A apresentar mensagens correspondentes à consulta JCoelho ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta JCoelho ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens

domingo, 17 de junho de 2007

CIA info 29.6

Finalmente já vi a revista Elegy Ibérica (a versão portuguesa - ainda não via a espanhola!) que começa a publicar a série de bd "Psycho Whip", por DJ GoldenShower no argumento e JCoelho no desenho que se juntam outra vez após a boa experiência da bd "NM3" no último número do zine Mesinha de Cabeceira.

Psycho Whip é uma série que mostra episódio a episódio fragmentos de memória / experiência sobre o mito de uma misteriosa banda Industrial que ninguém sabe quem é, quem são os seus elementos pois mudam de "visual" e pessoas a cada performance ao vivo.
A impressão está um bocado escura - ao que parece o mesmo já não acontece com a espanhola segundo o simpático editor Pedro Novo que conheci este fim-de-semana no V Encontro de BD de Sto. Tirso. E talvez a legendagem venha precisar de ter um tamanho maior...
...
DJ GoldenShower na verdade - atenção, atenção - não é um DJ mas sim um unDJ!!! Escreveu para o Entulho Informativo e actualmente faz uma tira de bd sobre discos para a Free! Magazine (Finlândia). As suas relações com Marte (autor de bd e criador do famoso Loverboy) são... eh... no mínimo incestuosas! Whatever... E o JCoelho editou o zine Vertigens nos anos 90 do século passado, trabalha em publicidade e só o ano passado que regressou à bd com o livro colectivo Virgin's Trip (El Pep; 2006) e no zine Mesinha de Cabeceira Popular #200 (Associação Chili Com Carne; 2006). Prepara com Lacas um álbum para o mercado franco-belga.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

CIA info 39.6

Boas novas por aqui: algumas das resenhas críticas a discos que são editadas neste blogue estão a ser publicadas no site da loja de música Ananana e na revista Elegy Ibérica a partir do número de Agosto que também edita o segundo capítulo da série de bd Psycho Whip desenhada por JCoelho.
...
Sim, a imagem é uma vinheta da bd Psycho Whip... e sim aquele é o totó do Astarot que aparece neste segundo fragmento do PW, infelizmente reproduzido em formato mais reduzido não se sabe lá bem porquê.
...
E finalmente vi a versão espanhola do primeiro episódio... para além de o texto parecer ridículo (culpa castelhana, sem dúvida!), a impressão da segunda página está mais cinzenta. Coño!
...
ah! a Elegy desta vez oferece um livrinho para as críticas (onde estão alguns dos meus textos - um dos textos poderá a ser uma crónica permanente na revista) e dois CD-samplers, infelizmente não muito bons.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2005

nicorete... what?




O JCoelho fez uma bd para o Mundo Universitário que explica o que sofremos com o lançamento da Blastmagazine e a banda que tocou...

quinta-feira, 26 de janeiro de 2006

#20 : Mesinha de Cabeceira Popular #200

a continuação do zine CriCa Ilustrada, ou se preferirem do Mesinha de Cabeceira lançada na 5ª Feira Laica (Dez'06) está prestes a ESGOTAR / Mesinha de Cabeceira Popular (Popular Bedside Table) com.mix-zine is about to sold out!!!
..
formato e número de páginas (lombada de livro) / format and number of pages : 21 x 26 cm, 72p
..
o tema é a "cultura pop" / the theme is "pop culture"
..
o objectivo é fazer uma reflexão sobre a cultura popular: ícones, mediatização, globalização / we want to do a reflection about the pop culture: icons, mass media, globalization..
línguas oficiais: português e inglês / official languages: Portuguese and English..

