segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026
CIA info 94.1
Aqui acabei a minha carreira de autor de BD... mas volto no mesmo fanzine... Na realidade já estou arrependido, fiz merda. Sai esta Sexta-Feira no "Feitores Fest"...
terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
26
- Simone de Beauvoir: O Segundo Sexo, vol. 1 (Bertrand; 1975 - orig. 1949)
- Adam Curtis : Shifty (BBC; 2025)
- Shintaro Kago : Parasitic City #0.1, 0.2, 3 (Hollow Press; 2025)
- Joe Sacco : The Once and Future Riot (Jonathan Cape / Vintage / Penguin Random House; 2025)
- Ammar 808 : Maghreb United (Glitterbeat; 2018)
- Jazmín Varela : Campeón (Sigilo; 2025)
- Silvio Lorusso : Entreprecariat : Everyone is an entrepreneur. nobody is safe (Onomatopee 170; 2019)
- Guy Colwell : Inner City Romance #1-2 (Last Gasp; 1972)
- Jim Donaghey, Will Boisseau & Caroline Kaltefleiter [ed.] : DIY or Die! : Do-it-yourself, Do-it-together & Anarchism (Active; 2024)
- Pedro Baptista : Whisky & Chips (TBA; 15.02)
- L'ego + Hi$t : Biologia (SPH; 2025 - orig. 1989)
- Holy Burger : in comics we trust (Forum Ljubljana; 2024)
- Nettwerk Sound Sampler vol.04 : Possessed (Nettwerk; 1992)
- Tânia M. Guerreiro (curadoria), Mohammad Abbasi, Ana Borralho & João Galante [et al]: Self-Uncensored [uncoding] (TBA; 25.01)
- Prado (Vortex; 31.01)
- Catherine Ribeiro + Alpes : (Libertés ?) (Fontana; 1975)
- Crawling Chaos : The Gas Chair (Factory Benelux; 1981)
- Marga Alfeirão : Lounge (TBA; 09.01)
- Yutaka Aso : Children of the city (?;? - orig. 1947)
- Luís Moreira Gonçalves + Felipe Parucci : Dormindo entre Cadáveres (Zigurate; 2025)
- Deben Van Ham : Putain (2025)
- Kleber Mendonça Filho : O Agente secreto (2025)
- Richard Linklater : Nouvelle Vague (2025)
- Stripburger #85-86 (Forum Ljubljana; 2025)
- Artistas Unidos : O Piloto Americano de David Greig (Teatro Variedades; 4.02)
- Derek Pell : Doktor Bey's Bedside Bug Book (A Harvest / HBJ Book; 1978)
domingo, 8 de fevereiro de 2026
Flexi-comics para todos os gostos! (embora só o do Panter é que vale a pena!)
Não deve haver formato mais xunga que o "flexi-disc". Para quem não sabe trata-se de geralmente de um formato "single"/ 7 polegadas tão fininho que parece uma folha de papel. E no entanto cabe lá música - e até software antes das k7s substituírem este formato nos tempos do ZX Spectrum. Servia sobretudo como uma prenda ou objecto de promoção que era metido em revistas e livros de qualquer assunto - até BD! - tanto que acho que curto bués do tema Dead Embrionic Cells dos Sepultura à pala de um flexi que ouvi numa revista qualquer de Rock... Mais recentemente no número comemorativo dos 30 anos da revista italiana Neural (e 20 da Crónica) vinha com um flexi com30 projectos de música a mandarem 9 segundos de som, entre eles Philippe Petit, Francisco López, Clock DVA, Alva Noto, Scanner, @c,... Formato morto com alguma ou outra ressurreição mas sem a loucura vaidosa do vinil, o "street-cred" da K7 e o retorno do CD para breve, uma vez que os outros formatos estão caros e demorados de produzir...
BD iconoclasta de filmes de série B, tem um flexi do próprio Panter com uma música, Precambrian Bath, que lembra algo entre um funk branco e a estranheza de uns Big Stick. A música é tão bizarra como o trabalho gráfico-narrativo.
