segunda-feira, 15 de junho de 2026
Sono 3
sábado, 6 de junho de 2026
26
- Simone de Beauvoir: O Segundo Sexo (2 vol., Bertrand; 1975-76 - orig. 1949)
- Yoshiharu Tsuge : He rolled me up like a grilled squid (Drawn & Quarterly)
- Shintaro Kago : Parasitic City #0.1, 0.2, 3 (Hollow Press; 2025)
- André Neto + Nu No e o Resto (18.02; Damas) + Nu No : Turva Lingua (8mm; 2019)
- Chantal Montellier : Shelter (Nueva Frontera; 1981 - orig. 1980)
- Joe Sacco : The Once and Future Riot (Jonathan Cape / Vintage / Penguin Random House; 2025)
- Robert Gordon : Newport and the Great Folk Dream (2025)
- Ammar 808 : Maghreb United (Glitterbeat; 2018)
- Jazmín Varela : Campeón (Sigilo; 2025)
- Silvio Lorusso : Entreprecariat : Everyone is an entrepreneur. nobody is safe (Onomatopee 170; 2019)
- José Feitor : Fosso #4 (Imprensa Canalha)
- Oliver Laxe : Sirât (2025)
- Guy Colwell : Inner City Romance #1-2 (Last Gasp; 1972)
- Jim Donaghey, Will Boisseau & Caroline Kaltefleiter [ed.] : DIY or Die! : Do-it-yourself, Do-it-together & Anarchism (Active; 2024)
- Pedro Baptista : Whisky & Chips (TBA; 15.02)
- L'ego + Hi$t : Biologia (SPH; 2025 - orig. 1989)
- Andrea Bruno : Punica fides (Sputnik; 2025)
- Pharoah Chromium : Chronicles from the Arab Cold War (Discrepant)
- Annie Baker : Os Possessos (TBA; 10.05)
- Tânia M. Guerreiro (curadoria), Mohammad Abbasi, Ana Borralho & João Galante [et al]: Self-Uncensored [uncoding] (TBA; 25.01)
- Craig Thompson : Ginseng Roots - versão portuguesa (Asa - orig. 2019-23)
- Prado (Vortex; 31.01)
- Deben Van Ham : Putain (2025)
sexta-feira, 15 de maio de 2026
Não julgar as capas pelos discos
Sinceramente quero lá saber se a música do Zappa é boa ou foleira quando temos o Tanino Libetarore a fazer uma capa "Frank Xerox"? The Man of Utopia é de 1983 e é o 36º álbum de Frank Zappa e não há vida para perceber o que isso quer dizer. O tema de abertura, Cocaine Decisions, não deixa de ser orelhudo e muito divertido para além de dizer as verdades da coca - o resto do disco nem me lembra do que trata... sexo anal? cozinhas sujas? Para quem não percebeu o "Frank Xerox" (ou teve a coragem de ler a entrevista acima linkada) aqui vai info mais simplificada de uma BD que ninguém terá coragem de publicar em Portugal ou neste século do PC e da extrema-direita...
Mais recentemente apanhei o Studio Tan (1978) com capa de... Gary Panter!! Não fazia ideia, sempre pensei que o Panter estaria associado mais ao Punk do que aos Hippies-mesmo-sendo-o-Zappa-anti-hippie. A capa nem foi aprovada por Zappa entre as guerras com a editora Warner, fazendo deste disco uma confusão legal e editorial. A música é cagativa, fusão-jazz-rock banda sonora para peça de BD-desenho-animado que não existe sei lá... A capa é bela, gráfica, colorida, pós-moderna e selvagem como tudo que faz Panter, outro artista de BD complicado difícil de publicar em qualquer parte do mundo menos nos EUA e Finlândia.
