sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Invisual #8 || RADIO ZERO

Sexta-Feira, às 20h: vai para o "ar-virtual", cortesia da famosa Rádio Zero, a oitava emissão do Invisual, um programa que pretende divulgar as promíscuas relações entre a banda desenhada e a música.
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Produzido por Rui Tomás e Marcos Farrajota, o oitavo programa irá incidir sobre a Feira Laica, o evento nacional mais importante relacionado com zines e edição independente - incluindo a edição musical.
O unDJ GoldenShower participará neste programa fazendo um especial "un-mega-mix" com músicas das edições da Marvellous Tone (sobretudo estas!), Thisco, Bor Land e Soopa - editoras de música que se espera encontrar nesta Feira - nomeadamente com músicas de Dino Felipe, shhh..., Tonkee mix Hhy, Most people have been trained to be bored, Acid da Semana, Mécanosphère, M-PeX e Lobster.
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É repetido à Segunda-Feira pelas 11h30.

Don't U funk with me!

Parliament: "The Clones of Dr. Funkenstein" (Poygram JP; 1990)
Parliament é um mito, tal como os Funkadelic - ver aqui e aqui, sff - duas bandas lideradas por George Clinton (o próximo artista negro que será reconhecido como ícone quando morrer, tal como aconteceu com o James Brown) e uma pandilha de outros "funkers" esgroviados: Maceo Parker, Botsy Collins, ... que nos anos 70 fizeram discos conceptuais (será abusivo meter o Sun Ra aqui?), concertos memoráveis e traçaram novas marcas musicais que mais tarde ainda seriam revistas pelo Hip Hop ou pelo Funk-Rock (Red Hot Chili Peppers).
Este álbum em especial (de 1976, editado originalmente pela Casablanca - não, não é aquela produtora angolana que andava praí a dar bocas aos fãs de 50 Cent e Sean Paul!) segundo a crítica é um álbum dócil, mais calmo que o habitual - aliás, sente-se mesmo que é música de ir ao cuzinho - devagarinho, com muito jeitinho... a secção de metais é o que mais impressiona neste disco, cheio de toques sensuais e movimentos sexuais. O espaço, para onde estes tipos se queriam propor a ir não é assim tão óbvio apesar dos sons de sintetizador dignos de um Buck Rogers - estas mesmas ideias que tem sido repetidas mais tarde por outras bandas como os Orgasmo. Não impressiona, infelizmente porque se sente muito o peso do tempo - ei! para mim Funk é Prince, Red Hot Chili Peppers, as formações do Afro-Beat do Ghana (ou os Anti-Balas) ou outras histerias rítmicas. Não estou muito virado para esta porno-funkaria - até porque já ouvi temas mais giros dos Parliament (e dos Funkadelic), enganei-me no álbum?
E por falar em Funk, dois enigmáticos singles dos anos 70 comprados ao desbarato em Feiras da Ladra e afins: Morning sky / Music for gon gon (Alvorada; 1976) dos portugueses Promotion Musical 6 e Procurando tu / Quero voltar p'ra Baía (Tecla / Cid; 197_) dos brasileiros Angelo António e a Turma da Pesada. Antes demais devo confessar que não consegui quase nenhuma informação sobre estes artistas na famosa Internet - pelos vistos ainda há alguma privacidade neste mundo. Percebi - quer dizer, ouvindo o disco também se percebe isso - que os "Promoção Musical 6" eram uma banda de baile e de casinos, e deviam ser assim meio frustrados porque o que os tipos deviam curtir mesmo era Prog Rock. Mas pronto deviam estar queimados pelo PREC e não pelos ácidos, como tal executam versões: o lado A de um holandês qualquer (Hans Bouwens, aliás George Barker) e o lado B, Music for Gon Gon que é na realidade Music for Gong Gong dos Osibisa, uma banda dos anos 70 entre o Rock Progressivo e a World Music (quando ainda não havia tal vergonhosa designação) - ok! é de Afro Beat. Bem, os "Promoção da Música Seis" no curso imparável da História ainda serviram para qualquer coisa, ou seja, para EU (complexo de Calvin) perceber que haviam uns gajos mesmo bons mas não eramo os "Promo Musical 666"! E claro, que uma capa marada com tão virtuoso "efeito especial 6" sempre fica bem na colecção de singles.
Outro mistério, é o Angelo António, não percebi se o tipo era actor de filmes pornográficos ou se era músico, ou até, se era as duas coisas, porque ainda havia as menininhas! Comprei o disco pela brilhante capa e grossa presença do bicho - e ao que parece o investimento já rendeu porque este disco é valioso, q.b, no mercado dos coleccionadores e outras aves raras. Ambos temas são versões adulteradas de clássicos brasileiros, digo eu, porque acho dificil engolir as risadas que se ouvem na gravação ou letras como «I don't want to stand here/I want to go back to Bahia». Funk-Soul-samba? Sei lá!? Na contra-capa uma publicidade a outros singles, está lá um dos Funkadelic, coincidência cósmica?