É curioso assistir esta coerência artística usando media tão diferentes mas faz sentido quando se tem mesmo uma visão clara da Arte que se ambiciona. Um verdadeiro artista é assim, aliás, em Portugal podemos pensar no mesmo de André Coelho (com as suas bandas Sektor 304 e Metadevice, por exemplo), André Lemos (com o projecto Blunt Instrument) e Rudolfo da Silva seja em zine, CD-R, livro ou "escultura"...
Recentemente encontrei mais umas maluquices de BDs com flexis incluídos.
O número 3 de Nexus (Capital Comics; 1982) de Mike Baron (a) e Steve Rude (d). Série de BD que é uma Space-opera com um gajo de fato de super-herói, uma treta que vale mais pelos desenhos de Rude, antecipando uma década o grafismo "retro" na indústria dos "comics". O flexi é ainda mais parvo pois adapta em som a BD que se está a ler. O que é incrível é a quantidade tempo que o flexi consegue aguentar (neste caso ouve-se dos dois lados).
Recebe o estatuto de "primeiro flexi-comic" do mundo (LOL), completamente inútil a não ser que se ignore a BD e oiça-se como uma dramatização radiofónica. Intermedia cómica dos anos "dourados" da BD independente norte-americana.
Algumas semanas atrás o 40 Ladrões deu-me um álbum de BD medíocre q.b. Paris Skouille-T-il? (Les Humanoides Associes; 1981) de Dodo (a) e Ben Hardi (d) que entra numa linha de paródia ao Rock que bateu nos finais dos anos 70 na revista Métal Hurlant - com outros autores da altura como Jano, Tramber, Frank Margerin, Yves Chalant, Serge Clerc... Ou seja, uma "linha clara" ao serviço do Rock que faria mais sentido do que aplicar a aventuras parvas à Tintin, embora os negros são ainda representados com aquela boca de salsicha, terrível! O que só reforça que ao contrário dos exemplos anteriores, neste aqui haja menos talento, piada ou interesse. Ah! A banda que existe na BD e que grava música oferecida no álbum chama-se Les Closh - que significa sinos ou idiotas - paródia dos... ehm... Clash!Aliás, reflete-se também na música que o flexi do álbum, duas músicas que soam a Grace Jones ou The Selecter sem brilho. Nunca chega a ser Ska mas um Pop / Funk com letras parvas - que estão reproduzidas ao longo das páginas do álbum, uma linha / frase é reproduzida debaixo da página da BD / álbum, ideia interessante mas também impossível de resultar em alguma coisa entre a BD e a música, não se consegue absorver os dois mediuns ao mesmo tempo. Sem piada como aliás muita da produção francesa dos anos 80, adormecida pelos confortos de Jack Lang na Cultura. Bobo!
PS - Mais tarde em 1990 a "banda" volta com um single, Toutes ces filles, que nem comento... Putain! Quel bobozada!!!
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
Mr. B entesado!
Este Mr. Burroughs não é William Burroughs, mas é como se fosse; é um sócia alternativo do romancista norte-americano, que se confronta com uma crise de criatividade.
Assombrado pelo fantasma de sua irrepreensível carreira, e ousando desafiar a vida para conhecer os seus limites, Mr Burroughs vai enfrentar a verdade sobre si mesmo para descobrir porque é que tudo aquilo que toca se transforma nele próprio.
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FEEDBBACK (da primeira edição e a a edição belga)
Minimalista nos meios, preto e branco rigoroso, (...) narração surrealista mas fluída (...) uma homenagem estranha, surpreendente e entusiasmante.
Les Inrockuptibles
Obra que se livrou de todos os ornamentos da lenda sulfurosa, concentra-se inteiramente no processo de criação.
Bang
(...) obra mais poética que narrativa , mais evocativa que descritiva. (...) A estilização do desenho de Pedro Nora privilegia a angulação expressionista, (...) o traço que fere como um bisturi e tudo inunda de borrões de tinta, como golfadas de sangue.
