
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Quagrandabosta!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Tinta nos Nervos || CCB
Inaugura dia 10 de Janeiro, às 19h30, na Colecção Berardo no Centro Cultural de Belém a exposição Tinta nos Nervos. Banda Desenhada Portuguesa. "Esta exposição visa dar uma perspectiva ampla da criação da banda desenhada portuguesa, procurando o encontro com novos públicos diversificados e expandindo a percepção social desta linguagem. A banda desenhada é sobretudo conhecida como uma linguagem de entretenimento, de massas, afecta ao público infanto-juvenil, sendo muito difícil que alguém não conheça as muitas personagens famosas que compõem essa paisagem cultural. No entanto, tal como em quase todos os outros campos artísticos, a banda desenhada também tem um número de autores que a procuram empregar como um meio de expressão mais pessoal, ou uma disciplina artística aberta a experimentações várias, informadas pelos discursos contemporâneos. Seja pelo lado da escrita, com autores a explorar a autobiografia, uma abordagem da paisagem cultural nacional, problemas de género ou políticos, seja pelo lado da visualidade, explorando novas linguagens, estruturações da página e até graus de abstracção. O mercado de banda desenhada em Portugal, não sendo propriamente forte nem muito diverso, quer em termos de traduções de obras contemporâneas ou históricas quer de trabalhos originais nacionais, é contraposto por toda uma série de experiências em círculos da edição independente ou de projectos alternativos que tem sido um produtivo solo para criadores extremamente interessantes e inovadores.
A exposição presente focará sobretudo autores modernos e contemporâneos – ainda que haja um desvio por dois autores históricos, experimentais na sua época: Rafael Bordalo Pinheiro, o “pai” da banda desenhada moderna portuguesa, e Carlos Botelho, autor do magnífico Ecos da Semana – que procuram elevar a banda desenhada a uma linguagem adulta e inovadora artisticamente. Do desenho suave de Richard Câmara às experiências de Pedro Nora, do minimalismo a preto-e-branco de Bruno Borges à multiplicidade de Maria João Worm, da presença solta de Teresa Câmara Pestana à exuberância das cores de Diniz Conefrey, da austeridade de Janus à vivacidade de Daniel Lima, haverá um largo espectro, ainda que pautado por critérios de pertinência artística, representativo desta área no nosso país. Estarão presentes autores de algum sucesso comercial e crítico (como, por exemplo, José Carlos Fernandes, António Jorge Gonçalves, Filipe Abranches, Nuno Saraiva e Victor Mesquita) e outros autores de círculos mais independentes (de Jucifer a André Lemos, Miguel Carneiro e Marco Mendes); autores cujas bandas desenhadas parecem obedecer às regras mais convencionais e clássicas da sua fabricação mas para explorar temas disruptivos (como Ana Cortesão, Pedro Zamith e Marcos Farrajota) e outros que as parecem ultrapassar em todos os aspectos (como Nuno Sousa, Carlos Pinheiro ou Cátia Serrão); e ainda artistas que criaram objectos impressos que empregam elementos passíveis de aproximação a uma leitura ampla da banda desenhada, isto é, fazem-nos pensar numa sua possível definição ou apreciação mais alargada (como Eduardo Batarda, Tiago Manuel, Isabel Baraona e Mauro Cerqueira). Nalguns casos, a exploração que os artistas fazem do desenho ganham corpo noutros objectos que não de papel, e que serão integrados nesta mostra (animações, esculturas, bonecos, maquetas, e fanzines-objecto, com larga incidência para aqueles criados por João Bragança)."
Alguns dos 43 artistas terão trabalho exposto: Ana Cortesão, André Lemos, Bruno Borges, Carlos Botelho, Carlos Zíngaro, Filipe Abranches, Isabel Carvalho, Janus, João Fazenda, João Maio Pinto, Jucifer, Marcos Farrajota, Maria João Worm, Miguel Carneiro, Pedro Nora, Pedro Zamith, Pepedelrey, Rafael Bordalo Pinheiro, Tiago Manuel entre outros. A exposição foi comissariada por Pedro Moura e estará patente até 27 de Março.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Ai agora é que vai doer!?
Foi com demasiadas (agora sei) expectativas que fui ao lançamento da revista Chicote para chegar à conclusão que vai continuar a não haver nada nas bancas para comprar / ler - por isso, amigos, nunca se esqueçam do vosso livro (ou revista estrangeira) antes de sair de casa para ler na vossa rotina pendular de transportes públicos ou na vossa mais ou menos extraordinária viagem de avião!Ainda recentemente queixava-me que a Cultura Beta tinha ganho a Capital, pois agora ganharam mais um orgão de informação, como se não bastasse a ausência de espírito crítico do "retro-chic" da Umbigo e das novas tendências da Dif e da Parq. É verdade que alguns textos do Chicote são de longe melhores que as futilidades "peter pan" das outras publicações referidas mas em algumas situações usa as mesmas convencionais "armas de desilução maciça" (tipas semi-nuas como desculpa para as ejaculações comerciais precoces) ou as mesmas incompetências comunicacionais de todas as publicações portuguesas. Graficamente é uma pálida imitação da Exit (revista inglesa) com os erros à portuguesa: páginas com camadas uniformes de texto, as ilustrações são inexistentes para não dizer más - só existem duas, uma do Pedro Zamith (nada de anormal no seu trabalho) e outra de uma tipa qualquer sem jeitinho nenhum coitadinha, ainda podemos dizer que há ilustração na revista?