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Invisual #7 || RADIO ZERO

Sexta-Feira, às 20h: vai para o "ar-virtual", cortesia da famosa Rádio Zero, a sétima emissão do Invisual, um programa que pretende divulgar as promíscuas relações entre a banda desenhada e a música.
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Produzido por Rui Tomás e Marcos Farrajota, o sétimo programa irá incidir sobre algumas novidades editoriais e algumas pérolas musicais ligadas à bd (ilustração e design): Orup (capa de Charles Burns), Eels (com trabalhos de Daniel Clowes e Seth - pode-se ouvir um depoimento deste último no programa) e Coex.
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É repetido à Segunda-Feira pelas 11h30.

Metalheadzzzzzzzzzzzz, horns up!

Foi na Shoppe Bizarre (uma loja de Metal) que comprei uns quatro CD's por tuta e meia - 3 euros cada! E que bombas metálicas! Começo pelos japoneses Transgressor e o seu único álbum (esquecendo demos, splits e EP's), Ether for Scapegoat (Cyber Music; 1992). Um disco de Death Metal poderoso como qualquer bom disco de Death deve ser. Os temas tem partes arrastadas a lembrar Doom Metal, as letras é aquela base de morbidez escatológica. Um disco "time machine" para quem gosta de sons mais brutais. Só uma questão, porque raios uma banda japonesa tem uma cruz invertida no logótipo? Serão de famílias que apanharam com o cristianismo levado pelos nossos missionários idiotas? Ou serão antes os Transgressor idiotas? Next!

Destructive Reality (Massacre; 1993) também é o único registo dos suiços Sickening Gore, uma máquina de destruição Death/Grind comparável a muitas outras bandas como Cannibal Corpse ou Deicide, ou seja, os clássicos do género. Em meia-hora arrasam com os ritmos e riffs da cena - não faltando solos estridentes de guitarra à Slayer. "Time machine" pra estes também, depois deste álbum não se sabe nada de interessante sobre a banda... é daquelas bandas "underground" que ficaram perdidos no avançar da História, aposto que os gajos já devem estar casados, com putos e dois cães e a consumirem horas e horas de TV pela noite fora enquanto lambuzam chocolate suiço, nham nham. Next!

Os Inner Thought são canadianos e é por isso que Worldly separation (Witchhunt; 1994) soa a estranho. Isto não é um comentário idiota de um norte-americano mas apenas uma constatação de factos, já repararam que as bandas canadianas tem um "jeitinho especial para os sons pesados"? Exemplos não faltam: NoMeansNo, D.O.A., Voivoid, Malhavoc, assim só de memória... E é o que acontece com este Inner Thought (quase todo o projecto é um "one-man-band", Bob Sadzak) que apesar de fazer Death não deixa de incluir algumas situações bizarras ao género como uma caixa de ritmos (hà umas bocas aos bateristas na ficha técnica do disco, é do mito Rock que todos os bateristas são imbecis...), vozes femininas virginais-operáticas (mais ligadas aos clichés do Goth Metal), sintetizadores ou samples de filmes, o suficiente para saltar da média Death, fazendo uma ligação fraca ao Industrial. Não que seja muito bom mas tem a sua ponta de interesse...

