sexta-feira, 29 de julho de 2022

#36: Smash The Control Images


A Frrrrrança tem o Samplerman, os gringos o Christopher Sperandio... em Portugal temos o 40 Ladrões também ele a vasculhar o inDUSTriaLIXO da BêDê e a colocar desCOOLonização mental. Parte dos trabalhos já tinham aparecido o zine Ce ci n'est pas une bite de canard (2014). O 40 também participou no Pentângulo. Já sabem são 30 anos de existência do Mesinha de Cabeceira em 2022, este zine faz parte das comemorações!!

Sai na Feira do Livro de Lisboa mesmo para meter nojo às bestas editoriais.

terça-feira, 19 de julho de 2022

#35: Lúcidos, Sãos e Determinados


Já cá canta o novo Mesinha de Cabeceira do Luís Barreto que compila as melhores BDs da sua série Danny & Arby

Co-edição Associação Chili Carne e Culectivo Feira, limitada a meros 80 exemplares por falta de papel nas gráficas, mesmo assim são 40 páginas em papel amarelo, capa a cores, um luxito que vai desaparecer enquanto o diabo esfrega o olho!

Estes "Lúcidos" é o número 35 do Mesinha que ao comemorar os seus 30 anos de existência fez um "back to basics" que não se subscreve apenas em fazer "small press" mas sobretudo publicar futuros grandes autores de BD!

E já agora, um entusiasta comenta: Foda-se, finalmente uma BD que homenageia a única banda portuguesa merecedora de homenagem,... os Repórter Estrábico! - unDJ MMMNNNRRRG dixit.

À venda aqui - e duvidamos que irão exemplares para lojas! Mexam essa peida!

domingo, 17 de julho de 2022

2022


- Rutu Modan : Tunnels (Drawn & Quartely; 2021) + Jamilti and other stories (Jonathan Cape; 2009)

- Olivier Schrauwen : Sunday 1-4 (ed. autor + Colorama; 2018-21)

- Kazuichi Hanawa : Na prisão (Sendai; orig. 2000)

- Fun-Da-Mental : Seize the time (Nation; 1994) + Erotic Terrorism (Nation; 1998)

- Peeping Tom : Kind (Centro Cultural de Belém; 2 Fev.)

- Mário Puzo : Os Loucos Morrem / Fools Die (Bertrand; 1980 - orig. 1978)

- Dmitry Bogolyubov :  Town of Glory (2019)

- Dino Risi : A Ultrapassagem / Il sorpasso (1962)

- Luis Buñel : Esse obscuro objecto do Desejo / Cet Obscur object de desir (1977)

- Robert Wilson e Lucinda Childs: I was on my patio this guy appeared I thought I was hallucinating (D. Maria II; 16 Julho)

- Baro D'Evel : Falaise (15 Julho; CCB)

- John Carpenter : Dark Star (1974)

- Johannes Hossfeld Etyang, Joyce Nyairo + Florian Sievers : Ten Cities - Clubbing in Nairobi, Cairo, Kyiv, Johannesburg, Naples, Berlin, Luanda, Lagos, Bristol, Lisbon 1960- March 2020 (Spector; 2020)

- Iain Banks : A Song of Stone (Abacus; 1997) + Walking on Glass (Abacus; 2011 - orig. 1985)

- Hayao Miyazaki : O Castelo no céu (1986)

- Posy Simmonds : Cassandra Darke (Jonathan Cape; 2018)

- Kieran Hurley e Gary McNair : Taco a Taco (Artistas Unidos; 19 Mar.)

- Laida Azkona Goñi e Txalo Toloza-Fernandéz : Tierras del Sul / Terras do Sul (13 Julho; Festival de Teatro de Almada)

- Cláudia Castelo [coord. edi.] : Compêndio Cantiano (Barbara Says...)

