terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Loverboys


Ei! Não é a primeira vez que sou fotografado por alguém profissional... Em 1999, a Rita Carmo fez uma sessão fotográfica comigo e o João Fazenda para a promoção das bd's do "Loverboy" no jornal Blitz.
O resto é História: falhamos um prazo de entrega e o Blitz deu-nos com os pés, dizendo que estavam a publicar as últimas páginas antes dos autores terem desaparecido numa floresta italiana - o Fazenda na realidade é que falhou o prazo indo de férias para Itália esquecendo-se de entregar pranchas para as semanas que estaria fora. A ideia dos autores desaparecidos era um ripanço total à ideia do filme Blair Witch Project que estreou nessa altura... Na realidade os tipos deviam estar loucos para nos despachar das páginas do jornal porque a estória que estava a desenvolver era uma espécie de "Manoel de Oliveira em LSD" - que deu no livro Loverboy (...) muda mas fica igual (...) (Polvo; 2001) - onde nada se passava a não ser pessoal a andar de um lado para o outro após terem tomarem ácidos num acampamento selvagem. Substituiram-nos mais tarde pelo inócuo Superfuzz, granda-treta!
Pelo menos tudo foi divertido: a sessão fotográfica (o sorriso não é forçado!) e a bd mamada estava mesmoa a ser publicada semanalmente sem nada de relevante estar a acontecer... acho que se pode ainda considerar esta bd de "experimental" mesmo que o "Loverboy" fosse um produto comercial. Ainda me lembro do Fazenda perguntar-me ao telefone "o que achas que isto quer dizer?", sobre o facto de terem escrito uma caixa de texto sobre termos "desaparecido e que eram as últimas pranchas a serem publicadas". Hahahahahaha
Recentemente encontrei a Rita Carmo na inauguração da Tinta nos Nervos - daí a recuperação destas memórias parvas + foto. Uma coisa curiosa que ela disse foi que foi a inauguração no CCB com público mais eclético e com a maior presença de pais dos artistas... Com estórias assim é natural que os autores levem os pais ao CCB para mostrar que valeu a pena terem aguentado as asneiras dos filhos, certo?

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