quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Grande Espectáculo Lésbico

Mais uma cena de concertos Rock do meu primeiro diário gráfico (1995) desta vez com um Grande Espectáculo Lésbico no saudoso Johnny Guitar.
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1995!? Como o tempo passa... Holly caramba, Mr. Spock!
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PS - serve também este "post" para anunciar que os GLS preparam o segundo álbum.

terça-feira, 7 de agosto de 2007

End of Trip



Joaquim Costa: "Rock and Roll canta Joaquim costa" (Groovie; 2007)
v/a: "Portuguese Nuggets, vol.3" (Galo de Barcelos, 2007)

Os angolanos lançaram o último volume do Portuguese Nuggets fechando um ciclo de descobertas de pepitas musicais do Rock português produzido nos anos 60 e escondido do público por empresas fonográficas incompetentes. Não que 1500 exemplares (500 exemplares por volume) possam ajudar muito mas a partir de agora existe enquanto documento - pelo menos para a intelligentia - que não poderá branquear a história. Na folha do disco há mais biografias de bandas e uma lista de bandas portuguesas e das ex-colónias. Uma lista impressionante, diga-se, pela quantidade inimaginável de bandas que existiram nesta altura mesmo num regime opressivo do porco Salazar. Nada mais a declarar. Obrigado Angola pelo serviço público!
E o esforço já compensou, com a editora (portuguesa) Groovie Records a apanhar o comboío da reconstituição histórica, lançando o primeiro registo de Rock'n'Roll português, ou seja as gravações inéditas e perdidas do "Elvis de Campolide". Gravações essas realizadas em 1959, perdidas durante décadas, encontradas e compradas por Joaquim Costa na Feira da Ladra e só agora reeditadas com algumas edições extras de 1978. O carimbo "primitive rock" fica bem a Costa porque ele gritava um Rock de inglês "imitado fonéticamente" sem saber o que se diz - Costa não sabia inglês. Se Elvis estivesse vivo teria aqui um outro para lhe fazer concorrência, com a mesma idade - ainda na semana passada actuou no Maxime para lançar este EP em vinilo. Parabéns a todos.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

DEA report on "Troca de Discos com unDJ GoldenShower || GRÉMIO LISBONENSE"

Talvez dada às temperaturas desta canícula que vivemos, infelizmente, a primeira sessão deste novo ciclo de Festas de Troca de Discos não correu bem dada a falta de público que se sentiu. Ainda assim, paradoxalmente, foi a festa que mais troquei! Tendo levado para casa discos de Jazz, Jazz-Metal, Metal, Industrial, Drone, Electro e Pop. Tudo graças ao Traumático Desmame Gama e ao Sr. Fred.

A começar pelas secas Drone, ou seja Kobi com Drone Syndrome (Silber; 2005) com um tipo dos Sigur Ros (por isso tão chato como os Sigur Ros apesar do ambiente opressivo que desenvolve), e Jeremy Boyle com Songs from the guitar solos (Southern; 1999), este último tem como curiosidade ser um exercício de solos de guitarra de Heavy (Kiss, Van Halen, Black Sabbath, Led Zeppelin e Jimi Hendrix) que são esticados, distorcidos e refeitos (não são remisturas mas os solos são apenas matéria-prima) até ficarem irreconhecíveis. Aliás, a simetria é evidente: de Riffs pesadões passam a fantasmagóricas "landscapes" mas ainda assim, ao que parece houve problemas legais por Boyle usar os sacro-santos deuses do Rock. Não se percebe porquê... a coisa é penosa de se ouvir e impossivel de associar aos AC/DC por exemplo a não ser pelo título.
Um clássico é Comprendido!... Time stop!... and world ending (Cold Meat Industry; 1997) de Deutsch Nepal em que se se pode incluir na divisão Drone, é claro associado a "ritualista", "industrial" e "dark ambient". No caso deste disco trata-se uma compilação de material disperso entre 1992 e 1997, em que mostra como se faz um áudio-hipnose sem ser chato ao contrário de tanto projecto sem talento que anda por aí. Como dizia, é um clássico... feito por alguém que é Homem o suficiente para se chamar Lina Der Baby Doll General (hohohohoho) e Menino o suficiente para ficar fascinado por um Esoterismo de um mundo que há muito Deus cagou de alto (hehehehehehe). O pessoal facho adora isto!