Parece uma revista para betos que se querem deprimir. Os textos são na essência pré e pró apocalípticos, ou melhor, são realistas: são tratadas questões da crise económica, tecnológica e energética em paradoxo ao "glam" de uma revista "glossy". Poderão sugerir que estamos perante uma "maçã envenenada", uma revista "iluminada" disfarçada de cultura mainstream. Um beto estúpido pega na coisa pelas mamas das tipas amarradas e apanha com um artigo a dizer de que estamos bem fodidos para sempre. Podia ser giro se conseguisse pensar que existe essa estratégia mas não me parece... Se houver, terá de ser mais refinada e sofisticada, e estar a dois passos à frente de tudo!
Se o director da revista, António Cerveira Pinto, em tempos foi considerado como o crítico/ comissário enfant terrible, agora talvez seja apenas um velho terrível porque fez um péssimo trabalho e nada aprendeu sobre ética jornalística. É natural que todo o grupo organizado - esta revista está incluída numa pretensa comunidade artística, a Smart Gallery, do qual é mentor - crie os seus orgãos de publicidade e/ou propaganda. O ridículo é quando se crítica os outros (a sociedade e as suas conspirações - artigo sobre a seita Meditação Transcendental) e se faz o mesmo erro. Neste número Zamith é ilustrador do editorial e é difundido uma exposição sua na Smart Gallery em destaque na agenda cultural; o mesmo se passa com o grupo de designers da revista que tem direito a um longo artigo a elogiá-los - bem precisam pela mediocridade do seu trabalho demonstrada na própria publicação, diga-se... Não há problema que façam estas manobras de auto-promoção mas que o assumam de início de forma explícita e não dessimulada ou envergonhada tão típica da maneira dos portugueses. Ou então que o façam de forma imaginativa...
A Chicote diz-se que trata de «arquitectura, artes visuais, cinema, design, escrita, fotografia, ilustração, moda, meios interactivos, rádio, música, performance, teatro, vídeo, ecologia e indústrias criativas» mas quase nada disto existe nas suas páginas, e em alguns casos é de um conservadorismo atroz como a secção de música, que é de vomitar a medula. Mais, escreve-se algures nos sites da Missão da revista: «Promove o cosmopolitismo cultural, estimula a criatividade, defende as indústrias criativas, promove a internacionalização dos autores e marcas culturais, dissemina as boas práticas criativas, contribui para a formação de públicos urbanos exigentes.», uma piada mal contada nunca está só... cada item desta lista daria para fazer um "post" mas não há tempo para isso, tenho em mãos vários números da Mollusk que dará para 20 viagens de Metro versus a duas do Chicote, realmente, tenho mais que fazer...
sábado, 18 de setembro de 2010
#22 : Seitan Seitan Scum

sexta-feira, 28 de março de 2008
Invisual #23 || RÁDIO ZERO
Sexta-Feira, às 20h: vai para o "ar-virtual", cortesia da famosa Rádio Zero, mais uma emissão do Invisual, um programa que pretende divulgar as promíscuas relações entre a banda desenhada e a música....
Produzido por Rui Tomás e Marcos Farrajota, o 23º programa continua um ciclo de entrevistas a sócios da Associação Chili Com Carne. O segundo será com Pedro Zamith autor de bd, ilustrador e artista plástico.
Playlist: Jorge Ferraz, James Chance & the Contortions e Wraygun - estas duas últimas escolhidas pelo convidado.
...
É repetido à Segunda-Feira pelas 11h30.
sábado, 6 de maio de 2006
I don't wanna grow up in O'Malley's Bar

É o título da nova exposição individual de Pedro Zamith que inaugurou no dia 6 de Maio, na Galeria Pedro Serrenho e que está patente até 31 de Maio, de Terça a Sábado das 11h às 19h.
«Z-MAN and the MASTERS of the UNIVERSE
Não tem sido fácil trabalhar na pintura figurativa graças às modas patéticas da pintura abstracta e da Conceptual Art mas seria impossível continuarem-nos a enganar quando a nossa geração se excitou sexualmente com a Maga Patalógica (conheço um caso), chorou com a morte da Fénix dos X-Men (conheço vários), que canta nostalgicamente aos jantares de aniversário as músicas do Marco ou da Heidi (sem comentários), que perde tempo a reinventar “Marretas” sórdidos para cinema ou HipHop (os “Feebles” de Peter Jackson e os Puppetmastaz, respectivamente). Todos nós queremos “bonecos”!
