quarta-feira, 27 de agosto de 2025

25

 

- Fabrice Neaud :  Le Dernier Sergent vol. 1 : Les Guerres Immobiles (Delcourt; 2023) + Nu-Men (Soleil; 2012-13)

- Anders Nilsen : Tongues #1-6 + Supplement #1 (Nomiracles; 2017-2024)

- Rudolfo : Fusão Dimensional : A Ascensão do Governo Sombra (Palpable Press)

- Nathan Fielder : The Curse (2023) + The Rehearsal (2022-25)

- Magius : Primavera para Madrid (Autsaider Cómics; 2020) + Black Metal (Autsaider Cómics)

- Sherill Tippins : Inside the Dream Palace - The life and Times of New York's Legendary Chelsea Hotel (Simon & Schuster; 2013)

- Shintaro Kago : Parasitic City #0-2 (Hollow Press; 2022-24)

- Baro D'Evel : Qui som? (CCB; 5 Julho)

- Joe Sacco : War on Gaza (Fantagraphics; 2024)

- Guitar Wolf (Barracuda; 28.06)

- Martin Dupont : Hot Paradox (Infrastition; 2011 - orig. 1987) + Just because... (Infrastition; 2011 - orig. 1984)

- Samplerman : Bedetruire (Le Dernier Cri)

- DJ Balli : Scrap Vinyl (Vinilificio; 2024)

- Queimada + Spitgod (Vortex; 15.03)

- Romain Gary : White Dog (University of Chicago Press; 2004 - orig. 1970)

- Marie-Claude Treilhou : Simone Barbes ou la Vertu (1980)

- Bies Podziemi : How to eat Christians without decreasing your I.Q. (Opuntia Books)

- Karen Finley : Tratamento de Choque (Frenesi; 2003 - orig. 1990)

- William Onyeabor : Crashes in Love (Luaka Bop; 2015 - orig. 1977)

- Jessica Hausner : Clube Zero (2023) + Little Joe / A Flor da Felicidade (2019)

- Sidney Lumet : Serpico (1973)

- Stefan Golaszewski : Mariage / Casamento (2022)

- Henri-Georges Clouzot : Les Diaboliques (1955)

- Viljar Bøe : Good Boy (2022)

- Tillie Walden : Clementine (3 vol., Skybound Comet / Image; 2022-25)

sexta-feira, 22 de agosto de 2025

O meu Sérgio

 

esboço de Pedro Burgos


De 22 de agosto a 7 de setembro de 2025, a Biblioteca Municipal Almeida Garrett, nos Jardins do Palácio de Cristal, Porto, recebe a exposição O Meu Sérgio, um projeto editorial que homenageia o impacto profundo de Sérgio Godinho na cultura e na vida coletiva portuguesa.

Esta mostra reúne obras de oito destacados autores da banda desenhada nacional — Alexandra Saldanha, Joana Mosi, José Smith Vargas, Maria João Worm, Mariana Pita com João Marcelo, Pedro Burgos, Rodolfo Mariano e Tiago Baptista — sob curadoria de Marcos Farrajota. Inspirados pela vasta obra de Sérgio Godinho, estes artistas visuais constroem pontes para as novas gerações, mantendo viva a força das palavras e da música num tempo marcado por desafios e incertezas.

sexta-feira, 25 de julho de 2025

Metal ao Cubo

Hammer of the Gods : Led Zeppelin Unauthorised (Pan; 1995) de Stephen Davis, é daqueles achados de "1 pau" algures num buraco que já nem me recordo de onde o saquei. A edição original é de 1985 e é um livro repudiado pelos três músicos sobreviventes da maior banda de Rock de sempre. Quando li não sabia das controvérsias e muito sinceramente quem quer saber? A verdade é esta, os Led Zep foram os primeiros a montar o circo do Rock a um nível estratosférico que é natural que as coisas fujam de controlo, e que provavelmente este livro esteja apimentado. O que li se calhar é treta? Ok, que seja, who cares? Life is short e estes gajos curtiram à grande.
Mais do que isso, o que é também interessante é que o discurso e a acção da banda foge aos modelos normais das bandas que são exploradas por produtores ou editoras. A confiança dos Led Zep em si mesmo era avassaladora, eles sabiam muito bem o que valiam mesmo quando eram vistos como um produto juvenil e rasco. Criaram a sua própria editora para licenciar a saída dos seus álbuns segundo os seus termos, controlando a produção artística e lidando mano-a-mano com o negócio porco da altura.
De resto, está aqui as discografias para escutar, pré-Led Zep e as músicas negras que rapinaram, a cena oficial e não oficial e pós-final da banda. Os gajos eram mesmo bons e criaram o imaginário todo do Heavy Metal, primeiro com as músicas de engate e depois com as mitologias celtas e batalhas gloriosas, para mal dos nossos pecados.

