sábado, 15 de julho de 2006

OsaMa Atack's Again

domingo, 9 de julho de 2006

DEA report on "Inguine @ Lx com unDJ GoldenShower || CREW HASSAN"

Ontem à noite, inaugurou a exposição Cartografia da Máfia italiana: bandas desenhadas pelo colectivo Inguine no espaço Crew Hassan, onde estiveram presentes os editores Gianluca Costantini e Elettra Stamboulis. Uma exposição de prints de várias bd's deste colectivo. Antes, durante a tarde na Bedeteca de Lisboa inaugurou uma exposição intitulada Banda Desenhada política: esboços sobre a realidade por Gianluca Costantini mais interessante por estar mais acessivel no que diz respeito à língua (está em inglês) e mais coerente por ser uma individual. Seja como for, é de se ver as duas exposições para entrar em contacto com o trabalho deste colectivo italiano, Inguine.

O chato foi o que aconteceu ontem no Crew Hassan, quando se pretendeu fazer a projecção de filmes de animação do colectivo - bem como a suposta "festa-convívio" que deveria ter aqui o vosso infame un-dj GoldenShower. A desorganização deste espaço foi brutal. Primeiro, marcaram uma festas com o "piple eramus" com mais um DJ ou quer dizer que iria só pôr uma hora de som quando deveria fazé-lo a "noite inteira"... portanto decidi que só iria passar um CD qualquer para criar ambiente. Mas o universo é irónico e o mundo dá muitas voltas. Haviam 15 filmes de animação para passar e o leitor DVD, em selecção manual, não permitia ver todos os filmes de uma vez, e pior, não permitia saltar de filme para filme. Do comando do leitor ninguém sabia, o outro leitor de DVD não lê CD's copiados, o portátil "desapareceu". Enfim, uma tristeza por uma situação idêntica de projecção de filmes de um CD-Rom já tinha acontecido anteriormente e apesar da organização do Crew Hassan terem o CD dos filmes há uma semana não se lembraram de fazerem a "coisa como deve ser"! Bem à 'tuga, lá se sacou o PC do escritório, com o irmão-muçulmano-mariachi Pepedelrey a dar uma valente ajuda - obrigado, amigo!

Mas não havia saída de som dos filmes! Problemas com os cabos aúdio e o projector... E quem vai fazer de "banda-sonora"? Eu, com 4 CD's que tinha trazido por mero acaso - ah! um dos discos só tinha a caixa!!! Para passá-los, tinha só um leitor de CD's que nem dá para ver os números das faixas nem a duração! E sabem o que mais? Correu incrivelmente bem... Começou com várias músicas de Dub-Hip-Hop-Industrial dos Techno Animal, curiosamente um dos filmes usava uma música desta banda (Bio.HAZARDUS de Paper Resistance, minimalab e Manfred Regen). Especialmente bem esgalhadas (é bom conhecer os nossos discos de uma ponta à outra!) as músicas Freak fucker e The Western lands (faixa de um projecto orientado por Bill Laswell em que se ouve W.S. Burroughs e Iggy Pop a recitarem textos), esta última no Un giorno a mio fratello è scoppiato un piede (de Gianluca Costantini e Leonardo Guardigli).

Muda-se de CD (silêncio de 10 segundos e aproveitando o fim de um filme) e por acaso era uma colectânea, o sampler CD #41 da revista gótica Elegy (não se riam comprei por curiosidade!) e que permitiu várias "bandas sonoras" sincronizadas com as estéticas dos filmes. Desde o ínicio com Backstabber dos Dresden Dolls, passando prás agressões dos Ministry e Alec Empire (acompanhados por umas imagens Gore q.b) saltando para lameciches do Gary Numan com o tema In a dark place. Outro momento bem sacado foi com Die Seherin de Orphid e Cthlhu Dawn de Flint Glass para um filme extremamente lento e descritivo (sobre experiências animais). Na faixa de Orphid (na onda do gótico operático bufo para não dizer outra coisa!) ouvia-se uma voz feminina a cantar em alemão - alguém gritou "pá, música em alemão, hoje não!". Isto porque Portugal perdeu com a Alemanha no Mundial... por mim era mais uma razão para ouvirem som germánico porque odeio a merda do futebol! Heil! Para acabar o CD, o melhor da rodela, a agressividade Noise dos Whitehouse e o tema Dumping the fucking rubbish.