Domingos Isabelinho in Quadrado
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sobre os autores
David Soares (Lisboa; 1976) é escritor, historiador, mestre em História Moderna, investigador integrado do CHAM-Centro de Humanidades (NOVA FCSH). A sua obra diversifica-se pelo romance, a banda desenhada, o ensaio e o spoken word. Como autor de banda desenhada, foi premiado com quatro troféus para Melhor Argumentista Nacional e uma Bolsa de Criação Literária, atribuída pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas (2002). A sua obra historiográfica O Bobo e o Alquimista: Deformidade Física e Moral na Corte de D. João III (Verbi Gratia, 2024) foi distinguida com o Prémio Fundação Calouste Gulbenkian - História Moderna e Contemporânea de Portugal, atribuído pela Academia Portuguesa da História (2024).
domingo, 1 de fevereiro de 2026
"Eles nos devem uma vida - Crass : Escritos Diálogos e Gritos" (Imprensa Marginal + No Gods No Masters; 2017)
O que dizer sobre os Crass que não tenha já sido dito? Ainda mais no ano de 2026 em que parece estamos no centro de todas as distopias a 85 segundos do Apocalipse? sábado, 31 de janeiro de 2026
CIA info 93.1
Rastas para papeis para se fazer ganzas... Complicado? Depois explico melhor...
Entretanto só falta colar...
terça-feira, 20 de janeiro de 2026
Martin Aston : "Facing the Other Way : The Story of 4 AD" (HarperCollins; 2014)
Na Feira do Livro de Lisboa, o amigo Afonso mostrou-me que se podia ver a discografia toda por ano no Discogs - já que não se vende nada por lá, ao menos um gajo com o Youtube, pode checar os discos todos que não conhece da Earache, por exemplo, ou da 4AD. Devo desde já dizer que ouvir os discos não conhecidos da Earache foi uma revelação e desilusão, esperava mais bandas Grind/Death e invés disso saiu muito Gabber (ok, tudo bem, gosto e gosto da fusão de Gabber com Metal) e projectos sub-merda - seja em Metal seja em Electrónica da treta.
Já a 4AD não desilude mesmo que possa não gostar deste disco ou daquela banda, tudo tem uma qualidade acima da média Rock/Pop. Para começar, fiquei surpreso com os nomes de Bauhaus, The Birthday Party e The The (antes de o ser) no catálogo desta "indie". Bauhaus é Alfa e Ómega. Sem comentários, tudo bem que a 4AD era no início uma "sublabel" da Beggars Banquet e que esta passou a ser o representante dos Bauhaus mas só isto indica o que as qualidades para descobrir talento do homem detrás da editora, Ivo Watts-Russell.
E os nomes sucedem: This Mortal Coil (projecto de estúdio do Ivo), Cocteau Twins, Dead Can Dance, X Mal Deutschland, Clan Of Xymox, Throwing Muses, "o mistério das vozes búlgaras", o marado mega--sucesso Pump up the volume dos M|A|R|R|S, Pixies, Lush, Pale Saints, Breeders, Belly, Lisa Germano, Gus Gus, Thievery Corporation (WTF!?),... isto no reinado do seu fundador Ivo até ele sair em 1999. Não sendo o catálogo revolucionário na música Pop, indirectamente foram sem sombra de dúvida, projectos que mudaram as suas coordenadas - Nirvana não seria o que era sem os Pixies, por exemplo.
Dois comentários possíveis, o primeiro foi a quantidade de bandas ou projectos que envolviam mulheres em bandas - um elemento na bandas ou bandas exclusivamente de mulheres. Tal parece-me importante referir mais do que a arte das mesmas - sem desconsiderar, os nomes acima referidos provam a qualidade alta dos seus projectos - porque numa sociedade patriarcal, a vida delas no meio musical não era (e ainda não será) fácil. Esse legado continuou mesmo depois de Ivo ter saído da editora e isso ainda se vê no actual catálogo da editora.