colaboradores / contributors: Eric Braün, Claudio Parentela, Jano, Jakob Klemencic, Brian Chippendale, Stijn Gisquiere, Nuno Pereira, Filipe Abranches, Dalibor, Katharina Hausladen & Dice Industries, Tommi Musturi, João Chambel, André Lemos, João Maio Pinto, Pedro Zamith, S.G. & José Feitor, Monia Nilsen, Nuno Duarte & Pepedelrey, Joana Figueiredo e Marte & JCoelho
..
apoio / support: Instituto Português de Juventude
..
Esgotado... disponível para consulta na Bedeteca de Beja e na Bedeteca de Lisboa.
..
feedback: MdC deu passinhos curtos e devagarinho, mas não deixou de os dar. E como um pesado dinossauro, quando dá uma dentada, ela é valente e deixa marca (...) apresentando um programa “curatorial”, uma vez que o editor convidou os autores a se pronunciarem sobre a noção de “popular”, apresentam-se aqui as mais díspares vozes e perspectivas sobre o que de mais normalizado nos pauta a vida (...) um novo passo para a consolidação deste como um dos melhores zines ou revistas de bd da actualidade em Portugal - Pedro Moura / Ler BD ... há a considerar a elevada qualidade gráfica do objecto artístico de recente realização, e do numeroso grupo de prestigiados colaboradores nacionais e alguns estrangeiros - Geraldes Lino / Fanzines de Banda Desenhada ... MdC tem-se vindo a afirmar como um espaço privilegiado de divulgação do meio bd underground, de Portugal e não só, e cada novo volume tem elevado bastante a fasquia da qualidade. Este tomo popular, talvez o mais bem conseguido das MdC’s, representa o que de melhor se vai fazendo na bd portuguesa e já vai sendo altura – tanto do projecto como dos seus autores – de terem outro nível de exposição - Ricardo Amorim / Entulho Informativo ... Para os amantes da bd a revista Mesinha de Cabeceira representa quase um espécie de "Bíblia" (...) sempre foi uma espécie de revista mutante - Umbigo ... Se há algo que consegue transmitir na perfeição o espírito tresloucado que anima as 70 páginas de Mesinha de Cabeceira Popular#200, edição dedicada ao tema “Pop”, são as intrigantes ilustrações nos versos da capa e contracapa, assinadas por Nuno Pereira: estes Monstros Modernos parecem embriões dos Novos Deuses imaginados por Neil Gaiman em American Gods: os deuses do hiper-consumo (na terminologia de Gilles Lipovetsky) e da tecnologia. Na realidade, faz sentido a tecnologia ser endeusada, visto que, ao contrário da ciência, na qual ela se suporta, vive da adulação, da “busca espiritual” de quem compra. Um culto da compra cujo evangelho é a “Popblicidade”. O MdC Popular#200 é um excelente compêndio de bd's e ilustrações esgrouviadíssimas que satirizam excessos e tiques da Pop Art. Os trabalhos de João Maio Pinto, Marte & Jorge Coelho e Monia Nilsen são, na minha opinião, os mais sólidos, mas como ficar indiferente à musicalidade de um título como “Gang-Raped by Dolphins” ou ao sentimento de absurdo montypythoniano que atravessa as pranchas de Nuno Duarte e Pepedelrey? Ah! Já vos disse que Jacob Klemencic desenhou um velhote mal-humorado com um barrete de lã igualzinho ao capacete do Astérix numa galeria de sósias feiosos de personagens famosas? Digam lá se o “Pato Donald” não parece mesmo o Thomas Pynchon…Trata-se de uma edição feita com bom gosto paranóico pela Chili Com Carne, responsável por algumas das mais arrojadas experiências visuais que se podem encontrar neste preciso momento nas livrarias. 4,6 - David Soares

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Invisual #27 || RÁDIO ZERO

Sexta-Feira, às 20h: vai para o "ar-virtual", cortesia da famosa Rádio Zero, mais uma emissão do Invisual, um programa que pretende divulgar as promíscuas relações entre a banda desenhada e a música.
...
Produzido por Marcos Farrajota, o 27º programa retoma o ciclo de entrevistas a sócios da Associação Chili Com Carne. O quinto convidado será JCoelho, autor de bd e ilustrador, que tem desenhado a série Psycho Whip, com argumento de unDJ GoldenShower, para a revista Elegy Ibérica.

Playlist: Brian Reitzell, Red Hot Chili Peppers e Flaming Lips - estas duas últimas, escolhas do convidado.
...
É repetido à Segunda-Feira pelas 11h30.
...
Imagem retirada da bd NM3, publicada no Mesinha de Cabeceira Popular #200

quinta-feira, 17 de julho de 2008

CIA info 52.1

Já circula o novo número da revista Elegy Ibérica que edita o 4º capítulo da série de bd Psycho Whip escrita pelo unDJ GoldenShower e desenhada por JCoelho

Regressa-se ao ciclo de histórias fragmentadas dos PW, intitulado de "Mitos" - voltámos ao vermelho como segunda cor, portanto.