Continuando pela Suécia (Deutsch Nepal não é alemão nem do Nepal) mas desta vez pelos terrenos ferteís do Metal, perdão, pelo pseudo-Metal dos Tiamat com Judas Christ (Century Media; 2002) e Carbonized com Screaming machines (Foundation 2000; 1996). O primeiro caso é Goth-Metal ou Rock psicadélico onde se detecta semelhanças a Sisters of Mercy ou Pink Floyd, uma calmaria quase Pop pós-moderna que de Metal já quase não tem nada, como aliás acontece desde A Deeper Kind Of Slumber. O pessoal do Metal também é sensível como os chorosos Indies e Emos, só que deviam era ter vergonha de ainda serem metaleiros. E ainda deveriam ter mais vergonha em meter nos créditos do disco que "Tiamat drink PATRON VODKA exclusively". Também sem vergonha na cara a julgar pela capa nojenta mas fazendo um bom trabalho são os Carbonized. O nome poderia enganar: escatologia Death/Grind dos velhos tempos da Earache? Não! Jazz Metal cheio de incursões sónicas e psicadélicas, e paragens rítmicas que lembra o Jazzcore dos NoMeansNo. Muito interessante e de referir que os músicos fizeram ou fazem parte dos conhecidos Therion.

E por falar em Jazz: The Jazz Networks com Blues'n'Ballads (BMG; 1994) e Herbie Hancok com Piano genius (MCPS; ?) foram os discos deste género. Do último pelos vistos não é o que o Gama e eu procuramos do Hancock daí que tanto o Gama se anda a despachar deles como eu ando a aceitá-los. No caso deste disco, ele não passa de Jazz standard assim Bop como nos fartamos de ouvir sempre que se vai a qualquer bar de Jazz. Ao que parece, este CD nem faz parte da discografia oficial como basta olhar prá capa - que nem me vou dar ao trabalho de scanar e carregar para aqui como devem bem perceber. Os Networks são modernitos e tocam os monstros (Coltrane, Ellington, Gillespie) entre o Be-Bop, a Fusão e aquela sensação que já ouvimos isto umas mil vezes. Se ainda ao menos soubessemos que bebiam exclusivamente Vodka... sorry guys, but Rock'n'Roll rules!!!

Na onda da música de vanguarda, recebi um sampler-CD da revista Resonance, o volume 10 (London Musicians Collective; 2006?) dedicado a "Art Radio" com trabalhos de ClingRadio, Sherre DeLys, David Grubbs + RLW, Elsa Justel, Georges Perec (um escritor OuLiPoano), Ergo Phizmiz, Walter Ruttmann, John Wynne entre outros... Cacofonia über alles.

Lembram-se de uma coisa chamada Big Beat? Era aquela música Techno e Hip-Hop de "batidas gordas" em que o Fatboy Slim foi a figura de proa. Lonesome spaceboy (La Douce / Irma; 2001) de Tommy Bass é o que se pode chamar de uma banhada. Na altura com sons de Lounge e Cocktail Music ou Musak com as tais batidas cheias de banha funky podiam ser uma novidade e ter alguma piada, seis anos depois é quase impossível pensar que isto servirá para alguma coisa. Os Deelite envelheceram bem (sem relação ao Big Beat mas o seu ambiente de festa aparece neste CD), o Fatboy não sei porque não tenho ouvido mas o italiano Tó do Baixo é que não envelheceu nada, nada bem! C'est la vie!