Onde Ivo "falhou" foi no acompanhamento das carreiras das bandas, ele só queria gravar bons discos, arriscando em projectos variados e inusitados, todo o jogo do negócio passava-lhe ao lado, ou porque o desprezava ou porque não tinha perfil para tal - tendo até desenvolvido problemas de saúde mental com o stress da indústria fonográfica. Ao longo do livro não faltam queixas de desorientação dos músicos face ao sucesso que alcançavam mas para Ivo o que interessava era fazer mais um disco excelente, ponto.
De resto, o livro esmiúça tudo o que e preciso esmiuçar, a vida de Ivo, as histórias das bandas e seus relacionamentos, o grafismo icónico de Vaughan Oliver /23 Envelope / v23 - fiquei a saber que ele nunca usou computador, wow! -, os negócios da editora, a saída de Ivo e mais alguma década de história depois dessa saída. Um livro obrigatório sobre os anos 80 e 90 no Pop/Rock.
sábado, 10 de janeiro de 2026
Manuel João Vieira : "Só desisto se for eleito" (Artemágica; 2004)
Recupera-se aqui um textinho escrito a 20 de Janeiro de 2017 como forma de apoio à candidatura de Manuel João Vieira a Presidente da República:
Eis o livro que é uma paródia artística, social e política do artista "homeostético" Manuel João Vieira, mais conhecido por ser músico dos Ena Pá 2000 e Irmãos Catita. Se ele tivesse levado a sério (mas a brincar) poderia ter antecipado o Trump a 15 anos de diferença!!! Portugal poderia estar na vanguarda política - embora esteja se formos a ver bem, temos a "geringonça" de Esquerda enquanto que o resto do Mundo está a virara à Direita fascista. Ainda por cima com as vantagens sobre Trump é que o machismo de Vieira é proto-feminista, o seu alcoolismo é pseudo-abstémio, a sua alimentação omnívora é pós-vegetariana, o seu conservadorismo é vanguarda do catano, além de que de longe que Vieira seja monossilábico, pelo contrário é polígamonossilábico! Teria sido o primeiro Presidente do mundo reaccionário aberto. Um verdadeiro político Yin / Yang da escola de pensamento Hon-Hin-Hom.
Como é bem dito sobre este livro, Vieira concebeu em 2002 a sua maior (...) obra de arte pública: candidatou-se a Presidente da República de Portugal. Uma candidatura firme assente numa campanha completa - teve tempo de antena televisivo, radiofónico e na imprensa; percorreu Portugal de lés-a-lés; discursou de varandas e palanques; escreveu reivindicações; teve seguidores. Só desisto se for eleito é a reunião de textos, desenhos, fotografias, cartas, situações vividas, enfim, de um sem número de manifestações do povo português que nestes meses reagiu surpreendentemente.
Se a partir de hoje começa a luta contra a Grande Puta na gringolândia, é preciso estar atento que à nossa porta estão outros parecidos com ele pela Europa fora e nunca se sabe quando aparece um bardamerdas mais carismático que o António de Sousa Marinho e Pinto. Um bom livro para relembrar que no tapete da Democracia tudo é possível por isso nunca se pode dormir sobre ele com o risco de ser-se pisado pelos porcos.
