sábado, 3 de março de 2007
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007
domingo, 25 de fevereiro de 2007
Cesky Mode
O simpático comissário Petr Štěpán (da exposição "Cesky Komiks : Czech Comics : BD Checa" patente na Bedeteca de Lisboa até 15 de Abril) também faz bd como esta aqui publicada que é sobre a primeira visita de um super-grupo Pop à República Checa nos inícios dos anos 90. Nesta bd reportagem, fala-se de maquilhagem, apresentadores xungas e a entrada numa nova era.
sábado, 24 de fevereiro de 2007
sábado, 17 de fevereiro de 2007
unDJ GoldenShower || GOMA386
- Papá?
- Sim, filhote?
- O que significa "remorsos"?
- Bem, filho, uma coisa engraçada sobre o remorso é que mais vale ter remorsos sobre algo que tenhas feito do que sobre algo que não fizeste… já agora, se vires a tua mãe esta semana, não te esqueças de lhe dizer: SATÃ, SATÃ, SATÃ!!!
- O que significa "remorsos"?
- Bem, filho, uma coisa engraçada sobre o remorso é que mais vale ter remorsos sobre algo que tenhas feito do que sobre algo que não fizeste… já agora, se vires a tua mãe esta semana, não te esqueças de lhe dizer: SATÃ, SATÃ, SATÃ!!!
Butthole Surfers in "Sweet loaf" (trad. livre)
Os Livros Voodoo de Goiânia (Brasília) preparam-se para editar um livro de desenhos feitos por ilustradores brasileiros e portugueses, estes últimos representados por criadores da Associação Chili Com Carne como Edgar Raposo, Jucifer, Pepedelrey, André Lemos, Pedro Zamith, João Maio Pinto e José Feitor e convidados especiais Tiago Albuquerque, Teresa Amaral e Filipe Abranches.
A única coisa que esperamos é que eles não se arrependam pelo que irão desenhar porque o tema do livro será o das "Seitas". Dos traumas entre estes dois países lusófonos é habitual recordar a exploração colonialista, as telenovelas na TV e claro, as seitas religiosas - entre os Jesuítas e a IURD venha o Diabo e escolha. Em tempos de uma Jihad mais visível do que nunca – porque nunca antes a escala global foi tão diminuída - um tema como as Seitas pareceu-nos de eleição. Vários registos gráficos deverão surgir dos artistas seleccionados já conhecidos de várias publicações (zines, jornais e revistas), livros ou outros projectos editoriais (Mutate & Survive, Imprensa Canalha, Opuntia Books, El Pep) e participações em exposições (Ilustração Portuguesa, Zurzir o gigante, Laica no Espaço, Comboio Fantasma).
Na loja Goma 386 (agora com morada para os lados da Sé - Calçada do Correio Velho, nº7, Lisboa) inaugura 17 de Fevereiro, pelas 15h, uma exposição de despedida (com menos dramatismo do que aquelas das caravelas do escorbuto) uma vez que os originais ou impressões sairão a 16 de Março para seguir para o Brasil onde farão itinerância e materializar-se-ão em livro. Horário: 2ª/Sáb.: 10h-19h
DJ Goldenshower vai por lá uns disquitos...
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007
História Oficial IV.
v/a: "Portuguese Nuggets, vol.1" (Galo de Barcelos; 2007)Para quem quiser pensar que Rui Veloso ou o José Cid são seminais no Rock português, podem começar a tirar o cavalinho da chuva. Nos últimos meses surgiram-nos uma série de artigos como este no ruadebaixo.com/conteudoRua.php?idNoticia=1889 e o myspace.com/portuguesenuggets60s (que também nos oferece dois volumes de "nuggets" portugueses) a provar o que há muito se desconfiava, ou seja um branqueamento da história da cultura popular dada à ignorância do Estado (da Biblioteca Nacional que tem todos registos?) e falta de iniciativa das empresas privadas (as editoras fonográficas). Entretanto foi colocado no mercado negro o primeiro volume do Portuguese Nuggets (com outro alinhamento do myspace) em vinílo editado pelo Galo de Barcelos Records, que se desconfia ser uma editora pirata de Angola - o que juntamente com os divertidos fiascos da produtora Casablanca (50 Cent ficou retido na aeroporto por posse de arma, Shean [sic] Paul perdeu o avião) ficamos a pensar que mais falcatruas poderão aparecer daquele país! Mas ao menos esta ilegalidade é educativa, avante! O que mais impressiona de depois de ouvir um conjunto de clássicos bem porreiros de Rock / Garage / Surf, situados entre 1964 e 1969, é ler as notas de entrada do disco, em que ficamos com aquela sensação que afinal as diferenças entre A América e Portugal são mínimas, por exemplo, na entrada do Conjunto Mistério lê-se que um dos seus elementos (Carlos Cruz) foi preso por suspeita de pedofilia... escrito em inglês temos de admitir que tem muito mais style do que ler no 24 Horas que o Carlos Cruz tinha um sinal nas virilhas ou algo parecido. Mas há mais para descobrir, como o facto dos Sheiks, verdadeiros meninos da mamã, não foram mais longe na sua carreira internacional porque os pais não os deixaram ir para o estrangeiro - será que foi por causa disso que tivemos de aguentar o Paulo de Carvalho (baterista da banda) e os Meninos à volta da Fogueira?