- Klein : Harmattan (TBA, 4 Março)

- Dan Erickson : Severance

- Concerto de Música Tradicional do Afeganistão (Museu Nacional de Etnologia; 14 Maio)

segunda-feira, 11 de julho de 2022

Música de Pança

Que pensar de um disco que nem se quer está registado no Discogs? E quando não se encontra nada sobre o "músico" Maroon Shaker? Ele que "tocou" todas as músicas deste Arabian Belly Dance (Weton-Wesgram; 2009)... toca tão bem e é tão diversificado que só pode treta e isto ser uma ripada de vários temas soltos. Ou é um "génio" tipo Mulimgauze que depois de morto ainda descobrem dezenas de discos para editar?? cóf cóf cóf... 
A música é vulgar e bonita q.b. para quem gosta de arabescos e aceitar de que nada percebo de música do médio oriente (ou de seus farsantes). Por isso "cala e come". Isto soa a falso mas ao mesmo tempo está tão bem? Parece que são de várias fontes mas o som é tão coerente - no que diz respeito à produção / gravação. Que pensar sobre isto? A ignorância é felicidade e só posso estar grato de ter adquirido este CD a "1 pau" no evento mais importante do ano passado no que toca a edição independente, o M.A.L., que decorreu na Dona Ajuda, onde é despejado "lixo cultural" e onde estas pérolas estão à espera de pequenos fanáticos como eu. Quero mais panças, até podem ser de gajos gordos invés destas belezas da capa, baratinhas e que abram os ouvidos para além de Bagdade.

#34: Casal de Santa Luzia

 



O novo Mesinha de Cabeceira foi impresso em risografia pela super-bacana Mago Studio

Carambinha, o MdC também sabe andar na moda mesmo com 30 anos de existência!!

E não é só sobre... gatos! 

Casal de Santa Luzia é realmente mais do que isso. Matilde Basto (2001) vai mais longe nesta banda desenhada para criticar uma cidade - Lisboa, que não haja dúvidas - que se vende ao metro quadrado sem qualquer enquadramento ecológico ou sociológico. O ambiente da BD entra em algo de Fantástico - lembra superficialmente o início da série Gideon Falls - sem nunca entrar numa aventura sci fi espectacular. Se há fogo de artifício esse passa pela mix-art da autora.

BD de 48 páginas mais ou menos A5, impressa uma cor (verde) em risografia e uma capa a duas cores, é mais um fascículo deste zine que comemora os seus 30 anos, sendo que a obra foi realizada no âmbito de um estágio não-explorador da London College of Communication entre Março e Maio 2022.




Pode ser adquirido na nossa loja em linha! E já chegou à Linha de Sombra, Tigre de Papel, Kingpin, Matéria Prima, ZDB, Snob e Tinta nos Nervos.



Lançamento no Penhasco, 16 de Julho, entre 18h e as 22h


Entretanto o André Ferreira comentou isto: Do Casal de Santa Luzia gostei muito dos desenhos, mas o que mais me surpreendeu foi a forma como a história é contada, como a Matilde Basto nos vai dando pistas, como todos os pormenores contam e ampliam o significado da narrativa. Os gatos são o símbolo duma ameaça que paira sobre todos, um cerco que se aperta, e que nos vai expulsando dos espaços. A seguir para onde vão os gatos? Para onde vamos nós?

terça-feira, 5 de julho de 2022

Para bom entendedor...


Adorando a banda, por acaso sempre tive problemas com este álbum, não sei porquê talvez pelo tema poppy Pepper e nunca ouvindo com atenção pensava que era uma seca melosa. É verdade que o tema TV Star também leva praí mas eles sempre foram orelhudos mesmo com mil distorções "hendryxianas" mas Electriclarryland (Capitol; 1996) é mais um bom disco dos Butthole Surfers. Assim entre o rock abrasivo de Independent Worm Saloon e o futuro electrónico e derradeiro Weird Revolution. Nem mais nem menos. 