…
Bonecos? Ou serão novos artefactos religiosos? Não serão as orelhas do Mickey mais amadas que a cruz cristã? Porque é que o novo “guilty pleassure” são bonecos em volume feitos em PVC e outros plásticos? Porque é que se fala, actualmente, tanto de “criação de personagens”? Porque é que a actual maior banda de Pop/Rock são os virtuais Gorillaz?
No figurativo encontramos o que o ser humano (vulgo, símio voyeur) precisou sempre de ver ao longo da história: a destruição (moral, social, física, individual ou colectiva), a redenção, e antes disso, o pecado – mesmo que não seja o Original, o do folhetim da vida já é suficiente -, a dor, o corpo (o nosso ou o do outro), o medo, a insegurança das grandes cidades (o campo não é muito melhor mas moino-mutantes que somos já nos esquecemos disso), a ameaça da Morte – vendo bem as coisas, um acidente de viação ou um encontro com um serial-killer não são as mesmas provas oferecidas aos mortais pelos Deuses como as trapalhadas de Ulisses na Odisseia? Ou tens Atena ou antenas ou então, surpresa: o teu braço já está dentro da bexiga do John Wayne Gacy! Mas creio que me estou a dispersar…
…
Nesta exposição, as canções de Tom Waits e (uma) de Nick Cave são, apenas, pretextos para Zamith trabalhar. Naturalmente, que Zamith há muito explora personagens ridículos e fisicamente distorcidos. Figuras congeladas no tempo porque o que Zamith faz são “tradicionais” retratos. No entanto não creio que haja relação possível entre a rouquidão boémia de Waits ou o negrume “gótico americano” de Cave e o estilo gráfico de Zamith. Os seus retratos são de sabor Pop Vintage, imaginário de série B e Z, lixo com glamour porque é pintado a tinta de parede esmalte à base de água. O resultado é bastante idêntico aos tais bonecos acima referidos: formas bem delimitadas, cores planas, quase que básicas, logo a superfície plástica de Zamith nunca poderá suportar o tabagismo de Waits nem o “suor, sangre e lágrimas” de Cave. O que não impede, no entanto, de abordar os universos destes músicos, à procura e encontrando uma versão.
Não é de desprezar estas versões diurnas de Zamith por elas serem versões. Estas imagens são vitrais das nossas igrejas DIY. Tal como o homem medieval que se sentia rebaixado com essas imagens maiores que ele, assim também nós nos rebaixamos às personagens sofredores de Waits e Cave. Mártires sem bula papal, pobres-diabos que Zamith ao materializá-los (mesmo que bidimensional) elevou-os a santos modernos. Já perceberam a piada, claro… Por sermos consumidores de imagens, somos pagãos até à medula. Todos nós sem sabermos já construímos a nossa religião, a nossa igreja e o nosso altar lá em casa. Eu, por exemplo, faço parte da Igreja Gráfica de Sto. Comix e da Ordem dos Grão-mestres Zamithes.
…
Por fim, não deixaria de referir que o trabalho de Zamith está em consonância com uma nova vaga emergente de “artistas gráficos” que brevemente nesta mesma galeria, terão trabalhos expostos numa mostra comissariada pelo Pedro Zamith. Marquem uma procissão para Junho. A arte conceptual e afins é para robots e informáticos!!!
Amém!
Marcos Farrajota,
Pastor»
in catálogo/desdobrável da exposição.
sábado, 10 de abril de 2004
#18: CriCa Clássica Ilustrada 2/3
2) na feira de fanzines e edições independentes a decorrer na Galeria Zé dos Bois entre 23 e 24 de Abril será lançado o segundo número de CriCaClássica Ilustrada. este número conta com trabalhos de Mike Diana [EUA], Pepedelrey, Patrícia Duarte, Tatiana Gill [EUA], Janus, Miguel Tavares & Ana Ribeiro, André Ruivo, Pedro Moura & Marcos Farrajota, Joana Figueiredo, Chokz Fritz, André Lemos, Nuno Valério (capa), Rafael Dionísio (texto com ilustração de Pedro Zamith), João Cabaço e João Fazenda (ambos com ilustrações).sexta-feira, 5 de dezembro de 2003
Pedro Zamith : "Frank Sinatra" (Nocturne; 2003)
O português Pedro Zamith foi um dos seleccionados e fez um "slice of life" de Frank Sinatra. Zamith é um excelente desenhador e pintor mas espalha-se um bocado nesta bd pois nota-se a aplicação da cor à pressa. E entre tantos outros "jazzmen" foi logo escolher o Facho do Sinatra... O Zamith devia ter escolhido um músico mais louco e desconstrutor de formas como toda a arte do Zamith sugere.
Zamith está de parabéns pelo trabalho pois não é qualquer um que consegue esta proeza de ter sido escolhido e editado num projecto desta envergadura! A edição é da Nocturne, uma editora fonográfica francesa, e que se encontra distribuída em Portugal pela Som Livre.



