- Adam Curtis : Shifty (BBC; 2025)
- Ammar 808 : Maghreb United (Glitterbeat; 2018)
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- Richard Linklater : Nouvelle Vague (2025)
Fundado por Pedro Brito e Marcos Farrajota em 1992, este zine de BD é um projecto mutante que começou em fotocópia, passou pelo "perzine" (com as autobiografias de Farrajota), monografias (Nunsky, Isabel Carvalho, Mike Diana, André Lemos, João Maio Pinto) e edições colectivas. Desde 2021 que voltámos às bases, publicando monográficos de novos talentos, projectando-os prá praça pública.
- Adam Curtis : Shifty (BBC; 2025)
- Ammar 808 : Maghreb United (Glitterbeat; 2018)
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- Richard Linklater : Nouvelle Vague (2025)
- Fabrice Neaud : Le Dernier Sergent vol. 1 : Les Guerres Immobiles (Delcourt; 2023) + Nu-Men (Soleil; 2012-13)
- Jafar Pahari : Foi só um acidente / Yek tasādof-e sāde
- Liu Cixin : O Problema dos Três Corpos + A Floresta Sombria + A Morte Eterna (Relógio D'Água; 2021-24 - orig. 2007-10)
- Anders Nilsen : Tongues #1-6 + Supplement #1 (Nomiracles; 2017-2024)
- Rudolfo : Fusão Dimensional : A Ascensão do Governo Sombra (Palpable Press)
- Nathan Fielder : The Curse (2023) + The Rehearsal (2022-25)
- Douglas Coupland : Generation A (Cornerstone; 2010)
- Miragem : Encontros de BD e Publicação Independente (Biblioteca de Marvila, 24+25.05)
- Magius : Primavera para Madrid (Autsaider Cómics; 2020) + Black Metal (Autsaider Cómics)
- Sherill Tippins : Inside the Dream Palace - The life and Times of New York's Legendary Chelsea Hotel (Simon & Schuster; 2013)
- Shintaro Kago : Parasitic City #0-2 (Hollow Press; 2022-24)
- Baro D'Evel : Qui som? (CCB; 5 Julho)
- Joe Sacco : War on Gaza (Fantagraphics; 2024)
- Guitar Wolf (Barracuda; 28.06)
- Martin Dupont : Hot Paradox (Infrastition; 2011 - orig. 1987) + Just because... (Infrastition; 2011 - orig. 1984)
- Samplerman : Bedetruire (Le Dernier Cri)
- DJ Balli : Scrap Vinyl (Vinilificio; 2024)
- Queimada + Spitgod (Vortex; 15.03)
- Romain Gary : White Dog (University of Chicago Press; 2004 - orig. 1970)
- Realidade Virtual (Fast Forward Recordings; 1991)
- Bies Podziemi : How to eat Christians without decreasing your I.Q. (Opuntia Books)
- Karen Finley : Tratamento de Choque (Frenesi; 2003 - orig. 1990)
- Jessica Hausner : Clube Zero (2023) + Little Joe / A Flor da Felicidade (2019)
- Stefan Golaszewski : Mariage / Casamento (2022)
- Henri-Georges Clouzot : Les Diaboliques (1955)
Este fim-de-semana, sai o novo número do Mesinha de Cabeceira com a BD 2125 de Matilde Basto - do mítico Casal de Santa Luzia (MdC #34) - no FLOP nos Açores e na Parangona (Lisboa).
É o divertido regresso de Matilde com esta BD intitulada feita para a mostra virtual do Story Tellers (em Benfica). Modesto panfleto que ironiza o convívio entre duas espécies lisboetas, os humanos e as baratas, Homos e Blattae, all together now!!
Acontece até ao final do ano a BIG em Guimarães e já recebi o catálogo que tem um texto meu, meio resumo dos artigos que tem saído no jornal Carne para Canhão mas que na verdade é uma tentativa de síntese relativo à palestra que dei em 2023 no BIG.
