sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Invisual #13 || RÁDIO ZERO

Sexta-Feira, às 20h: vai para o "ar-virtual", cortesia da famosa Rádio Zero, mais uma emissão do Invisual, um programa que pretende divulgar as promíscuas relações entre a banda desenhada e a música.
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Produzido por Rui Tomás e Marcos Farrajota, o 13º programa irá incidir sobre algumas novidades editoriais e algumas pérolas musicais ligadas à bd como The Band of Blacky Ranchette, Gary Numan (por causa de Strum and drang: great moments in Rock'n'Roll de Joel Orff) e um excerto da banda sonora do filme de animação Persépolis que adapta a bd de Marjane Satrapi - a música é de Olivier Berné.
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No ciclo de músicas dedicadas ao sub-anormal do Super-Homem ficará a cargo de Eminem com Superman do álbum The Eminem Show (Aftermath/ Interscope; 2002).
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É repetido à Segunda-Feira pelas 11h30.

Fernando Cerqueira (ed.): "Antibothis, vol.1" (col. THISCOvery CCChannel, Chili Com Carne + Thisco; 2007)

Mais do que ser a nova aventura editorial da Chili Com Carne e da Thisco - o nome da colecção remonta à promoção/protocolo entre as duas associações) é a nova aventura cultural de Fernando Cerqueira (Croniamantal, SPH, livraria Ligotage, Ras.Al.Ghul, Rasal.Asad, Thisco) que aqui faz o papel de editor da antologia de "vozes discordantes", Antibothis.
Ou por ser o primeiro volume ou por ser uma antologia, Antibothis tem altos e baixos - e se calhar esta afirmação deriva também dos meus interesses à partida. Os altos são de indole cultural e político, como os textos do eco-fascista finlandês Pentti Linkola ou sobre Arte Cibernética pelo brasileiro Edgar Franco. Os baixos serão os que se metem pela religião e as tretas esotéricas como os textos do Ordo Antichristianus Illuminati ou Denny Sargent, e pensando melhor não tem haver com o facto do assunto não me interessar - viva Julius Évola! - mas porque as entrevistas foram feitas por e-mail e revelam os defeitos desse formato. Há também partes cinzentas como os textos "cut-up" cacofónicos do japonês Kenji Siratori que são verdadeiros "ciber-puzzles" sem solução racional. A Inteligência Artifical já existe e escreve poesia... O nipónico sabe imitá-la! Uma poesia "alien" e sem qualquer possibilidade de afinidade humana - impressionante seja como for, além de que é pela primeira vez que Siratori é publicado em Portugal, é um (e)feito!
Quanto ao CD que é de "spoken word / oral cut up" tem um resultado não muito longe da colectânea Electronic Thisturbance (Thisco; 2004) excepto que aqui acontece duas coisas, a primeira é que os textos são envolta do conceito "this" (textos escritos por Cerqueira) e em segundo, a música e as vozes foram misturadas também por Cerqueira sem o conhecimento dos artistas participantes. Daí que a "parceria" Netherworld com Kenji Siratori ou a de Jarboe com Rasal.Asad sejam inesperadas até para os próprios artistas. As excepções serão as de Phil Von e Thermidor que cuidaram de tudo (som + voz). Dos textos escritos em inglês acontecem algumas curiosidades: Siratori e os Structura recitam nas suas línguas maternas (japonês e português) o que sempre é melhor que o inglês empastelado de Fernando Ribeiro, Thermidor e Euthymia - todos eles portugueses que assim acabam por em risco a seriedade do projecto. Quem sabe trabalhar com voz sabe e por isso destacam-se como são os casos de Christophe Demarthe, Jarboe, Structura e Siratori.
Está à venda aqui.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