Mais Pop europeia, o último álbum de originais dos franceses Rinoçérose, Schizophonia (V2; 2005) é Electro-Pop/Rock da linha dos New Order com toques a Nova Iorque via !!! ou LCD Soundsystem mas que consegue irritar quanto mais se prolonga e/ou se ouve o disco. O pior mesmo não é a parte instrumental que é competente e dançavel mas antes as letras num inglês da treta, exemplo: «oooh my bitch / oooh yeah yeah bitch (...) bitch / cause you're gonna be my bitch». Felizmente só ouvi este CD em casa duas vezes porque não dá para ouvir no PC do trabalho, ainda bem...
Ise dize Nu-Eurotrashe? Non, seulement des cons!

Último género musical desta "festa", os CD's de Industrial: primeiro com um blast from the past, ou seja, Filth Pig (Warner; 1996), um álbum incompreendido dos Ministry, dado ser mais virado para Stoner-Rock ou Doom Metal do que aquele Industrial Crossover que os fez ter sucesso no final dos anos 80 e príncipios dos anos 90. A heroína está cá toda na veia, no estúdio e nos instrumentos, começa com uma falsa partida, Reload, como para enganar os fãs do Psalm 69 mas depois é pura Lava Rock, "sabbathiano" até à medula tal como aliás o tema Scarecrow já indicava (no Psalm!) A versão de Bob Dylan permanece inexplicável passados 11 anos. Mas fazer o quê com pessoal agarrado?

E por fim, a colectânea One nation under surveillance : Arable Farmland Sampler Volume 3 (Arable Farmland; 2007) que trata de temas da terra do Asno-Bush e as conspirações 11/9. Vamos encontrar 17 faixas de 11 projectos vindos da Suécia (Smea - a lembrar misturas Dub dos Godflesh), EUA (Searad, ROPS56, RDS, Metagnathous, Crypto Fascist), Canadá (PIN) e Austrália (Pask, Flood of Rain, Empty). O Industrial que soa é mais velha-guarda que outra coisa, embora ROPS56 lembre mais Prog meloso. Algumas faixas são boas, outras não, como é normal nas colectâneas. O CD lembra aqueles tempos dos discos Hardcore cheios de informação anti-autoritária. [A maior parte destes CD's vai poder ser ouvida na próxima sessão.]

A grande novidade deste ciclo foi que revistas, zines e livros sobre música também podem ser trocadas mas como isso não foi suficiente para tirar as pessoas dos seus lares mais refrescantes, pensa-se em mudar os dias destas festas no Grémio Lisbonense [rua dos sapateiros nº226, 1º, rossio, lisboa] talvez para as quintas-feiras e lá prás 22h. Brevemente mais detalhes...

terça-feira, 17 de julho de 2007

zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz YEAH! zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz


zZz: "Sound of zZz" (Howler; 2005)

Mais uma fufice gravada e oferecida mas desta vez menos étnica e mais Rock - embora o Rock já deveria merecer a denominação "étnico" uma vez que já tem uns 50 anos e repete fórmulas tradicionais instrumentais e vocais, hum... Os zZz são holandeses mas poderiam ser norte-americanos ou suecos pelo som de Rock ácido que fazem, a lembrar Jon Spencer's Blues Explosion com bocadinhos de Suicide e até Doors. A fórmula não é nova (Suicide): dois tipos com apenas bateria e orgão de igreja (o orgão custou 50 Dollars segundo as fontes oficiais) debitam psicadelismo garage rock com muita pica e convencem porque se sente a "soul". Originalidade? Pouca... It's Rock'n'Roll!
Curioso, fazem parte da mesma editora dos regressados Alice Donut - ainda valerão a pena estes tipos?

Qualidade numérica: 4/5 Objectivo pós-audição: vai prá troca! Bem, sendo um CD-R ofereço a alguém...

World Wide Music


v/a: "Hugh Masekela presents the Chisa years 1965-1975 (rare and unreleased)" (BBE; 2005)
Elena Horodniceanu: "Codrule, Maria Ta"" (Thisco + CM Almada; 2007)
v/a: "Borat: Cultural learnings of America for make benefit glorious nation of Kazakhstan" (Warner; 2006)
v/a: "Choubi, Choubi! Folk & Pop sounds from Iraq" (Sublime Frequencies; 2005)

O termo da World Music é como todos sabem que serve para colocar discos fora da prateleira do Rock / Pop - prateleira essa dominada durante décadas pela indústria fonográfica anglo-saxónica. De certa forma o termo é uma forma de colonializar o resto do mundo comandado pelos EUA e os cães ingleses. Ao aplicar um termo como "a música (do resto) do mundo" estamos a subjugar-nos à cultura pax romana em que não perdemos pitada dos artistas da metrópole Britney Spears ou Eminem ou Metallica que visitam de vez enquando as colónias.

