sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020
Atropelä Merdinaa
Chiptune finlandês de uma banda que pelos visto dá o seu melhor a julgar pelo título da k7 The Very Best of 8 Bits High (Samsara Exit; 2019). É um trio de Commodores Punks provavelmente alinhados à demo scene que tocam música fixe para conduzir o carro pela Almirante Reis afora - enquanto o Merdina deixar - relembrando quando o Rudolfo era o Rudolfo. Há também um momento meio Mark Stuart and the Maffia no meio do som videojogos. Só é dispensável é um tema com ritmo Drum'n'Bass, que toda agente sabe é o género musical mais aborrecido à face da Terra! Se calhar na Finlândia curtem...
Kiitos Tommi!
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020
Fusão é um erro

A editora australiana Extreme é mais conhecida pela famosa Merzbox que juntava em 2000 a produção discográfica do mestre japanoise Merzbow em 50 CDs. No entanto há mais do que isto no seu catálogo e apanhei recentemente Ancestor's Halo (1997) de Ed Pias, um disco freak tão bem produzido que parece que o gajo está mesmo ao teu lado a tocar para ti. A viagem passa ao lado dos extremos orientes com perspectivas ocidentais, topas? Um Quarto Mundo centrado em percussões de instrumentos "exóticos" (para os ouvidos ocidentais, claro) que nem parece que estamos perante um académico! Há um ambiente sonoro de tensão Dark que vai enfraquecendo sorrateiramente a uma paz qualquer traduzida em hipnagogia - ganza deve ajudar... Belo disco e sem chulé.
O homónimo Land (1995) é difícil de definir, talvez seja uma espécie de Mr. Bungle para intelectuais, que tanto pode ser Miles Davis como banda sonora de Twin Peaks, como a seguir pode ser Earth neste novo milénio ou ainda qualquer coisa que o Brian Eno "ambientou". Disco dinâmico - sem ser "esquizo" como Mr. Bungle, não vos querendo induzir em erro - permite várias audições-descobertas e deixar o mistério a desvendar de quem era esta malta, o que queriam fazer com este disco, zeus!, o que se passa aqui?
terça-feira, 31 de dezembro de 2019
Dear 2019
- Ian F. Svenonius : Censorship now!! (Akashic; 2015)
- Charlotte Salomon : Vida? Ou Teatro? Charlotte Salomon. Berlim, 1917 – Auschwitz, 1943 (Museu Colecção Berardo) + Life? Or Theatre? (Taschen; 2017)
- Halfdan Pisket : Dansker (Presque Lune; 2018)
- Pietro Citati : Israel e o Islão : As Centelhas de Deus (Cotovia; 2005)
- Ian F. Svenonius : Supernatural Strategies for Making a Rock 'n' Roll Group (Akashic; 2013)
- Zen : The Privilege Of Making The Wrong Choice (Rastilho; 2018 - orig. 1998)
- Olivier Schrauwen: Vies Parallèles (L'an 2 / Act Sud; 2018)
- Jafar Panahi : Dayereh / O Círculo (2000)
- Bill Griffith : Zippy Quarterly #1-18 (Fantagraphics; 1993-98)
- Mark Beyer : Agony (NYRC, 2016 - orig. 1987)
- Ema Gaspar (curadoria) : Sunshowers (5 Jan - 3 Fev; galeria da Ler Devagar)
- Beherit : Electric Doom Synthesis (KVLT; 2017 - orig. 1996)
- Mark Greif : Against Everything (Verso; 2017)
- Seth : Clyde Fans (Drawn & Quarterly)
- Enda Walsh : Ballyturk (Artistas Unidos; 16/04)
- Rafael Álvarez, "El Brujo" : Ésquilo, nascimento e morte da tragédia (Festival de Teatro de Almada)
- Marcel Schmitz e Thierry Van Hasselt : Vivre à / Living in FranDisco (Frémok; 2018)
- Amedeo Bertolo : Anarquistas e orgulhosos de o ser (Barricada de Livros; 2018)
- Ethel Grodzins Romm : The Open Conspiracy: What America’s Angry Generation is Saying (Avon; 1971)
segunda-feira, 30 de dezembro de 2019
Tal como na BD...
terça-feira, 17 de dezembro de 2019
Xenotopia
De tudo de excelente que se pode dizer de Musique de France (Crammed; 2016), álbum de estreia dos Acid Arab, o melhor ainda é o próprio título. Estes dois produtores electrónicos que assinam o trabalho são franceses (um até é luso-descendente), são branquinhos, são europeus e usam músicas orientais com música electrónica de dança ocidental para melhorar ambas. O título não deixa margens para acusações de apropriação cultural pós-colonial.