A Elegy agora é bilingue e a bd foi repetida duas vezes neste número: uma versão em português e outra em castelhano.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

CIA info 70.4


esta prancha é parte do meu "teenage wet dream", uma parceria com o autor de bd Fábio Zimbres (e grafista e designer, já agora) e um dos responsáveis da revista Animal, que teve um impacto fortíssimo na minha juventude - conheci autores como o Max, Mattioli, Mattotti, séries como Love & Rockets, Ran Xerox, Tank Girl ou o que era um zine, Grindcore, fetiches e desvios sexuais, casas okupadas, joyriders e o que há de bizarro no planeta.
Conheci, o meu herói escondido de juventude (?), quando ele veio por causa do Festival da Porcalhota e a primeira versão da exposição Divide et Impera. Super-simpático e introvertido nunca pensei que ele tivesse gostado tanto das minhas bd's autobiográficas quer as de pseudo-ficção-científica.
Enquanto estivemos em contacto por e-mails, sugeri um argumento que não foi lado nenhum - foi escrito para o realizador brasileiro Ivan Cardoso, para um workshop no MOTELx, organizado pela Groovie Records... hum, porque nunca nada dá certo com a Groovie? I wonder... Bom, seja como for o Zimbres curtiu, é o que importa, e será publicado no número 22 do Mesinha de Cabeceira, edição feita (na maioria) de projectos frustrados porque em Portugal trabalha-se mesmo muito mal! Seitan Seitan Scum (é o nome da coisa!) deverá ser lançado este mês de Fevereiro. Logo se vê, para já estou satisfeito em partilhar a versão a preto e branco recebida há três meses, e a cores recebida em Dezembro pelo Zimbres! Valeu!
Entretanto acho engraçado partilhar o argumento escrito pró tal realizador e enviado para o Zimbres, só porque muito raramente escrevi um argumento by the book - geralmente sempre escrevi as bd's desenhando as páginas mas novamente isto era para um filme e supostamente para gente profissional...


NM 4.2 : Suite Presidencial

"NM" significa Nação Mutante, uma série que tenho estado a desenvolver há alguns anos. Trata-se de um mundo de futuro próximo onde a humanidade ganha “poderes” através de próteses e mecanismos. Em alguns casos podem ser apenas máscaras ou coisas inúteis apenas para enfeite ou mecanismos úteis que até permitem voar. A história é sempre a mesma mas o que vou fazendo é remisturá-la conforme as encomendas que recebo – os desenhadores que me pedem e o tipo de publicação, a transformação para filme não me choca nada até enriquece o projecto. A primeira “versão” foi publicada em episódios em fanzines como o Dossier Top Secret e Mesinha de Cabeceira – apresentava personagens em pequenas aventuras naifs de 2 páginas. A segunda versão foi publicada num fascículo da colecção Lx Comics (editada pela Bedeteca de Lisboa / Câmara Municipal de Lisboa) com desenhos de Pepedelrey (32 páginas a preto e branco) e contava com uma trama policial inútil. Chama-se NM2.3: Policial Chindogu – 2.3 porque o Pepedelrey desenhou 3 vezes, e Chindogu que são invenções japoneses absurdos. A terceira versão saiu no Mesinha de Cabeceira Popular #200, desenhada por JCoelho. Focava a vida de um dos personagens – chefe de uma seita a lembrar a Igreja da Cientologia e o seu fundador Hubbard que criou a seita, segundo a lenda, para provar uma aposta que fez com escritores de Ficção Cientifica. Pode ser vista aqui: almirantefujimori.blogspot.com/2006/12/nm3-mesinha-de-cabeeira.html