Também é estranha a imagem do disco, a capa a cargo de Paul Mavrides, autor de BD underground e um dos fundadores da Church of The SubGenius, mais abonecado e simpático (mesmo que haja um lápis enfiado na orelha de um bacano) e menos alucinante que as capas do passado. Vá, vá, vá não há mais gente assim, o disco é bem-bom!

segunda-feira, 20 de junho de 2022

Opposights


Nestes anos estranhos de Covid só agora percebi que a antologia de BD Opposights pela Silent Army finalmente saiu. Junta nas suas páginas autores portugueses e australianos a tratarem das suas experiências com o meio da BD. Da parte portuguesa estão artistas fantásticos como a Amanda Baeza (que fez também a capa) ou a Hetamoé - hilariante a sua BD, parte com tudo!!!!!!!

Da minha parte ajudei o editor Michael Fikaris na selecção e pelos vistos fui recompensado aparecendo nas BDs do Rui Moura e da Mariana Pita.



Se o Rui mostra uma homenagem porque lhe foi parar uma CriCa nos tempos do saudoso Milhões de Festa, já a Pita trata-me como se fosse um maluquinho. É merecido! Mas o melhor dela é algures na BD que mete o fofinho a dizer isto: Curators for a zine fair? What the f**k is this? Talvez a cena mais brilhante alguma vez escrita na BD portuguesa!!! Quem achasse que a Pita era só fofuras, fiquem então a saber que ela sabe dar uma doses de realidade crítica assim nas entrelinhas.

Por fim, mandar vir este livro da Austrália é uma dor de cabeça de guita e de burocracia - as alfândegas portuguesas deveriam entrar numa BD da Cátia Serrão ou do Pedro Burgos, por exemplo... Se calhar fazia-se uma edição portuguesa disto, não?

terça-feira, 14 de junho de 2022

Joe Boyd : "White Bicycles : Making Music in the 1960s" (Serpents's Tail; 2006)

 As capas claro que enganam, sobretudo com "brouhahas" histéricos como o do Brian Eno neste caso - meu, vai produzir mais um disco dos U2 (vulgo, "vai à merda"). Ainda mais quando o subtítulo também é aldrabão. Não se vai ler muito como se fazia música nos anos 60 - o do Visconti é mais detalhado sobre cenas de produção e gravação - mas antes umas memórias esparsas de gajo ligado aos clássicos do Rock. 
Tal como Visconti, Boyd é gringo e foi para Londres, enojado com a cultura norte-americana e a sua falta de respeito por ela própria. Boyd até refere que as comunidades negras tiveram desdém pelo Blues a dada altura. Tal como Visconti, também ele adorava jazz, blues e rock e foi para a Europa à procura desse respeito tido pelos europeus e também por inovação que não a via nos EUA. Fez parte da "Swinging London", co-programando as noites do clube UFO, com John "Hoppy" do jornal contra-cultural IT / International Times) e produzindo músicos como Nick Drake, Incredible String Band, Pink Floyd ou os Fairport Convention, es especializando-se como um "folkie". Não é muito consistente como (auto)biógrafo mas é curioso o suficiente para ser lido, com episódios engraçados e alguns marcantes, ora sobre a tour de música negra norte-americana na Europa ou sobre a "electrificação" de Dylan no New Port Festival de 1965 - Boyd afirma que é aqui que nasce o Rock. Ou ainda o curto relato na África do Sul, em pleno regime nojento do Apartheid, em que falou com homens esfarrapados na Associação de Actores e Músicos (Negros) a perguntarem pela última peça de Harold Pinter.
O livro acaba por ter algo de "boomer" mas até acerta em alguns pontos quando fala como a economia neo-liberal de Tatcher e Reagan destruiu "o tempo". Nos anos 60 havia tempo, afirma, "o sei lá quantos" podia não ter um tusto nos bolsos mas conseguia uma casa no centro da cidade, com biscates safava-se e ainda tinha tempo para curtir e descobrir as coisas da altura. Com a aceleração da economia, tudo isto se perdeu. Outra curiosidade que afirma é que a Cocaína foi fatal para a música, que só assim se justifica como artistas que eram bons nos 60 só gravaram bosta nos anos 70 e 80 - com o estado de cagão que um gajo fica ao consumir a branca, é natural que pense que o disco que gravou seja a melhor coisa no mundo... Talvez por estas duas últimas conclusões é que o Eno ache que este livro foi o melhor livro sobre música que leu na altura. Ou isso ou andava a snifar coca com os Cosplay, não, os Coldplay,... whatever...