Para acabar a performance nesta noite de som que se prolongou mais do que o (mal)programado da organização, mudei para o último CD, cheio de Dub de Valis 1, Destruction of syntax (Subharmonic; 1995), outro projecto orientado por Laswell e que brevemente farei uma resenha neste blogue.

De forma geral e dadas às condições técnicas nojentas, (muita) modéstia à parte, não tive mal e devo ter tido uma sorte divina. Gostei da experiência - tal como já tinha tido um cheirinho com a noite dos Le Dernier Cri no extinto Lx Café. Mais (e más?) experiências no Crew Hassan é que não. Em Agosto estarão quase fechados e não haverá uma sessão de Troca de Discos, adiada assim para o primeiro Domingo de Setembro. Poderá ser a última vez neste espaço se a desorganização e as más condições técnicas se manterem. Que venham as férias primeiro!
Espero que o Gianluca e Electra tenham gostado, fiz o melhor possível!

PS - pelos vistos devem ter gostado caso contrário não tinham colocado nada no seu blogue.

segunda-feira, 3 de julho de 2006

DEA report on "Troca de Discos com unDJ GoldenShower || CREW HASSAN"

Ontem lá foi mais um sessão da Festa de Troca de Discos no Crew Hassan (a decorrer todo o primeiro domingo do mês). Das 18h às 21h30 não apareceu ninguém - ou melhor, ninguém para trocar discos - o que foi um bocado triste e desanimador.

Aproveitando o facto de não estar ninguém e eu não ter uma aparelhagem para ouvir discos em vinil (que porra de DJ serei eu?). Ouvi o single "Master-piece" (7" '04?; Cock Energy / Buriedinhell) dos Knife Thru Head, preenchido num lado com 3 temas Crust fodido com saxofone em clima psicótico, orgiático e escatológico e do outro lado uma versão ao vivo de "I want your sex" do George Michael (celebrando o facto de Georgios Kyriacos Panayiotou ter sido apanhado a tentar mexer em pilinhas alheias numa casa-de-banho pública em 1998). Alta energia brutal, estes tipos! Mesmo quando estava misturado com Spies under Von Magnet influence (Cinetiks + Celestial Dragon + Thisco; 2006). O culpado de eu ter este pedaço de depravação foi o Mister Mike Diana que mo enviou recentemente da terra de Satanás. O single tem uma capa desenhada pelo próprio! [4,1; mesmo sem aparelhagem vale a pena ficar por causa da capa do Mike D.]

E quando já estava bem chateado, apareceu o Renas (do Crew Hassan) que trocou Junkie XL por um CD dos Mighty Mighty Bosstones - urrraaaa!!! Claro que não conhecendo "Pay attention" (Island Def Jam / Universal; 2000) passei a faixa 6 e deu logo para concluir que estava perante um belo pedaço de merda Ska norte-americano mas fiquei feliz em ter trocado algo... Por acaso não há nada mais irritante como este Rock mal-amanhado misturado com metais roubados ao Ska (ou será o contrário? Ska mal-amanhado com guitarras roubadas ao Rock?) e toda esta falsa boa-disposição e boa-onda de parolos brancos - há lá um preto, é certo mas deve ser parvo por se meter com sete brancos parolos. Nem é carne nem é peixe, pelo menos o Ska americano tem um sabor terrível de falsidade que não consigo descrever ou então são estes veteranos da cena que não me convencem. [2; pronto para a próxima festa de discos ou então ofereço ao camarada Pirata]

segunda-feira, 26 de junho de 2006

[cut'n'paste text rmx]



Structura: "[w.06>03. fase 2]" (CD-R'06; auto-edição)

Qualidade numérica: CD-R que remistura vários temas na carreira de 3 anos dos Structura, colectivo de Thisco, Base, Mimi Records mas também inéditos. . Ainda assim feito de estética Glitch não impede de ter "partes" - embora tenha de admitir que a única vez que os vi não gostei... (nunca antes foi tão bem aplicado esta palavra numa resenha crítica, não acham?) 4/5 melódicas - ou pela voz quase sempre passiva que recita poesia (de Bernardo Soares entre outros) ou pela participação de M-Pex com a sua guitarra portuguesa no tema "Jahilyiah". Recorrentes da improvisação electrónica em que sobretudo o "live-act" é o meio mais propício para se apreciar a sua música Antologia de temas espalhados em colectâneas da música electrónica fragmentada que cola com bastante interesse o IDM (Intelligent Dance Music) ao spoken-word

Objectivo pós-audição: Ofereço a quem conseguir reconstruir a resenha.