O fascínio pelo lado arabesco por europeus não é novo, relembro os nossos Çuta Kebab & Party ou o confuso Muslimgauze, ou ainda indo aos pioneiros Byrne & Eno. Da mesma forma que se encontra o inverso como Ahlam ou Maurice Louca... O que vale é que aqui estamos no "state of the art" deste "género", acho que nunca se ouviu de forma tão nítida e bem produzida este híbrido, que faz todo o sentido se misturar.
Em parte percebe-se que há também uma comunidade de músicos do médio-oriente a ajudá-los como Rizan Said (ligado ao Omar Souleyman!) ou Rachid Taha. Entretanto saiu o novo disco deles com mais participações "genuínas" para os que se preocupam tanto com a pureza das coisas...
sábado, 14 de dezembro de 2019
E Justiça para todos...
Cupid in Reverse (Plastic Head; 1990) é o segundo LP dos The Justice League of America e está classificado no Discogs como Gótico e Post-Punk. Qualquer pesquisa que realize sobre estes gajos ou dá, claro, desenhos animados de super-heróis ou o disco à venda em qualquer lado. Eis a 'net em 2019, a minha pesquisa já deve estar viciada ou por ser uma banda obscura q.b., não se pode encontrar nada mais. Também há sempre a probabilidade de a banda ser medíocre e ter tido uma carreira pouco ou nada interessante que alguém se tenha dado ao trabalho de escrever sobre ela. O disco não é mau de todo, pedaços de Rock Industrial, Indie e sim Gótico... assim todo distribuído sem nunca alcançar um momento alto. Assim como a Internet...
terça-feira, 10 de dezembro de 2019
Renda barata e outros cartoons de Stuart Carvalhais n'A Batalha
Quando o nome de Stuart Carvalhais (1887-1961) é referido pela segunda vez no diário A Batalha, a 22 de Fevereiro de 1921, dificilmente se poderia augurar um futuro radiante para o cartoonista nas publicações periódicas ligadas à Confederação Geral do Trabalho. Nessa data, o jornalista Mário Domingues escrevia as seguintes linhas: “O sr. Stuart de Carvalhais, colega de Jorge Barradas, sujeito como este a ser amanhã vilmente caluniado por aqueles que ora o afagam, não se envergonhou de aceitar apressadamente o cargo de director do ABC a rir, sabendo como foi injustamente tratado o que o antecedeu. O sr. Stuart Carvalhais julga os seus actos como entende, bem sei; procede a seu bel-prazer. É possível que considere correcta a sua acção. Eu, porém, classifico-a simplesmente de traição”. (...) Apenas dois dias depois, Domingues retratar-se-ia deste duro julgamento. Alegadamente, o Barradinhas teria mesmo merecido ser despedido, mas isso não impediu o jornalista de sublinhar que “no lugar do sr. Stuart, não [aceitaria] esse lugar, não porque isso acarretasse para [si] rebaixamento moral, mas porque esse acto poderia fazer crer ao público, desconhecedor dos bastidores da questão, que não tinha sido leal a sua forma de proceder”.
Por esta altura, o percurso de Stuart estava ainda afastado do periodismo libertário (...) tinha já colaborado proficuamente no Século Cómico, O Zé, Gil Blas, A Lanterna ou na Ilustração Portuguesa. Em 1914, contribui para o monárquico O Papagaio Real, sob a direcção artística de Almada Negreiros. No ano seguinte, regressa ao Século Cómico, onde inicia a série «Aventuras do Quim e Manecas», e em 1920 junta-se a Barradas em O Riso da Vitória. Depois de se tornar director do ABC a rir, colaborará no ABC e no ABCzinho. Até que se chega a 1923, mais precisamente a 30 de Novembro, e logo na primeira página do n.º 1539 de A Batalha pode ler-se: “Inicia hoje a sua colaboração em A Batalha o conhecido caricaturista e nosso prezado amigo Stuart Carvalhais, cujo lápis exímio e irreverente irá dar aos nossos leitores monumentos de incomparável prazer. Stuart Carvalhais, cujo mérito está acima dos nossos elogios, principia a sua colaboração no nosso jornal com uma série de desenhos, plenos de graça, de comentário ao caso da falsificação dos bilhetes de Tesouro, que tanto tem dado que falar”.
