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sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Rock da Pesada! E lerda!

v/a: "Workship the Riff" (Exile in Mainstream / Sabotage; 2007)

Este é o sampler-CD de uma editora alemã de "música da pesada" que serve de cartão de apresentação do seu catálogo. Estão aqui 12 bandas, 16 faixas, com temas retirados dos álbuns e alguns inéditos. Começa com os Dÿse, uma dupla holandesa de Rock pesadão a caminho do esquizofrénico por usar uns quantos bons truques de "beatbox", aliás, dão-nos a a sensação que vamos ouvir um disco de HipHop antes de partirem para a "barulheira Rock". Seguem-se os alemães Prog-Stoner Beehoover que já tinha escrito sobre eles no Underworld, aqui com um tema da sua demo e um novo tema do álbum de estreia - é também uma dupla mas menos convencional porque usam baixo e bateria. Os End of Level Boss com a faixa do álbum de 2004 (Prologue) mostram que até não maus, mucho stoner e isso... já Mr. Dinosaur is lost do álbum de 2007 parece que temos um maldito revial dos Alice in Chains - cheguem pra lá, bichos! E mais chato que os anteriores, são os Ostinato e os seu "post-metal" (o que raios quer isto dizer!?), ou seja aquela chachada psicadélica instrumental que tem estado muito em voga como os aclamados Iris ou Pelican, é mais uma banda para juntar à caderneta de cromos. A faixa do álbum Left too far behind (2004) até que é fixe.
Da cartilha Black Sabbath e Pentagram aparecem os The Hidden Hand e os Place of Skulls, bandas formadas pelos nomes fortes de Wino (St. Vitus) e Victor Griffin (que era dos Pentagram), respectivamente sendo que Wino fez parte dos Place of Skulls durante um período de tempo. Sem comentários sobre estes Real McCoys! Na continuação desta estética estão os alemães Voodooshock mas com vozinha fatela de virgem que nunca fumou um charro, entretanto os Beehoover fazem parte desta banda sem trazer mais-valia. Mais alemães: os energéticos Volt na linha de Melvins, rápidos, barulhentos, poderosos e orelhudos; chucrute vulgar são os Spitting Off Tall Buildings com um Rockito Poppy que poderia ser confundido pelos Guano Apes, só não digo pior deles porque a voz feminina veio alegrar este disco de gajos barbudos que berram muito. A Whisper in the Noise é um nome tão horroso tal como a sensibilidade space-rock/pop - é um som que está na moda naquilo que se chama "alternativo". São norte-americanos e foram produzidos pelo Steve Albini mas quem não é produzido pelo mestre nos dias que correm? Ah! Pois! Os "cuspidelas de edíficios altos" também o foram, esqueci de escrever... Os franceses We insist! também não aquece muito com declarações Emo mas deve-se dizer que apesar destes baixos a colectânea mantem-se sempre à tona da boa audição... até que na última faixa, uns tais de Beyond Vengeance, em menos de um minuto lixam tudo! O que é isto? Uma gravação ao vivo de uma banda Hardcore? Um tribalismo noise!? Bem, será o próximo lançamento da editora, para 2008... Promete!!!