Dica da Semana


Acid da Semana (CD-R'06; Marvelous Tone / Ástato CDR)

Com uma capa em que trocam o logotipo do jornal Dica da semana por "Acid da semana" não poderia ser uma coisa má... mas infelizmente este CD-R de 4 faixas (cerca de 20 minutos) não é assim tão surpreendente como isso. Vagueia pelas explorações instrumentais "ácidas" da música de dança, todo em tom panilasinho ("Vamos roubar fruta") tirando o último tema, "Improv" que suspeito (pelo título) que se trata realmente de uma improvisação - talvez ao vivo? - em que já há Tekno barulhento e mais orgánico (por ser ao vivo?).
Ainda assim, parabéns aos editores que depois do primeiro volume do Kix Shake continuam-nos a impressionar com a dinámica da cena portuense de música electrónica funcional. E pela capa em serigrafia - fica realmente com outro aspecto uma edição nesta técnica de impressão!

Qualidade numérica: 3,2/5 Objectivo pós-audição: Para a Festa de Troca de Discos, passar a "Improv".

sábado, 24 de junho de 2006

OSAMAsecretLOVERS || BAR DO BAIRRO


Com Seringa (primeira fila, gordo do lado esquerdo a fazer beicinho com casaco de universidade americana), GoldenShower (primeira fila, de gabardine e pasta) e Cityforest (primeira fila, vestido de preto e olhar arrependido).

domingo, 18 de junho de 2006

Suffocated by Semen

Autopsy Protocol (CD'02; Brain Infection)

The heading of this "post" drawee to the Holocausto scholars Cannibal, is more or less as I feel myself after hearing this Autopsy Protocol (that the friend Pablo of Hills Bar gave to me to know *). I walked years to say that of Spain beyond "nor good wind nor good marriage" (lie, taste very of the Spaniard) still for top (this yes) they did not have skill bands. During years I heard each bosta was in the areas of the Rock, Indie, Goth and in the Death Metal what I heard he was even bad! Yes, Death Metal that had to be a thing that nobody could fail given to the cacophony yet they did!
E now, appraises me this Autopsy Protocol with its Gaba-Noise, Grind Iconoclash and everything what it would be normal to make in the times of today with the technology that exists - already they had repaired that although terms all access the sonorous technology, we use all in the same way, or either, for harmonious sounds, calm and melódicos? Well these types not, beats Tekno, Death guitars Metal, Black voices Metal (also), samples of popular sounds, noise and more noise because detrás of that likeable aspect of the machines they can be esventradas and to show to its vísceras of pipes, wires and Chips.**

Qualidade numérica: 4,3/5 Objectivo pós-audição: para passar no Industrial XXX e festas Breakcore!!!

*Obrigado! Ele é que fazia anos e quem levou com uma (bela) prenda fui eu!!!
**Obrigado Babelfish por translating meu text de Portuguese to esta shit!

sexta-feira, 16 de junho de 2006

Festa da Lucrécia com unDJ GoldenShower || COLINAS BAR (Branca / Albergaria-a-Velha)




No piso de baixo é a Festa da Lucrécia com lançamento branquense de "Lucrécia" (5º volume da Colecção CCC), (anti)romance de Rafael Dionísio; som por unDJ Goldenshower e Feira de Zines e Discos organizada pela Associção Chili Com Carne. Começa às 22h.

