (2002). A sua obra historiográfica O Bobo e o Alquimista: Deformidade Física e Moral na Corte de D. João III (Verbi Gratia, 2024) foi distinguida com o Prémio Fundação Calouste Gulbenkian - História Moderna e Contemporânea de Portugal, atribuído pela Academia Portuguesa da História (2024).

Pedro Nora (Vila Nova de Gaia; 1977) é um designer gráfico licenciado pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto. Desde 2001 que desenvolve trabalho na área cultural, tendo-se especializado em design gráfico para exposições de arte contemporânea, em design editorial e em design de livro de artista - de entre as suas colaborações institucionais destacam-se Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação de Serralves, Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, Moderna Museet Malmö (Suécia), Kunsthalle de Basel (Suíça), Palais de Tokyo (França) e Bergen Kunsthall (Noruega). Colabora com regularidade com as editoras Dafne, Ghost, Pierre von Kleist. Foi co-editor da revista Satélite Internacional (2002-05), da editora Braço de Ferro (2007-11), do jornal Buraco (2011-19). Integrou o colectivo Oficina ARARA entre 2014 e 2020. Em 2020 deu início ao projecto editorial FOJO.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

"Eles nos devem uma vida - Crass : Escritos Diálogos e Gritos" (Imprensa Marginal + No Gods No Masters; 2017)

 O que dizer sobre os Crass que não tenha já sido dito? Ainda mais no ano de 2026 em que parece estamos no centro de todas as distopias a 85 segundos do Apocalipse
Ainda assim, qual a diferença dos finais dos anos 70 com os dias de hoje? Na altura, o cerco às contra-culturas era tão selvagem como as "guerras culturais" de hoje. (Re)Lendo os textos deste precioso livro, não me parece que haja diferença, sobretudo quando a banda tinha uma clareza anarquista para analisar o que se passava ao seu redor, longe das manipulações das industrias do entretenimento e das reacções violentas da esfera política - fosse da skinaria fosse dos "tankies", os Crass levaram dos dois lados. Falar de Crass é falar de Anarquia nos finais do século XX, o seu rejuvenescimento no mundo "Ocidental" dado que a banda foi mais que uma banda DIY de [anarco(punk)rock]. Redigiram panfletos e fanzines, fizeram filmes, acções de solidariedade, fixaram uma ética sobre as políticas de preços dos seus discos (que podia ser observada mais tarde até na "nossa" Thisco), constrangeram políticos (sobretudo a porkkka Maggie), puseram ao ridículos estruturas de opressão (a famosa k7 de uma conversa montada entre Reagan e Thatcher, em que o primeiro ameaçava invadir a Europa - olha 2026 e o Trump!), reinventaram o imaginário anarquista que ainda hoje tem ecos em milhares de estruturas pelo mundo fora.
Textos como O último Hippie - Um Romance Histérico de Penny Rimbaud, de 1982 mantem toda a actualidade ao ponto que deveria ser dado nas escolas secundários e universitárias, em que nada sai ileso, a destruição das contraculturas Hippie e Punk, a absorção do Punk pela Direita - com o Oi e a invenção do rock do proletariado - e o monopólio da violência do Estado sobre qualquer dissidência - o que se passa no Irão, poderia acontecer na Europa? Claro que sim, ainda alguém se lembra dos Coletes Amarelos e a quantidade de pessoas que ficaram cegas que a bófia fez - foi quando, há quê? Sete anos atrás? Ena! Será por isso que os estudos académicos dos últimos 10 anos sobre o Punk, quando chegava à parte da política os "investigadores" borravam-se todos e ignoravam essa veia do Punk? Até a Intelligentsia (Greil e Reynolds) teve a dignidade de os ignorar reconhecer, quer pela música quer pelo fenómeno - menos o "nosso" REP!! Entre 1977 e 1984 ainda não havia "google" para descobrir esta malta, do que estás à espera?
 
PS - De resto, a nível pessoal devo ainda escrever que é sempre um "prazer" (re)ver a arte de Gee Vaucher - as colagens e as pinturas - e que tive oportunidade de ver alguns originais há muitos anos no Happening Internazionale Underground (2003) no Centro Social Leoncavallo - espaço autogerido desde 1975 e estretanto fechado pela facharia italiana no ano passado, 40 anos de resistência. Eles nos devem uma vida!

sábado, 31 de janeiro de 2026

CIA info 93.1

Rastas para papeis para se fazer ganzas... Complicado? Depois explico melhor...

Entretanto só falta colar...

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Martin Aston : "Facing the Other Way : The Story of 4 AD" (HarperCollins; 2014)

Na Feira do Livro de Lisboa, o amigo Afonso mostrou-me que se podia ver a discografia toda por ano no Discogs - já que não se vende nada por lá, ao menos um gajo com o Youtube, pode checar os discos todos que não conhece da Earache, por exemplo, ou da 4AD. Devo desde já dizer que ouvir os discos não conhecidos da Earache foi uma revelação e desilusão, esperava mais bandas Grind/Death e invés disso saiu muito Gabber (ok, tudo bem, gosto e gosto da fusão de Gabber com Metal) e projectos sub-merda - seja em Metal seja em Electrónica da treta.