Colectânea com fantástica capa de Robert Williamns - o mesmo artista da capa de Appetite for destruction, o disco mais poderosos dos Guns'n'Roses, e responsável pela revista Juxtaposed - e organizada pelo poeta John Giorno (1936-2019) na sua Giorno Poetry Systems em 1989. Pelo que percebi, estas colectâneas juntam poetas - William S. Burroughs, Karen Finley (fantástica!) e o próprio Giorno - a músicos que exaltam poesia, algumas estrelas Pop como Debbie Harry e David Byrne - ambos a experimentarem sons longe das canções que nos habituaram em décadas de carreira - ou estrelas underground como Henry Rollins ou malta que não foi a lado nenhum creio, como P.M.S. (Pre Metal Syndrome!). Muitas vezes há pessoas que são boas numa área criativa mas podem ter o pior gosto noutras - olhem os escritores quando pegam em ilustradores, por exemplo - aqui Giorno sabe o que faz, além de ter Williams, ainda inclui uma BD de Panter na capa protectora interior do LP! Granda disco e grandes grafismos! I want to keep coming!!!
sexta-feira, 1 de maio de 2026
Lina Brion & Detlef Diederichsen : "Looking at music" (Spector; 2021)
Ao que parece "estive" numa "polémica" em linha (mais uma vez) sem que houvesse realmente "discussão" (outra vez). Desta vez era sobre um fanzine de BD que é um desperdício de tempo para quem o ler. As suas editoras e outras pessoas ficaram indignadas pelo "tom" da resenha crítica mas nenhuma foi capaz de escrever uma linha a reflectir sobre a resenha ou contestá-la, pelo menos no blogue onde foi publicada, se aconteceu em redes sociais, não sei nem me interessa não participo nesse circo. Pouco dias apareceu um fanzine de música, This is the night mail, a "dar-me razão", isto é, tem de ser um fanzine de música a fazer entrevistas a artistas gráficos para que quem goste de "BD" possa ter um bocado de comida para a cérebro. Aparentemente a malta da BD não só não sabe escrever como percebe que deve dar muito trabalho transcrever entrevistas para papel ao ponto de, pura e simplesmente, não as fazerem. Ou será que está tudo na 'net para sabermos dos artistas (?) que nem vale a pena fazer entrevistas para imprimir? Ou então, não vale a pena escrever sobre outros artistas, sei lá... Ou então, a BD não inspira a ninguém a pensar de outras formas e ângulos, como acontece com a música ou dança ou teatro ou arquitectura ou...quinta-feira, 30 de abril de 2026
Júri Índio
Bem, vamos ver se aplico os grandes ensinamentos de "Recordo Frankenstein" do Svenonius neste IndieMusic! Gulp!
quarta-feira, 29 de abril de 2026
A Chili Com Carne e Thisco lançaram isto em Abril...
O Mesinha 'tá lá metido! Porquê? Porque entre 1993 e 1994 vendíamos lá o zine!
segunda-feira, 13 de abril de 2026
Punk Comix (again)
Os restos mortais da exposição de Alpiarça estão prás Caldas!
O livro é que está esgotadão mas tentem a Neat Records e Disgraça, pode ser que ainda lá haja um exemplar à toa. Este ano seja como for a Chili Com Carne irá reeditá-lo com novas capas de José Smith Vargas e João Silvestre!
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| alguns zines expostos foram recuperados do acervo do Espaço BD Jorge Machado Dias - entre eles o Mesinha de Cabeceira #19 com a trágico-cómica BD de Jucifer! |
domingo, 12 de abril de 2026
Joe Mulhall : "Rebel Sounds : Music as Resistance" (Footnote; 2024)
É um livro para "todo o público", daqueles que pouco adiantam se o sr. e sra. "normie" não souberem o que é uma wikipedia ou youtube, ou apenas terem um mínimo de cultura geral sobre a Irlanda, racismo nos EUA, Apartheid, ditaduras africanas, sul-americanas e soviéticas. Se parece desprezível para um snobe como eu, por outro lado é daqueles livros que devia ser obrigatório na sala de aulas ou qualquer coisa do tipo, devia estar publicado pelo mundo inteiro sei lá - mas dizem que livros sobre música não vendem, coisa que desminto como editor de tais publicações. Enfim, façam como quiserem, pessoas do mundo!terça-feira, 10 de março de 2026
A original
A música original que o frankenstein sonoro BiS / Hijohkaidan tocam! É bom ter "e-penpals" no Japão para nos arranjarem estas pérolas! A letra é incrível!!!
