
Crime Creme passou-se e diz que este é o Marcos Simpson... go figure! Na verdade o que se passa é que podem criar "avatares simpsons" no site. É divertido "desenhar" uma pessoa conhecida!
Fundado por Pedro Brito e Marcos Farrajota em 1992, este zine de BD é um projecto mutante que começou em fotocópia, passou pelo "perzine" (com as autobiografias de Farrajota), monografias (Nunsky, Isabel Carvalho, Mike Diana, André Lemos, João Maio Pinto) e edições colectivas. Desde 2021 que voltámos às bases, publicando monográficos de novos talentos, projectando-os prá praça pública.

Apesar de não me ter metido ao barulho quando foi feito o Dossier sobre os Tédio Boys pró Underworld - dei só a ideia. A dada altura o pessoal da revista andava à procura de "memorabilia" da banda e encontrei por acaso estes desenhos das poucas vezes que os vi. Curiosamente foram concertos emblemáticos: o dos famosos frangos a taparem a genitália em Coimbra (1995) e a javardice na FuNAC do Colombo (1998). Há mais coisas destas nos meus diários gráficos, quem sabe com o tempo vou publicando por aqui.
Eis o desenho "original" de uma ilustração que fiz para um artigo sobre "música e anarquia" a sair na revista Umbigo #21.Esta é a versão digital, ou seja, limpa, corrigida e reduzida a preto e branco... será isto que irá sair na revista ou o gráfico vai-se armar em esperto?
E armou-se! Mas sinceramente gostei do resultado! Aliás, para dizer a verdade são as únicas páginas que gosto de toda a revista. São as únicas que tem um Design simples & funcional & legível! Pode-se dizer que tive muita sorte a julgar pelo horror do resto da revista...
Uma rapidinha sobre as aquisições na última Feira Laica que por acaso eram espólio do O Poeta e do Opuntia. Por acaso os tipos livraram-se de coisas bem fixes como Dark Recollections (Necrosis / Earache; 1990) dos Carnage, álbum seminal do Death Metal Sueco, uma verdadeira loucura underground nos anos 90. O tempo não perdoa e parece que já ouvi tanto Death que não aqui nada de surpreendente, por isso prefiro ficar como referência os anti-cristo Deicide, os escatológicos Cannibal Corpse ou os narco-satânicos Brujeria. [3,5; levo prá Troca de Discos para fazer ambiente e trocar porque não vou ter gira-discos para passar... pena!]
Uprising (Tuff Gong / Island; 1980) de Bob Marley & the Wailers é um disco "terminal" - foi o último álbum de estúdio de Bob antes de morrer no ano seguinte. Álbum de Reggae de qualidade não fosse um álbum do Bob, encontra-se cá Redemption Song, uma das faixas mais emblemáticas e fora do âmbito do Reggae por ser meio Folk - terá sido por isso que foi anos mais tarde versionada pelo Johnny Cash? [4; bom para ouvir à tarde ou a desenhar]
Com a capa toda fodida (adivinhem de quem era o disco?) outro clássico: o quarto álbum (Atlantic; 1971) dos Led Zeppelin, imortalizado pelo famoso tema Stairway to heaven mas também pela estranha capa que nada diz: nome da banda, título do álbum (não existe), créditos e afins... só quatro símbolos que representavam estes outros fab four. Um dos álbuns mais vendidos de sempre a 1€ e essêncial p+ara qualquer "alternativo" para entender o Hairway to Steven (Touch & Go; 1988) dos Butthole Surfers, hehehehe [5; mas o que faço com aquela capa toda fodida?]
Mais clássicos: os Mahavishnu Orchestra eram uma banda Jazz-Rock e que tem Birds of Fire (Columbia; 1973) um magnífico segundo álbum. Cheio de energia e textura vindo de cinco virtuosos que aproximam o Rock, o Jazz e a música indiana. A orquestra era liderada pelo famoso guitarrista John McLaughlin antes de ser conhecido pelas secas. Um clássico é um clássico, e vice-versa, muito imitado mas poucas vezes batido. [4,5;...]