segunda-feira, 30 de maio de 2022

Conger Conger Comix


Eis uma fotografia do original da capa do Conger Conger Comix feita por Gregory Le Lay

Título de uma "BD Cadáver-esquisito" feita por Gonçalo Duarte, Alexandra Saldanha, a dupla de "Azoresploitation" Francisco Afonso Lopes e Francisco Lacerda, Rodolfo MarianoDois VêsTiago da Bernarda e Mariana Pita que realizaram para a agenda açoreana Yuzin

O livro é uma co-edição Chili Com Carne para a colecção Mercantologia. a lançar no dia 5 de Junho, às 11h, no Jardim Silva Porto (Benfica).

Quer a participação da Chili Com Carne no Yuzin, quer aparição do projecto Story Tellers remontam a 2021 e vão-se encontrar em 2022 em dois momentos, a saber:

I. A Primavera e Story Tellers (desde 21 de Março até 20 de Junho)

Story Tellers é uma instalação patente no Parque Silva Porto em Benfica, que apresenta uma nova seleção de bandas desenhadas em cada nova estação do ano. São pequenas esculturas da autoria do artista Fulviet e onde se encontram QR Codes que dão acesso a excertos de Bandas Desenhadas de autores nacionais e internacionais. O principal objectivo desta intervenção é dar a conhecer um pouco da história da BD, com especial ênfase na portuguesa, e criar novas formas de apreciar o Parque através da cultura interactiva. Abrindo o Outono do ano passado, estiveram patentes obras de oito autores representando as diferentes épocas da BD portuguesa, do Raphael Bordalo Pinheiro (1846-1905) até Nuno Saraiva, passando por Carlos Botelho (1899-1982), Sérgio Luís (1921-43), Eduardo Teixeira Coelho (1919-2005), José Ruy, Isabel Lobinho (1947-2021) e Fernando Relvas (1954-2017). No Inverno o tema recaiu sobre a cidade de Lisboa com trabalhos de Relvas - justificado com a reedição de Concerto para Oito Infantes e Um Bastardo -, O Eterno Passageiro de Luís Félix, Ana de Nuno Artur Silva e António Jorge Gonçalves, “Bairro Alto” de Ana Cortesão, excertos das antologias Lisboa 24h00 (Bedeteca de Lisboa; 2000) e Lisboa é very very Typical (Chili Com Carne; 2015) e ainda pela primeira vez em português a BD de José Smith Vargas publicada na revista italiana Internazionale

Para esta Primavera, estação da renovação da vida, aproveitaram para "abrir as portas dos QR" a novos autores em ascensão - que neste caso produziram uma "BD cadáver esquisito", isto é, uma BD em que começa um autor e que passa a história para o outro sem poder controlar a direcção da narrativa. Esta experiência foi realizada entre Junho e Dezembro de 2021, todos os meses com um autor diferente que saía em cada novo número da agenda alternativa Yuzin. A publicação convidou a Associação Chili com Carne para ter BD nas suas páginas e foi este o resultado. 

II. Conger Conger Comix (5 de Junho, às 11h)

A Chili Com Carne e a Yuzin vão lançar o livro que compila este "cadáver esquisito", que tem a capa e design do Gregory Le Lay com a presença de algum dos autores.







sábado, 21 de maio de 2022

Mesinha de Cabeceira #33 : Chicão




MdC don't stop!

