sexta-feira, 31 de julho de 2026

RxDxPx in Tavira - 2 de agosto

 

Foda-se, vou-me vingar dos merdas do MAAT que em 2023 tiraram-me a exposição do Hervé di Rosa antes do tempo anunciado e com isto perdi esses caras! Arrebenta vôvô Gordo!!

sábado, 25 de julho de 2026

Corrupção moral da velhice ou Contra a Imprensa Escrita (rapinando Svenonius) ou Eu só quero é bazar de férias!

 Faz 50 anos que o Punk nasceu oficialmente e se por um lado não se espera festejos académicos da oportunista do Norte nem bibliografia nova portuguesa*, por outro deverá aparecer uma avalanche de publicações estrangeiras sobre o assunto, como este número especial da Les Inrockuptibles.

Já se sabe que a imprensa escrita está pela rua da amargura mas que fazer quando ela assume-se como um media velho para pessoas velhas? Quando coisas inúteis como o Blitz que só serve de "clickbait" para o Expresso** ou a Mojo continuaram a ser o gabinetes de curiosidades da cultura passada pouco irá interessar a novos leitores. O espectáculo das publicações que se vê em quiosques ou "press-centers" é inacreditavelmente deprimente, só se vê o passado e a nostalgia, e nem me refiro apenas a revistas sobre música, até porque pouco mais sobreviveu que a Super Interessante ou a National Geographic, ambas voltadas para a ciência e História.

Presente ou futuro só na The Wire e n'A Batalha, sendo esta incapacidade da imprensa de relatar o presente e os miúdos que fazem coisas AGORA é o seu auto-túmulo. Claro que sabia ao que ia quando comprei esta revista francesa e apetecia-me um "guilty-pleasure", uma leveza para as férias, sabia que viriam os habituais artigos sobre os Sex Pistols, Ramones e afins. Que ainda não li. Se calhar estão bem escritos e documentados - e já apanhei algums fotos divertidas de cus britânicos da loja Sex. Espero pela praia cheio de bifes bêbados para pegar nisto com mais calminha, o que fico admirado (ou nem por isso) é mais por não haver referências à continuação do Punk, os outros monstros míticos que daí virão - Crass, Napalm Death, Fugazi, Nirvana, God is my Co-Pilot, Bikini Kill - ou sobre as bandas underground que ainda por cima há milhares em França. De resto, nada de novo no horizonte, já Albini tinha se queixado disto, e já agora, também eu... Quando a revista pega no presente nada convence. A política fica de fora. O DIY também. Resta e fica exposto o fundo de catálogo das empresas fonográficas multinacionais. 


* a Chili Com Carne vai reeditar o Corta-E-Cola / Punk Comix como já tinha sido anunciado - só que uma das novas capas vai ser do Nunsky (rapinada à sua BD "Inadaptados" publicado no MdC #4) substituindo o João Silvestre.

** para quem não conhece, é um jornal de "extremo-centro", cujos colunistas são capazes de escrever merdas do tipo "pá, sou a favor dos LGBTs mas também não precisam de exagerar" ou "não sou contra a greve mas é preciso não prejudicar os outros" ou ainda, pérola incrível de um destes betos ecunémicos (devia ter guardado o recorte!), que era anacrónico representar os patrões como aquelas caricaturas de gordos com chapéus altos e charuto na mão dos inícios do século passado, porque é possível ser amigo do chefe, neste caso, do falecido Balsemão. Iá, meu! Eu também tive a sorte de travar amizades com os meus "bosses", e sim é possível ser amigo do chefe em ambientes de redação de jornais ou escritórios de centros culturais mas agora tenta ser operário ou trabalhar no inferno dos centros de logística e ser amigo do chefe de departamento, meu tarado de merda! O "Espesso" é o exemplo perfeito como as "elites" não vivem a realidade do povo mas é de admirar que os cronistas do semanário, no máximo diria, tem uma boa casa em Lisboa, um monte alentejano / casa no ALLgarve / apartamento em Troia (riscar o que não interessa), um ou dois carros de qualidade, um relógio de marca ou uma colecção de relógios caros (riscar o que não interessa), os putos estão no colégio francês / inglês / alemão (riscar o que não interessa), ou seja, nem tem assim tanta pasta para serem tão insensíveis... que se passa maninhos, ser extremo-centro é um caminho árduo na escalada social?

quinta-feira, 16 de julho de 2026

André Lemos : "Fim de Emissão #" (Nariz Entupido; 2026)

 

 Eis um livro ou "graphzine" que não se se escreva para este blogue, na sua secção de "leituras" sobre música, ou se no blogue da Chili que divulga produções independentes. Eis um livro de edição limitada impresso em risografia que coleciona os cartazes que André Lemos (artista que tanto o Mesinha de Cabeceira editou nos seus 30 anos de actividade) executou para o ciclo de programação musical "Fim de Emissão", organizado pela Nariz Entupido - entre Abril do ano passado e Maio deste ano.
O que seria normal era a publicação reproduzir os cartazes como eles são e ficarmos com um arquivo, ponto final. Mas o André tem vindo a brincar - aliás, sempre brincou - ao "DJ das imagens" como se tem testemunhado com os Opuntias intitulados de Reforma. Se o seu trabalho sintetiza surrealismos e vanguardas mortas com que ele ressuscita como um Comissário de Arte em Ácidos - LOL - quando pega nos seus desenhos e ainda os remonta é preciso apreciar os reseultados com calminha... ufa! Neste "Fim de Emissão", menos radical, Lemos decide isolar os elementos do cartaz, os desenhos, o título do ciclo (e sua respetiva numeração) e o nome dos artistas ou dos espectáculos, separando-os e colocando em secções de forma a que os desenhos respirem e a informação exista na mesma. 
Boa!! 
E fica a resenha neste blogue!

sábado, 4 de julho de 2026

Piorando o cartaz do Punk Comix ...


 Vamos a este "arraial do cu" em Tomar, levamos a exposição Punk Comix que tem viajando por Alpiarça, Caldas da Rainha, e que em Agosto aterra em Lisboa e em 2027 se ainda houver planeta, vai para o Porto.