v/a: "Workship the Riff" (Exile in Mainstream / Sabotage; 2007) sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Rock da Pesada! E lerda!
v/a: "Workship the Riff" (Exile in Mainstream / Sabotage; 2007) Garry Shandling
Esta reedição do psicótico Pioughd (Rough Trade; 1991) e um EP (Touch&Go; 1989) só nos lembra que não foram os Flaming Lips, os primeiros Punks a tomarem ácidos. Também nos faz abrir os olhos o quão pouco divertida é esta onda de neo-folk e psicadelismo que anda por aí. Os Butthole eram todos pró-ácido mas sem contemplações filosóficas - aliás, como é possível fazer Yoga e outras tretas num mundo de plástico? Nesta idade de gelo a derreter, uma banda texana misturava humor negro, riffs Sabbathianos e uma voz de Pato Donald (No, I'm Iron Man), estupidez, sentido melódico, country infra-humano, feedback sónico (Something é parte versão de uma música de Jesus & Mary Chain), barulho concreto como sirenes de bombeiros ou buzinas de circo. Um caleidoscópio de escatologia musical de uma das melhores bandas de sempre. A reedição em CD é pobre no que diz a tratamento gráfico, infelizmente.
Zombie Blues Explosion
Colectânea de singles raros, perdidos, esgotados e amaldiçoados daquela que é a maior máquina de Rock'n'Roll dos últimos anos. São 18 faixas e uma escondida (a gozar com o Tupac) em que a ordem começa pelos temas dos lados A dos discos vinis e os últimos temas são os lados B. Quase nunca os temas ultrapassam os dois minutos e meio de tão rápidos e furiosos que eles são. É um álbum para fãs completistas (dado adquirido) mas também é mais um grande álbum de Rock para qualquer um - Ei! Isso também não é um dado adquirido?
Afinal de contas quando na capa mostra o grupo a sair do solo tal como zombies (ilustração mesmo à EC Comics!) e a enterarem discos de Alice in Chains, Lemonheads, Hole, Pixies e outras paneleiradas dentro de uma campa, onde se lê "good riddance", o que mais se pode dizer? Eu dizer mal do Jon Spencer? Nem pensar, ainda levo com uma pázada do gajo!
Invisual #2 || RÁDIO ZERO
Sexta-Feira, às 20h: vai para o "ar-virtual", cortesia da famosa Rádio Zero, a segunda emissão do Invisual, um programa que pretende divulgar as promíscuas relações entre a banda desenhada e a música....
Produzido por Rui Tomás e Marcos Farrajota, o segundo programa é dedicado à editora nortenha Lowfly - que deve ser a única editora portuguesa (e até do mundo) que é profundamente promíscua nisto da bd e da música. Quase sempre teve capas ilustradas e a bd aparecia aqui e acolá nas suas edições. Durante o programa é feita uma passagem pelas suas edições mais emblemáticas como Astro Girl (uma bd de Rui Ricardo, musicada pelos "índios" Sound Destructors) ou o caso inédito no mundo, a passagem de uma banda de uma série de bd para o mundo dos vivos, como foram as "garageiras" Garina Sem Vagina da série Superfuzz que gravaram no disco homónimo de 2005.
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É repetido à Segunda-Feira pelas 11h30.
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Invisual #1 || RÁDIO ZERO
Sexta-Feira, às 20h: vai para o "ar-virtual", cortesia da famosa Rádio Zero, a primeira emissão do Invisual, um programa que pretende divulgar as promíscuas relações entre a banda desenhada e a música....
Produzido por Rui Tomás e Marcos Farrajota, o primeiro programa é dedicado ao zine suiço Milk+Wodka - inclui uma entrevista ao editor/autor Roman Maeder que esteve entre nós numa Feira Laica e as músicas ficam a cargo dos mil projectos e bandas do Herr Maeder.
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É repetido às Segundas-Feiras pelas 11h30.
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
CIA info 37.3
Kiitos por tudo - aliás, Gracias porque os editores são espanhóis!