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Pais & Filhos

Não há banda Rock mais importante dos últimos 25 anos como Los Melvinos... é capaz de ser exagerada a afirmação e assim só de repente, lembro-me logo dos Sonic Youth, Big Black e Butthole Surfers para fazer concorrência. E eles ainda valem a pena? Não será Nude with boots (Ipecac / Sabotage; 2008) só mais um álbum? Fiel leitor, tem toda a razão e é certo que temos aqui Die Melvinen em estabilidade de formação - não me lembro se a banda conseguiu alguma vez gravar mais do que um disco com os mesmos membros - com a incorporação definitiva dos Big Business, filhos espirituais de Les Melvines desde 2006 com um baixo e (mais uma) bateria.
Quando ouvi este novo álbum de Melvinsimäa foi ao chegar a casa às tantas da noite. Coloquei na aparelhagem com o volume baixo por causa dos vizinhos, conclui que o álbum não fosse lá muito bom. Engano puro! Foi só subir o volume no dia seguinte, para engolir as palavras. Não vamos esquecer, eles criaram o Drone-Metal e o Grunge ao apropriaram-se dos Led Zep e avançando onde estes tinham parado com o seu Hard Rock "artístico" - é bom escrever Hard Rock sem vergonha, sabendo que não falamos de spandex e permanentes apesar da extravagante permanente do King Buzzo! Este "nu de botas" é mais psicadelismo & bizarria roqueira marchando de botas pesadas a espezinharem chihuahuas (a raça canina mais nojenta deste planeta) que não atingirá o Rock de Arena (glória total dos anos 80) por isso também não será um álbum que dará nas vistas. (In)Felizmente será mais um registo para os fãs ou para os neófitos que ainda desconfiam da qualidade da banda. Por mim, podem começar por aqui ou no Stag (1996) ou no Hostile Ambient Takeover... Melvins é Melvins!

Os Beehoover são um duo germânico que tenho a sorte de acompanhar a sua carreira desde o início até este segundo álbum Heavy Zooo (Exile on Mainstream / Sabotage; 2008) que até é uma bombita! Não só tem uma capa curiosa q.b como um som é uma explosão de Rock Pesado bastante devedor aos Melvins, aos Kyuss e aos Queens of Stone Age - os coros em Spirit & Crown parece mesmo sacado do Song for the deaf dos QOTSA - mas surpreende porque não fazem música "parada" ou repetitiva. Talvez por ser uma dupla, logo deve haver uma maior cumplicidade entre os seus elementos, que o som de Beehoover joga com várias mudanças de ritmo e de Riffs de guitarra - que aliás, é uma guitarra-baixo, tornando o som da banda em algo peculiar, ou seja, entre a fina linha do viciante-genial e o ranhoso-amador, não se percebendo bem se estamos ouvir uma banda de garagem carismática ou uma banda "Pro" mas desleixada. Pelo meio há interlúdios ambientais para entrar rockalhada logo a seguir (fórmula Melviana assumida). Ao vivo dizem que são do melhor que há, desconfio que sim... Ei! Promotores portugueses da treta: são alemães e são apenas dois gajos, deve ser barato trazê-los a Portugal! Go!

Para um país como o nosso em que os jornalistas vivem do payola britânico sem que esse investimento (ou corrupção, como acharem melhor) compense, dada a realidade do mercado discográfico nacional, até que é fixe saber que existe um Boris cult em Portugal. Melhor isto do que apanhar que rapazes larilas a cantarem como se ainda estivéssemos nos anos 80. Os japoneses até já cá tocaram, sem surpreender, para promover o Smile (Southern Lord / Sabotage; 2008), um disco que tem duas versões, uma japonesa e uma norte-americana com diferenças de alinhamento de temas, Design e som. Já me disseram que a versão japonesa é melhor mas sinceramente acredito que deve ser daquelas conversas de café opinativas non-stop e inconclusivas... Na última música não intitulada mas que o media player acusa como You were holding an umbrella (ou em japonês 君は傘をさしていた) ia jurar que eles cantam «Fo-dá-sé»... pois, my feelings exactly!
Desde Pink (2005) que a banda tem sido badalada não sei bem porquê - afinal, o payola britânico também serviu para estes nipónicos que usam paralelos de vários estilos musicais (Drone, Doom, Hard Rock, Stoner, Psicadélico) sem se imiscuírem totalmente embora o que os lançou para a fama foi a sua aura mais Pop e roqueira, do Pink, que parece Nirvana cantado em japonês - o que deixa sempre um indelicado gosto kitsch à coisa.
Neste álbum, o Pink é a base mas o trio lá vai ao J-Pop, Rock trashado, psicadelismo barato, algum Rock Noise, Drone-Metal de forma que se consegue ouvir o álbum sem ficar muito chateado. Não podemos esquecer que o nome de Boris foi sacado a uma música dos Melvins e seria de mau tom trair os "progenitores" e realmente deste disco há duas coisas boas, raras nos dias de hoje em qualquer disco de Rock (e Pop): há um ambiente geral para o disco - não é plástico como 99% da produção contemporânea - e o som deles ao ser gravado analogicamente tem uma sujidade (ergo humanidade?) que apesar de ser ténue salvam-lhos do anonimato e da comparação fácil.

