quarta-feira, 14 de julho de 2010

Achados

No Sábado passado a Casa da Achada (onde acontece o PEQUENO é bom!) fez uma feira na rua e estas foram as minhas compras: três LP's que já devem ser raridades pelo que percebi pelas pequenas investigações na 'net.
Investigações essas super-necessárias porque caso se lembram deste "post" a discografia do Bonga é um caos! Desta vez arranjei mesmo o Kualuka Kuetu (Phillips / Polygram; 1983) mas a capa não corresponde a que está na 'net! A capa que tenho nem se quer aparece numa pesquisa "google images", curiosamente tal como Massemba também tem um desenho (não muito bonito mas que resulta em grande / em formato vinil LP) de Eleutério Sanches, enquanto que a capa oficial (?) que está na 'net é o Bonga com um coqueiro por trás... Bom, o álbum não escapa às investidas que são habituais do Bonga-man, a excepção vai para tema que fecha o disco, o Blues 9.9.9., que percorre um Jazz meio Freaky... Estranho!
Para a Guiné-Bissau temos José Carlos com Djiu di Galinha (Departamento de Edição - Difusão do Livro e do Disco, do Comissariado de Estado da Guiné-Bissau; 1978), comprei por ter reconhecido o tema do LP - gravado pelos Voz de Cabo Verde. José Carlos foi um combatente dos direitos independentistas africanos que chegou a sofrer a prisão pela PIDE. Morreu com 27 anos em Cuba em acção diplomática ficando este LP - creio que o segundo da sua carreira - como título póstumo e de homenagem à sua respeitada figura e da sua arte. Mais acústico e menos dançável que outros discos africanos, é um bom álbum que tem quase um sentido Soul, e até psicadélicos como o tema Flema de Corçon. Filho de africana e de um alemão, o último nome dele era Schwarz, que quer dizer preto em alemão... Que espécie de piada se pode fazer aqui?
Quanto ao Quinteto Violado, álbum homónimo de 1972 (Philips), foi-me indicado como uma dos melhores álbuns de sempre de música brasileira. É realmente interessante e simpático, com guitarras e flauta acústicos com o sabor nordestino, mas admito que música brasileira comigo não, violão! E só guardo o disco por causa da capa-ácidos-anos-70, que podia ter sido por qualquer artista da Métal Hurlant - tipo o Caza ou o Druillet, não? Esperava algo mais "mutante" com tal capa. Entretanto descobri esta estória que é genial! Realmente faz mais sentido as gaivotas depois da bronca desta capa "original"...
Resta dizer que estas belezas vinilicas vieram para casa a 2eur cada!

2 comentários:

ghuna x disse...

epá encontrei um sitio bom com coisas assim, plo menos bonga havia pra la uns dois ou tres fodidos tb a 2eur.qd ca vieres vamos lá, é um sitio um bocado estranho ao encargo de uns emigrantes.encontrei la KLF ao vivo e tentei me lembrar da historia q contaste. mas n consegui, importas te de repetir?


(ja agora a verificaçao de palavras p postar este comment esta como "lacona". n sei q especia de piada se pode fazer aqui)

mmmnnnrrrg disse...

há montes de estórias dos KLF desde serem os primeiros a cunharem o Chill Out até acabarem com a carreira com os E.N.T. a tocarem o hit-single 3.a.m. em Grincore, metralhadoras e um letreiro a dizer : a nossa carreira acaba aqui!
terroristas do caraças, lobos vestidos de cordeiros!
investiga seu preguiçoso!
Schwarz Lacona?