O trama principal da série – visto sempre de formas diferentes – é a morte/ assassinato do Presidente. E foi o que previ para mais um episódio. Neste o enfoque é precisamente sobre o Presidente, da forma como morre. A acção passa-se no wc do S.Jorge quando o Presidente visita o Festival de Terrir Mutante. Há uma tentativa de assassinato no hall. O Presidente escapa-se para o wc, onde encontrará George B-te (um rapper que prevê o futuro) e o assassino Freddy (um mutante com tentáculos que é dono de uma hamburgueria-canibal).
O Presidente tem um fato/poder de mudar de cara quando quiser (é assim que ele ganha as eleições) o que permite filmar o personagem com várias caras conforme os participantes que se inscrevam no workshop.
O Presidente explica a George que tentaram matá-lo mas que conseguiu escapar na confusão graças ao seu poder. Faz uma demonstração do seu poder. Numa das “pessoas” que encarna, George avisa-o que ele irá morrer.
Apesar do aviso o Presidente não faz nada para se proteger e ainda vai fazer as suas necessidades fisiológicas. Da sanita saem tentáculos de Freddy e mata o Presidente.
A policia (à paisana) entra e incrimina George de ter morto o Presidente.
Falta escrever os diálogos com um toque melodramático (de terror) e divertido (de ironia e humor).
Poderão ser oferecidos alguns exemplares do Lx Comics e Mesinha #200 para os participantes entrarem neste universo e enriquecerem as suas personagens.


GUIÃO

George wc do S. Jorge (primeiro problema: o George é negro e gordo ou parecido com uma ovelha… negra!)

George (pensamento/fala?) – vivo num mundo que as pessoas mudam de cara ou de corpo como quem muda de camisa. O meu mundo apesar de todos dizerem que é excitante para mim é uma puta seca… porquê? Porque eu vejo o futuro… [imagens de anúncios ou de um mundo mutante: mostrar tatuagens ou piercings dos participantes se houver)

Ouve-se um tiro, George assusta-se, quando se recompõe entra o Presidente (como mulher se houver uma participante) abruptamente e tenso; fecha a porta violentamente… lá fora ouve-se barulhos de confusão

Pode entrar um genérico: Suite Presidencial dará já informação ao espectador (a ironia e a compreensão, ironia da suite ser um wc, e compreensão que uma personagem será um presidente)

George – ei! Não pode entrar aqui a não ser que seja um multi-travesti…
Presidente – tentaram-me matar… lá fora!
George – a uma miúda tão gira!?
Presidente – Ah!? Ah!

Presidente muda de cara / corpo (o fato mantem-se o mesmo para o poder identificar ao longo do filme)

George – ah! Afinal sempre é um multi-travesti…
Presidente – melhor… sou o Presidente (da Nação Mutante?) !!!
George – uau! O Presidente!!! Que honra… não sabia que o Presidente era um multi-traveca!!! Se soubesse já teria usado isso numa letra do meu projecto de HipHop …
(começa a rapar, ou escrevo uma letra ou alguém improvisa uma letra – matei o presidente do Gabriel,o pensador!?)
Presidente – Sou mais que isso, represento o multi-traveca como a terceira-idade… uso um fato hooligan-holograma o que me permite qualquer pessoa a qualquer hora
Presidente muda de cara / corpo pelo menos quatro vezes (sempre com o mesmo fato!)
Presidente (enquanto muda de aspecto e a rapar) –
como pensas que ganhei as eleições / achas que foi pelo desempenho de funções? Yo!
George (apavorado) – meu deus!!!
Presidente – impressionante, né?
George (assustado) – o terceiro… o terceiro…
Presidente – ah!?
George (dramatizado) – o terceiro vai morrer!!!!
Presidente – que parvoíce é essa?
George – mude para a terceira “pessoa”, sff (faz gesto de parêntesis quando diz “pessoa”)

O Presidente muda para a terceira pessoa

George – você tem de ter cuidado, essa pessoa vai morrer envolvido em enorme tentáculos saídos de um poço fedorento e imundo!!!
Presidente – muita ganza, né? Onde poderia haver tentáculos num poço fedorento e imundo aqui?

Mostrar uma latrina de uma casa de banho – será nessa que ele morrerá…

George – não sei não sei mas tem de se proteger e fazer alguma coisa… ou então morre!!! Eu prevejo o futuro, posso ter dúvidas mas nunca me engano…
Presidente – olha ó amigo e que tal se antes me fizesse uma coisa útil e fosse ver se a “costa está limpa”?
George (admirado) – como assim?
Presidente – vá verlá fora se está tudo sob controlo pela meta-polícia…

George sai pela porta, resignado
Presidente vai para a casa de banho

Presidente (tira a roupa de baixo, senta-se na sanita) – eu prevejo o futuro… tentáculos que parvoíce!

Imagem da porta. Ouve-se barulhos estranhos e o Presidente.

Presidente – o que caralho é … arght!!!!!!!!