No ano de comemoração dos 30 anos do Mesinha voltamos às nossas raízes de produção amadora, verdejolas, rude mas com mais pica do que os "profissionais". Fuck them!

A Ângela Cardinhos é uma força da natureza e esta é sua primeira Banda Desenhada - assim longa mas curta, difícil de explicar - que despreza o mundinho de "normies" empreendedores que são tão normais e tão saudáveis que acabam por ser esses mesmos que batem punhetas de frente para gajas numa carruagem de comboio... da linha de Cascais.

Obra realizada num estágio não-exploratório do IEFP, são 44 páginas A5 de quotidiano feminino e sonhos de cão, aliás, de Chicão!

Publicado pela Associação Chili Com Carne em Maio de 2022.

Como este número é "dedicado à Direita portuguesa" começamos por colocar este zine logo à venda em Cascais, esse bastião da betalhada, "coxinhas" e outros fachos. É de ir já à Alquimia. Segue prá semana para outras lojas como a Tinta nos Nervos, Kingpin, ZDB, Tigre de Papel e afins...

quinta-feira, 5 de maio de 2022

Rick Bragg : "Jerry Lee Lewis : His Own Story" (Canongate; 2015)

 Sim, sou um otário por estas biografias excitantes dos gajos do Rock e afins. Desta vez foi o quase-Rei do Rock, Jerry Lee Lewis, nascido em 1935 e ainda vivo, fechado em casa com armas e a puta da Bíblia. Já lá iremos em relação a isto...
Só não foi o Rei, ou porque o empresário do Elvis nunca o deixaria ser ou porque houve o escândalo em Inglaterra, da imprensa ter descoberto que a sua (segunda) mulher não só era a sua prima como tinha uns belos de uns 13 anitos - ele tinha 22 anos. Casamentos com primos e menores pelos vistos era uma prática comum na miserável Amérikkka mas em 1958 os ingleses - que também não são os mais virtuosos do mundo - já não estavam prái virados. Isso afectou para sempre a carreira de Lewis, transformando-a numa montanha russa (cóf cóf cóf) de altos altos e baixos baixos. Se de vez em quando recuperava, a verdade é que os tempos mudavam também. Se Lee podia ter sido maior que Elvis será para especulação histórica de cromos. Diria que não porque a música dele parece-me bastante chata com aqueles countries borregos. Agora a descrição dos seus concertos e as fotos no livro - e as gravações que existem - garantem que este foi o animal de palco original. Aí ninguém o deverá ter batido a não ser o Iggy Pop e alguns niilistas fodidos.
Além de todo o percurso de casamentos e divórcios, andar de mota nu com o Elvis, tournês de poeira e violência em "honky-tonks", problemas de saúde e com o IR$, etc..., o que impressionou foi nunca ter pensado que - além de ainda estar vivo - é que ele fosse contemporâneo do Rei, do Homem de Preto,  do Buddy Holly ou do Chuck Berry. É estúpido o que escrevo mas como nunca os vi a interagir, até parece que viviam em galáxias diferentes, ao contrário dos dias ed hoje em que todos participam digressões e discos uns dos outros. Neste livro falam de alguns encontros entre estes gigantes e por isso é que me bateu. Dah!
De resto, não há muito mais a contar, mais uma vez, a não ser ignorância neste mundinho do espetáculo. Seja branco com guita como a família Osborne ou preto do gueto, há gajos que nunca aprendem nada mesmo que estejam em contactos com tanta gente incrível do mundo da arte. Acabam todos a afundarem-se em religião. Ridículo. Claro que este gajo sendo sulista, de origens pobres e animado a anfetaminas e álcool (mais das primeiras que do segundo, diga-se) talvez não tivesse muitas hipóteses. Enfim, não sei, difícil pensar até porque ele tem um primo evangelista, Jimmy Lee Swaggart (também de 1935 e ainda vivo), à perna. Evangelista esse aliás que saiu ileso dos escândalos com prostitutas nos anos 80. Enfim... Only in America.

quarta-feira, 4 de maio de 2022

CIA info 92.1


 Detalhe de uma BD work-in-progress para um fanzine sobre Cinema, a editar pela Matilde Feitor. Falta-me um final e o prazo final aproxima-se! Ai!

domingo, 1 de maio de 2022

Inácios Pintos do mundo zuni-vos!