Os diferendos entre Stuart e a redacção do jornal estariam, agora, plenamente sanados, iniciando-se uma colaboração de três anos com a Secção Editorial de A Batalha. Durante este período, não houve periódicos que tenham recebido mais contributos de Stuart do que o diário, o Suplemento Literário e Ilustrado de A Batalha e a Renovação. Significa isto que Stuart se teria convertido à Ideia anarquista? Ou que teria passado por uma fase monárquica, por ter colaborado em O Papagaio Real e na Ideia Nacional, de Homem Cristo Filho? Provavelmente o mais sensato será rejeitar qualquer uma destas conclusões apressadas. Talvez Osvaldo de Sousa não esteja muito longe da verdade quando afirma que “Stuart era um céptico na política, um anarquista na destruição ideológica e um político-desenhador na expressão do sofrimento, miséria e vida do povo”.
(...) Ao viver de avenças, de uma produção de uma “média de 15 desenhos por semana”, certamente que não se pode afirmar que Stuart foi, pelo menos nesta década de 1920, “um homem livre” (...) Stuart foi um fura-vidas, que provavelmente viu nas publicações de A Batalha uma forma de se sustentar a si e à sua família e também um conjunto de jornais e revistas que seriam a casa natural para receber o seu golpe de vista impressionista sobre a desigualdade, a exploração infantil, o desemprego, a fome, a crise da habitação, a mendicidade, a prostituição e a questão feminina.
(...) Apesar de a colaboração de Stuart se iniciar no diário A Batalha, no qual publicou 23 cartoons até à edição de 25 de Dezembro de 1925, é no Suplemento Literário e Ilustrado de A Batalha, fundado em Dezembro de 1923, que se podem encontrar mais trabalhos gráficos da sua autoria. Ao todo são 66, entre cartoons e ilustrações.
(...) Stuart não mais regressaria aos periódicos de A Batalha, que passavam por uma situação interna complexa: além da instauração da ditadura militar (...), a direcção da secção editorial estava sob fogo do jornal O Anarquista, que acusava os colaboradores do Suplemento, do diário e da Renovação de serem jornalistas profissionais, sem ligação ao meio operário. (...) Não será displicente considerar-se que esta também foi uma das razões para que Stuart não mais emprestasse a sua caneta a A Batalha e que aqui terminasse a sua aventura libertária: à sua espera estava agora a redacção do Sempre Fixe, que o acolheu até à sua morte em 1961.
As várias monografias acerca da vida e obra de Stuart (...), pecam todas pela quase total omissão da sua passagem pelos periódicos libertários. Se estas falhas são voluntárias ou mero desleixo pouco interessa aqui, mas certo é que as breves e raras menções a esse período se resumem a um punhado de reproduções gráficas, a considerações genéricas sobre o seu “anarquismo de rua”(?), tudo enquanto se aflora en passant que o autor também fez uns bonecos para as publicações libertárias.
(...) Sirva então este modesto livro para dar melhor conta, a um tempo, da riqueza múltipla do trabalho de Stuart, sem no entanto cair numa ardilosa hagiografia do seu papel autoral, nem reivindicar uma actualidade que cabe apenas a cada leitor avaliar. E, por outro lado, para mostrar como Stuart foi, entre muitos, um importante contribuidor para a feitura da obra colectiva e centenária de A Batalha. - António Baião no prefácio do livro
sábado, 7 de dezembro de 2019
domingo, 1 de dezembro de 2019
Olive Metal
sábado, 30 de novembro de 2019
Tipo... não!
sexta-feira, 29 de novembro de 2019
CRAZY!
terça-feira, 12 de novembro de 2019
Amusing regime uvula
terça-feira, 5 de novembro de 2019
Chaka chaka boom
domingo, 20 de outubro de 2019
Exposição É Só Vaidade! Colecção da Fundação Farrajota (dias 10 a 20 Outubro) @ Casa José Joaquim Santos
![]() |
| imagem: Tiago Baptista in fanzine Cleópatra (2006) |
Workshops por Patrícia Guimarães (dias 19 e 20 de Outubro)
Novidades Editoriais
Instant Gratification (Paperview) de Abdrew Kuykendall
O Colecionador de Tijolos (Chili Com Carne) de Pedro Burgos
...