CIA info 48.7

Ao que parece, desde 5 de Novembro que anda uma exposição colectiva itenerante de bd + ilustração + cartoon em que eu participo com as tiras do discos e concertos.
Eis a informação que tenho: «O Espaço Musas, com o apoio da Junta de Freguesia de Santo Ildefonso, vai organizar uma exposição colectiva de Banda Desenhada, Ilustração e Cartoon para a qual o (a) convidamos a visitar. A exposição estará patente na sede da Junta de Freguesia de Santo Ildefonso, onde será inaugurada, às 17h do dia 5 de Novembro 07, aí se mantendo até ao sábado seguinte, dia 10. Percorrerá depois, sucessivamente, os seguintes locais de exposição: Espaço Musas – até 25 de Novembro, Casa Viva – de 1 até 22 de Dezembro, Central Comics – de 1 até 31 de Janeiro, regressando depois ao Espaço Musas para novo período de exposição final de quinze dias, com datas a determinar.»
Participam Rui Ricardo, Rui Sousa, Ivan Mendonça, Hugo Jesus & Manuel Morgado e Paulo Pinto. Galeria dos trabalhos expostos aqui.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Invisual #12 || RADIO ZERO

Sexta-Feira, às 20h: vai para o "ar-virtual", cortesia da famosa Rádio Zero, mais uma emissão do Invisual, um programa que pretende divulgar as promíscuas relações entre a banda desenhada e a música.
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Produzido por Rui Tomás e Marcos Farrajota, o 12º programa terá dois convidados muito especiais, os eslovenos Jakob Klemencic e David Krancan, autor de bd e editor da Stripburger, a propósito da exposição "Honey Talks" na Bedeteca de Lisboa.
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Playlist: Último, Laibach e no ciclo de músicas dedicadas ao sub-anormal do Super-Homem, os Flaming Lips com Waitin' for a Superman do álbum The Soft Bulletin (Warner; 1999).
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É repetido à Segunda-Feira pelas 11h30.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Ainda 'tá vivo, branquela!?



Bezegol: "Rude bwoy stand" (Matarroa; 2007)
Freddy Locks: "Bring up the feeling" (Gumalaka / Matarroa; 2007?)

Agora que a Jamaica já faz definitivamente no mapa musical de Portugal - demorou algumas décadas para saber que daquela ilha não era só Peter Tosh e o Bob Marley - começou a rapinagem dos vários estilos de música que aquele país criou nos últimos 40 anos e que influenciaram toda a produção musical no mundo. Começaram a aparecer bandinhas de Reggae para animar os bares de surfistas da costa vicentina, compostas por putos deslavados e sem pica, e ignorando o trabalho mais inspirado dos Kussondulola que conseguiram fazer a ponte musical robusta entre Jamaica, Angola e Portugal, começaram a gravar, alguns com pontos mais abaixo (os últimos dos referidos Kussondulola, Mercado Negro e a maioria dos "novatos"...) e alguns pontitos mais acima (como o último de Prince Wadada).
O álbum de estreia do Freddy Locks é o mimetismo perfeito de qualquer disco de Roots Reggae, é uma «jóia na produção de Reggae em Portugal», um "wallpaper" sonoro que tanto pode estar a ser tocado na aparelhagem de uma esplanada no melhor dia de Verão como na aparelhagem de casa à procura de "positive vibes". Tão perfeita que é esta música a imitar os modelos que podia ter sido feito na origem jamaicana... como podia ter sido feito na Rússia ou na Suiça ou onde vocês quiserem. A única referência portuguesa será a participação de um Rap em português emitido pelo MC Tranquilo (um padreco moralista chato como qualquer beato). O disco é tão bom qualquer outro bom disco de Reggae, é tão saudável como futuramente será entrar nos cafés sem o fumo dos cigarros. O problema será para aqueles que querem fumar! Ah! Sendo esta edição feita com o apoio da Matarroa e do talentoso Chemega, e fazem a "big shit" de capa e embalagem que é!? A ganza nos brancos bate mal, pelos vistos...
Ao contrário de Freddy, Bezegol é menos positivo e mais eclético - sim, é um sítio para fumadores de seja o que for! Do Dancehall ao HipHop, do Ragga à Soul, Bezegol mostra que tem garras, aliás como DJ de MatoZoo mostrava que "samplagem" de sons estranhos e originais era com ele. No álbum de estreia consegue nos surpreender com samples de filmes brasileiros (os diálogos são cortar à faca), um excerto inesperado dos Ramones à abrir, uma guitarra portuguesa (não "samplada"!), sons do 25 de Abril, ... ainda assim a esquizofrenia não é completa, o que é uma pena talvez porque o investimento de Bezegol passa muito para uma (sua) voz grave de "ganza-man" que canta num inglês não muito convicente. O esforço de imitar um modelo parece desnecessário e parece que Bezegol não tem confiança no seu talento - como acontece com quase todos os artistas portugueses. Apesar de Bezegol não saber que não pode fazer uma voz negra, e porque as listas já andam por aí, aqui vai o hype: este é pelo menos o melhor disco da Matarroa de 2007. Peace!