Este texto surge curiosamente no fim-de-semana em que os Black Sabbath arrumaram as botas... Fechando uma Era do Metal se calhar, senão o que dizer de livros "tontos" como Heavy : How Metal Changes the Way We see the World (Constable; 2021) de Dan Franklin que já nem me lembro do que trata mesmo... Fucki fucki! Vou ter de o reler? Sim, ou melhor revi algumas partes e parece-me afinal até bem, o livro... 
Não é uma História do Metal mas antes um percurso pessoal do autor que aproveita para descrever as várias facetas deste mega-género: as suas origens, as vestes (Judas Priest), a ameaça nuclear, o satanismo (Morbid Angel), o mórbido (Carcass), o mito do super-homem (Pantera), a ganzaria (Sleep), o imaginário gótico (Craddle of Filth), etc... não dando tréguas às parvoíces que existe neste universo enorme e e em expansão que é o Heavy Metal. No fim de contas como qualquer cultura humana sujeita-se a discussões e pensamentos, muito para além de que só barulheira de teenagers. Franklin acerta nas suas análises e parece-me até uma boa literatura leve para (re)ler no Verão...


Raios, o tempo passa e o Ozzy morreu! Agora sim uma Era, foi-se! Acho que só depois das férias é que volto aqui... Sorry sorry... Mas pelo menos deixo aqui a imagem da capa do livro que queria escrever: Black Metal Rainbows (PM Press; 2023), colectânea de ensaios académicos, arte e textos diversos sobre a "queerização" do Black Metal. Tema que deve irritar muito em especial os BM arcaicos e parvalhões, uma vez que o BM foi criado para pessoal isolacionista, misantropo e com vários problemas de saúde mental. Ora ser queer no BM poderá ser um contrassenso porque ser queer requere sociabilização. No entanto como tudo na vida, tal como um martelo foi feito para fazer móveis e não para assassinar pessoas, ou tal como não se pensava que a fotografia como uma forma de popularizar a pornografia, o BM não foi feito para ficar no meio de bárbaros do Nore e hoje, o que não falta são mulheres, queers e não-binários a rebentar decíbeis desta música deprimente. O livro explorar bem a história do BM, incluindo o seu lado fascista e a regista como se ele está a libertar-se do seu lado anacrónico. Seja como for, 'tou-me a cagar pró BM e olha, fica assim escrito que quero é ir de férias!

sexta-feira, 11 de julho de 2025

CIA info 93.0


 Rastas para papeis para se fazer ganzas... Complicado? Depois explico melhor...

quinta-feira, 12 de junho de 2025

NITZER EBB || Getting Closer


melhor início de música de sempre!
melhor sintetizador tb!
RIP

domingo, 1 de junho de 2025

Mantra sexalien e tal

 

 

Estes gajos é KMFDM, nunca falham... Queres ouvir Alien Sex Fiend? Então é o que vais ouvir! Não se vão a fazer merda ou baixar a qualidade. É sempre o mesmo mas sempre bom! Possessed (13th Moon / Cherry Red; 2018) é o 13º álbum da "banda" (é mais um duo passadas estas décadas) e à primeira é um disco que nada diz - tirando o habitual deles: escatologia e tripalhices - mas repetem as frases mil vezes, o que parece é que muda o pano de fundo musical: mais Dark Surf aqui, mais beat electro acolá,  ecos góticos por todo o lado, etc... mas sempre a dizer o mesmo ou até mesmo nada de especial porque a merda é uma realidade. E desilude pensando nos tempos mais famosos do projecto. Vai criando mossa aos poucos, em "repeat" até nem se sabe quando começa o disco e acaba. Grandes demónios sexuais estes gajos! Grandes grandes...

só para dizer que este blogue não tem muito público por isso não há mal em dizer que amanhã é Vai à praia e Bas Rotten... arf arf arf arf


Ou isso ou porque a realidade é uma merda... sei lá!

Lançamento OFICIAL da reedição do Corta-E-Cola & Punk Comix!
 
 
Depois de uma primeira tentativa de tirar o punk em portugal da
obscuridade e de um esforço de dissociá-lo dos moicanos que ainda o
caracterizam, porque o livro esgotou e continua desconhecido ou
ignorado, é tempo de lhe dar uma segunda vida, idealmente mais útil, nem
que seja pela ajuda que dará à Disgraça.