Exposição É Só
Vaidade!
Colecção da Fundação Farrajota
Os Fanzines poderão ser um artesanato urbano da Era da
Informação, publicações amadoras em marginalidade bibliográfica, galerias
nómadas e precárias, reacções à tirania da História. Desde os anos 30 que
sofrem mutações e provocam dores de cabeças a todos que gostam de gavetas
bibliográficas. Nesta exposição, da colecção particular de Marcos Farrajota,
são mostradas uma série de publicações independentes deste universo, buscando
mostrar a sua riqueza de temas e formatos, tudo graças à sua livre circulação.
A selecção de títulos foi pensada em grandes temas dos
fanzines espalhados em sete mesas -
música, BD, literatura, cultura, política, arte, culinária – para além
de obras de referência e nove capas de formatos grandes que “rockam” (passe o
anacronismo)!
Fanzines de Música
Um dos grandes
géneros de fanzines, que durantes décadas divulgavam bandas e discos que a
imprensa oficial não queria (e continua a não querer) saber.
- Mouco #1 (1999?; Porto) Edu & Luís, fanzine de Indie Pop
- Garagem #1 (2000, Guimarães), Garagem, fanzine acompanhado pelo primeiro disco de drum’n’bass português
- Headless'zine #2 (Set'95; Pragal), Gonçalo Prazeres, fanzine de Metal
- Underworld / Entulho Informativo #16 (Jul'05, Lisboa) Joaquim Pedro, importante fanzine no meio português underground, sobretudo no espectro Metal, Hardcore e Punk. Capa de Fredox (França)
- Ice Cream Star#1 (Dez'94; Lisboa) Elsa Pires, fanzine de música Indie Pop, ligada à editora Beekeeper
- Anita #2 (Primavera 2014, Portugal/China?), Joana Matias, perzine e zine de viagem de Joana Matias na China, este número dedicado à música.
- Neural Therapy #7 (Primavera 1998, Reguengos de Monsaraz) Jorge Mantas, fanzine de Música Extrema
- Sanabra Enxebre (Dez'09, Porto) Latrina do Chifrudo, fanzine de Música satânica
- Maximumrocknroll #396 (Mai’16, EUA), fanzine Punk, criado em 1982 e extinto este ano
- Punk Magazine #17 (Mai'79, Nova Iorque), John Holmstrom, mítico fanzine de Punk, e que vulgarizou o termo nos EUA
Fanzines de Culinária
Vegetariana
Antes da
popularização da Internet, era normal encontrar informação alternativa em
fanzines, como é o caso do vegetarianismo. Comer também é um acto político.
- Grime
+ Nourishment : A Vegan Cookbook (200_, Londres) 56a Infoshop
- Como manter um Panda Gordo (2012,
Porto) Joana Valente / O Panda Gordo
- Lo Pikante Natural (199_?, Portugal), ?, acompanhado com um panfleto anti-MacDonalds
- Comilona : Vegetais e mais (2003,
Caldas da Rainha), Filipa Pontes
- Guia de Alimentação Vegetariana (Out'97,
Lisboa), Cadernos para a Autosuficiência
Fanzines politizados
Os movimentos
libertários desde sempre usaram a “pequena imprensa” para disseminar pensamento
e crítica política. Nesta selecção há um enfoque nas publicações de BDs politizadas.