PS - memória para os que não tem e para relembrar aos "pulas" que querem ser "niggers" deveriam arrumar as botas porque vão estar sempre atrasados. A semana passada consegui uma raridade: Black Ja Tchga (Mesapro; 1997) dos cabo-verdianos Black Side - que já tinha feito uma resenha no extinto zine My Precious Things (14 números, FC Kómix; 1996-2000). Residentes na Holanda misturavam tudo o que era "black sound": Reggae, HipHop, Ragga, Pop africano, Dub,... Fusão embrulhada em crioulo du power, brotha! Aprendi pula com esta Obra-Prima!

E bom... o que se pode dizer disto!? Pai Grande (Sons d'África; 200_) que tem como sub-título Dog Murras apadrinha estrelas do Kuduro... é uma colectêna de Kuduro que achei que poderia colocar por aqui também, não sei bem porquê - porque é música Power du Black Pá! Claro, para provar que a cena "Black" é non-stop e cheia de pica. Como se sabe a tecnologia está em favor dos "pobres" - se eles conseguirem ter acesso, claro está - e é assim que à medida que a tecnologia chega às favelas, terceiro mundo e afins, novas pespectivas musicais populares surgem como o Baile Funk, Reggaton, Kuduro... Este disco é uma colectânea apadrinhada por um super-star (um xungão!) que é o Dog Murras - só o nome merce ser super-star. Já se sabe o que se pode ouvir aqui: tambor-techno, letra sexual parva para curtir em festa, o que for necessário para o branco ainda com tiques de colonialista com medo do futuro - Aprendi pula!

domingo, 6 de janeiro de 2008

Too much monkey business


v/a: "Portuguese Nuggets, vol.4" (Galo de Barcelos; 2007)

Afinal os angolanos enganaram-nos duplamente. Afinal a série "Portuguese Nuggets" não acabou nem parece longe de acabar mas deveria. Se já no volume anterior só um dos lados do vinil valia a pena, neste quarto volume apenas quatro temas se safam, a saber: Ababilah, um tema psicadélico com matizes orientais dos Quarteto 1111, Uma velha foi à feira dos Impacto, Os gatos de Nuno Filipe e Poema do homem rã dos Tubarões, canções estranhas em português. O resto são ou versões de temas conhecidos como House of the Rising Sun (pelo Conjunto José Novoa) ou músicas vulgares de um género de uma certa época. O que diferenciava os outros três volumes é que eles conseguiram revelar temas seminais como o primeiro tema Rock português de Joaquim Costa gravado em 1959 mas nunca antes editado (vol.3), temas emblemáticos como Se eu enlouquecer de Daniel Bacelar (vol.2), versões de músicas tradicionais portuguesas em formato Rock/Surf como Oh Rosa arredonda a saia dos Tártaros (vol.2), bizarrias como os Steamers (vol.2) ou ingenuidades em inglês como S. Francisco Girls dos Vodkas (vol.2).
O que este quarto volume (re)edita podia estar em qualquer outro "Nuggets" de outro país. Não quero tirar a importância do trabalho destes angolanos da Galo de Barcelos - porque mais ninguém o fez ou fará - mas parece que se a ideia é ser "completista" ou "coleccionista" talvez o estatuto de "Nuggets" (pepitas) já não faça tanto sentido. Não valia mudar para "The Complete 60's Portuguese Rock"?
Apesar de haver um texto interessante sobre o Rock português no interior do disco faltam as biografias das bandas como aconteceu nos volumes 1 e 3. A pressa é inimiga da perfeição.