Neste vinil infelizmente ficaram quase de fora os temas mais Portuguese, ou seja aqueles em que os "conjuntos" faziam versões Surf de temas tradicionais como o Conjunto Mistério e os Morgans com as suas versões de "Coimbra menina e moça". Mas há grandes temas por aqui como "Sue Lin minha chinesa" e "Hully Gully do montanhês" do Conjunto Académico João Paulo, o instrumental "Tema dos Gentlemen" de Daniel Bacelar, "Hoje mais feliz do que nunca" de Paulo Machado ou ainda o power de "Tartária" dos Tártaros. Força Angola!!!
Qualidade numérica: 4,5/5 Objectivo pós-audição: encontrar mais uma cópia para ofercer ao Pai no dia de aniversário...
sábado, 10 de fevereiro de 2007
Fun fun fun in the Autobahn

The Hospitals: "I've visited the island of jocks and Jazz" (Load; 2005)
Os putos de artes nos EUA devem pensar assim: "montamos uma banda de Rock Noise, formato simples tipo bateria + guitarra e outra merda qualquer analógica que faça barulho, nada que pese muito, vamos prá Europa, e viajamos à pala, embebedamo-nos e ainda comemos umas gajas... Os Europeus adoram o barulho daqui dos States porque lá os tipos são buéda enconados"
E assim vêm eles, a repetirem a história das bandas Blast First e SST nos gloriosos anos sónicos 80 e darem cabo dos nossos tímpanos com uma barulheira infernal de Rock em destroços com concertos em galerias de arte (tipo a famosa ZDB) e pequenos concertos DIY (como foi o caso agora em Fevereiro no Porto e Braga),... Felizmente até é malta porreira que não se importa de trocar os seus discos por bd's do Mike Diana e afins... Get in the van!
Qualidade numérica: 3,2/5 Objectivo pós-audição: troca...
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007
sábado, 3 de fevereiro de 2007
Cobertos com banha de porco

Sheiks: "Com cobertura" (DaNova; 1980)
Agora que o Portuguese Nuggets fará despolar uma corrida à escavação de pepitas sonoras nacionais, é preciso ter algum cuidado com as banhadas. Uma dessas possiveis banhadas que gostaria de referir é o álbum de regresso de 1980 dos Sheiks.
Banda de meninos foram um furor nos anos 60's - como uns Beatles, justamente porque no Antigo Regime não havia Beatles para ninguém - e separam-se nos anos 70, voltando a editar este disco em 1980. O Rock que tocam é um Pop - há até um Reggae - sem piada nenhuma, com tiques de Beatles (fase Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band) e letras de falso proletário que só podiam ser escritas por um dos poetas mais tristes de Portugal - ou seja, José Jorge Letria, que assina metade das letras do álbum.
A primeira música, intitulada Sheiks com cobertura, mostra logo que teremos um "show de variedades" e não um disco de Rock. A segunda, Rockinho mandado, confirma a acusação, onde Rock é misturado com música popular («tiro/liro/liro, tiro/liro/liro oh yé!»), o que acaba por ser divertido por ser tão ridículo e kitsch. Depois disto é uma descida turbo de foleirada constrangedora.