- Suburbano : Fanzine Implicativo com a Situação [s.n.] (2001?, Lisboa), ?, fanzine de recortes de imprensa, saíram dezenas de números (sem numeração ou data)
- Os Bárbaros #3 (2001?, Coimbra), Hurso
- Plain Rapper Comix #2 (1992?, Inglaterra), Pete Loveday / AK Press, número dedicado à cultura canábica
- Last Hours #17 (2008, Londres), Indy & Ink
- World War Illustrated #49 : Now it’s time of Monsters (2018, EUA), AK Press, fundada em 1980 por Peter Kuper e Seth Tobokman
- It’ Ain’t Me Babe (1970, São Francisco), Last Gasp, primeiro livro de BD produzido inteiramente por mulheres, incluindo as autoras Trina Robbins e Barbara "Willy" Mendes.
- Inguine Mah!gazine #6 (2005, Itália), Coniglio
Publicações de
Referência
Dada a efemeridade e
a falta de oficialidade dos fanzines, começaram a serem editados fanzines dedicados
aos fanzines (directórios ou “metazines”), bem como livros técnicos ou de
História desta cultura.
- Computer Arts Projects #99 (Julho 2007; Inglaterra) Future Publishing, estranha temática deste número desta revista em que explica como replicar as estéticas underground através de ferramentas digitais!!
- D.I.Y. : The Rise of
Lo-Fi Culture
(2005; Inglaterra), Amy Spencer / Maron Boyars
- Whatcha mean, what’s a zine? (2006, EUA), Mark Todd &
Esther Pearl Watson / Graphia
- Catálogo Expofanzines 2000/2001 (2001, Galiza), Colectivo
Phanzynex
- Fancatalog (2008, Almada), catálogo da IX Feira Internacional do Fanzine de Almada, um dos primeiros eventos dedicados ao tema
- Na Silu / By Force :
Submit of cheap laser graphics (2010; França / Sérvia), Turbo Comix
Fanzines e a Literatura
Os fanzines são mais
conhecidos nos meios da música ou BD mas sempre trataram de “mil” assuntos
diferentes. Desde os primeiros de Ficção Científica nos anos 30, passando por
assuntos culturais até aos diários de vários escritores com assuntos tão pessoais
que a designação “fanzine” deixou de fazer sentido (fãs de quê?). Nos países
anglo-saxónicos começou-se a usar a terminologia “zines” ou “perzines”
(personal zines / zines pessoais).
- Divided by Zero (1999; Inglaterra), Noek K. Hannan / Antkh, Fanzine de Ficção Científica
- Mondo Brutto #23 (2001, Madrid), El Viejo de la Montaña & cia, Revista espanhola dedicada ao lixo cultural
- Zundap #11 [#6] (2002?, Lisboa), José Feitor, Fanzine cultural
- Conto de Natal para Crianças (1972, Lisboa), Mário-Henrique Leiria / Forja, Edição de autor com fotomontagens
- Escavações Arbitrárias (2012, Cascais), Rafael Dionísio, Zine de poesia (ou plaquete?)
- Murder Can Be Fun #9 (1998, EUA), John Marr / Slave Labour, comic-book baseado no fanzine
- Murder Can Be Fun #20 (2007, EUA), John Marr, Fanzine dedicado a homicídios
- Safety Zone #3 (1996; Cascais), Afonso Cortez, perzine
- Laca #3 (2003; Porto), A. Afonso, F. Gingão e S. Dias, fanzine cultural, especial tecnologias
Graphzines
Fanzines gráficos são
verdadeiras galerias de arte nómadas, algumas baratas outras com requintes de
luxo com impressão em serigrafia, por exemplo. O movimento mais influente deste
tipo de zines veio de França e os colectivos Bazouka (1972), Elles sont de sortie (1976) ou Le Dernier Cri (1995). Em Portugal
de referir a enorme existência deste tipo de zines nas Caldas da Rainha a
partir dos anos 90 com a abertura da ESAD.