No piso de cima há metalada com um concerto dos Grimlet e Skeptik (entrada: 3€ c/ bebida oferta), às 23h. Como poderão aperceber pelo belo cartaz ao lado.

sábado, 10 de junho de 2006

Repórter Estrábico || MAXIME


clique na imagem para aumentar

Publicado na Sonic Scope Quarterly

terça-feira, 6 de junho de 2006

É Punk, estúpido!


v/a: "Trash! The roots of Punk!" (Mojo; 2006)

Apesar da 3ª Guerra Mundial já ter começado e ninguém ter dado por ela - é natural, ela começou e desenvolveu-se de uma forma que não a esperada -, o espectro do desemprego ou emprego precário e a impossibilidade de gozarmos a vida em plena riqueza material e espiritual, vivemos o melhor dos mundos porque actualmente é tudo à pala! Jornais no metro, revistas de música, toda a música do mundo (Viva Soulseek!), e não sei o quê mais. Basta comprar um pacote de fritos para engasgarmos com um brinquedo de plástico. Compramos o Expresso e levamos um DVD ou um bife de porco atrás. E uma revista sem CD áudio é impossível não haver - só o triste Blitz-versão-revista é que ainda não o faz sabe-se lá porquê mas quem quer saber?
Infelizmente a maior parte dos CD's de oferta são sempre feitas com um Design popularucho cheio de brilhos e efeitos feios (iguais aos dos refrigerantes e das t-shirts com temas do Wrestling americano), tem uma falta de coerência editorial na selecção das faixas e do seu ordenamento. São CD's que promovem um mercado limitado no tempo e na ocasião, e raramente ficam nas estantes dos fãs de música porque raramente podemos ver estes CD's como "discos" ou de "álbuns" - são promoções tão importantes como os samples de perfumes no Shopping ou nas revistas de mulheres.
Por mero acaso, o DJ Milkshake há alguns anos indico-me a Mojo - uma revista britânica de arqueologia Pop cujas capas tem sempre bandas de tipos com mais de 40 anos e/ou mortos, ex.: Rolling Stones, Led Zep, Sex Pistols, Radiohead... ok! já tiveram os betinhos dos Strokes na capa mas só porque a editora deve ter mexido uns bons cordéis - mas dizia... o Milkshake indicou-me a revista porque a dada altura eles começaram a fazer umas colectâneas bem interessantes na lógica comercial e linear do CD de oferta mensal. Foram quatro volumes de uma série intitulada Mojo Music Guide e cada volume tratava de géneros musicais como o Garage-Punk, as raízes do HipHop, a Soul e o Blues. Isto com um grafismo (muito) atraente e uma selecção bem esgalhada e pedagógica. Infelizmente, fizeram só quatro volumes e voltaram à xungaria de sempre. Ainda fazem algumas colectâneas temáticas engraçadas mas insistem nas capas mais impróprias ao conceito de Belo.
Por acaso, o CD do número de Junho até surpreendeu (o Iggy está sempre bem, man!) ao dedicar-se às origens do Punk britânico e onde vamos encontrar inesperadamente (ou nem por isso) bandas pré-1976 de Pub-Blues-Rock, Glitter/Glam Rock, Hard Rock, Psicadélico e Krautrock - e os Stooges, claro! Começa logo com a promiscuidade dos New York Dolls e o clássico Personality Crisis, T-Rex a seguir («Calling all destroyers») e vai por uma listagem de gente desconhecida (*) ou mais ou menos conhecida como os (alemães) Can, Mott the Hoople (potente!), Dr. Feelgood, Hawkwind (o tema é, curiosamente, Motorhead)... Assim até vale a pena ler sobre estórias da carochinha Pop/Rock da Mojo. No fim, ainda temos esperança no Rock'n'Roll Reeditado porque o que se ouve nos dias de hoje é mesmo uma meninagem frente às guitarradas destes burgessos dos inícios de 70 quando eles saiam malcheirosos das fábricas (quando havia fábricas na Europa e não na Malásia, foda-se!) prontos a emborcar pints, a pintar os lábios com baton rasca, a usar lantejoulas e botas de canudo cor-de-rosa ultra-choque. Ah!

Qualidade numérica: 4,2/5 Objectivo pós-audição: A capa não envergonha ninguém no meio da colecção!