Obrigado Dr. Gamão por esta literatura tão necessária para descomprimir da época natalixa.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2025
25
- Fabrice Neaud : Le Dernier Sergent vol. 1 : Les Guerres Immobiles (Delcourt; 2023) + Nu-Men (Soleil; 2012-13)
- Jafar Pahari : Foi só um acidente / Yek tasādof-e sāde
- Liu Cixin : O Problema dos Três Corpos + A Floresta Sombria + A Morte Eterna (Relógio D'Água; 2021-24 - orig. 2007-10)
- Anders Nilsen : Tongues #1-6 + Supplement #1 (Nomiracles; 2017-2024)
- Rudolfo : Fusão Dimensional : A Ascensão do Governo Sombra (Palpable Press)
- Nathan Fielder : The Curse (2023) + The Rehearsal (2022-25)
- Douglas Coupland : Generation A (Cornerstone; 2010)
- Miragem : Encontros de BD e Publicação Independente (Biblioteca de Marvila, 24+25.05)
- Magius : Primavera para Madrid (Autsaider Cómics; 2020) + Black Metal (Autsaider Cómics)
- Sherill Tippins : Inside the Dream Palace - The life and Times of New York's Legendary Chelsea Hotel (Simon & Schuster; 2013)
- Shintaro Kago : Parasitic City #0-2 (Hollow Press; 2022-24)
- Baro D'Evel : Qui som? (CCB; 5 Julho)
- Joe Sacco : War on Gaza (Fantagraphics; 2024)
- Guitar Wolf (Barracuda; 28.06)
- Martin Dupont : Hot Paradox (Infrastition; 2011 - orig. 1987) + Just because... (Infrastition; 2011 - orig. 1984)
- Samplerman : Bedetruire (Le Dernier Cri)
- DJ Balli : Scrap Vinyl (Vinilificio; 2024)
- Queimada + Spitgod (Vortex; 15.03)
- Romain Gary : White Dog (University of Chicago Press; 2004 - orig. 1970)
- Realidade Virtual (Fast Forward Recordings; 1991)
- Bies Podziemi : How to eat Christians without decreasing your I.Q. (Opuntia Books)
- Karen Finley : Tratamento de Choque (Frenesi; 2003 - orig. 1990)
- Jessica Hausner : Clube Zero (2023) + Little Joe / A Flor da Felicidade (2019)
- Stefan Golaszewski : Mariage / Casamento (2022)
- Henri-Georges Clouzot : Les Diaboliques (1955)
terça-feira, 2 de dezembro de 2025
#44: 2125
Este fim-de-semana, sai o novo número do Mesinha de Cabeceira com a BD 2125 de Matilde Basto - do mítico Casal de Santa Luzia (MdC #34) - no FLOP nos Açores e na Parangona (Lisboa).
É o divertido regresso de Matilde com esta BD intitulada feita para a mostra virtual do Story Tellers (em Benfica). Modesto panfleto que ironiza o convívio entre duas espécies lisboetas, os humanos e as baratas, Homos e Blattae, all together now!!
segunda-feira, 17 de novembro de 2025
quinta-feira, 6 de novembro de 2025
BIG Catálogo!!
Acontece até ao final do ano a BIG em Guimarães e já recebi o catálogo que tem um texto meu, meio resumo dos artigos que tem saído no jornal Carne para Canhão mas que na verdade é uma tentativa de síntese relativo à palestra que dei em 2023 no BIG.
sábado, 27 de setembro de 2025
#43: A Cada Sete Ondas
A CADA SETE ONDAS
de
Brajal decidiu que o seu trabalho faria sentido ser publicado no fanzine Mesinha de Cabeceira, o que faz todo o sentido dada a tradição de três décadas desta publicação em mostrar talentos novos e frescos no panorama nacional - e internacional.
O Júri do concurso descreveu a obra com imaginação, conteúdo refrescante e divertido, e excelente técnica e expressividade... sendo que a sinopse não desmente: Nesta catártica e imaginária banda desenhada autoficcionada, Bea e Solha têm uma complicada amizade inter-espécies. Ambos o espelho um do outro, dependentes e erráticos, deparam-se com uma circunstância da vida real.
Número 43 do Mesinha de Cabeceira. Edição limitada de 300 exemplares, 48 páginas 16,5x23 cm todas a cores, agrafada e disponível a 5 euros na loja em linha da Chili Com Carne e em algumas livrarias como a Greta, Kingpin, Linha de Sombra, Snob, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, ZDB...
Feedback
(...) Bea e o homem-solha (sem nome no livro)
passam um dia juntos: estão numa esplanada, depois leem no jardim
(não sendo de todo importante, habitantes de Lisboa reconhecerão os
cantos), dançam e deitam-se à sombra das árvores, e finalmente
participam numa qualquer performance – drama teatral, espectáculo
de dança, vídeo-clip, baile de máscaras, concurso, procissão?
Nesse convívio, falam, descobrem-se, e é sobretudo ele que,
atento observador, nota nas transformações íntimas dela. A
expressão da paixão surge de formas fantasiosas e físicas,
tangíveis. (...)