George entra na wc todo feliz

George – presidente presidente, está tudo bem, mataram o tipo que o tentar assassinar e já vem os guardas para protegê-lo…

George vê, horrorizado, sangue a sair da porta da casa de banho

George abre lentamente a porta e vê o cadáver do presidente entre pedaços de sólidos fisiológicos (porcaria).

George fica petrificado.

Entram polícias (pessoas vestidas de fato e óculos escuros…)

Polícia 1 – está preso por assassinato do Presidente
Policia 2 – e esquece os teus direitos ó merdoso, estás mesmo fodido!
Policia 3 – eu amava o presidente!

Policias batem no George.

Fim

Passa genérico final – seria possível ter um genérico de telejornal a passar essa informação onde mensagens tipo “rapper mata Presidente no banheiro” poderiam passar juntamente com a ficha técnica.

domingo, 17 de junho de 2007

Concurso público

The Far Side of Emptiness / Vysehrad (Industrial Pt; 2007)

Eis um promo-CD oferecido no último evento do Industrial PT, desta vez afastada da paneleiragem mental do Techno & EBM das outras festas organizadas. Embalada numa simples folha A4 dobrada de forma inteligente (a lembrar as produções da editora DIY francesa Facthedral) a rodela CD-R trás 30 minutos de música Ambiental e de espectro Noise.
As duas primeiras faixas são as mais barulhentas de The Far Side of Emptiness e as três últimas são mais ambientais por Vysehrad (que ainda leva com um chapéu ao contrário no "s"). Os ambientes gerados longe de serem inéditos (go to Coil, Psychic TV, etc...) e apesar de se manterem nas franjas da negridão habitual do pessoal do som Dark (que insistem em não escutar no verdadeiro som negro do Dub e derivados) não chegam a enjoar ou a enojar. Talvez porque as músicas não sejam pretensiosas ou porque tem um músculo qualquer de locomoção próprio... a seguir!

Qualidade numérica: 3,7/5 Objectivo pós-audição: oferta ao primeiro cyber-leitor que souber responder à seguinte pergunta: "Em qual revista de música que sairá a série de bd Psycho Whip do DJ GoldenShower e JCoelho?"

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Magius : "Black Metal Cómix" (F.O.G. Cómix; 2012)

Há obras que se seguem com as movidas musicais e esta é claramente uma delas. Se os Fabulous Freak Brothers de Gil Shelton era Rock psicadélico, se Love & Rockets dos Hernandez Bros era Punk californiano, o Peter Pank de Max sobre a movida espanhola, o Hate de Peter Bagge era sobre o Grunge, se Loverboy de Marte e João Fazenda (olha a modéstia, cabrão!) era sobre o Indie 'tuga (coisa que não existiu mas que se fingiu seja na ficção da série seja na realidade), se Psychowhip de unDJ GoldenShower e JCoelho (isso é coisa pouca para te auto-citares, ó rabeta!) é sobre o Rock industral, Sicotronic Records de Miguel Angel Martin é sobre Harsh Noise, ufa!... Então, Black Metal Cómix de Magius é sobre... BLACK METAL, claro!
Trata-se de um volume auto-editado de 208 páginas A5 dos fanzines homónimos publicados entre 2001 e 2012 em que Magius em curtas BDs vai contando a história mórbida do Black Metal com um "alto-relevo" para a cena seminal norueguesa, em especial para a banda Mayhem e o seu fundador e instigador da cena Black, Euronymous (1968-1993), que é a capa do livro. Não esquecendo que Euronymous foi morto pelo Varg Vikernes (na altura auto-intitulado de Count Grishnackh, mais conhecido pelo influente projecto Burzum), estes queimaram dezenas de igrejas (a única coisa boa da cena Black Metal), Euronymous fotografou o corpo do vocalista Dead (1969-1991) após o seu suicidio com um tiro de espingarda na pouca mioleira que devia ter, usou essas fotos para um "bootleg" da banda e segundo consta, oferecia restinhos do craneo do Dead em forma de colar de pescoço às pessoas que ele achasse merecedoras do seu respeito. Tudo isto soa "a BD" ou a desenhos animados escatológicos do tipo South Park mas não! Tudo isto foi verdade nos primórdios dos anos 90 e talvez porque a realidade ultrapassa sempre a ficção, todo o livro é feito com um "comic relief" para não entrarmos nas profundesas destes putos estúpidos noruegueses.
Por falar em South Park, a abordagem é realmente idêntica no que diz ao movimento dos corpos, uma vez que Euronymos ou o gajo de Burzum aparecem sempre como criaturas que não crescem e com os membros imobilizados (como se fossem ícones fofinhos) mesmo que estejam a fotografar - a máquina fica suspensa no ar e os braços caídos sempre imobilizados. Não se trata de uma falta de capacidade técnica do autor conseguir desenhar corpos com movimentos mas antes de gozo iconoclasta. De corrigir ainda que o autor desenha ambientes negros e góticos com bastante perícia que muitas vezes parece que são colagens ou montagens de imagens. Mas não são como o autor me chamou a atenção...
Também são interessantes as outras histórias que mesclam ficção com realidade, sobretudo quando tratam dos temas do Nacional Socialismo a que muitas das pessoas da cena Black Metal estão associadas. Estas BDs são um retrato da estupidez da cultura popular extrema, que só dá mesmo para rir! Infelizmente!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