Por fim, o melhor do lote e por falar em Industrial... Asphyxia (We Bite Records; 1995) é o terceiro álbum dos ingleses Optimum Wound Profile. Banda que usa programações para ser rotulada de "Industrial"... bem, o mais estranho em relação a eles é que lembro-me de os ouvir à 15 anos num programa do António Sérgio - o homem voltou às lides da rádio! Está na Radar! I shit you not! Quer em relação ao António Sérgio quer ao facto de me lembrar de ouvir os Optimum à 15 anos... Lembro-me de uma música bizarra (prá altura) e de anotar algures o nome deles (ou até gravei esse tema numa k7!?) mas nunca encontrei os CD's deles nessa altura e depois claro, esqueci-me deles. O Rock pesado que fazem tem algo de Hardcore Industrial a lembrar os Ministry. Gravaram os primeiros álbuns prá grande Roadrunner e pelos vistos, em final da carreira (e sem o vocalista original Phil Vane) acabaram numa editora alemã semi-obscura. Os elementos da banda estiveram ligados a outras bandas como os Chocolate (o vocalista neste disco), Extreme Noise Terror e Napalm Death (o vocalista anterior). Não sei se este álbum seja um trabalho menor mas parece-me bom (ignorando as recordações da juventude) pela cacofonia acompanhada por uma aceleração ritmica. Um misto de Treponem Pal com Rudimentary Peni.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

DJ Balli: "In Skate Bored We Noize"

to be published

Virgin's planes are cooler to make a 11/9

passatempos com profundo respeito pelo seres vivos

storage.act-9.com/2005/0222/nanaca.htm

lewistrondheim.com/jeux/alieen.htm

pictogame.com/game.php?game=Lgyp3UauFtey

A evitar

Por mais que um gajo se esforce em não ver/ouvir/ter TV ou radio, de uma forma ou de outra temos de apanhar coma a ubiquidade da cultura Pop-Trash. Ora como sabem, agora tenho um programito na Rádio Zero - o Invisual - que não é directo. Foi num dia para gravar que alguém da equipa que disse para levar umas promos que tinham para lá. Claro que olhando para as capas e alguns nomes já sabia que estava a levar merda e da grossa, mas a "cavalo dado não se olha a dente" e um gajo ainda se pode rir ou descobrir algo de bom ou usar como matéria-prima certas sessões de un-DJing. Entre CD-singles promocionais [alto! são mesmo o nojo total: CD's só com uma, duas ou três músicas... destruir os ouvidos ainda aceito, agora lixar o planeta desta forma é que já é pornográfico! Não é de espantar que as editoras multinacionais estejam com medo da "pirataria". Espero que a queda seja enorme.] de R'n'B 'tuga (Gutto é o homem romântico que devia ter um ataque de diarreia mortal), Pop porreirita (Brand New Heavies com Nicole Russo), Pop ordinária (Lara Fabian... Quem!? uma espécie de Alanis Morrisette...) e os miméticos do costume (Micro Audio Waves), o único álbum que estava por lá era Insistir no zero (auto-edição + Raging Planet; 2007) dos Kizomba, ops!, digo Rizoma, uma banda de restos-mortais dos Toranga (outra falácia nacional) que não deveria ter sido da gaveta ou da garagem tal é a modorra total de um pseudo-psicadelismo lerdo que não chega a chupar a mama da Pop nem a lamber os tomates do Rock. «Eu vou contar até três/ desta vez/ já não posso ouvir lamentar o teu modo triste e fraco» (cantam em Contar até 10)... exactamente aquilo que sinto.
Mais coisinhas más, ou uma. Este fim-de-semana fui parar a Elvas, onde encontrei umas feira marada de antiguidades que também tinha alguns discos - muitos do Paco Bandeira, ironicamente ou talvez não. Bem, foi lá que comprei por 3€ um CD com uma capa desenhada pelo grande Charles Burns (um dos autores de bd mais imitado nos últimos 20 anos). Trata-se de Teddy (Warner; 1998) do sueco Orup, que nem sei o que vos diga... O tipo de "teddy" nada tem, não passa de um canastrão Pop sueco - que ao menos tem bom gosto, porque gosta do trabalho do Burns e pediu uma capa ao autor. De resto, para quem gosta do Festival da Eurovisão ou ainda o Toy numa língua imcomprensível este é o disco! Por falar nisso, numa escala portuguesa quando é que Marco Paulo pede uma capa ao Filipe Abranches?