Historial
Lançamento a 27 Setembro 2025 na Tinta nos Nervos com as presenças da autora, Marcos Farrajota (editor), Daniel Lima e João Carola (artistas e docentes) para alegre conversa. E com uma exposição a acompanhar.
sexta-feira, 12 de setembro de 2025
A banda desenhada é política?
Obrigado desde já, à organização, pela clareza de espírito.
*uma vez que a Chili Com Carne que participava na BD Amadora desde 2015, foi saneada desde o ano passado recusando a organização a aceitar as exposições propostas e a forma de pagamento pelo stand dentro do regulamento previsto e escrito pela própria Câmara Municipal da Amadora.
sexta-feira, 22 de agosto de 2025
O meu Sérgio
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| esboço de Pedro Burgos |
De 22 de agosto a 7 de setembro de 2025, a Biblioteca Municipal Almeida Garrett, nos Jardins do Palácio de Cristal, Porto, recebe a exposição O Meu Sérgio, um projeto editorial que homenageia o impacto profundo de Sérgio Godinho na cultura e na vida coletiva portuguesa.
Esta mostra reúne obras de oito destacados autores da banda desenhada nacional — Alexandra Saldanha, Joana Mosi, José Smith Vargas, Maria João Worm, Mariana Pita com João Marcelo, Pedro Burgos, Rodolfo Mariano e Tiago Baptista — sob curadoria de Marcos Farrajota. Inspirados pela vasta obra de Sérgio Godinho, estes artistas visuais constroem pontes para as novas gerações, mantendo viva a força das palavras e da música num tempo marcado por desafios e incertezas.
sexta-feira, 25 de julho de 2025
Metal ao Cubo
Raios, o tempo passa e o Ozzy morreu! Agora sim uma Era, foi-se! Acho que só depois das férias é que volto aqui... Sorry sorry... Mas pelo menos deixo aqui a imagem da capa do livro que queria escrever: Black Metal Rainbows (PM Press; 2023), colectânea de ensaios académicos, arte e textos diversos sobre a "queerização" do Black Metal. Tema que deve irritar muito em especial os BM arcaicos e parvalhões, uma vez que o BM foi criado para pessoal isolacionista, misantropo e com vários problemas de saúde mental. Ora ser queer no BM poderá ser um contrassenso porque ser queer requere sociabilização. No entanto como tudo na vida, tal como um martelo foi feito para fazer móveis e não para assassinar pessoas, ou tal como não se pensava que a fotografia como uma forma de popularizar a pornografia, o BM não foi feito para ficar no meio de bárbaros do Nore e hoje, o que não falta são mulheres, queers e não-binários a rebentar decíbeis desta música deprimente. O livro explorar bem a história do BM, incluindo o seu lado fascista e a regista como se ele está a libertar-se do seu lado anacrónico. Seja como for, 'tou-me a cagar pró BM e olha, fica assim escrito que quero é ir de férias!
quinta-feira, 12 de junho de 2025
domingo, 1 de junho de 2025
Mantra sexalien e tal
Estes gajos é KMFDM, nunca falham... Queres ouvir Alien Sex Fiend? Então é o que vais ouvir! Não se vão a fazer merda ou baixar a qualidade. É sempre o mesmo mas sempre bom! Possessed (13th Moon / Cherry Red; 2018) é o 13º álbum da "banda" (é mais um duo passadas estas décadas) e à primeira é um disco que nada diz - tirando o habitual deles: escatologia e tripalhices - mas repetem as frases mil vezes, o que parece é que muda o pano de fundo musical: mais Dark Surf aqui, mais beat electro acolá, ecos góticos por todo o lado, etc... mas sempre a dizer o mesmo ou até mesmo nada de especial porque a merda é uma realidade. E desilude pensando nos tempos mais famosos do projecto. Vai criando mossa aos poucos, em "repeat" até nem se sabe quando começa o disco e acaba. Grandes demónios sexuais estes gajos! Grandes grandes...





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