Para quem quiser os Sheiks à séria terá de encontrar em nos singles em vinil (raros) ou pela compilação em CD "Os grandes êxitos dos Sheiks" (EMI; 1993).
Qualidade numérica: 2,5/5 Objectivo pós-audição: despachar ao primeiro otário fã de MMP
Cartazes dos concertos da Laica no Espaço || CARBONO
Até 3 de Março na loja de discos Carbono estará patente uma exposição dos cartazes dos concertos que animaram a Laica no Espaço, evento que animou o Espaço - Centro de Desatres entre Outubro e Dezembro do ano passado oferecendo «o melhor da cultura subterrânea e do comércio alternativo: concertos, exposições, pintura mural ao vivo, sessões de desenho automático, feiras de fanzines e trocas de discos. » Os concertos co-organizados com a Groovie Records semanalmente tinham como característica a ilustração do cartaz pelos artistas que participavam nas exposições da Laica no Espaço.
A exposição incluirá para além dos cartazes, os desenhos originais de quem trabalhou com o "analógico". Esta data servirá também para fazer o lançamento do sítio oficial da Feira Laica no espaço... virtual: www.feiralaica.com e contará com uma festa de inauguração durante a tarde com o DJ GoldenShower.
Para os mais curisos ou esquecidos, eis uma lista dos trabalhos e links para as suas versões e-flyers:Fritos por Jucifer
Samizdata Club por André Lemos
Stuka por João Maio Pinto
Mad Lynn por Bruno BorgesMaria or Mudo like the others por José Feitor
The Great Lesbian Show por Mulher Bala
Anjo Cão por Filipe Abranches
Latex 25 por Lucas Almeida
A exposição incluirá para além dos cartazes, os desenhos originais de quem trabalhou com o "analógico". Esta data servirá também para fazer o lançamento do sítio oficial da Feira Laica no espaço... virtual: www.feiralaica.com e contará com uma festa de inauguração durante a tarde com o DJ GoldenShower.
Para os mais curisos ou esquecidos, eis uma lista dos trabalhos e links para as suas versões e-flyers:Fritos por Jucifer
Samizdata Club por André Lemos
Stuka por João Maio Pinto
Mad Lynn por Bruno BorgesMaria or Mudo like the others por José Feitor
The Great Lesbian Show por Mulher Bala
Anjo Cão por Filipe Abranches
Latex 25 por Lucas Almeida
segunda-feira, 29 de janeiro de 2007
Suomi Jazzi (Jazzi?)
Jucifer ofereceu-me no Natal um gira-discos, tecnologia anacrónica mas de gozo sónico muito mais denso que o digital - acreditava que a história de que o vinil era melhor do que o digital era uma tanga de saudosistas e nostálgicos. Afinal não, o vinil soa mesmo bem e por isso voltei à carga de arranjar esses discos pesados de capas espectaculares. Em Angoulême, troquei algumas tretas nacionais (como o segundo CD do Kubik que deve soar melhor aos ouvidos estrangeiros)por umas peças que já há muito cobiçava da editora finlandesa Boing Being, que para além de editar livros de ilustração e bd (como a antologia Glömp) edita também discos.
Assim, calhou-me a finalmente o 10" "Bez kalhotek" (2002) dos Space Rocket e o LP homónimo de Suurin Onni (2005). Ambos dedicados a um Jazz bastardo que tem sido explorado lá para a escandinávia - as edições da norueguesa Rune Grammofon já são conhecidas por todos, certo? Ou seja, as ideias deste "uusi Jazz" ("novo Jazz" em finlandês se me perdoarem a brincadeira) é que continuamos a ter aquele feeling de Swing e também de capacidade de improvisação mas misturadas com contaminações de outras linguagens afastadas do "cristal Jazz".
Space Rocket até por aproximação do nome lembra os Sad Rockets tal é o Lounge que existe entre os dois. Ouve-se este disco quase sem se aperceber que estamos a ouvir algo, apesar da ficha técnica apontar para uma montanha de instrumentos que são utilizados. Mesmo quando o barulho se lança no lado B (no lado B, no lado B!!! Há quanto tempo que não se escreve "lado B" numa resenha de um disco! Snif, snif) ele não incomoda nem atrapalha... Estamos num caso de estigma nórdico em que nunca antes o "cool" foi tão sinónimo de "frio"? Felizmente em vinil algum calor é transmitido... [3; um 10" fica sempre bem na prateleira]Quanto ao Suurin Onni (que deverá significar "Come Pó meu pequeno gnomo amoroso" ou algo tão bem inventado) é menos pretencioso e muito mais eficiente. Move-se pelo Folk - com um sabor dos balcãs, o que resulta num tom mais festivo e simplório - e pelo Free, logo, estamos perante um trabalho de Freeak Jazz! Agradável... [3,5; para ouvir nas manhãs de inverno, sem dúvida]
segunda-feira, 22 de janeiro de 2007
Macaco quer-é-buá!