Arigato Naoko!
domingo, 8 de março de 2026
Retratista
Além de fazer os cartões de sócios da Chili Com Carne, vou passar a fazer retratos oficiais de gente importante e não aceitar a guita em troca da pessoa retratada comprar obras de arte dos meus amigos! Quem diria que um dia eu iria imitar o Whils!? Parabéns André!
sexta-feira, 6 de março de 2026
BM2
sábado, 28 de fevereiro de 2026
Não é um comeback de uma banda de Sludge
David Soares, Pedro Nora e Marcos Farrajota (a fazer de troll dada a sua capsulite) a mini-exposição de originais de Mr. Burroughs na Tinta nos Nervo, após feliz lançamento do livro. Foto de Gisela Monteiro.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026
CIA info 94.2
Aqui acabei a minha carreira de autor de BD... mas volto no mesmo fanzine... Na realidade já estou arrependido, fiz merda. Saiu esta Sexta-Feira no "Feitores Fest"... É o fanzine Fora de Campo #3, publicado pela Bancarr0ta, aka, Matilde Feitor.
Meus fãs, dirijam-se a ela!
domingo, 8 de fevereiro de 2026
Flexi-comics para todos os gostos! (embora só o do Panter é que vale a pena!)
Não deve haver formato mais xunga que o "flexi-disc". Para quem não sabe trata-se de geralmente de um formato "single"/ 7 polegadas tão fininho que parece uma folha de papel. E no entanto cabe lá música - e até software antes das k7s substituírem este formato nos tempos do ZX Spectrum. Servia sobretudo como uma prenda ou objecto de promoção que era metido em revistas e livros de qualquer assunto - até BD! - tanto que acho que curto bués do tema Dead Embrionic Cells dos Sepultura à pala de um flexi que ouvi numa revista qualquer de Rock... Mais recentemente no número comemorativo dos 30 anos da revista italiana Neural (e 20 da Crónica) vinha com um flexi com30 projectos de música a mandarem 9 segundos de som, entre eles Philippe Petit, Francisco López, Clock DVA, Alva Noto, Scanner, @c,... Formato morto com alguma ou outra ressurreição mas sem a loucura vaidosa do vinil, o "street-cred" da K7 e o retorno do CD para breve, uma vez que os outros formatos estão caros e demorados de produzir...
BD iconoclasta de filmes de série B, tem um flexi do próprio Panter com uma música, Precambrian Bath, que lembra algo entre um funk branco e a estranheza de uns Big Stick. A música é tão bizarra como o trabalho gráfico-narrativo.
É curioso assistir esta coerência artística usando media tão diferentes mas faz sentido quando se tem mesmo uma visão clara da Arte que se ambiciona. Um verdadeiro artista é assim, aliás, em Portugal podemos pensar no mesmo de André Coelho (com as suas bandas Sektor 304 e Metadevice, por exemplo), André Lemos (com o projecto Blunt Instrument) e Rudolfo da Silva seja em zine, CD-R, livro ou "escultura"...
Recentemente encontrei mais umas maluquices de BDs com flexis incluídos.
O número 3 de Nexus (Capital Comics; 1982) de Mike Baron (a) e Steve Rude (d). Série de BD que é uma Space-opera com um gajo de fato de super-herói, uma treta que vale mais pelos desenhos de Rude, antecipando uma década o grafismo "retro" na indústria dos "comics". O flexi é ainda mais parvo pois adapta em som a BD que se está a ler. O que é incrível é a quantidade tempo que o flexi consegue aguentar (neste caso ouve-se dos dois lados).