A CADA SETE ONDAS
de
Brajal decidiu que o seu trabalho faria sentido ser publicado no fanzine Mesinha de Cabeceira, o que faz todo o sentido dada a tradição de três décadas desta publicação em mostrar talentos novos e frescos no panorama nacional - e internacional.
O Júri do concurso descreveu a obra com imaginação, conteúdo refrescante e divertido, e excelente técnica e expressividade... sendo que a sinopse não desmente: Nesta catártica e imaginária banda desenhada autoficcionada, Bea e Solha têm uma complicada amizade inter-espécies. Ambos o espelho um do outro, dependentes e erráticos, deparam-se com uma circunstância da vida real.
Número 43 do Mesinha de Cabeceira. Edição limitada de 300 exemplares, 48 páginas 16,5x23 cm todas a cores, agrafada e disponível a 5 euros na loja em linha da Chili Com Carne e em algumas livrarias como a Greta, Kingpin, Linha de Sombra, Snob, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, ZDB...
Feedback
(...) Bea e o homem-solha (sem nome no livro)
passam um dia juntos: estão numa esplanada, depois leem no jardim
(não sendo de todo importante, habitantes de Lisboa reconhecerão os
cantos), dançam e deitam-se à sombra das árvores, e finalmente
participam numa qualquer performance – drama teatral, espectáculo
de dança, vídeo-clip, baile de máscaras, concurso, procissão?
Nesse convívio, falam, descobrem-se, e é sobretudo ele que,
atento observador, nota nas transformações íntimas dela. A
expressão da paixão surge de formas fantasiosas e físicas,
tangíveis. (...)
Historial
Lançamento a 27 Setembro 2025 na Tinta nos Nervos com as presenças da autora, Marcos Farrajota (editor), Daniel Lima e João Carola (artistas e docentes) para alegre conversa. E com uma exposição a acompanhar.
Obrigado desde já, à organização, pela clareza de espírito.
*uma vez que a Chili Com Carne que participava na BD Amadora desde 2015, foi saneada desde o ano passado recusando a organização a aceitar as exposições propostas e a forma de pagamento pelo stand dentro do regulamento previsto e escrito pela própria Câmara Municipal da Amadora.
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| esboço de Pedro Burgos |
De 22 de agosto a 7 de setembro de 2025, a Biblioteca Municipal Almeida Garrett, nos Jardins do Palácio de Cristal, Porto, recebe a exposição O Meu Sérgio, um projeto editorial que homenageia o impacto profundo de Sérgio Godinho na cultura e na vida coletiva portuguesa.
Esta mostra reúne obras de oito destacados autores da banda desenhada nacional — Alexandra Saldanha, Joana Mosi, José Smith Vargas, Maria João Worm, Mariana Pita com João Marcelo, Pedro Burgos, Rodolfo Mariano e Tiago Baptista — sob curadoria de Marcos Farrajota. Inspirados pela vasta obra de Sérgio Godinho, estes artistas visuais constroem pontes para as novas gerações, mantendo viva a força das palavras e da música num tempo marcado por desafios e incertezas.
Estes gajos é KMFDM, nunca falham... Queres ouvir Alien Sex Fiend? Então é o que vais ouvir! Não se vão a fazer merda ou baixar a qualidade. É sempre o mesmo mas sempre bom! Possessed (13th Moon / Cherry Red; 2018) é o 13º álbum da "banda" (é mais um duo passadas estas décadas) e à primeira é um disco que nada diz - tirando o habitual deles: escatologia e tripalhices - mas repetem as frases mil vezes, o que parece é que muda o pano de fundo musical: mais Dark Surf aqui, mais beat electro acolá, ecos góticos por todo o lado, etc... mas sempre a dizer o mesmo ou até mesmo nada de especial porque a merda é uma realidade. E desilude pensando nos tempos mais famosos do projecto. Vai criando mossa aos poucos, em "repeat" até nem se sabe quando começa o disco e acaba. Grandes demónios sexuais estes gajos! Grandes grandes...