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

J Riskit: "Liikaa"

Published in Free! Magazine (site)

Invisual #6 || RÁDIO ZERO

Sexta-Feira, às 20h: vai para o "ar-virtual", cortesia da famosa Rádio Zero, a sexta emissão do Invisual, um programa que pretende divulgar as promíscuas relações entre a banda desenhada e a música.
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Produzido por Rui Tomás (que desta vez estava de viagem) e Marcos Farrajota, o sexto programa irá incidir sobre algumas novidades editoriais e algumas pérolas musicais ligadas à bd (ilustração e design): Estradasphere, Anthrax (com o clássico I am the Law dedicado ao Judge Dredd), Jon Spencer Blues Explosion (álbum Plastic Fang), Clã da Matarroa e ainda, Destroy Independent Music (sampler-CD da editora Temporary Residence, distribuido emPortugal pela Sabotage) com capa de Gerhardt Fuchs.
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É repetido à Segunda-Feira pelas 11h30.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Rui Eduardo Paes: "Ruínas : A música de arte no final do século" (Hugin; 1996)

Mais um! Lá consegui mais um livro do Rui Eduardo Paes (REP) - como sabem, ou deveriam saber, estes livros encontram-se perdidos ou esgotados porque a editora Hugin faliu à bela maneira portuguesa: desapareceram as pessoas responsáveis e, claro a mercadoria.
Este consegui na Valetim de Carvalho do Residence (creio, confundo sempre os nomes daqueles três mamarrachos do Saldanha, o que fazem três centro comerciais juntos?). O livro estava marcado a 17€ mas reclamei que o livro não estava em condições (não estava em Mint Condition, hehehe) e eles venderam-me a 10€. Espero que a VC não feche tão cedo e agonie mais um bom bocado porque quando os fachos da FuNAC monopolizarem o mercado, vai deixar de haver cenas destas!
Este é o primeiro livro de REP, e como se tornou tradição em livros futuros, compila uma série de artigos e entrevistas feitos originalmente para zines, revistas e jornais. Divide a "matéria-prima" em três capítulos: "Arte Bruta", "Tijolos para uma casa" e "O Palhaço Grock e outras histórias".
A primeira parte dedica-se mais às questões sobre o que é a música (ocidental) perante as lógicas civilizacionais de outros continentes e a descontrução da música no século XX. A segunda parte, como o título nos diz, são feitas reflexões sobre novos paradigmas da música como John Zorn, Anthony Braxton, os Futuristas, Z'ev, o descolar do mundo digital na música (estamos em 1996 mas o texto resiste ao tempo nem que seja como testemunho de algo que estava para explodir), a música vinda da Rússia ou do Japão ou os músicos que tem os pés quer no Rock quer no Improv (estrangeiros como Fred Frith, God is My Co-pilot ou portugueses como Manuel Mota). Por fim, o último capítulo aborda a música com o nariz metido noutras formas de expressão como o teatro (Kagel), artes plásticas ou a poesia (Kerouac).
Muito bom, como sempre. Só já falta ler/adquirir dois livros...

Descubra as 7 diferenças?

Clã da Matarroa: "Conversas de café" (Matarroa; 2007)

Pá, é um CD de HipHop matarroês. É fixe, é sobre as vantagens de um gajo passar o maior do tempo nos cafés, pá! O Clã da Matarroa? Sei lá, aquilo parece com MatoZoo... nem consigo perceber bem a diferença, tipo acho que os gajos são o Stray e o Paulo Leitão, os scratches são do Ovelha Negra (não o do Industrial, um outro...) mas depois 'tá lá o Martinez (o cabeça da Matarroa e dos MatoZoo) e Fidbek numas faixas e tudo parece ser igual aos MatoZoo... então porque raios têm dois nomes, caragu? É só prá complicar a cena toda, pá! Só pode ser. Até um dos temas é uma "terceira versão" de um tema dos MatoZoo - o Funk Matarroês. As letras apesar de serem uma ode ao mundo dos cafés, tem ligações óbvias cibernérticas & apocalípticas como os MatoZoo. O ecletismo coeso dos samples também lembra MatoZoo - incluíndo os loucos saxes de jazz. Caraças! Porque este não é o terceiro álbum dos MatoZoo? Sei lá...