Antes de haver o termo já era o Caos para as editoras norte-americanas... E apesar de uma editora como a Chisa ter namorado durante os anos 60 e 70, contratos de distribuição com as grandes editoras Buddah ou Motown, esta última não sabia o que fazer com a primeira no plano comercial, apesar de se viverem tempos de contestação negra nos EUA e em África ou apesar de artistas como o Stevie Wonder serem declaradamente fãs da música editada pela Chisa. A verdade é que tirando um sucesso inicial os colonos não estavam prontos para uma "música afro-americana" (ou seja o tradicional africano com cópulas com o Blues, Soul, Funk, Jazz, Ska) e o catálogo da Chisa, onde Masekela dirigiu, produziu e tocou em várias formações e bandas, parece ter sido esquecido e pode ser alvo de reedição e recuperação como é o caso desta colectânea de raridades e inéditos em volta de Ojah, Letta Mbulu, Baranta, The Zulus e Johanesbourg Street Band. Só o primeiro projecto é mais assumido como Afro-Beat sendo os outros mais ligados a um "popular urbano africano" vulgarizado com um folclore artificial desde os anos 80 (em que a colaboração de Masekela com Paul Simon terá a sua dose de culpa) mas aqui ainda está puro e se ao princípio podemos torcer o nariz e até achar algumas faixas "histéricas" com a segunda audição, ficamos a achar o som mucho cool. [3,8; fica bem ao lado do Ghana e Antibalas]

Seguindo para Leste, próxima paragem, a Roménia com o disco de Elena dificil-escrever-sem-olhar-para-a-capa-do-disco - também conhecida por Cucu... disco misterioso no meio do catálogo da Thisco... ainda mais misterioso que o execrável In Tempus. De electrónico Codule, Maria Ta" não tem nada!!! E de Dark também não - e digo isto porque parece que a Thisco tem tendências para o Dark-qualquer-coisa. Mas é assim mesmo, Codule (...) é um disco de música tradicional romena de uma "Diva Étnica" acompanhada por uma excelente orquestra e orquestração, Orquestra Rádio Difusão Chiginau (da Moldávia) e Anatol Golomoz e Nujnoi respectivamente. A festa dos Balcãs é facilmente reconhecivel em 13 faixas do disco mas apesar de tudo mais calma e com cheiros do Oriente. Em duas faixas parece que estamos a ouvir Fado, deve ser aqui que os nossos povos se tocam. Disco agradável de se ouvir mesmo depois de ter assistido a uma vergonhoso lançamento do disco no S. Luiz, em que a Cucu cantou por cima da música deste CD - isso mesmo, cantando até por cima da sua própria voz gravada... [3,5; Que se lixe os romenos, este também vai prá troca!]

Aprofundando o ex-império do mal, lá para o Cavaquistão ou parecido, temos a banda sonora do polémico filme humorístico de Sasha Baron Cohen que "humilhou" a gloriosa nação do Kasaquistão - que na realidade humilhou os EUA mas era mais fácil vender a indignação do Kasaquistão do que o mongolismo norte-americano. O disco é uma réplica do típico objecto discográfico xunga / pimba, ou seja, design foleiro, degradés e efeitos photoshops de quem pegou no programa pela primeira vez, uma capa que podia vir de qualquer ponto do planeta em que música popular colidisse com o expositor de CD's num café da província ou na gasolineira da auto-estrada. Desconfio até que as faixas estão trocadas ou os créditos no Media Player, síntoma de quem quer brincar ao Pimba até às últimas consequências, ao ponto até de editar música que vem de toda zona balcãnica menos do Kasaquistão (que fica a uns belos milhares de quilometros): Kocani Orkestar e Esma Redzepova são da Macedónia; Fanfare Ciocarlia, Stefan de la Barbulesti e Mahala Rai Banda (da Roménia); e Goran Bregovic (da Bósnia). Estranha manipulação e perversão da Aldeia Global intercalada com sketches do Borat e músicas preparadas pelo comediante. Divertido mas não excessivo... [3,1; emprestado e devolvido!]