Foi divertido. BD-cadáver-esquisitos pegando nesse ícone cascalense que é o Inácio Pinto (anos 90, café Sorriola). Ainda bem que o Rei da BD Portuguesa cuidou da criançada, que a organização misturou adultos e putos. Bóf!

Fotos de Endre Ajandi e desenho de Joana Almeida. Obrigado!

quarta-feira, 27 de abril de 2022

Russia: A small town clings to its Soviet past | DW Documentary

Pills 'n' Thrills and Bellyaches


YEAH!!

Mas é às 15h e não às 10h como anunciam aqui, aliás, como é que um boémio deste calibre conseguiria estar de manhã a tratar de zines? Só vomitando. 

No programa diz que é entre as 15h e 18h. Ah! E o palpável Rei da BD Portuguesa Rudolfo vai ajudar no workshop!

domingo, 24 de abril de 2022

Mesinha de Cabeceira #32 : HOT


2022 é ano de comemoração do fanzine mutante Mesinha de Cabeceira!

E nada melhor do que voltar às raízes como uma produção simples e imediata - que é o que se espera dos fanzines, seja como for. O bicho (não falamos de covid) já se tinha metido o ano passado quando pegámos n'A Fábrica de Ericsiton de André Ferreira, e depois com o La Terrible Histoire des Trois Cervaux de Magnólia de Alexandra Saldanha. Assim neste ano contamos publicar vários números com trabalhos de sobretudo novos talentos na banda desenhada, alguns serão "stars" amanhã, a minha voz profética avisa-vos!

Para a sexta edição da sobrevivente feira de edições independentes Raia lançamos dois números do Mesinha. Hot do André Ruivo é um deles. São 20 páginas A5 coloridas de desenhos de rabiosques, pilinhas e maminhas mostrando que o Sexo pode ter piada outra vez neste mundo sombrio que vivemos.

Raramente o Mesinha alinha na onda do "graphzine" - em 30 e tal números só o fizemos duas vezes com o André Lemos e o João Maio Pinto! - mas estes desenhos alegres de Ruivo fizeram-nos abrir uma excepção! E vão perceber porquê!

Custa 5 quentinhos e pode ser adquirido aqui (não estará em muitas lojas avisamos desde já!) ou no lançamento de Domingo na Raia, às 15h.

DEA report

 


João Paulo Cotrim, Marte e João Fazenda no lançamento do primeiro livro do Loverboy. Bedeteca de Lisboa. 

Segundo um recorte do jornal Blitz que encontrei o lançamento foi na noite de 26 de Março de 1998! 24 anos, boy!