NM 3.1

O JCoelho tem uma exposição individual no Festival de BD de Beja - eis uma foto de um original... que é do NM3 publicado no Mesinha de Cabeceira Popular #200. Da mesma série, recentemente foi publicado mais um "episódio" desta vez pela mão de Fábio Zimbres e publicado no mais recente número do MdC, o #22 intitulado Seitan Seitan Scum.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Invisual guestlist

Estiveram na primeira temporada (Out'07/Ago'08) do Invisual:

#41: autor inglês de bd Sam Wilson e a Rita Vozone (01.08.08)
#40: João Maio Pinto, autor de bd e ilustrador (25.07.08)
#33: Richard Câmara, autor de bd (06.06.08)
#32: especial Bandidos Desesperados Invisuais (28.05.08 / 30.05.08)
#31: Pepedelrey, editor e autor de bd (23.05.08)
#30: David Soares, escritor e autor de bd (16.05.08)
#29: Nuno Franco, jornalista e dono da loja Soundcraft (09.05.08)
#28: Sara Figueiredo Costa do Beco das Imagens (02.05.08)
#27: JCoelho (25.04.08)
#25: Ricardo Martins dos Lobster (11.04.08)
#24: Rita Braga (04.04.08)
#23: autor Pedro Zamith (28.03.08)
#22: autor/editor/impressor Lucas Almeida (21.03.08) e que fez o desenho do lado.
#18: Biu, Roberta, Stevz e Gomez do Bongolê Bongoró, e ainda o Pepedelrey (22.02.08)
#12: Jakob Klemencic e David Krancan da eslovena Stripburger (11.01.08)
#9: autor/editor italiano Alberto Corradi (21.12.07)
#8: unDJ GoldenShower (14.12.07, sessão de unDJing)
#1: autor/músico suiço Roman Maeder do Milk+Wodka (26.10.07 - gravado em Junho)

sábado, 21 de abril de 2007

Festa 10 anos Chili Com Carne || CLUBE RIO DE JANEIRO, LX





















Espera-se uma grande festarola para comemorar os 10 anos da CCC, até porque já falámos destas bandas todas por aqui: Old Fucking God (Drunk Metal) são os antigos Sick Soul (que roubaram protagonismo aos Morte Forte e Great Lesbian Show num concerto em Cascais - lembram-se da tira?), os Lacraus (Panque Roque do Senhor - Flor Caveira), são a boca de Cristo com um grande sentido de humor e uma pica tal que adoramos ouvir recentemente, do projecto shhh... vs Sci-Fi Industries (Breakbeat - Thisco) só podemos dizer que foi o melhor disco da Thisco na nossa humilde opinião e sobre os Lobster (Noise Rock Dinamic Duo), que preparam um álbum para a Bor Land, o único defeito é o cabelo 80's Metal do baterista de resto é Noise Rock do melhor!