(*) pelo menos para mim nomes como Hollywood Brats, Jook, Count Bishops, Hammersmith Gorillas, Kilburn and the High Roads, Eddie and the Hot Rods, Be-Bop Deluxe e Groundhogs não me dizem nada...

domingo, 4 de junho de 2006

Troca de Discos com unDJ GoldenShower || CREW HASSAN


No primeiro domingo de cada mês - Troca de Discos com unDJ GoldenShower. A partir das 18h até às 23h30.

quarta-feira, 31 de maio de 2006

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Massacration / Metal is the Law
(vídeo no link do título deste post; letra abaixo)

ai ai ai
Ai ai ai ai ai ai ai
Em cima, embaixo, puxa e vai

If you want to be metal
There's laws you gotta obey
The laws of gods of metal
And that's what I'll say
Woooowwwwwwww

If you want to be metal
No avacalhation
Use black forever
Go to the show of Massacration

No! Boiolation
Frescuration
Viadation

Die! Reggae Idiota
Mambo Escroto
Forró Babaca

Metal is the law
The law is the metal
Metal the law is
Metal

Now that you are metal
Metal you are
Never, never, never, never, never
Use bermuda

No! Boiolation
Frescuration
Viadation

Die! Música eletrônica de bicha
Pop de viados
Dance, no!no

sábado, 27 de maio de 2006

UnDJ GoldenShower (in Samizdata Club @) || CINEMA PARAÍSO (Festa da Lucrécia)

Em Leiria, itinerância do Samizdata Club:
_Lançamento de "Lucrécia" (5º volume da Colecção CCC), (anti)romance de Rafael Dionísio;
_Live-act de Sci-Fi Industries;
_unDJ Goldenshower;
_Feira de Zines e Discos pela Associção Chili Com Carne e Thisco.

terça-feira, 16 de maio de 2006

Pretty fly for a white guy...

Hawnay Troof: "Dollar and deed" (2xCD'06; Southern / Sabotage)

As fotografias de bichona nada lhe favorecem - é o problema do mundo-reduzido-pós-google, antes demorava algum tempo ver as fronhas das bandas para quem escutava k7's gravadas dos amigos - mas Hawnay Troof tem um demónio musical dentro de si. Este seu segundo álbum é um "melting-pot" muito refrescante num mundo que anuncia novidades semana atrás de semana.
A «Amálgama Sonora» que Troof nos atira furiosamente tanto nos transporta para o Electro HipHop quase que rudimentar das origens como ao Grime mais feroz dos dias de hoje, passando por interlúdios de Noise digital. Algumas músicas tem ritmos e sons que podiam ter sido do último da Shakira (O QUÊ!?) mas não há dúvidas da eficácia do tratamento iconoclata que lhe são feitas nem das letras intervencionistas ultra-debitadas à administração Bush e outros desvios-padrão, como as teorias criacionistas que estão no programa escolar nos estados sulistas americanos descrito em "Bad news from the stars" - um dos temas mais fortes tal é a salada de beats e samplers que se ouve. Outro tema que se destaca é o caótico "Never end" todo ele Punk-industrial.
Dollar and Deed são dois CD's (ou LP's) e apesar de cada disco não ter mais que meia-hora, revelam horas de prazer e descoberta... depois multipliquem isso por dois. Nada mau para um branco!

Qualidade numérica: 4,5/5 Objectivo pós-audição: guardar e levar pra festas!

quinta-feira, 11 de maio de 2006

GoldenShower Industrial MiXXX

A Teia Asfixia KMFDM Dogma
Agoraphobic Nosebleed Pentagram costelation
Mike Patton & Dillinger Escape Plan
Come to daddy [Aphex Twin]
Panacea Menhater Mlada Fronta No oHgr Pore
Bizarra Locomotiva Fantasma Nox Around (special edit)
Einstürzende Neubauten Feurio! SPK Walking in dead steps
Mazerno Al riparo Sciencia At the gate KMFDM Anarchy
Meat Beat Manifesto Acid again

DJGS Ind XXXset DeZ04/SeT05 mixxxturado por Ovelha Negra
capa/foto de Marte a cartaz de
Martin tom Dieck.

sábado, 6 de maio de 2006

I don't wanna grow up in O'Malley's Bar


É o título da nova exposição individual de Pedro Zamith que inaugurou no dia 6 de Maio, na Galeria Pedro Serrenho e que está patente até 31 de Maio, de Terça a Sábado das 11h às 19h.