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
#13
HOJE: 22 de Outubro, é um dia que marca duas datas importantes, por um lado comemora 15 anos de existência do zine Mesinha de Cabeceira (MdC) e por outro 10 anos da publicação do número 13, a primeira edição da Associação Chili Com Carne. Estando em curso as comemorações da CCC e uma vez que a edição em papel encontra-se quase esgotada (só sobram pouco mais que sete exemplares), foi decidido criar uma versão em PDF que pode ser descarregada gratuitamente para que o seu conteúdo não desapareça da fraca memória nacional. Do que faz este número algo de tão extraordinário? De facto, as questões envolta da edição seriam solipsistas e pouco interessantes para o público, por isso, acreditamos que só há uma razão para o MdC ser importante: a bd sem título de 39 páginas da autoria de Nunsky. O Nunsky, cujos dados biográficos não são significativos ou divulgados, foi um cometa na enfadonha bd portuguesa. Participou em vários números do MdC quando este ainda era um zine em fotocópias, sempre com bd's de temática Punk'n'Roll mas com um significativo virtuosismo gráfico ímpar. No "número 13", as influências de Charles Burns ou de Love & Rockets poderão ser óbvias, é certo, no entanto nunca foi feito um trabalho deste tipo, uma catarse de amor psycho-punk-goth, regada de referências de Série B. Uma estória de uma banda obscura cujo vocalista sofre de alcoolismo e obsessão psico-patológica por um amor impossível. Os ambientes de concertos suados, violentos e brutais, bem como da vida urbana são minuciosamente gritados acompanhados por uma bateria narrativa perfeita.
No meio da bd portuguesa, esta bd/edição foi perfeitamente ignorada pelos pretensos divulgadores e críticos. As únicas reacções (e muito positivas) vieram da imprensa musical: «fanzine de intenso punk meio gótico, revela uma coesão gráfica e narrativa acima do que nos habituámos a encontrar nestas publicações» in Blitz «com problemas psíquicos (Alien Sex Fiend). Altamente recomendável» in Underworld / Entulho Informativo.
Dez anos depois, ainda hoje em Portugal ninguém faz 39 páginas de bd mesmo como catarse.
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quinta-feira, 18 de outubro de 2007
Zona Dantesca

a exposição "Cartografia da BD europeia" no Museu Nacional de Ravenna, onde se encontrava as tiras "Não 'tavas lá!?" e "in DJ GoldenShower record collection"
Eu e Marcel Ruitjers, o tipo de "Trogloditas" (editado em Portugal pela Polvo)

Ravenna, cidade onde está enterrado o que sobra do Dante, depois de várias complicações com os ossos do dito cujo, ao que parece os amigos, inimigos e nazis andaram com as ossadas de um lado para o outro.
fotos por Signore Abranches
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Indie-hip-pop-rock
Subtle: "Yell&ice" (Lex / Ananana; 2007)
O pós-pós-momoderno é cácá uma cecena. Desdesde que a Anticon ... marado, comecei a escrever desta forma, com as sílabas repetidas, e um motor de busca foi-me dar este resultado http://www.www.anticon.com.com/ quando só escrevi "anticon", o que se passa com este computador!? E com o Universo!?... bem, concontinuando... desdesde que a Anticon apareceu no fifinal dos anosnos 90, que conconseguiu conconfundir o que era HipHop e o que era RoRock - na sua fafaceta post-post-Rock ou indiedie. Aindada por cicima, no casoso destes Subtle (memetade dos memmebros liligados a projecjectos Anticon) saem com esta de um álbum de reremistura do anteterior For Hero : For Fool (Lex; 2006) mismisturando refafazendo ou acrescentandotando letras das músicas desse álbumbum. Contam com as colacolaborações de maltata de TV on the Radio, Notwist, Fog, Hood, cLOUDDEAD e e Wolfparade para contitinuar as aventuturas do personagem Hour Hero Yes - personagem que tem serservido como conconceito para um cicloclo de edidições dos Subtle.
As mumudanças de ritmomomomomomo-o-o-o-o, texxxxxxxxturas, vooozes obrigam a reredifinir o que é esta múmúsica... A resposta é simples: POP. De bom gosgostoto e bembem feitata, sem que brar o que por exemploplo Why? ou outros "anticoners" já fifizeram anteriormentemente: boboas canções com bateteria, sampler, sintizazadores, guitarra, violino, electróninica... Na teoria deveveria saber como era o álbum anteanterior mas por talenlento própróprio, Yell&Ice é autótónomo o sufi
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
CIA info 47.0
Esqueci-me de vos avisar!As tiras "in DJ Goldenshower record collection" vão estar expostas numa exposição colectiva intitulada "European Comics Cartography", no Museo Nazionale de Ravenna, inserida na 3ª edição do festival de "bd realista" Komikazen, organizado pelo pessoal da Inguine.