- Nótibó (200_?; Caldas da Rainha),
João Cabaço
- Ex-Man (2001; Porto) Miguel Carneiro
- As aventuras de qualquer coisa
(2018, Lisboa), André Ruivo / Stolen Books
- Mix Tape (2008?, Dinamarca), Allan
Haverholm
- Patau (2012, Coimbra), Manuel
Pereira / Black Blood Press
- El Temerário #8 (2012,
Valencia), Ediciones Valientes
- Hopital Brut #5/6 (2001, Marselha),
Le Dernier Cri
- Revue 1.15 # 24 (2017; França), Loïc
Largier
- Elles sont de sortie #40? (1994,
Espanha), Bruno Richard & Pascal Doury/ 10 000 Humans
Fanzines de
Banda Desenhada
Num meio débil de edição de BD em Portugal, os fanzines foram uma forma de desenvolver obra com a vantagem da sua completa liberdade formal e de conteúdos – formatos minis ou gigantes, numerações negativas, o troco já incluído, nomes jocosos, jogos de narração, paginação em acordeão, mapas, desdobráveis, enfim, o que for necessário para não ser… quadrado! Um movimento que curiosamente aparece antes do 25 de Abril de 1974.
- Herpes Labial (Out’97, Alverca),
Geral & Derradé
- Pintor & Meio #3 (1991?,
Almada?) Rodrigo Miragaia
- Não ‘tavas lá!? Especial Tremor #4 (2017, Chili Com Carne), Marcos Farrajota, BD reportagem do festival Tremor (nos Açores), um desdobrável distribuído ao público na última noite do evento.
- Aleph #2 (Mar’74; Lisboa), José Morais C. de Faria, dos primeiros fanzines portugueses, dedicada ao estudo da BD, número de cisão maoísta
- G.A.S.P. #1 (1992?, Lisboa), [Diniz Conefrey], número especial “BD no feminino”
- Besta Quadrada #3 (2008, Caldas da Rainha), André Caetano & Tiago Baptista, zine que se dá conta neste terceiro número que houve outra “Besta Quadrada” nos anos 90
- Sub #3+5 [8] (Out’99; Lisboa), Pitchu, capa em alcatifa, mais tarde o seu autor andou a promover a ideia que o próximo número teria uma capa em pele humana!
- História em que o autor apaga a própria
história (2012, Lisboa), Xavier Almeida
- The Thin Thing (2008?, Noruega), Dongery
- Que Suerte! # Petróleo [9] (2001, Madrid), Olaf Ladousse
- Sing it out (2008, Noruega), Pitchu, Bendik Kristoffer &
Flu / Dongery
- Há Festa na Selva (1994?, Lisboa), João Chambel
- Lisboa #4 (2008?, Noruega), Sindre Goksoyr & Kristoffer / Dongery, noruegueses obcecados com Lisboa!
- Bio Edificio 421 (2012, Itália), Lök, mistura de tiras de BD com várias narrações possíveis!
- Succedâneo #-29 (Mai’03, Porto), João Bragança, o mais extravagante dos títulos que alguma vez apareceu em Portugal (1996-2006) usando toda a espécie de materiais para embalar a publicação, desde carteiras do Pekemon até luvas de jardineiro. Número dedicado ao trabalho.
- Reencontre Fortuite (1997, França), Carole Toulose & Sébastien Détreq / Des Gribouillis, duas BDs que se cruzam a meio do fanzine
- Petit Paresseux (Jan’19, Angoulême), Thy-Lane Monnet / Trés
Trés Bien
- ? (201_?, China), Nhozigna
- Totentanz (2012, França), Marcel Ruijters / Garage L, impresso em serigrafia, paginado em acordeão
- Boswash (2000, EUA), Nick Betozzi / Lux, desdobrável
- Brilliant Inc. (2003, Finlândia), Mikko Väyrynen, desdobrável
Paula Ferreira (Portugal) – Leitmotiv #1 (1980)
Rigo 23 (Portugal) – Ganmse (1986)
André Ruivo (Portugal) – Retratos (MMMNNNRRRG + The Inspector Cheese Adventures; 2017)
Hetamoé (Portugal) – QCDA #2000 (Chili Com Carne; 2014)
Harukawa Namio (Japão) – Callipyge (United Dead Artists; 2008)
Tommi Musturi (Finlândia) – Specter (Kuti Kuti; 2012)
Amanda Vähämäki (Finlândia) – Cani Selvaggi (Canicola; 2013)
Pauliina Mäkelä (Finlândia) – Mystic Sessions, vol. I (Kuti Kuti; 2006)
Mat Brinkman (EUA) – Multiforce (Picture Box; 2009)