terça-feira, 18 de outubro de 2005

Entulho de Marte (in Underworld #17; Out'05)

«And let us never forget that the human race with technology is like an alcoholic with a barrel of wine» - FC

Tudo estava inventado como música (Noise, Dub, Reggae, Rock, Metal, Electrónica, Jazz, Hip-Hop,…) quando saiu Scum (Earache; 1987) dos Napalm Death e sem ninguém saber eles decretaram a morte da música ao demonstrar que era possível fragmentá-la em pedaços minúsculos – não é à toa que haviam digressões da editora Earache intituladas “Campaign for Musical Destruction”. Bem… a música não morreu e na realidade o que aconteceu é que o Grindcore acabou por inspirar uma nova vaga de compositores e bandas como John Zorn que inclusive chegou a trabalhar com um dos cabecilhas dos Napalm, Mick Harris nos Painkiller.
Dada à volatilidade da cena, Depois Napalm Death, a própria banda tinha de se desintegrar (1) e a música ficou a lamber as feridas, passando à fase de redundância como é normal em qualquer situação de ruptura: segue-se um período de adaptação e absorção. Num mundo narcotizante como o nosso já quase nada nos (co)move de tão fartos que estamos de tudo, regredimos a um estado de consumismo estéril em que mastigamos tudo o que já foi vomitado há anos porque assim é mais reconfortante. “Revival” atrás de “revival”, “comeback” atrás de “comeback” assim tem andado a última década da música urbana. Nem interessa se o concerto dos Queen não tenha o Freddie Mercury e não passe de um show de karaoke, qualquer merda serve! Isto para chegar a Conspiritus (Earache / Megamúsica; 2005) de Ewigkeit, um disco idiota da mesma editora que durante nos fodeu os ouvidos com géneros tão extremistas como Death, Industrial, Grind e até Gabba… Ao que parece o Rock Progressivo está a voltar – claro, o que há mais para fazer revivalismo? - ora com exumações de corpos antigos ora com novas gerações de músicos, estes últimos ou com ideias de 40 anos ou outros mais inteligentes com novos artefactos para explorar como o “drone” em que os sunn O))) serão a figura de proa desta vaga.
A verdade é que o Prog nunca esteve morto sobretudo no Metal que pegou no seu legado de instrumentações virtuosas ou de imaginário freaky: lendas épicas, mundos imaginários, histórias longas que aproveitam o formato de Longa Duração – os famosos álbuns conceptuais. E se houve que fizesse um bom trabalho como Atheist (recentemente reeditados), Cynic, Tool, Meshuggah e o seu recente Catch 33 (Nuclear Blast; 2005), não esquecendo o álbum a solo do seu guitarrista, Fredrik Thordendal's Special Defects: Sol Niger Within (Nuclear Blast; 1997) e Theory in Practice, ou ainda bandas Indies-Pop/Rock como Radiohead (últimos discos); também houve quem tivesse posto a pata na poça, ou seja os marmelos que fizeram a colagem ao Heavy antigo dando num híbrido tenebroso, o Power Metal – acreditem que nem vale a pena fazer download de coisas como Dream Theather para tirar as dúvidas! Perdi-me outra vez! Isto por causa de Ewigkeit, um projecto de inspiração pinkfloydiana tão útil como berlindes durante uma cópula entre dois rinocerontes, que faz música sintética e melódica até à medula. Mistura Electrónica e Rock Pesado com uma valente piscadela aos Killing Joke e aos terrenos abordados pelos My Dying Bride em 34.788%... Complete (Peaceville; 1998). Ewigkeit é assim tão mau? Infelizmente sim! Porque apesar não ser muito foleiro em relação a outros discos do género continua a ser um produto de fácil consumo de tão bem feito e orelhudo que é. É de um Metal modernaço e só deixa tudo a perder quando usa um Folk à la New Age na música Theoreality conseguindo assim mostrar o mau gosto do seu compositor - isto para não falar da capa foleira feita por arte digital. Então qual é a solução? Afundar o Prog para entranhas do Inferno de onde nunca devia ter saído?