Participam nessa exposição também os portugueses Filipe Abranches, Janus e Marco Mendes.
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Doppelgänger Shower
GoldenShowers há muitos! Este flyer foi-me entregue pelo camarada Granada não me lembra quando (2004?), e promove um Goldenshower de Aveiro. Quando soube disto eu já tinha assumido o unDJ GoldenShower como nome de combate para as sessões de unDJing. Mas ainda há mais, ainda este ano ouvi falar de outro GoldenShower em Lisboa... estará na hora de mudar? Ou mantenho até sermos muitos, todos os DJ's e unDJ's serem GoldenShowers!!!
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
CIA info 39.6
Boas novas por aqui: algumas das resenhas críticas a discos que são editadas neste blogue estão a ser publicadas no site da loja de música Ananana e na revista Elegy Ibérica a partir do número de Agosto que também edita o segundo capítulo da série de bd Psycho Whip desenhada por JCoelho....
Sim, a imagem é uma vinheta da bd Psycho Whip... e sim aquele é o totó do Astarot que aparece neste segundo fragmento do PW, infelizmente reproduzido em formato mais reduzido não se sabe lá bem porquê.
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E finalmente vi a versão espanhola do primeiro episódio... para além de o texto parecer ridículo (culpa castelhana, sem dúvida!), a impressão da segunda página está mais cinzenta. Coño!
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ah! a Elegy desta vez oferece um livrinho para as críticas (onde estão alguns dos meus textos - um dos textos poderá a ser uma crónica permanente na revista) e dois CD-samplers, infelizmente não muito bons.
C.C.M.
v/a: "Porn to Rock : a collection of songs performed by stars of adult movies" (Normal; 1999)Colectânea em vinil de músicas por actores de filmes pornográficos no que também tocam sem ser só nos genitais! Tão heterogênea como a pornografia, há aqui de tudo: Hetero Rock, Homo Punk, Bi Jazz, Inter Funk, Trans Techno, Afro HipHop, Oriental Calypso... Claro, o que à partida estariamos mais espera de músicas Techno xunga tal como abre o disco com Saboteur e Chloe Nichole que se vêem cheios de Acid e mil samples de filmes porno de Nichole e tendo como letra frases como «fuck me harder». E embora essa tendência se encontre mais prá frente com o Techno Gay de David Burrill e House Transsexual de Geoffrey Karen Dior com Stacey Q, o resto do álbum será variado e não muito doloroso de se ouvir, chegando até a ter faixas bem catitas.
Lado A, segunda tema fica a cargo de Vinnie Spit com a sua mulher Dominatrix Mistress Jacqueline e o tema Asshole man, uma divertida música Swing (hohohohohoho) deste senhor do porno S/M que toca 30 instrumentos (não dá para ler ou escrever isto sem pensar noutras coisas, não é?). Depois é Madison com um estranho tema psicadélico-étnico-Pop - será isto New Age Porn? Nada mau, diga-se! Marshall O Boy (um tipo com ligações ao David Bowie) e Johnny Toxic fecham respectivamente com Punk Pop e Punk Funk bem porreiros.
Lado B, Nina Whett (que belo nome!) vomita Drink beer and fuck, obviamente Fuck'n'Roll duvidoso - duvidoso é a tónica de todas as faixas do disco. Seja pelo HipHop de festa de Midori (uma actriz negra que aparece a fumar um grande charuto no interior da embalagem do disco) ou Jazzito da treta de Candye Kane com letras Pimba, digna de comparação de um certo "Mestre de CUlinária". A mais velha e uma verdadeira porn-star, é Ginger Lynn Allen, com um tema de 1985 no pior Rock FM/Air Metal/L.A. Rock, só o título diz tudo: Fantasy world. Nove anos depois Hyapatia Lee não aprende nada, repete a mesma xaropada mas com intenções mais politizadas, defendendo o prazer e fecha o disco mas antes ainda temos a Suzi Suzuki (Prémio Nome Mais Original para Artista de Qualquer Modalidade) canta o alegre Calypso Shower - não deveria ela querer antes cantar Golden Shower?