Buttons the Chimp: "Hear mo'evil" (Chimportant; 2003)Hum... OK! Admito que a capa é um bocado foleira e até a fotografia da caveira com os headphones tá mal tirada, ou mal scanada ou será mesmo mal impressa mas devo admitir que vejo um certo primitivismo (mito ordinário o do bom primitivo... eu sei), um mau gosto associado a certa bizarria pseudo-mística, como se fosse um ácido deslocado das Raves dos finais dos anos 80... A música? Ouve-se...
De vez enquando compro discos só pelas capas - se tiverem baratos, claro - e de vez enquando aparecem umas surpresas agradáveis... a frequência de surpresas agradáveis é rara, seja como for, creio mesmo que destas colheitas visuais-sonoras, coisas boas só me lembro do Wrong-eyed Jesus (Luaka Bop; 1997), álbum de estreia do Jim White com uma capa brutal e um som alt.country não habitual nos meus ouvidos. Sem relação sonora possível, este(s?) Buttons the Chimp vai pela via rápida da Electrónica eclética produzindo faixas ora de Techno ora de Dub ora Breakbeat ora loops de samples de Jazzito ou de música oriental. A interferir as funcionalidades dessas faixas estão alguns ruídos agudos e inesperados - it's a Glitch kind of thing.
Qualidade numérica: 4/5 Objectivo pós-audição: Vou guardá-lo pela capa fanhosa
sexta-feira, 19 de janeiro de 2007
Formigueiro nos pés e cu dorido
Sr. Alfaiate: "A vida na ponta dos dedos" (Loop; 2006)
Buraka Som Sistema: "From Buraka to the World EP" (Enchufada; 2006)
O primeiro é um álbum de "scratch", coisa rara em Portugal... e quando sabemos que quem está por detrás dele é o Nelassassin (DJ dos Micro, Bulllet entre outras colaborações e filiações) com as colaborações de Ollie Teeba (dos Herbaliser), DJ Damented, Kika Santos, Mellow D, SP, Verbal e DJ Riot mais curiosos ficamos. Há na rodela Hip Hop (claro) instrumental de qualidade mas encontraremos "agradáveis" (diz a editora) momentos Soul e R'n'B (agradáveis? para quem?) e funcionalidade Drum'n'Bass na última faixa, bastante atrasada no tempo, só para inglês ver. Com a função de ser cosmopolita até ao tutano, ouve-se bem dada à excelente produção do disco mas como quase tudo que vêm da Loop (que fez, no ano passado, 5 anos de actividade nas áreas do Hip Hop e outros géneros) há um trago ao artificialismo, uma perseguição dos modelos comerciais anglo-saxónicos óbvios numa tentativa de compromisso entre uma música de autor / alternativa com sucesso comercial - basta ver as banhadas que são Vicious 5 ou Fuse... Por isso, seguimos uma viagem mediana - a título de gosto pessoal, os fashion victims dirão que é um grande álbum - em que os melhores momentos passam pelas faixas que participa Kalaf (sempre em very-cool-style) e Sam the Kid com Bob the Rage Sense em guerra aberta ao que é e não é Hip Hop - tema sempre desagradável e masturbatório mas aqui com alguma garra e pujança por vir da boca de Sam. [3,7; Quando há uma Festa de Troca de Discos, caramba!?]