Os nomes para os “géneros” de som irritam-me! A principal razão porque criam barreiras que nos impede de ouvir uma banda só porque é… (ex:) Prog. Devo admitir que nunca quis ouvir Prog por uma espécie de preconceito Punk (2). Ainda dei o benefício da dúvida escutando um disco de Genesis ou outro… Que horror! Como é possível ter havido uma cena tão pretensiosa como esta!? Por coincidência cósmica não foi só Ewigkeit que me chegaram às mãos mas mais outros 3 discos que me abalaram o sistema – podiam ser eles definidos por Prog? Fiquei curioso em saber o que era realmente este género, vesti a gabardina de detective musical e fui a uma loja especializada - na Calçada do Carno (3). Lá comprei um CD dos Magma que já tinha ouvido falar por gente insuspeita como o Jello Biafra (na revista Re/search #15). Infelizmente só havia um Live (Charly; 2001) de 1975 mas com um bom som de gravação. Os Magma são franceses, criaram a sua própria língua que cantam (o Kobaïan), são instrumentalmente sombrios buscando estruturas da música clássica e fusão. É operático mas não histérico, o que é bom. A faixa inicial tem meia hora mas ouve-se bem… Ok! ‘Tou convertido! Terei mais calma de futuro e prometo ouvir melhor os dinossáurios! Especialmente estes tipos que criaram um subgénero, o Zeuhl (que significa em kobaïano “celestial” - mais uma razão para não gostar de rótulos não é?) que inspirou bandas japonesas como os Ruins.
Entretanto ficam aqui as “pérolas” que me baralharam tanto:

I.
A mirror is a window’s end (Beardhead; 2005) é composto por 3 músicas quase todas de 10 minutos e trata-se do EP de estreia dos alemães Beehoover que são apenas 2 gajos: I.Petersen (voz, baixo) e C.-P.Hamisch (bateria, voz). Os temas são complexos, um Rock pesadão como se os Clutch estivessem a fazer versões dos Kyuss na garagem. Denso e atmosférico (sem ser “ambiental”) é de referir o som torpe do baixo modificado de Petersen que substitui completamente o som de guitarra. Um nome a reter no futuro. [www.beehoover.com]
II.
Por falar em duos, foi lançado o 4º disco de Orthrelm: OV (Ipecac / Sabotage; 2005). OV é um tema de 45 minutos em que se repete o mesmo riff de guitarra Heavy ad eternum et ad nauseum (de Mick Barr) com uma bateria (de Joshua Blair) a acompanhar. A guitarra lá pára de vez em quando (a primeira vez é aos 22 min.) para pequenos delírios de percussão. Se o Prog nos anos 70 foi buscar o sentido erudito da Música Clássica ou do Jazz para aplicar ao Rock, então os Orthrelm mantêm essa linha pois o que está aqui é a música minimalista desenvolvida por Tony Conrad. Por isso eles são o “refresh” do Prog, longe do barroco pindérico da orquestração e perto do conceptualismo da Contemporânea e usando as franjas técnicas do Metal e da Música Improvisada. Não é fácil ouvir este disco mas que é uma importante experiência sonora lá isso é.
III.
Sleepytime Gorilla Museum Of Natural History (Web of Mimicry / Sabotage; 2004) não é só mais uma banda vinda da família Mr. Bungle apesar de serem lançados pela editora de um elemento dos Bungle ou por serem mais um bando de multi-instrumentalistas sem preconceitos. Tematicamente ou instrumentalmente poderá satisfazer fãs de Secret Chiefs 3, Einstürzende Neubauten, Skeleton Key (há um membro em comum), Death in June, Diamanda Gálas, Ministry, Gentle Giant (uma banda Prog dos anos 70) e mais 1001 coisas. Álbum dedicado ao “museu de história natural do gorila adormecido” que “estuda” a evolução da humanidade e dos invertebrados. São desenvolvidos temas apocalípticos do confronto entre manifestos belicistas dos Futuristas italianos e os anti-progressistas (passe a ironia) do último anarquista do século passado (Unabomber e o seu consanguíneo Freedom Club). A embalagem é acompanhada por resumos desses manifestos, um ensaio sobre entomologia e várias imagens de emulação humanos/invertebrados. Estamos perante um álbum conceptual. Este facto e a complexidade das composições obrigam-nos a defini-lo como Rock Prog por muita confusão que isso poderá fazer aos puristas. Um disco poderoso e conquistador.