Phanatos: "Opus 2" + The Ga!n: "Get the Ga!n"

to be published in Free! Magazine (site)

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Invisual #11 || RÁDIO ZERO

Sexta-Feira, às 20h: vai para o "ar-virtual", cortesia da famosa Rádio Zero, mais uma emissão do Invisual, um programa que pretende divulgar as promíscuas relações entre a banda desenhada e a música.
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Produzido por Rui Tomás e Marcos Farrajota, o 11º programa irá incidir sobre algumas novidades editoriais e algumas pérolas musicais ligadas à bd (ilustração e design) como Stomp (b.s.o. do filme Tank Girl), Laibach (a propósito da visita do colectivo esloveno Strip Core à Bedeteca de Lisboa), Kubik (colaborador no Ups! #4) e Noberto Lobo.
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Ano Novo, Vida Nova, Novas Expectativas em relação ao programa! Uma delas é começar um ciclo de músicas dedicadas ao sub-anormal do Super-Homem, Gil Scott Heron irá estrear com Ain't such thing as Superman do álbum First Minute of a New Day (Arista; 1975).
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É repetido à Segunda-Feira pelas 11h30.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Romanos, Mesopotâmios & Vikings


Dada Tuga : a Portuguese Post Modern Pop/Rock 1983 - 2003 (Soul Jazz; 200_)

Ocaso Épico: "Muito obrigado" (Dansa do Som; 1988)

Em 200_ de certeza que uma editora estrangeira vai fazer uma colectânea de bandas Rock portuguesas dos anos 80. Longe de mim nostalgias parvas e mercantis mas acho que um disco que a música urbana portuguesa nesse período foi algo de bastante original, visto até a uma escala global. Ou porque eram filhos-dos-papás ou porque eram apenas intelectuais/artistas, a verdade é que as bandas dessa década foram o expoente da criatividade musical neste país cinzento - não estou a afirmar que nos dias de hoje não hajam boas bandas, ou que não tenham havido nos anos 90, mas infelizmente o que se vê hoje são estagiários para a fama (por falta dela é que são "alternativas") ou profissionais estéreis: Xutos, Blind Zero, Fonzie, David Fonseca (para quem tanto canta sobre os 80 devia fazer um TPC mais trabalhado), etc...
Num país atrasado, pobre e pouco informado é de estranhar que tenham aparecido tantos "aliens" como Mão Morta, Pop Dell Arte, Émas foice, Enapá 2000, Santa Maria Gasolina em teu Ventre, Mler Ife Dada, Repórter Estrábico, (os primeiros tempos de) GNR, K4 Quadrado Azul, Lucretia Divina, etc... quase todas estas bandas unidas entre elas pelo pós-modernismo, ou seja a capacidade de pegar em mil géneros de músicas e misturá-las criando novas formas de ouvir. Se da lista acima alguns nomes forem mais fáceis de identificar com uma estética Rock, ainda assim é de relembrar um álbum como Corações Felpudos dos Mão Morta que corta com a tradição Rock, ou sendo o humor e a pastiche uma característica do pós-modernismo porque não meter nesse saco os Enapá 2000 e os Émas foice? E já agora, nesta colectânea imaginada podia-se continuar a viagem até ao novo milénio com projectos como Primitive Reason e Blasted Mechanism (primeiros álbuns de ambos), The Astonishing Urbana Fall e até Kubik e Stealing Orchestra - acabava a colectânea com o segundo álbum de Stealing!
Bem, isto tudo porque apanhei o vinil dos Ocaso Épico numa loja de discos em vinilo - nas Escadinhas do Duque, não me lembro o nome da loja mas é algo tipo "Discolecção" ou um nome tão horrível como isso. Este é o maior registo oficial de bizarria Pop liderada pelo já falecido Farinha Master (Carlos Cordeiro), depois deste disco (que só há vinilo) ainda foi editada uma k7/maquete: Desperdícios (1989) que pode ser descarregada aqui. "Álbum-alien" em que encontramos música tradicional portuguesa com tratamento trangénico e arraçado de Pop/Rock, música oriental e alguma ambiental (concreta ou experimental?), em óbvia esquizofrenia sonora. O lado A é mais agressivo porque é mais "apunkalhado" e as letras são mais directas, mundanas e de costumes: «E a produção musical / do triste saloio nacional / nunca deixou de cheirar o cu / de cheirar o cu / o cu ao capital» (Tinto If), «Chegou da Beira Baixa / uma linda criancinha / vinha tirar o curso / construir a vidinha / vinha ver o mundo / tal como a sopeirinha» (Da Beira Baixa à Extrema-Dura); enquanto que o lado B é mais instrospectivo e calmo. A produção não é das piores - para quem não sabe, a produção foi um dos maiores problemas dos discos portugueses nessa "década dourada".
A capa do disco é divertida q.b, com o Farinha Master a fazer de beato, na contra-capa há mais fotografias dele a protagonizar um rufia, um padreco, um sacana, um boémio e duas em ambiente Zen-brilhante. No interior, mais fotografias maradas: campinos-khrisnas, gajos vestidos de Rockers de 80's com outros gajos vestidos com fatos orientais, o Master no estúdio de gravação acompanhado por um engenheiro de som (?) dono de um bigode à portuguesa, afinal de contas, não podemos esquecer onde estávamos.
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E agora algo completamente diferente, a tracklist-work-in-progress de Dada Tuga : a Portuguese Post Modern Pop/Rock 1983 - 2003:
1- Pop Dell Arte: "Querelle" (1987)
2- Mler Ife Dada: "Dance Music" (1989)
3- Enapá 2000: "Pão, Amor e Totobola" (1987)
4- Ocaso Épico: "Da Beira Baixa à Extrema-Dura" (1988)
5- Mão Morta: " É Uma Selvajaria" (1990)
6- Santa Maria, Gasolina em teu ventre!: "Go West, Céline" (1991)
7- ...