Por fim, graças à Great Lesbian Lady fiquei a conhecer a música do Iraque para além da editora Subminal Frenquencies, de que já me tinham falado... Uma editora ímpar em captar som & imagem do mundo. Neste caso estas gravações são todas antes do fim do regime do saudoso Saddam Hussein, havendo até uma raridade vinda dos anos 70, Ja'afar Hassan, ligado aos movimentos socialistas. O impressionate desta música - e ao que parece, a que distingue do resto da música do médio-oriente - é a precursão de metralha que arrasa as músicas. A faixa 6 ilustra um homem a parir um camelo mas tirando isso é música do melhor que ouvi nos últimos tempos, dá quase para tudo: para relaxar (chill out para chic-freaks), para dançar e ainda a imaginar um batalhão de homens a cairem ao chão metralhados ou ainda o homem a parir o camelo... Excelente! Fica aqui a "track-track-list" para ver se conseguem sacar em algum lado já que o CD está esgotado.

1. They Taught Me - Ja'afar Hassan
2. Segue Bezikh - Unidentified
3. Oh Mother, The Handsome Man Tortures Me - Unidentified
4. Yumma, Al Hilou (Mother, Here's My Beauty) - Unidentified
5. Ahl Al Aqi (Oh, People Of Reason) - Unidentified
6. Hecha - Unidentified
7. Choubi Choubi - Unidentified
8. Ya Binaya Goumi (Oh Girl, Stand Up) - Bawin
9. Front My Hope - Ja'afar Hassan
10. Ala Honak (Take It Easy) - Sajada Al Ubaid
11. Mawal / Choubi - Unidentified
12. (Unknown) - Mohammed Al Madloul
13. Ashhad Biannak Hilou (I Admit You Are Beautiful) - Sadun Jabir
14. Walla (By God) - Salah Abd Alghafour
15. Palestinian - Ja'afar Hassan
16. (Unknown) - Souad Abdullah

[4,5; repeat!]

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Marcos Simpson... quem?


Crime Creme passou-se e diz que este é o Marcos Simpson... go figure! Na verdade o que se passa é que podem criar "avatares simpsons" no site. É divertido "desenhar" uma pessoa conhecida!

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Type O Negative ... Tinariwen ... Mudhoney || COLISEU ... S. JORGE ... O CULTO


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Inédito

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No Periquito descobri os logotipos de alguns movimentos terroristas!