(1) A maior parte dos membros seguiu carreiras em intermináveis projectos bastante diversificados (Metal, Industrial, Dub, Improv), alguns inventivos (Godflesh), outras menos (Cathedral) mas sempre de alta qualidade, deixando os Napalm numa banda “oca”, ou seja sem coisas “novinhas em folha” para dar em que tal como os Rolling Stones (vestidos de t-shirts e calções pretos) é preciso vê-los pelo menos uma vez na vida!
(2) Punk que é Punk NUNCA ouve balofos dos anos 70!
(3) www.progcds.com para quem não gosta de sair de casa. Também organizam um festival de Prog em Gouveia lá para a Abril.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Invisual #16 || RÁDIO ZERO

Sexta-Feira, às 20h: vai para o "ar-virtual", cortesia da famosa Rádio Zero, mais uma emissão do Invisual, um programa que pretende divulgar as promíscuas relações entre a banda desenhada e a música.
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Produzido por Rui Tomás e Marcos Farrajota, o 16º programa, só com o Farrajota, irá incidir sobre algumas novidades editoriais e algumas pérolas musicais ligadas à bd/ilustração: Rasal.Asad vs Jarboe (devido ao último número do Underworld e ao Antibothis), Beehoover (com uma música dedicada ao Charlie Brown), Hulk e The Advantage.
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No ciclo de músicas dedicadas ao sub-anormal do Super-Homem ficará a cargo de Goldfinger com Superman do álbum Hands Up (Universal; 1997).
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É repetido à Segunda-Feira pelas 11h30.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Invisual #45 || RÁDIO ZERO

Esta Sexta, às 20h vai para o "ar-virtual", cortesia da famosa Rádio Zero, a última emissão da "primeira temporada" do Invisual, um programa que pretende divulgar as promíscuas relações entre a banda desenhada e a música.
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Produzido por
Marcos Farrajota, este 45º programa irá incidir sobre algumas novidades editoriais e algumas pérolas musicais ligadas à bd/ilustração como Mundo Complexo, Beehoover, US Christmas, Agoraphobic Nosebleed (e as capas de Derek Hess e Florian Bertmer), Horned Almighty e flu.ID (capa de Dekor Labor).

Na próxima temporada será lá para Outubro - o Invisual vai para férias em Setembro - e deverá passar para uma hora de programa.
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É repetido à Segunda-Feira, às 11h30... e já tem
podcast!
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[desenho de Marcos Farrajota feito numa toalha de mesa, é um rabo proletário transformado em Schtroumpf]