Assim, 7 anos depois, o relançamento de Corta e Cola / Punk Comix terá
lugar, novamente, na
Disgraça, no domingo, dia 1 de Junho, às 17h, com
uma conversa informal com alguns falsos especialistas sobre anarco-punk,
straight edge e sharp, fanzines e centros sociais, e tudo o mais que
quem estiver a assistir também queira partilhar ou discutir.

Depois da conversa, cantina vegana disgraçada!!

Depois da cantina vegana,
dois concertos! 
banda não identificada
(regresso às catacumbas do grind lisboeta mais desejado)+ 
banda não
identificada (é diy, é lo-fi, é queer-core, é post-punk! é banger!)

"Ahhh mas nem sei quem vai tocar... Acho que não vou." Então vai à igreja seu granda borrego!
 
Todo os trocos angariados revertem para a compra da Disgraça.

sábado, 19 de abril de 2025

José António Moura: "Cadernos de Divulgação # 1.4" (Marte Instantânea; 2025)

 

Não vale a pena repetir o que já foi escrito, embora esta capa do novo volume cor de salmão meta o Cadernos de Divulgação muito próximo do Isto vai acabar em lágrimas! O arquivo do melómano José António Moura é incrível e até poderá ser visto como excessivo mas o facto é que se não se mostrar tudo do arquivo deste percurso de JAM quando poderemos alguma vez outra vez? Excelente as bandas industriais que remexe, e é de cagar a rir o facto dos Front Line Assembly terem pegado no logótipo do PS (OMG! Portugal is so Socialist!!!) do punho fechado para usarem para si. Estamos nos anos 80, ainda não seria altura da mudança para o logo da florzinha rosa, felizmente os homens de barba rija do PS voltaram aos tempos do punho e à fantástica intervenção social, credo, não há ironia possível... Isso é que seria uma bela capa em papel vermelho! 

Sempre desejoso de mais e mais, que venham mais episódios dos tempos do Cavaquistão Industrial. Ei! Acho que falta aqui o episódio em que gamaram um pedal de guitarra aos Sprung Aus Den Wolken depois do concerto no Rock Rendez-Vous... Bons velhos tempos!

quinta-feira, 27 de março de 2025

Adalberto Alves : "Arabesco : da Música Árabe e da Música Portuguesa" (Assírio & Alvim; 1989)

 Há livros que nos mudam para sempre. Este simples ensaio sobre as possíveis ligações da música portuguesa com a árabe poderá ser visto como um livro para melómanos tarados ou algum musicólogo com tendências etnográficas. Certo certíssimo! Talvez até o seja embora como admita desde logo que é apenas um pequeno contributo para tal.

Eu cá não percebo nada de instrumentos nem de notas, pautas, etc... E o livro fala disso também. O mais importante nem é isso, é o fascinante explanar de que a cultura árabe sempre fez parte do ADN português - péssima altura para ser neonazi! - muito mais do que se pensava, ou pelo menos o que nos ensinaram na escola. Agora percebo porque somos como somos, realmente nada temos em comum com os babacas da Europa do Norte. A nossa relação com os Mouros não foi de porrada neles e pô-los fora da Península. Houve negócio, houve cortes misturadas, havia fascínio pela música e cultura árabe porque na altura a cultura árabe era superior, houve parcerias entre os dois povos (três se contarmos com os Judeus). Os árabes estiveram séculos na Península antes da "reconquista". Moravam cá, copulavam como qualquer outro mamífero, constituíram famílias e tudo o mais que é normal numa civilização colonial. Como só no século XX é que se inventaram aquelas ideias funcionais como campos de extermínio, a questão é: depois dos "Afonsinhos do Condado" terem conquistado este rectângulo para onde raios foram parar todos Mouros que viviam cá?

Integraram-se, cristianizaram-se quando havia maior pressão católica, e só muito mais tarde os que não conseguiram apagar o rasto religioso é que foram apagados pela barbárie da Inquisição. Ou seja houve desta gente até muito mais tarde do que foi considerado com a terra conquistada e com bandeirinha portuguesa espetada. Significa que o nosso espírito está mais no Magrebe que em Roma e que estamos mais virados para o Oriente do que prá Cruz! Não admira que passamos sempre tristonhos e no canto da "saudade" - deve ser saudades das Mil e Uma Noites que perdemos graças à tirania cristã e à sua falta de imaginação monoteísta.