Recebe o estatuto de "primeiro flexi-comic" do mundo (LOL), completamente inútil a não ser que se ignore a BD e oiça-se como uma dramatização radiofónica. Intermedia cómica dos anos "dourados" da BD independente norte-americana.
Algumas semanas atrás o 40 Ladrões deu-me um álbum de BD medíocre q.b. Paris Skouille-T-il? (Les Humanoides Associes; 1981) de Dodo (a) e Ben Hardi (d) que entra numa linha de paródia ao Rock que bateu nos finais dos anos 70 na revista Métal Hurlant - com outros autores da altura como Jano, Tramber, Frank Margerin, Yves Chalant, Serge Clerc... Ou seja, uma "linha clara" ao serviço do Rock que faria mais sentido do que aplicar a aventuras parvas à Tintin, embora os negros são ainda representados com aquela boca de salsicha, terrível! O que só reforça que ao contrário dos exemplos anteriores, neste aqui haja menos talento, piada ou interesse. Ah! A banda que existe na BD e que grava música oferecida no álbum chama-se Les Closh - que significa sinos ou idiotas - paródia dos... ehm... Clash!Aliás, reflete-se também na música que o flexi do álbum, duas músicas que soam a Grace Jones ou The Selecter sem brilho. Nunca chega a ser Ska mas um Pop / Funk com letras parvas - que estão reproduzidas ao longo das páginas do álbum, uma linha / frase é reproduzida debaixo da página da BD / álbum, ideia interessante mas também impossível de resultar em alguma coisa entre a BD e a música, não se consegue absorver os dois mediuns ao mesmo tempo. Sem piada como aliás muita da produção francesa dos anos 80, adormecida pelos confortos de Jack Lang na Cultura. Bobo!
PS - Mais tarde em 1990 a "banda" volta com um single, Toutes ces filles, que nem comento... Putain! Quel bobozada!!!
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
Mr. B entesado!
Este Mr. Burroughs não é William Burroughs, mas é como se fosse; é um sócia alternativo do romancista norte-americano, que se confronta com uma crise de criatividade.
Assombrado pelo fantasma de sua irrepreensível carreira, e ousando desafiar a vida para conhecer os seus limites, Mr Burroughs vai enfrentar a verdade sobre si mesmo para descobrir porque é que tudo aquilo que toca se transforma nele próprio.
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FEEDBBACK (da primeira edição e a a edição belga)
Minimalista nos meios, preto e branco rigoroso, (...) narração surrealista mas fluída (...) uma homenagem estranha, surpreendente e entusiasmante.
Les Inrockuptibles
Obra que se livrou de todos os ornamentos da lenda sulfurosa, concentra-se inteiramente no processo de criação.
Bang
(...) obra mais poética que narrativa , mais evocativa que descritiva. (...) A estilização do desenho de Pedro Nora privilegia a angulação expressionista, (...) o traço que fere como um bisturi e tudo inunda de borrões de tinta, como golfadas de sangue.
Domingos Isabelinho in Quadrado
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sobre os autores
David Soares (Lisboa; 1976) é escritor, historiador, mestre em História Moderna, investigador integrado do CHAM-Centro de Humanidades (NOVA FCSH). A sua obra diversifica-se pelo romance, a banda desenhada, o ensaio e o spoken word. Como autor de banda desenhada, foi premiado com quatro troféus para Melhor Argumentista Nacional e uma Bolsa de Criação Literária, atribuída pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas (2002). A sua obra historiográfica O Bobo e o Alquimista: Deformidade Física e Moral na Corte de D. João III (Verbi Gratia, 2024) foi distinguida com o Prémio Fundação Calouste Gulbenkian - História Moderna e Contemporânea de Portugal, atribuído pela Academia Portuguesa da História (2024).
domingo, 1 de fevereiro de 2026
"Eles nos devem uma vida - Crass : Escritos Diálogos e Gritos" (Imprensa Marginal + No Gods No Masters; 2017)
O que dizer sobre os Crass que não tenha já sido dito? Ainda mais no ano de 2026 em que parece estamos no centro de todas as distopias a 85 segundos do Apocalipse? sábado, 31 de janeiro de 2026
CIA info 93.1
Rastas para papeis para se fazer ganzas... Complicado? Depois explico melhor...