Eis uma foto do público presente, uma sandes-mista do caraças: pais do João, amigos meus e dele ou comuns - Rafael Gouveia, Catarina Alfaro, Leonor Gomes, Pedro Baptista (dos grandes Damage Fan Club), Vânia Oliveira, Ricardo Blanco e o seu irmão, Miguel B., Luís, Rafael Dionísio e Ana D. -, gajos da BD que não interessam a ninguém, uma jornalista da TSF que me ficou com a demo-tape da banda do Geral (os Needs) para fazer a banda sonora da peça), Hugo-futuro-gajo-do-GAU, Ricardo Blanco, Isabel (companheira do João Paulo), Sandra Amaro (na altura namorada do Pedro Brito) e o Pitchu! E muita gente que não reconheço... Olhando para trás, lembro-me que foi algo electrizante, esta confusão de gente e de meios, realmente apontava para o facto que estávamos a fazer História. Não é armar ao cagão mas a verdade é que começamos todo um movimento de edições em livros, a preto e branco com temas contemporâneos - que no passado não existiram ou apenas com pequenas experiências (Arlindo Fagundes, José Carlos Fernandes) ou a BD com temas actuais estava fora do circuito do livro, existia nos jornais como o Relvas e o Diniz Conefrey, no Se7e e Blitz, respectivamente, ou ainda em experiências nas revistas Lx Comics e Quadrado. Aqui foi o arranque para muitos livros de novos artistas pelos finais dos 90 e século novo através da Polvo, Bedeteca de Lisboa, ASIBDP / Mundo Fantasma, Chili Com Carne, MMMNNNRRRG, Witloof, Círculo de Abuso, Nova Comix,... e mais tarde com a El Pep, Imprensa Canalha, Plana Press e Quarto de Jade.

Antes disso, em Portugal no que diz respeito a Romances gráficas só havia dois títulos / três livros que valiam a pena comprar sem passar vergonhas: O Diário de Jules Renard lido por Fred  e os dois volumes de Maus de Art Spiegelman.

sábado, 23 de abril de 2022

Pio neiro



O Santo Graal dos discos: descobrir o pecado original. O primeiro gajo ou banda que [preencher qualquer coisa aqui] na música. Apesar das certezas há sempre descobertas, o que mete em causa o que é a originalidade e a sua validação no discurso artístico. Então, agora apanhei este Song of the Second Moon (Fifth Dimension; 2015) de Tom Dissevelt e Kid Baltan (soa a contemporâneo este nome por cauda do "kid") um disco de 1962, gravado entre 1957 e 1961. É considerado o primeiro "disco de electrónica com popularidade" ao ponto de ter sido considerado por Kubrick como banda sonora para o seu 2001. Antes há os descobridores sonoros - Martenot ou Theremin - ou os compositores sérios - Stockhausen, Varèse. A dupla holandesa são uma segunda vaga de gajos mais funcionais como os torturadores de circuitos da banda sonora do filme Forbidden Planet (1956) e os vendedores televisivos - o tema da série de TV Dr. Who (1962) - estando aqui com um disco que pretende ser "espacial". Os sons artificiais devem ter demorado eternidades a fazer, falamos ainda de fitas magnéticas a serem cortadas e remontadas até à exaustão, construindo ambientes e cenários que serão mais tarde expandidos para a psicadelia "Krautrock" e o Techno mais dançável ou mais "chill". Para o fim do disco há Swing e Jazz a lembrar o Dean Elliott - curiosamente Zounds! também é de 1962 - talvez para acalmar e satisfazer as necessidades do "normie" de 62.

O Pecado Original dos discos: satisfazer o Santo Graal do mercado. Coil vende! Aliás, é a única coisa que ainda vende... Ao ponto que ao fazerem a reedição comemorativa dos 30 anos de Love's Secret Domain (1991) a Wax Trax! é trazida dos mortos. Loja e mais tarde editora de Chicago que foi o berço do Industrial norte-americano - Ministry. Revolting Cocks, KMFDM, Controlled Bleeding,... Mas não é verdade, a companhia regressou em 2014 mas parece que só lida com reedições do seu catálogo mítico. Voltanto atrás, sim Coil vende e com razão, pareciam estar sempre à frente de tudo e de todos. Este é mais um disco que prova isso, em estado de graça no admirável novo mundo do sampler e MIDI, onde o Techno e Rave são mastigados para algo que irá aparecer passado um ano ou dois - seja os ambientes de Aphex Twin seja o trip-hop dos Massive Attack. Não é música de dança embora use os seus ritmos e padrões. O dramalhão da música deles mantêm-se, claro, senão não era Coil. Boa reedição com bom texto de um gajo de Matmos / Soft Pink Truth.