No caso dos Lawnmower Deth são mais Trash e Death com letras tão imbecis sobre a clínica Betty Ford: «I can't help it, I'm not pure But Betty Ford's will have the cure. Alcohol, at Betty Ford's / It's cost me loads of money, Money I could have blown, On buying loads of heroin» como sobre hábitos britânicos no Pub - ou melhor porque se luta num Pub? Simples, Did You Spill My Pint? Inesquecível uma faixa Death com a vocalização à Pato Donald! Parece que no terceiro álbum (em 1994) deram numa de Punk (melódico?) e foram esquecidos para sempre. Pena? [3,7; este não vou largar tão cedo!]
Os O.L.D. são dos E.U.A. e é Grind puro e duro. Nas suas fileiras estava James Plotkin com cara de puto (porque era) antes de ser um cromo de música eh... Noise? - Ex.: Phantomsmasher (Ipecac; 2002). Aqui é o primeiro registo de Plotkin com mais dois metálicos de gema, que deviam-se vir feitos tontos com faixas como Lepers Without Feet ou Special Olympics - recuso-me a citar as letras, hehehehehe Xungaria barulhenta da boa com uma excelente versão de Cocaine (Eric Clapton). Estes é que eram tempos sem perseguições politicamente correctas e de música extrema e rápida como depois deixou de haver - voltou com a cena Breakcore? [3,6; vai ficando até arranjar melhor, tipo, um vinil de Anal Cunt!?]
Por fim, quanto a Towards Thee Infinite Beat (Temple; 1990) dos Psychic TV é um álbum que usa a estética Acid - tal como muitos que sairam na altura: "In Gorbachev We Trust" dos Shamen, para não falar dos KLF ou dos 808 State -mas com aquele "twist" do Mr. Genesis P-Orridge & cia. Letras niilistas, sons étnicos e a veia experimental no meio das batidas Rave UK. [3,5; ...]
Livro de bolso escrito em francês, sacado ao Escroque numa Feira Laica, e que se lê numa viagem para Barcelona - é-verdade-é! vamos a levantar vôo e lá vou eu a ler o capítulo sobre as festas gays em Detroit. Com este livrinho ficamos com as bases de onde e como surgiu a música Tecno, a sua importância na recriação da música (uso de material pre-existente, samples, white-labels, ética DIY, estúdios caseiros) e do seu impacto cultural e social - como foram as Raves nos anos 80 do século passado.
A festa não foi tão falhada como isso porque consegui trocar discos com duas pessoas (nada mau considerando que quase ninguém alinha neste projecto) livrando-me dos vinílos dos Beaver Brothers (muito apropriado para o sítio) e o animal do Lymal (o LP que tinha o famoso Neverending story) e em troca ter ficado com seis singles, três de Pop dos horrorosos anos 80 e uns "vintages" bem giros. Do Pop piroso: Matt Bianco (Don't blame on that girl, 1988 - o lado B é indiscritívelmente mau e sem relação como o Pop latino de Bianco), Silver Pozzoli - nem sabia que era ele que cantava o vomitante Around my dream (1985), felizmente o lado B é instrumental - e mais uma escrava branca dos produtores Stock e Aitken, uma tal Hazell Dean (They say it's gonna rain, 1985). Como é óbvio, estes singles estarão prontos para serem trocados nas próximas festas de troca de discos.
Quanto à secção vintage a escolha foi pelas capas como a dos holandeses Hotcha Trio, um trio de "divertidos gaiteiros" mas «com acompanhamento ritmíco» como está explícito na capa. Fazem raposódias de temas de Cole Porter e outros e de divertido nada tem - não há nenhuma correlação com Spike Jones - mas o Jazz/Swing e agradável de se ouvir. Tal como é a edição francesa de Daddy Long Legs (Papa Longues Jambes) de Ray Anthony que na contra-capa até ensina a dançar o primeiro tema (Sluefoot) com esquemas e instruções. Também pela capa mas já sabendo do que iria ouvir foi Hawaiian memories, vol.2 (Coral Records) de Danny Stewart and his Islanders - o título e o nome da banda dizem tudo! Muito fixe! Valeu a pena esta festa!!!
DJ Krush: "OuMuPo, vol. 6" (0101 / Ici d'ailleurs; 2006)