quarta-feira, 4 de julho de 2007

A sample(r) story

Tenho-me esquecido de fazer resenhas a revistas de música acompanhadas de CD's por motivos pessoais e profissionais - ou porque já colaborei nelas ou porque colaboro actualmente. Por isso invés de criticar as revistas ou até a qualidade geral das colectâneas aproveito apenas para divulgar as bandas que não tem culpa de nada, até porque já se sabe que este tipo de CD tem sempre altos e baixos no seu interior. Ou porque são demasiado especializadas (e pretendem agradar nichos de mercado) ou porque dependem das apostas das editoras que pagam as suas participações.
Da "bíblia dos metálicos", a britânica Terrorizer vêm sempre a colecção "Fear Candy" cujo número 39 apesar do Death brutal dos Aborted e Abscess o que fica na memória são os Unsane que regressaram este ano via Ipecac 4 anos depois do último de originais. Também da mesma editora os Hella destacam-se pela sua epilepsia rítmica mas percebo que seja demasiado Emo para convencer seja quem for.
O Entulho Sonoro 2 mantem a biodiversidade do número anterior divulgando o melhor que cá se faz como os regressados Capitão Fantasma, os divertidos "white-trashers" Clockwork Boys (devia ter feito uma tira do concerto que vi no Natal!!!), os industriais Waste Disposal Machine (a lembrar Ministry - desconfio que não devem ser muito bons se esta comparação apareceu assim tão facilmente) e Kronos (sem dúvida os mais originais neste volume); e do pior do que se faz e aí. E é há muita coisinha má sobretudo na cena Hardcore e Punk, para não falar das ridículos Dr.Salazar e Hyubris - que acreditam em Fadas!!!! Hohohohohohohoho
Da Elegy que já me safou uma vez tem havido CD's de qualidade medíocre (o penúltimo era uma desgraça Dark-francófona), razoáveis e realmente bons, como o número 44 com Depeche Mode, Alien Sex Fiend (outro regresso mucho fixe!), Knut (remisturado por Dälek), My Dying Bride,... acabando com Rock bêbado (?) de Pere Ubu. O mais recente CD é estranhamente (Dark) Pop inexpressivo a não ser as faixas de Dälek e Jesu - projecto de um tipo de Godflesh pegou no que havia da banda e meteu uns psicadelismos My Bloody Valentine por cima, interesante embora alguns álbuns de remisturas Dub dos Godflesh já tinham estas texturas. De resto, até os grandes Skinny Puppy desiludem.
Merda, falta-me escrever sobre a Wired de Dezembro mas já foi há bué e que sa-foda todos aqueles projectos de barulhos estranhos... ok, tem sempre coisas boas para ouvir, pode-se comprar sem medos! No mundo myspace, vale a pena consultar Orgasmo Renal e Catarro - vieram nos amigos do Dark Phalo e MC Satânanás. Portugal 'tá todo fodido!

Diário Boys

Apesar de não me ter metido ao barulho quando foi feito o Dossier sobre os Tédio Boys pró Underworld - dei só a ideia. A dada altura o pessoal da revista andava à procura de "memorabilia" da banda e encontrei por acaso estes desenhos das poucas vezes que os vi. Curiosamente foram concertos emblemáticos: o dos famosos frangos a taparem a genitália em Coimbra (1995) e a javardice na FuNAC do Colombo (1998). Há mais coisas destas nos meus diários gráficos, quem sabe com o tempo vou publicando por aqui.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

CIA info 33.0

Eis o desenho "original" de uma ilustração que fiz para um artigo sobre "música e anarquia" a sair na revista Umbigo #21.

Esta é a versão digital, ou seja, limpa, corrigida e reduzida a preto e branco... será isto que irá sair na revista ou o gráfico vai-se armar em esperto?

E armou-se! Mas sinceramente gostei do resultado! Aliás, para dizer a verdade são as únicas páginas que gosto de toda a revista. São as únicas que tem um Design simples & funcional & legível! Pode-se dizer que tive muita sorte a julgar pelo horror do resto da revista...

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Vinilo laico

Uma rapidinha sobre as aquisições na última Feira Laica que por acaso eram espólio do O Poeta e do Opuntia. Por acaso os tipos livraram-se de coisas bem fixes como Dark Recollections (Necrosis / Earache; 1990) dos Carnage, álbum seminal do Death Metal Sueco, uma verdadeira loucura underground nos anos 90. O tempo não perdoa e parece que já ouvi tanto Death que não aqui nada de surpreendente, por isso prefiro ficar como referência os anti-cristo Deicide, os escatológicos Cannibal Corpse ou os narco-satânicos Brujeria. [3,5; levo prá Troca de Discos para fazer ambiente e trocar porque não vou ter gira-discos para passar... pena!]