O segundo é o EP de estreia daquele foi o fenómeno da música portuguesa em 2006 - e que só ouvi na totalidade agora em 2007. Considero este CD-EP um dos discos mais importantes em Portugal dos últimos 10 anos. Ainda em tempos, na revista cinzenta Entulho Informativo a propósito de "Ngonguenhação" (Matarroa; 2004) do Conjunto Ngonguenha, escrevia que em Portugal temos vergonha de usar a matéria-prima da música africana (conclusão, aliás, nada nova porque vinha da leitura das escríticas pop de Miguel Esteves Cardoso), quando somos nós dos países com mais potencial para tal dada a nossa estreita relação histórica-colonialista com África e outros continentes. Mas não, aqui é a saudade e a morcegada que servem de personalidade nacional para a música e cujos exponentes máximos são os Madredeus e os Moonspell. Enfim... 2006 é o ano de ruptura graças ao boom estival dos Buraka Som Sistema e talvez venha a ser o ano em que Portugal passará a deixar de ser um país salazarento-de-merda e mapear-se-á na música do globo com um som completamente fresco [mas segundo a edição de hoje do Y, os franceses já se estão a adiantar com festas e a lançar discos de Kuduro - de origem angolana].
Sinceramente gostaria que os BSS venham a ser tão ou mais importantes como foi o House manhoso dos Underground Sound of Lisbon nos anos 90. Música de Dança Inteligente Crioula (IDM-PALOP?), Kuduro Progressivo (como lhe chamam), F-Dubstep (F de Fuck ou de Funk), Grime de Lata, qualquer designação servirá para este futuro "new two-tone" de uma sociedade que se quer progressista e cosmopolita, europeia e outras tretas. Dá-lhe Buraka! Vai ao World, vai! [4,5; precisadizer+?]
Entretanto para quem sofre de melomania, com ou sem critério, e procurar saber o que é o Kuduro, o sítio Wikipedia já é uma fonte de pesquisa levando já para páginas de artistas como o Dog Murras (o que me diverti a visitar a página murraspower.com) ou poderá encontrar algumas compilações manhosas como "Kuduro - Sempre a subir" da editora-pimba-k7-pirata Ovação (de que ano? não se sabe...) com Zeca, Semal, Frank Lioni, Virgilio Fire (hehehehe), Big Beto (que compila as faixas e no final faz um mix de todos os temas neste CD), DJ Fantasma (com este nome podia ser um DJ Gó-Gó!), Milay Xavier e MLX com Kwanhama. Diversão total garantida por muito pouco dinheiro... «É elaaaa! É elaaaaaaaa!» Que photochupada di capa, hein!? [3; é prá vergonha!]
Grandes temas desta nova vaga de Kuduro-pt também pode ser encontrado nos discos "Poesia Urbana" e no disco dos Nigga Poison.
Buraka Som Sistema: "From Buraka to the World EP" (Enchufada; 2006)
O primeiro é um álbum de "scratch", coisa rara em Portugal... e quando sabemos que quem está por detrás dele é o Nelassassin (DJ dos Micro, Bulllet entre outras colaborações e filiações) com as colaborações de Ollie Teeba (dos Herbaliser), DJ Damented, Kika Santos, Mellow D, SP, Verbal e DJ Riot mais curiosos ficamos. Há na rodela Hip Hop (claro) instrumental de qualidade mas encontraremos "agradáveis" (diz a editora) momentos Soul e R'n'B (agradáveis? para quem?) e funcionalidade Drum'n'Bass na última faixa, bastante atrasada no tempo, só para inglês ver. Com a função de ser cosmopolita até ao tutano, ouve-se bem dada à excelente produção do disco mas como quase tudo que vêm da Loop (que fez, no ano passado, 5 anos de actividade nas áreas do Hip Hop e outros géneros) há um trago ao artificialismo, uma perseguição dos modelos comerciais anglo-saxónicos óbvios numa tentativa de compromisso entre uma música de autor / alternativa com sucesso comercial - basta ver as banhadas que são Vicious 5 ou Fuse... Por isso, seguimos uma viagem mediana - a título de gosto pessoal, os fashion victims dirão que é um grande álbum - em que os melhores momentos passam pelas faixas que participa Kalaf (sempre em very-cool-style) e Sam the Kid com Bob the Rage Sense em guerra aberta ao que é e não é Hip Hop - tema sempre desagradável e masturbatório mas aqui com alguma garra e pujança por vir da boca de Sam. [3,7; Quando há uma Festa de Troca de Discos, caramba!?]