Não vale a pena repetir o que já foi escrito, embora esta capa do novo volume cor de salmão meta o Cadernos de Divulgação muito próximo do Isto vai acabar em lágrimas! O arquivo do melómano José António Moura é incrível e até poderá ser visto como excessivo mas o facto é que se não se mostrar tudo do arquivo deste percurso de JAM quando poderemos alguma vez outra vez? Excelente as bandas industriais que remexe, e é de cagar a rir o facto dos Front Line Assembly terem pegado no logótipo do PS (OMG! Portugal is so Socialist!!!) do punho fechado para usarem para si. Estamos nos anos 80, ainda não seria altura da mudança para o logo da florzinha rosa, felizmente os homens de barba rija do PS voltaram aos tempos do punho e à fantástica intervenção social, credo, não há ironia possível... Isso é que seria uma bela capa em papel vermelho!
Sempre desejoso de mais e mais, que venham mais episódios dos tempos do Cavaquistão Industrial. Ei! Acho que falta aqui o episódio em que gamaram um pedal de guitarra aos Sprung Aus Den Wolken depois do concerto no Rock Rendez-Vous... Bons velhos tempos!
Há livros que nos mudam para sempre. Este simples ensaio sobre as possíveis ligações da música portuguesa com a árabe poderá ser visto como um livro para melómanos tarados ou algum musicólogo com tendências etnográficas. Certo certíssimo! Talvez até o seja embora como admita desde logo que é apenas um pequeno contributo para tal.
Graças ao José Feitor - então ao editor do fanzine Merda Frita Mensal - fiquei a saber do seu lançamento... enfim, putos!
Aqui está a mensagem: Fruto de sinergia marada entre decanos (Imprensa Canalha) e jovens militantes do mau gosto (Matilde Feitor e meliantes da Merda Frita), anuncia-se evento apocalíptico no dia 15 de Março, a partir das 18h30, nos novos aposentos da Oficina do Cego (Estrada de Chelas 101, Lisboa - Espaços da Gráfica Municipal).
Serão apresentados ao público incauto as seguintes pérolas:
Fosso #3 (José Feitor, Imprensa Canalha)
Merda Frita #3 (Merda Frita Lda)
Fora de Campo #2, Night Time, My Time, Contos do Mar (Bancarr0ta, Matilde Feitor)
Haverá ainda exposição de originais de José Feitor para o Fosso e impressão serigráfica dos postais que acompanham a edição.
Comes e bebes assegurados pela Oficina, conversa a expensas dos ilustres autores e seus convidados.
TEXTO que escrevi:
Então, um gajo para fazer uma colonoscopia tem de 48 horas antes parar de comer merda, 24h come uma torradinha e depois é só líquidos. Horas antes toma laxantes e bebe 4 litros de água ou quejandos, e quatro horas antes fica de jejum - o melhor é ver um Anime de merda para passar o tempo. Depois despe-se, mete aquelas batas onde mostra o cu, metem-lhe coisas para medir coração e respiração, e a última cena que vemos é propofol - uma gosma branca que o Michael Jackson era agarrado e lhe provocou a morte por overdose - pelo tubo a dentro e sweet dreams!! Da primeira vez que tomei isso foi para uma endoscopia e sai de lá radiante a perguntar a todas as enfermeiras o que me tinham dado - a sério, de todas as drogas tomadas, esta foi a melhor do mundo que me bateu. Juro que poderia viver na lalaland dos sonhos para sempre. Fiz até uma BD sobre a experiência para o fanzine Preto no branco #6 (Nov'16). Desta vez, ou deram-me pouca ou a segunda vez já não bate tanto, sei lá! Acho que estava a ter uma grande discussão sobre feminismo na soneira até voltar à triste realidade da barafunda da clínica de S. Cristóvão. Lembrei-me desta última viagem de propofol como o mais aproximado de ouvir o CD 公衆便所 (殺害塩化ビニール; 2008) dos TooZy's (ツージーズ), música feita por um punk velho, de bandas punks velhas japonesas, com uma "miúda" que ou a engatou ou que a enganou, ou pode ser apenas uma sobrinha pacholas dele, sei lá, é melhor não escrever mais nada sobre a formação da "banda".