Uprising (Tuff Gong / Island; 1980) de Bob Marley & the Wailers é um disco "terminal" - foi o último álbum de estúdio de Bob antes de morrer no ano seguinte. Álbum de Reggae de qualidade não fosse um álbum do Bob, encontra-se cá Redemption Song, uma das faixas mais emblemáticas e fora do âmbito do Reggae por ser meio Folk - terá sido por isso que foi anos mais tarde versionada pelo Johnny Cash? [4; bom para ouvir à tarde ou a desenhar]

Com a capa toda fodida (adivinhem de quem era o disco?) outro clássico: o quarto álbum (Atlantic; 1971) dos Led Zeppelin, imortalizado pelo famoso tema Stairway to heaven mas também pela estranha capa que nada diz: nome da banda, título do álbum (não existe), créditos e afins... só quatro símbolos que representavam estes outros fab four. Um dos álbuns mais vendidos de sempre a 1€ e essêncial p+ara qualquer "alternativo" para entender o Hairway to Steven (Touch & Go; 1988) dos Butthole Surfers, hehehehe [5; mas o que faço com aquela capa toda fodida?]

Mais clássicos: os Mahavishnu Orchestra eram uma banda Jazz-Rock e que tem Birds of Fire (Columbia; 1973) um magnífico segundo álbum. Cheio de energia e textura vindo de cinco virtuosos que aproximam o Rock, o Jazz e a música indiana. A orquestra era liderada pelo famoso guitarrista John McLaughlin antes de ser conhecido pelas secas. Um clássico é um clássico, e vice-versa, muito imitado mas poucas vezes batido. [4,5;...]

Mais recentes mas clássicos na área da Genitália-Juvenália, vulgo, Grind em duas estreias, ambas da Earache quando a editora fazia juz do nome: Lawnmower Deth com Ooh Crikey It's... Lawnmower Deth (1990) e O.L.D. com Old Ladies Drivers (1988). Bandas que reflectem bem a juventude alimentada com junk-food, filmes Gore e falta de respeito pelas instituições sociais e humanas.

No caso dos Lawnmower Deth são mais Trash e Death com letras tão imbecis sobre a clínica Betty Ford: «I can't help it, I'm not pure But Betty Ford's will have the cure. Alcohol, at Betty Ford's / It's cost me loads of money, Money I could have blown, On buying loads of heroin» como sobre hábitos britânicos no Pub - ou melhor porque se luta num Pub? Simples, Did You Spill My Pint? Inesquecível uma faixa Death com a vocalização à Pato Donald! Parece que no terceiro álbum (em 1994) deram numa de Punk (melódico?) e foram esquecidos para sempre. Pena? [3,7; este não vou largar tão cedo!]

Os O.L.D. são dos E.U.A. e é Grind puro e duro. Nas suas fileiras estava James Plotkin com cara de puto (porque era) antes de ser um cromo de música eh... Noise? - Ex.: Phantomsmasher (Ipecac; 2002). Aqui é o primeiro registo de Plotkin com mais dois metálicos de gema, que deviam-se vir feitos tontos com faixas como Lepers Without Feet ou Special Olympics - recuso-me a citar as letras, hehehehehe Xungaria barulhenta da boa com uma excelente versão de Cocaine (Eric Clapton). Estes é que eram tempos sem perseguições politicamente correctas e de música extrema e rápida como depois deixou de haver - voltou com a cena Breakcore? [3,6; vai ficando até arranjar melhor, tipo, um vinil de Anal Cunt!?]

Por fim, quanto a Towards Thee Infinite Beat (Temple; 1990) dos Psychic TV é um álbum que usa a estética Acid - tal como muitos que sairam na altura: "In Gorbachev We Trust" dos Shamen, para não falar dos KLF ou dos 808 State -mas com aquele "twist" do Mr. Genesis P-Orridge & cia. Letras niilistas, sons étnicos e a veia experimental no meio das batidas Rave UK. [3,5; ...]

Por este lote de discos que não ultrapassaram os 4 Euros cada - alguns a 1€! - é caso para dizer que vale mesmo a pena ir à Laica! Auf Auf!

domingo, 17 de junho de 2007

CIA info 29.6

Finalmente já vi a revista Elegy Ibérica (a versão portuguesa - ainda não via a espanhola!) que começa a publicar a série de bd "Psycho Whip", por DJ GoldenShower no argumento e JCoelho no desenho que se juntam outra vez após a boa experiência da bd "NM3" no último número do zine Mesinha de Cabeceira.