O segundo é o EP de estreia daquele foi o fenómeno da música portuguesa em 2006 - e que só ouvi na totalidade agora em 2007. Considero este CD-EP um dos discos mais importantes em Portugal dos últimos 10 anos. Ainda em tempos, na revista cinzenta Entulho Informativo a propósito de "Ngonguenhação" (Matarroa; 2004) do Conjunto Ngonguenha, escrevia que em Portugal temos vergonha de usar a matéria-prima da música africana (conclusão, aliás, nada nova porque vinha da leitura das escríticas pop de Miguel Esteves Cardoso), quando somos nós dos países com mais potencial para tal dada a nossa estreita relação histórica-colonialista com África e outros continentes. Mas não, aqui é a saudade e a morcegada que servem de personalidade nacional para a música e cujos exponentes máximos são os Madredeus e os Moonspell. Enfim... 2006 é o ano de ruptura graças ao boom estival dos Buraka Som Sistema e talvez venha a ser o ano em que Portugal passará a deixar de ser um país salazarento-de-merda e mapear-se-á na música do globo com um som completamente fresco [mas segundo a edição de hoje do Y, os franceses já se estão a adiantar com festas e a lançar discos de Kuduro - de origem angolana].Sinceramente gostaria que os BSS venham a ser tão ou mais importantes como foi o House manhoso dos Underground Sound of Lisbon nos anos 90. Música de Dança Inteligente Crioula (IDM-PALOP?), Kuduro Progressivo (como lhe chamam), F-Dubstep (F de Fuck ou de Funk), Grime de Lata, qualquer designação servirá para este futuro "new two-tone" de uma sociedade que se quer progressista e cosmopolita, europeia e outras tretas. Dá-lhe Buraka! Vai ao World, vai! [4,5; precisadizer+?]
Entretanto para quem sofre de melomania, com ou sem critério, e procurar saber o que é o Kuduro, o sítio Wikipedia já é uma fonte de pesquisa levando já para páginas de artistas como o Dog Murras (o que me diverti a visitar a página murraspower.com) ou poderá encontrar algumas compilações manhosas como "Kuduro - Sempre a subir" da editora-pimba-k7-pirata Ovação (de que ano? não se sabe...) com Zeca, Semal, Frank Lioni, Virgilio Fire (hehehehe), Big Beto (que compila as faixas e no final faz um mix de todos os temas neste CD), DJ Fantasma (com este nome podia ser um DJ Gó-Gó!), Milay Xavier e MLX com Kwanhama. Diversão total garantida por muito pouco dinheiro... «É elaaaa! É elaaaaaaaa!» Que photochupada di capa, hein!? [3; é prá vergonha!]Grandes temas desta nova vaga de Kuduro-pt também pode ser encontrado nos discos "Poesia Urbana" e no disco dos Nigga Poison.
sábado, 6 de janeiro de 2007
quarta-feira, 3 de janeiro de 2007
Moonsorrow: "V: Hävitetty"
Published in Free! Magazine #1
Etiquetas:
in DJ Goldenshower Record Collection,
Suomi
Top Ten Thisco
Na última Feira Laica e penúltimo Samizdata Club - este último comemorava um ano de existência e cinco da Thisco, existência essa que se materializa em 40 CD's - consegui os últimos poucos discos que me faltavam do extenso catálogo da editora: as duas colectâneas, a primeira quando a editora ainda se identificava com um ponto a separar, Thisconnected (This.co + Fonoteca de Lisboa; 2000) e Thiscotronica - sample mind (Thisco + Fonoteca; 2004), um sample-CD que era suplemento de um número da revista espanhola Margen.
E se os CD's em questão não me trouxeram grandes novidade do que já ouvi no catálogo da editora e não deixando de serem duas boas antologias de electrónica alternativa (inter)nacional, o que me leva a escrever este "post" tem mais haver com a injusta invisibilidade pública deste projecto editorial.
Assim sendo decidi fazer um Top das minhas edições favoritas da Thisco para servir de mais um "teaser" de divulgação - a escolha é feita meramente pelo gosto pessoal deste vosso querido unDJ...
Top Ten Thisco
1. shhh...
2. Merzbow Dust of dreams
3. v/a: Thiscology
4. Ghoak: Some are weird
5. Samuel Jerónimo: Redra andra endre de fase
6. KK Null: Kosmo Incognita
7. Mimetic Tale: Personal plot
8. [f.e.v.e.r.]: Electronics
9. Rasal.asad: Lahva
10. v/a: Symptom of thisease
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