A entrada para a Festa / Concerto será de 4€ com oferta de um zine com trabalhos inéditos de Marte, André Lemos, Rafael Dionísio, Claudio Parentela (It), Jucifer, Tommi Musturi (Fin), João Cabaço, Mário Augusto (A Mosca) & Sílvia, Jakob Klemencic (Esl), Christopher Webster (Ing), Nunsky (primeiro trabalho passados... 10 anos!!!), JCoelho, Pepedelrey, André Ruivo, João Louro (Ups!), Ana Ribeiro, José Feitor e Rafael Gouveia... Isto promete!!!

quarta-feira, 5 de março de 2008

CIA info 50.3

Já circula o novo número da revista Elegy Ibérica que edita o terceiro capítulo da série de bd Psycho Whip escrita pelo unDJ GoldenShower e desenhada por JCoelho, que inicia um novo ciclo nas histórias fragmentadas dos PW, intitulado "Na intimidade com os PW" - a segunda cor mudou, está azul.
Já recebi a versão portuguesa que está com um formato maior - mais arejado. Ainda é possível fazer download gratuito da revista no site oficial.

sábado, 4 de novembro de 2006

DEA report on "Troca de Discos com unDJ GoldenShower || ESPAÇO"

Mais uma sessão vergonhosa da Troca de Discos no Espaço que acabou com um CD de Metalada brutal vindo de uma compilação da revista Ancient Ceremonies, cortesia do "agarrado" do Gama que só veio ao Espaço para trocar discos (Mein got, estarei a criar um monstro com esta iniciativa?) e que salvou a noite dado ser a única pessoa que se lembrou de trazer discos.

Ah! O Zé (do Espaço), também, trocou comigo as remisturas Trance dos Pink Floyd por uma treta arteíst-freak-cyber-subúrbio multimedia portuguesa chamada Ye77a ou 4 play (para dizer a verdade ainda não percebi o nome nem me parece que me vou dar ao trabalho de perceber).

O Gama trocou comigo CD's de Coltrane e Hancock - um álbum Disco-Xunga: Monster (Columbia; 1979) - para dar aquela pinta erudita (hehehe), uns "índios" franceses p-funk Sloy com o seu terceiro e derradeiro álbum Electrelite (Tubes / PIAS; 1998) que é conceptual sobre (e d)a punheta, um CD de remisturas aos U.N.K.L.E, Money Mark, Buffalo Daughter, Coldcut, Pastels, High Llamas e Salon Music pelo japonoca Cornelius [bem-bom! trata-se de CM (Matador; 1999)], duas antologias de Metal (*), uma brutal que fechou a noite entre os amigos a contarem histórias parvas sobre metálicos e sobre a província profunda.. E ainda um CD-promo de Blues e de várias etnologias manhosas e, por fim, dois CD's da On - lembram-se que vinham com o finado Independente e que se ouvia sempre publicidade encoberta (**) da TMN? Pois, estou farto de por sempre a mesma música há 3 meses que até por estes CD's de oferta troquei...

Mais más memórias, troquei com o sr. Lino o recente segundo número do Jazz Banda por um CD-R de Courtney Pine (livrei-me de outra seca, ufa!) e é nesta altura que me lembro porque raios se insiste em colar o Jazz à bd? Não sei qual é a vantagem em associar esta forma musical caquéctica a essa forma de arte superior que é a bd - só pode ser um esquema comercial (A pior banda do mundo do puritano José Carlos Fernandes, a colecção BD Jazz da Nocturne) porque num país de atrasados mentais como o nosso, dizer que se gosta de Jazz é mesmo mutcho-cool . Eu duvido que o Pepedelrey ou o JCoelho oiçam djazz mas enfim, deve ser pró style, topas? A bd mais fixe é do Pedro Nogueira (que usa dois textos em simultâneo) e o pior do zine são os textos: a entrevista semi-babante à monga da Ana Bacalhau (sim é o nome verdadeiro da vocalista dos execráveis Lupanar e Tricotismo) ou ainda o artigo ditado-da-escolinha sobre os instrumentos do Jazz - nem quero referir o arranjo gráfico desses textos, por favor, voltem a fazer zines com tesoura e cola!

Ah! A exposição Grandes Desastres Históricos: uma antologia não é tão boa como a que esteve anteriormente (ver a programação da Laica no Espaço) e a pintura mural de Jucifer está fixi! Dia 7 de Dezembro haverá mais uma sessão de Troca de Discos e depois lá virá um pequeno descanso para mim... ooooooooooooooh!

(*) A Fear Candy 06: The unsigned edition (da revista Terrorizer; 2004) é mais eclética e destaco os mais originais e brutais, I-Remain, uma espécie de Industrial-Metal com Scratch.
(**) que devia violar uma ou duas leis das regras da publicidade, de certeza...