«Z-MAN and the MASTERS of the UNIVERSE

Não tem sido fácil trabalhar na pintura figurativa graças às modas patéticas da pintura abstracta e da Conceptual Art mas seria impossível continuarem-nos a enganar quando a nossa geração se excitou sexualmente com a Maga Patalógica (conheço um caso), chorou com a morte da Fénix dos X-Men (conheço vários), que canta nostalgicamente aos jantares de aniversário as músicas do Marco ou da Heidi (sem comentários), que perde tempo a reinventar “Marretas” sórdidos para cinema ou HipHop (os “Feebles” de Peter Jackson e os Puppetmastaz, respectivamente). Todos nós queremos “bonecos”!
…
Bonecos? Ou serão novos artefactos religiosos? Não serão as orelhas do Mickey mais amadas que a cruz cristã? Porque é que o novo “guilty pleassure” são bonecos em volume feitos em PVC e outros plásticos? Porque é que se fala, actualmente, tanto de “criação de personagens”? Porque é que a actual maior banda de Pop/Rock são os virtuais Gorillaz?
No figurativo encontramos o que o ser humano (vulgo, símio voyeur) precisou sempre de ver ao longo da história: a destruição (moral, social, física, individual ou colectiva), a redenção, e antes disso, o pecado – mesmo que não seja o Original, o do folhetim da vida já é suficiente -, a dor, o corpo (o nosso ou o do outro), o medo, a insegurança das grandes cidades (o campo não é muito melhor mas moino-mutantes que somos já nos esquecemos disso), a ameaça da Morte – vendo bem as coisas, um acidente de viação ou um encontro com um serial-killer não são as mesmas provas oferecidas aos mortais pelos Deuses como as trapalhadas de Ulisses na Odisseia? Ou tens Atena ou antenas ou então, surpresa: o teu braço já está dentro da bexiga do John Wayne Gacy! Mas creio que me estou a dispersar…
…
Nesta exposição, as canções de Tom Waits e (uma) de Nick Cave são, apenas, pretextos para Zamith trabalhar. Naturalmente, que Zamith há muito explora personagens ridículos e fisicamente distorcidos. Figuras congeladas no tempo porque o que Zamith faz são “tradicionais” retratos. No entanto não creio que haja relação possível entre a rouquidão boémia de Waits ou o negrume “gótico americano” de Cave e o estilo gráfico de Zamith. Os seus retratos são de sabor Pop Vintage, imaginário de série B e Z, lixo com glamour porque é pintado a tinta de parede esmalte à base de água. O resultado é bastante idêntico aos tais bonecos acima referidos: formas bem delimitadas, cores planas, quase que básicas, logo a superfície plástica de Zamith nunca poderá suportar o tabagismo de Waits nem o “suor, sangre e lágrimas” de Cave. O que não impede, no entanto, de abordar os universos destes músicos, à procura e encontrando uma versão.
Não é de desprezar estas versões diurnas de Zamith por elas serem versões. Estas imagens são vitrais das nossas igrejas DIY. Tal como o homem medieval que se sentia rebaixado com essas imagens maiores que ele, assim também nós nos rebaixamos às personagens sofredores de Waits e Cave. Mártires sem bula papal, pobres-diabos que Zamith ao materializá-los (mesmo que bidimensional) elevou-os a santos modernos. Já perceberam a piada, claro… Por sermos consumidores de imagens, somos pagãos até à medula. Todos nós sem sabermos já construímos a nossa religião, a nossa igreja e o nosso altar lá em casa. Eu, por exemplo, faço parte da Igreja Gráfica de Sto. Comix e da Ordem dos Grão-mestres Zamithes.
…
Por fim, não deixaria de referir que o trabalho de Zamith está em consonância com uma nova vaga emergente de “artistas gráficos” que brevemente nesta mesma galeria, terão trabalhos expostos numa mostra comissariada pelo Pedro Zamith. Marquem uma procissão para Junho. A arte conceptual e afins é para robots e informáticos!!!
Amém!

Marcos Farrajota,
Pastor»

in catálogo/desdobrável da exposição.

quarta-feira, 3 de maio de 2006

Morreu o Renato...

O último dos Punks já a dar para o hippie morreu... soube através do Underworld.

Este gajo violava campas pela causa, que diga os tipos dos Grog que andavam com uma caveira na mão graças a quem, a quem?

Fuck and fuck!