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Invisual #5 || RÁDIO ZERO

Sexta-Feira, às 20h: vai para o "ar-virtual", cortesia da famosa Rádio Zero, a quuinta emissão do Invisual, um programa que pretende divulgar as promíscuas relações entre a banda desenhada e a música.
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Produzido por Rui Tomás e Marcos Farrajota, o quinto programa irá incidir sobre algumas novidades editoriais ligadas à bd como Lobster, Gorillaz, KMFDM (e o colaborador gráfico Brute) e Jon Spencer Blues Explotion, e ainda uma reprodução de um depoimento de Art Spiegelman (autor do Maus).
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Por ordem de motivos técnicos o programa não passou hoje (passou o anterior). Passará correctamente Segunda-Feira, às 11h30.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Malditos humanos

Mechanics: "Music for Anthropomorphics" (Monstro + Voodoo / Chili Com Carne; 2006)

A ideia de juntar dois produtos culturais num só projecto não é nova. Nem quando esses produtos são um livro de bd e um disco de rock - e como chama atenção as editoras envolvidas, juntar duas das formas culturais mais populares do século XX que são marginalizadas pela "Alta Cultura" que são a bd e o rock. O que é curioso nesta edição, foi o desenvolvimento do trabalho entre duas entidades sobre uma mesma raiz - ou será antes raízes? Os Mechanics fizeram uma base instrumental, o autor Fábio Zimbres (editor da extinta e para sempre memorável Animal) e criou conceitos, um universo para eles e depois cada um foi para o seu lado: Zimbres fez bd's (com títulos), os Mechanics criaram as letras (em inglês), títulos para as músicas (que não coincidem com os títulos das bd's!) e finalizaram as gravações.
O som dos Mechanics é um rock duro, sujo e potente a lembrar muita coisa boa dos anos 90, quando o "rock alternativo" era sónico e musculado e não uma paneleirada teenager Emocore como nos dias de hoje. Sente-se algum ambiente cinematográfico em alguns sons mais ambientais/experiementais, e algumas passagens lembram os Killing Joke - inclusive a voz. A maioria dos temas são curtos o que dá uma dinâmica muito forte ao álbum. Quanto às letras, bem... o melhor é ler as bd's mesmo.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Invisual #4 || RÁDIO ZERO

Sexta-Feira, às 20h: vai para o "ar-virtual", cortesia da famosa Rádio Zero, a quarta emissão do Invisual, um programa que pretende divulgar as promíscuas relações entre a banda desenhada e a música.
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Produzido por Rui Tomás e Marcos Farrajota, o quarto programa, pela primeira vez, incide mais sobre as novidades editoriais: o livro+disco Music for Anthropomorphics de Fábio Zimbres e os Mechanics, El Bueno de Cuttlas de Calpurnio que inclui uma aventura com os Kraftwerk (imagem), o CD Places like this dos Architecture in Helsinki com capa desenhada por William Sweeney e sobre os Lobster.
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É repetido à Segunda-Feira pelas 11h30.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

DEA report 7

Estive no fim-de-semana em Madrid, e o amigo Karlos convidou-me para o programa Miscelánea que passa na rádio local Radio Utopia. Falámos de bd e de música - os nossos hermanos espanhóis também estão a ser enganados pela marca "Rock in Rio" - e passei alguma música, nomeadamente os melhores discos do ano, segundo a selecção do DJ GoldenShower - que pode ser consultada na barra direita. Gracias, coño!
De compras nada de especial a acrescentar, de Espanha nem bom vento nem bom casamento nem boa música como se bem sabe. Uma revista como a Zona de Obras ofereceu um CD de bandas espanholas e sul-americanas insípidas. Ao que parece o melhor da música castelhana passa pelo HipHop, e mesmo assim... ah! afinal não houve umas compras que me esqueci à editora Discos de Mierda, uma editora de vinis de 7" em edição limitada com embalagens tão idiotas como o conteúdo. Dois singles, um dos Hitler's Clones e outro dos Lentejas dos Miércoles, ambos emissores de Synth-punk mais poluento e ordinário. Assim tipo (e porque também são espanholitos) Grabba Grabba Tape mas pior...

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Invisual #3 || RÁDIO ZERO

Sexta-Feira, às 20h: vai para o "ar-virtual", cortesia da famosa Rádio Zero, a terceira emissão do Invisual, um programa que pretende divulgar as promíscuas relações entre a banda desenhada e a música.
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Produzido por Rui Tomás e Marcos Farrajota, o terceiro programa é dedicado à editora Grain of Sound - uma editora portuguesa de música que tem um cuidado muito especial com o grafismo das suas edições, como se pode observar pelas últimos discos editados.
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É repetido à Segunda-Feira pelas 11h30.