No fundo sabemos que algo está mal na nosso modo de ser. Algo foi imposto, não é suposto sermos assim, cristãos! Bem, ninguém deveria ser cristão para dizer a verdade mas falando só de Portugal, o que acontece é que não nos damos bem com a batuta da civilização europeia - aliás, os europeus do Norte tem a mania de dizer que Portugal é onde começa África. Eles tem razão!!! Somos tão estúpidos como os cabo-verdianos (que acham que são europeus!) por não assumirmos o outro continente, o africano. Realmente num país que todos devem a todos, que passa a vida a tentar a dar voltas ao sistema, que gosta de receber, de conversar e de conviver, que é hospitaleiro e de vida despreocupada, não são características bem sintonizadas com os tecno-protestante do Norte. Sempre senti que "o meu coração era árabe", agora tenho a certeza.

PS - o texto foi escrito em 2011 e fui repescá-lo porque além de não sentir vergonha dele, aconteceu-me aquilo que acontece quando se fica "velho". Com 51 anos, em Dezembro do ano passado comprei uma nova edição deste livro, pela Althum em 2016. Ia jurar que já o tinha ou que já o tinha lido ou... enfim, memória o que andas a fazer!? Mal não fez até porque a edição da Assírio já estava bem estragada e com traços de humidade. E foi um prazer reler este livro, relembrar que a Amália ("voz de todos nós") Rodrigues admitia que "A Oum Kalsum foi a melhor cantora que ouvi até hoje..." e ir procurar a discografia recomendada por Alves. Agora, só falta descobrir o que fiz aos Cadernos de Divulgação que não os encontro em casa!

segunda-feira, 10 de março de 2025

Merda Frita 3

 

Graças ao José Feitor - então ao editor do fanzine Merda Frita Mensal - fiquei a saber do seu lançamento... enfim, putos!

Aqui está a mensagem: Fruto de sinergia marada entre decanos (Imprensa Canalha) e jovens militantes do mau gosto (Matilde Feitor e meliantes da Merda Frita), anuncia-se evento apocalíptico no dia 15 de Março, a partir das 18h30, nos novos aposentos da Oficina do Cego (Estrada de Chelas 101, Lisboa - Espaços da Gráfica Municipal).

Serão apresentados ao público incauto as seguintes pérolas:

Fosso #3 (José Feitor, Imprensa Canalha)

Merda Frita #3 (Merda Frita Lda)

Fora de Campo #2, Night Time, My Time, Contos do Mar (Bancarr0ta, Matilde Feitor)

Haverá ainda exposição de originais de José Feitor para o Fosso e impressão serigráfica dos postais que acompanham a edição.

Comes e bebes assegurados pela Oficina, conversa a expensas dos ilustres autores e seus convidados.

sexta-feira, 7 de março de 2025

Propaganda

 


Propaganda

de 

Joana Estrela

 

21º volume da Mercantologia, colecção dedicada à reedição de material perdido do mundo dos zines. Editado por Marcos Farrajota e publicado pela Associação Chili Com Carne no âmbito da comemoração da primeira edição desta obra, lançada originalmente pela Plana Press em 2014

A edição teve uma reedição pela autora, ambas redigidas em inglês. 

...

O design do livro foi replicado da edição original desenhada por Luís Camanho e Ana Isabel Carvalho.

CHEGARAM HOJE 500 exemplares!

Já se encontram na Kingpin e Snob...


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A melhor sinopse foi feita por ti, perto do fim do livro: a pessoa que
não sabe o que dizer tem uma t-shirt que diz por ela «I Survived Baltic
Pride 2013». Melhor para mim, então, que já não tenho de o resumir, até
porque um livro de 2014 reeditado em 2025 traz com ele mais história do
que apenas a do ano letivo de voluntariado na Lithuanian Gay League.

Do ativismo, como não raro de eventos culturais, só tende a ficar uma
vaga memória coletiva ou, pior, uma frase numa cronologia. Lembramo-nos
dos anos, das causas e das grandes conquistas, quando as há, mas não do
cartaz que desenhaste ou das reuniões noite dentro. A não ser, claro, na
história oral das pessoas envolvidas. Quantas feiras de livros e
exposições e ciclos de cinema e conversas e grupos mais ou menos
informais se vão fazendo e desfazendo ao longo dos anos, como uma linha
descontínua da energia que cada pessoa a cada momento conseguiu dar? É
que, como sublinhas aqui, a história do movimento é a história de quem
faz o movimento. E a história é lenta.