Já a 4AD não desilude mesmo que possa não gostar deste disco ou daquela banda, tudo tem uma qualidade acima da média Rock/Pop. Para começar, fiquei surpreso com os nomes de Bauhaus, The Birthday Party e The The (antes de o ser) no catálogo desta "indie". Bauhaus é Alfa e Ómega. Sem comentários, tudo bem que a 4AD era no início uma "sublabel" da Beggars Banquet e que esta passou a ser o representante dos Bauhaus mas só isto indica o que as qualidades para descobrir talento do homem detrás da editora, Ivo Watts-Russell

E os nomes sucedem: This Mortal Coil (projecto de estúdio do Ivo), Cocteau Twins, Dead Can Dance, X Mal Deutschland,  Clan Of Xymox, Throwing Muses, "o mistério das vozes búlgaras",  o marado mega--sucesso Pump up the volume dos M|A|R|R|S, Pixies, Lush, Pale Saints, Breeders, Belly, Lisa Germano, Gus Gus, Thievery Corporation (WTF!?),... isto no reinado do seu fundador Ivo até ele sair em 1999. Não sendo o catálogo revolucionário na música Pop, indirectamente foram sem sombra de dúvida, projectos que mudaram as suas coordenadas - Nirvana não seria o que era sem os Pixies, por exemplo. 

Dois comentários possíveis, o primeiro foi a quantidade de bandas ou projectos que envolviam mulheres em bandas - um elemento na bandas ou bandas exclusivamente de mulheres. Tal parece-me importante referir mais do que a arte das mesmas - sem desconsiderar, os nomes acima referidos provam a qualidade alta dos seus projectos - porque numa sociedade patriarcal, a vida delas no meio musical não era (e ainda não será) fácil. Esse legado continuou mesmo depois de Ivo ter saído da editora e isso ainda se vê no actual catálogo da editora.

Onde Ivo "falhou" foi no acompanhamento das carreiras das bandas, ele só queria gravar bons discos, arriscando em projectos variados e inusitados, todo o jogo do negócio passava-lhe ao lado, ou porque o desprezava ou porque não tinha perfil para tal - tendo até desenvolvido problemas de saúde mental com o stress da indústria fonográfica. Ao longo do livro não faltam queixas de desorientação dos músicos face ao sucesso que alcançavam mas para Ivo o que interessava era fazer mais um disco excelente, ponto.

De resto, o livro esmiúça tudo o que e preciso esmiuçar, a vida de Ivo, as histórias das bandas e seus relacionamentos, o grafismo icónico de Vaughan Oliver /23 Envelope / v23 - fiquei a saber que ele nunca usou computador, wow! -, os negócios da editora, a saída de Ivo e mais alguma década de história depois dessa saída. Um livro obrigatório sobre os anos 80 e 90 no Pop/Rock.

sábado, 10 de janeiro de 2026

Manuel João Vieira : "Só desisto se for eleito" (Artemágica; 2004)

 

Recupera-se aqui um textinho escrito a 20 de Janeiro de 2017 como forma de apoio à candidatura de Manuel João Vieira a Presidente da República: 

Eis o livro que é uma paródia artística, social e política do artista "homeostético" Manuel João Vieira, mais conhecido por ser músico dos Ena Pá 2000 e Irmãos Catita. Se ele tivesse levado a sério (mas a brincar) poderia ter antecipado o Trump a 15 anos de diferença!!! Portugal poderia estar na vanguarda política - embora esteja se formos a ver bem, temos a "geringonça" de Esquerda enquanto que o resto do Mundo está a virara à Direita fascista. Ainda por cima com as vantagens sobre Trump é que o machismo de Vieira é proto-feminista, o seu alcoolismo é pseudo-abstémio, a sua alimentação omnívora é pós-vegetariana, o seu conservadorismo é vanguarda do catano, além de que de longe que Vieira seja monossilábico, pelo contrário é polígamonossilábico! Teria sido o primeiro Presidente do mundo reaccionário aberto. Um verdadeiro político Yin / Yang da escola de pensamento Hon-Hin-Hom.

 Como é bem dito sobre este livro, Vieira concebeu em 2002 a sua maior (...) obra de arte pública: candidatou-se a Presidente da República de Portugal. Uma candidatura firme assente numa campanha completa - teve tempo de antena televisivo, radiofónico e na imprensa; percorreu Portugal de lés-a-lés; discursou de varandas e palanques; escreveu reivindicações; teve seguidores. Só desisto se for eleito é a reunião de textos, desenhos, fotografias, cartas, situações vividas, enfim, de um sem número de manifestações do povo português que nestes meses reagiu surpreendentemente.

Se a partir de hoje começa a luta contra a Grande Puta na gringolândia, é preciso estar atento que à nossa porta estão outros parecidos com ele pela Europa fora e nunca se sabe quando aparece um bardamerdas mais carismático que o António de Sousa Marinho e Pinto. Um bom livro para relembrar que no tapete da Democracia tudo é possível por isso nunca se pode dormir sobre ele com o risco de ser-se pisado pelos porcos. 

Obrigado Dr. Gamão por esta literatura tão necessária para descomprimir da época natalixa.