A música é uma javardice pegada feita com caixas de ritmos, guitarras clichés cheias de feedback mas suportável para qualquer um que oiça som decente. Ela berra umas parvoíces de vez em quando mas nada de muito perturbante, sei lá diz umas cenas para parecer que é pita do secundário, supostamente um fetiche de muitos. Não percebendo um caralho do que dizem, não se pode dizer muito mais nada disto, terá humor? Que tipo? Xixi Cócó? Enapá 2000? Ou se calhar são uns fetichista marados quaisquer e até podem ser os Big Stick do Japão mas nunca saberei...
Agora o artwork do CD é o que rende mesmo o disco! Imagens do apocalipse em Pop Heta-Uma, não faltando crianças, fetos, animais e sereias cagonas, tudo ao molho em modo destruição e morte. Há fotografias da "banda" com um boneco PVC (acho) de um escorpião branco com pinças de ouro no meio delas! E uma BD na rodela do CD! Tudo "creepy" e mau(bom)gosto sem explicação, ou pelo menos para quem não percebe nada de japonês. Um artwork que repele e atrai, adoro! A autoria é do próprio Toozy Q (Shinya Tsujimura) que tem mais jeitinho pra desenhar o desastre humano que musicá-lo!
Para os mais incautos, o Heta-Uma é um movimento de BD japonesa ligado à revista de BD Garo (1964-2002), e é o que se pode rotular de Punk na BD, tal como poderão pensar o equivalente no "Ocidente" ao associarem os nomes de Gary Panter e Savage Pencil. É traduzível como "mau mas bom", ou seja, os desenhos parecem mal paridos mas é porque o artista quer, não por ineficiência ou má formação. O artista mais conhecido será King Terry, havendo mais desta primeira geração como o Yoshikazu Ebisu, que tem visto a sua obra a ser descoberta e reeditada em inglês pela Breakdown Press - já saíram duas colectâneas, The Pits of Hell e I wish I was stupid.
Em Portugal o atraso é o de sempre e só nos finais de 2023 é que finalmente foi publicado uma obra digna deste estilo, a saber: Tóquio Zombie de Yusaku Hanajuma, artista de segunda vaga de Heta-Uma. A edição foi da Sendai, editora que tem publicado BD japonesa diferente dos habituais Mangas para putos, e a Associação Chili Com Carne, se me permitem a auto-promoção.
Mas atraso mesmo? Sim mas há sempre a Hetamoé, uma artista weeaboo com interesse por todas as coisas fofinhas, girly e DIY. É membro fundadora do selo de zines Clube do Inferno e MASSACRE e participou em dezenas de projectos editoriais indies pelo mundo fora. O seu estilo é um "não-estilo", ou seja, apropriando, modificando ou usando maquinaria, Hetamoé usa matéria da cultura Pop japonesa para ditar a sua própria agenda artística, literária e política numa regurgitação mutante - com classe, esta senhora vomita com classe!!! E fofura, que é o que "moe" quer dizer! Para fechar aqui o círculo, foi ela que me ofereceu este CD que já não consigo ouvir mais! Preciso de propofol, por favor!!!!
Propaganda
de
Joana Estrela
21º volume da Mercantologia, colecção dedicada à reedição de material perdido do mundo dos zines. Editado por Marcos Farrajota e publicado pela Associação Chili Com Carne no âmbito da comemoração da primeira edição desta obra, lançada originalmente pela Plana Press em 2014.
A edição teve uma reedição pela autora, ambas redigidas em inglês.
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O design do livro foi replicado da edição original desenhada por Luís Camanho e Ana Isabel Carvalho.
CHEGARAM HOJE 500 exemplares!
Já se encontram na Kingpin e Snob...
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