Quando voltas a Vilnius para apresentar o Propaganda, na sua versão
original em inglês pela Plana Press, fazem-te uma entrevista para o site
da LGL. Perguntam-te sobre literatura portuguesa e ativismo LGBTQ. Entre
outras coisas, respondes que «this is the first comic book that is more
specific on the subject to be published in Portugal». Uma década depois,
isto ainda é verdade.

domingo, 23 de fevereiro de 2025

Bosta, Merdina e Moerdas: obrigado!

 


Incrível como uma música dos Mão Morta de 1992 nunca esteve tão actual:

https://www.rtp.pt/play/p14349/e824909/linha-da-frente


sábado, 22 de fevereiro de 2025

M.A.L.



M.A.L.

de 

Rodolfo Mariano

 

é o 20º volume da Mercantologia, colecção dedicada à reedição de material perdido no mundo dos fanzines.

M.A.L. é uma série de banda desenhada que foi desenvolvida durante o Verão de 2019 através de um exercício criativo de produção diário e respectiva publicação em lightninrods.tumblr.com. Entre 2019 e 2021 foram impressos três números da série em formato fanzine. Encontra-se aqui uma selecção das melhores bandas desenhadas da série.

Foram impressos 500 exemplares, 80p 16,5x23cm p/b, capa dura em geltex 

já está disponível na nossa loja em linha e na Almedina, BdMania, Cult, Kingpin, Linha de Sombra, Matéria Prima, Snob, SocorroSTET, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, Velhotes, Mundo Fantasma e ZDB. Brevemente na Eventual (Espanha).

 


 

Rodolfo Mariano é um dos artistas mais produtivos na actual BD portuguesa - quem desconfiar que pegue na máquina do tempo e vá visitar a suas exposições retrospectivas no Festival de Beja em 2022 ou a Horror Vacui - gastará menos gasosa espácio-temporal porque foi só em Fevereiro de 2024, ufa! Uma afirmação destas pode dizer nada ou tanto como o Maior Colecionador de Guitarras da Tâsmânia, claro, mas será cego quem não tem acompanhado o seu trabalho e reparado nos saltos qualitativos cada vez que aparece uma nova produção sua. E mais! Eis um autor que tem mil mundos lá dentro dele para nos contar "coisas". É raro ver um só indivíduo que desenha de puta madre e ainda tem "cenas" para dizer! Ainda por cima diz tanto numa única página!! Acreditem, amiguinhos da Chili, cada página de Maldito Aquele Lugar é um Haiku perfeito. Ou uma bomba de ansiedade. Ou um gatilho para um Fantasia. Ou um Sonho capturado de outro ser noutra dimensão. Ou... 

Para apaixonados da Krazy Kat, do Heavy Metal, da Interzona, dos Fofinhos da Mariana Pita, da vida pós-boémia e do Capeta. Nada dura para sempre.



Sinopse:  

Há um lugar no Necroverso onde o Tempo parece não avançar nem recuar. Entre a ascensão e a queda do Sarcoliberalismo Galáctico, a vida vivida aos soluços em retrospectiva parecia não ter sido assim tão má. Não fora essa mesma vida tão desesperantemente longa e desencantada pelos efeitos soporíferos de um feitiço despótico ritualizado em segredo pelos Necroeconomantes da Maldade Eterna ao longo de incontáveis eras. M.A.L. ou Maldito Aquele Lugar situa-se nas entrelinhas das histórias aos quadradinhos passadas na Terra Intermédia, território diegético entre os paraversos Cemitéria e Vomitória.




Rodolfo Mariano (1981; Coimbra) artista visual independente, músico de rua improvisador de paisagens montanhosas subaquáticas, contador de histórias estranhas em quadradinhos, criador editor de livros efémeros e entusiasta de pequenas movidas paralelas esquisitas. Autor de Bottoms Up, participante assíduo na revista Pentângulo e do jornal Carne para Canhão, professor ocasional na escola Ar.Co. e colaborador regular das antologias da Chili Com Carne. Vive e trabalha entre Lisboa e Coimbra ao leme do barco fantasma perpetuamente encalhado em terra de ninguém, o atelier ABRACADABRA.


 Livros disponíveis:

Bottoms Up (Chili Com Carne; 2020) - vendedor do concurso "Toma lá 500 paus e faz uma BD" 2020

(antologias:)

Conger Conger Comix (co-editado com Agenda Yuzin; 2022)

Massa Crítica (2024)

Pentângulo #2, 3, 4, 5 (co-editadas com escola Ar.Co.; 2018-2025)



HISTORIAL

Lançado oficialmente dia 22 de Fevereiro no Vortex, Lisboa com conversa com o autor e DJing com Eyes of Madness e Katyusha

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