Entretanto só falta colar...
terça-feira, 20 de janeiro de 2026
Martin Aston : "Facing the Other Way : The Story of 4 AD" (HarperCollins; 2014)
Na Feira do Livro de Lisboa, o amigo Afonso mostrou-me que se podia ver a discografia toda por ano no Discogs - já que não se vende nada por lá, ao menos um gajo com o Youtube, pode checar os discos todos que não conhece da Earache, por exemplo, ou da 4AD. Devo desde já dizer que ouvir os discos não conhecidos da Earache foi uma revelação e desilusão, esperava mais bandas Grind/Death e invés disso saiu muito Gabber (ok, tudo bem, gosto e gosto da fusão de Gabber com Metal) e projectos sub-merda - seja em Metal seja em Electrónica da treta.
Já a 4AD não desilude mesmo que possa não gostar deste disco ou daquela banda, tudo tem uma qualidade acima da média Rock/Pop. Para começar, fiquei surpreso com os nomes de Bauhaus, The Birthday Party e The The (antes de o ser) no catálogo desta "indie". Bauhaus é Alfa e Ómega. Sem comentários, tudo bem que a 4AD era no início uma "sublabel" da Beggars Banquet e que esta passou a ser o representante dos Bauhaus mas só isto indica o que as qualidades para descobrir talento do homem detrás da editora, Ivo Watts-Russell.
E os nomes sucedem: This Mortal Coil (projecto de estúdio do Ivo), Cocteau Twins, Dead Can Dance, X Mal Deutschland, Clan Of Xymox, Throwing Muses, "o mistério das vozes búlgaras", o marado mega--sucesso Pump up the volume dos M|A|R|R|S, Pixies, Lush, Pale Saints, Breeders, Belly, Lisa Germano, Gus Gus, Thievery Corporation (WTF!?),... isto no reinado do seu fundador Ivo até ele sair em 1999. Não sendo o catálogo revolucionário na música Pop, indirectamente foram sem sombra de dúvida, projectos que mudaram as suas coordenadas - Nirvana não seria o que era sem os Pixies, por exemplo.
Dois comentários possíveis, o primeiro foi a quantidade de bandas ou projectos que envolviam mulheres em bandas - um elemento na bandas ou bandas exclusivamente de mulheres. Tal parece-me importante referir mais do que a arte das mesmas - sem desconsiderar, os nomes acima referidos provam a qualidade alta dos seus projectos - porque numa sociedade patriarcal, a vida delas no meio musical não era (e ainda não será) fácil. Esse legado continuou mesmo depois de Ivo ter saído da editora e isso ainda se vê no actual catálogo da editora.
Onde Ivo "falhou" foi no acompanhamento das carreiras das bandas, ele só queria gravar bons discos, arriscando em projectos variados e inusitados, todo o jogo do negócio passava-lhe ao lado, ou porque o desprezava ou porque não tinha perfil para tal - tendo até desenvolvido problemas de saúde mental com o stress da indústria fonográfica. Ao longo do livro não faltam queixas de desorientação dos músicos face ao sucesso que alcançavam mas para Ivo o que interessava era fazer mais um disco excelente, ponto.
De resto, o livro esmiúça tudo o que e preciso esmiuçar, a vida de Ivo, as histórias das bandas e seus relacionamentos, o grafismo icónico de Vaughan Oliver /23 Envelope / v23 - fiquei a saber que ele nunca usou computador, wow! -, os negócios da editora, a saída de Ivo e mais alguma década de história depois dessa saída. Um livro obrigatório sobre os anos 80 e 90 no Pop/Rock.



















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