Psycho Whip é uma série que mostra episódio a episódio fragmentos de memória / experiência sobre o mito de uma misteriosa banda Industrial que ninguém sabe quem é, quem são os seus elementos pois mudam de "visual" e pessoas a cada performance ao vivo.
A impressão está um bocado escura - ao que parece o mesmo já não acontece com a espanhola segundo o simpático editor Pedro Novo que conheci este fim-de-semana no V Encontro de BD de Sto. Tirso. E talvez a legendagem venha precisar de ter um tamanho maior...
...
DJ GoldenShower na verdade - atenção, atenção - não é um DJ mas sim um unDJ!!! Escreveu para o Entulho Informativo e actualmente faz uma tira de bd sobre discos para a Free! Magazine (Finlândia). As suas relações com Marte (autor de bd e criador do famoso Loverboy) são... eh... no mínimo incestuosas! Whatever... E o JCoelho editou o zine Vertigens nos anos 90 do século passado, trabalha em publicidade e só o ano passado que regressou à bd com o livro colectivo Virgin's Trip (El Pep; 2006) e no zine Mesinha de Cabeceira Popular #200 (Associação Chili Com Carne; 2006). Prepara com Lacas um álbum para o mercado franco-belga.

Concurso público

The Far Side of Emptiness / Vysehrad (Industrial Pt; 2007)

Eis um promo-CD oferecido no último evento do Industrial PT, desta vez afastada da paneleiragem mental do Techno & EBM das outras festas organizadas. Embalada numa simples folha A4 dobrada de forma inteligente (a lembrar as produções da editora DIY francesa Facthedral) a rodela CD-R trás 30 minutos de música Ambiental e de espectro Noise.
As duas primeiras faixas são as mais barulhentas de The Far Side of Emptiness e as três últimas são mais ambientais por Vysehrad (que ainda leva com um chapéu ao contrário no "s"). Os ambientes gerados longe de serem inéditos (go to Coil, Psychic TV, etc...) e apesar de se manterem nas franjas da negridão habitual do pessoal do som Dark (que insistem em não escutar no verdadeiro som negro do Dub e derivados) não chegam a enjoar ou a enojar. Talvez porque as músicas não sejam pretensiosas ou porque tem um músculo qualquer de locomoção próprio... a seguir!

Qualidade numérica: 3,7/5 Objectivo pós-audição: oferta ao primeiro cyber-leitor que souber responder à seguinte pergunta: "Em qual revista de música que sairá a série de bd Psycho Whip do DJ GoldenShower e JCoelho?"

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Festa CCC com unDJ GoldenShower || CARPE DIEM BAR


Goldie, digo, GoldenShower vai voltar ao Encontro de BD de Sto. Tirso, dia 15 de Junho no Bar Carpe Diem em que haverá uma Feira de Zines, pintura mural (c/ Jucifer) e oferta de livros da CCC.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Guillaume Bara: "La Techno" (Librio Musique; 1999)

Livro de bolso escrito em francês, sacado ao Escroque numa Feira Laica, e que se lê numa viagem para Barcelona - é-verdade-é! vamos a levantar vôo e lá vou eu a ler o capítulo sobre as festas gays em Detroit. Com este livrinho ficamos com as bases de onde e como surgiu a música Tecno, a sua importância na recriação da música (uso de material pre-existente, samples, white-labels, ética DIY, estúdios caseiros) e do seu impacto cultural e social - como foram as Raves nos anos 80 do século passado.
Um livro de bolso não precisa de ser incompleto e leve mas é o caso deste apesar de complementado com um glossário, uma cronologia e uma bibliografia. Por outro lado, um livro de bolso pretende-se que seja um divulgador de cultura de forma popular - leia-se, a preços baratos - e como dizia um francês qualquer «mais vale ler um livro mau do que nenhum». Agora que já li este título, volta ele a 1€ para a próxima Feira Laica a decorrer 23 e 24 de Junho na Bedeteca de Lisboa.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

os portugueses estão a ficar civilizados?

deboleia.com
sim, um serviço online para combinar boleias...