Porn to Rock é editado pela Normal, editora que pode ser associada a outras editoras alemãs como a Reportoire e a Trikont, que são peritas em (re)edições de material musical exótico - exótico significa tudo o que foge à "normalidade" do mundo Pop Imperialista. Só não se percebe porque raios a Tracy Lords não apareceu neste disco...
PS - gracias a lo señor Fom-Fom por este precioso regalo!
Cascais Submerso
Mais clássicos: a famosa edição The Fabulous Marceneiro (EMI-VC; 1960) com textos bilingues português/inglês a explicar que o fadista vedou os olhos com o seu lenço dado o horror que sentiu ao ver tanta tecnologia no estúdio de gravação - realmente, como não podemos ser considerados como os africanos da Europa ao ler este isto? E ainda há estupores de nacionalistas, saudosistas e nazis que acham que Portugal antigamente é que era...
E por fim, admito que comprei o disco só pela capa, e creio que a reprodução aqui à vossa esquerda diz tudo: Whipped Cream & Other Delights (A&M; 1965) de Herb Alpert & the Tijuana Brass... Ok! Comprei também pelo conceito, não se riam, os títulos ou as músicas são todos ligados à comida! Que rica ideia, ah! Os anos 60 foram mesmo uma loucura! Curiosamente, Herb Alpert foi o fundador desta editora "indie" na altura, a A&M (A de Alpert, M de Moss, o outro sócio), "major" nos dias de hoje. O som desta Tijuana Brass pode ser classificado como "easy listening" e realmente é agradável como natas encima de uma... sobremesa. terça-feira, 25 de setembro de 2007
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Thisco sem groove / Disco com Groovie
LADO Av/a: "Brazilian Surf A-Go-Go: The Attack Of The Tiki Waves, vol.1" (Groovie; 2007)
Duas colectâneas que em nada tem em comum mas como recebi ao mesmo tempo e ando com tempo zero para escrever, tudo ao molho e fé em Deus! A primeira é dedicada ao Surf-Rock feito por bandas brasileiras com nomes tão absurdamente bons como Los Muertos Vivientes, Pata de Elefante, Cochabambas, Retrofoguetes, Estrume'n'tal (grande jarda!), Monstros do Ula Ula, Frank Simata (perceberam esta?) Capitao Parafina & Os Haoles entre outras, e claro com músicas deliciosamente série B como Primeiro Campeonato Mineiro de Surf, A Maldição do Surf Sumério, Fugindo Desesperadamente Do Helicoptero Malvado Na Selva Sombria e Úmida e Com Muitos Perigos ou ainda Quem Come Não é Viado. Rock com pedalada num estilo velho como a potassa. O álbum é um vinil LP com uma capa impressionante (em formato vinil qualquer capa é sempre impressionante) do Esgar Acelerado, que podia ter esquecido de dar alguns efeitos farsolas (como aquela onda azul-digital). Álbum aconselhável sendo que o editor devia ter mais cuidado com os pormenores (há biografias repetidas de bandas diferentes).
LADO Bv/a: "This will end in tears" (Thisco + CM Almada; 2007)
O mesmo não se pode dizer do segundo disco dedicado a promover projectos nacionais na onda electrónica. É uma antítese do disco do Surf brasileiro: a capa horrível, o objecto não tem valor pela humilde embalagem, e ainda por cima repete músicas recentemente editadas noutras colectâneas (como acontece com Waste Disposal Machine e Gritante) ou disponiveís em myspaces ... mas o pior é o excesso de reminiscências góticas em projectos Rock Electro, Rock Industrial e EBM (cruz credo!). O catálogo da Thisco sempre se primou por uma electrónica mais experimental e instrumental, vem com este disco quebrar "o dado adquirido". Nada contra rupturas, muito pelo contrário, só que este não veio pela positiva. Os mofos são muitos e não me apetece chatear-me a dizer nomes, no entanto os projectos interessantes tem de ser realçados como Structura, The Virgo Mechanical Replay, Mr. Gasparov e Urb. Divulgação feita!
Em computo final, os tipos do Gato Fedorento tinham razão com aquele outdoor contra os sub-normais do PNR, Portugal sozinho não dá, os estangeiros são bem-vindos! Com a depressão criativa deste país virado para a melancolia e o "Darkismo", só mesmo com Surf brazuca é que vamos lá! O que é pior um português civilizado em constante depressão ou um brazileiro das barracas em histeria? Sei lá... mas o bom disco deste post é o primeiro sem sombras de dúvida!