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

unDJ GoldenShower || COCOBRE-NUTS

It's a go! Grime-Metal 666 Voodoo BrainFuck na casa do Poeta.
#$%%&(()()=!&=?&$#$((/(“$#$$#$%&(/#!!#$&/==?%”#”RU/”!”$%$//()(=)=)=?=A passagem do ano + fodida da História:Abranches vs Farrajota [live acto]
GoldenShower [unDJ set]
Jucifer [unDJ set]
Dionísio strip-drunk-late-nite-show [infelizmente sem as gibóias gigantes]
fuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuck!!!!
#$%%&(()()=!&=?&$#$((/(“$#$$#$%&(/#!!#$&/==?%”#”RU/”!”$%$//()(=)=)=?=Reservas ligando para MF ou para RD.

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Antibalas "Security" (Anti- / Epitaph)
Battles "Mirrored' (Warp)
Chrome Hoof "Pre-Emptive False Repture" (Southern)
Dälek "Abandoned Language" (Ipecac)
v/a: "Portuguese Nuggets, vol.1" (Galo de Barcelos)

domingo, 30 de dezembro de 2007

E o melhor do ano é...



Chrome Hoof: "Pre-Emptive False Repture" (Southern / Sabotage; 2007)
A bastardice mais improvável de 2007 veio de Inglaterra e usou a máquina do tempo para sacar os ensinamentos dos anos 70 e dos príncipios dos anos 80. Estão a ver a No Wave a ser pegada por metaleiros? Imagem uns bárbaros do Black Metal a querer fazer Black Sound, man! Imaginem grunhos fascinados com Sun Ra, Funkadelic e Arthur Russell. ESG mas com a escola Black Sabbath. Headbangers que aprenderam a dançar? Uns Mr Bungle atrasados? Carnival in Coal da ilha?
Reza a Lenda da banda, que tudo começou com dois / três metaleiros, um deles guitarrista dos deuses stoner-doom Cathedral - banda liderada pelo Lee Dorian, o primeiro vocalista dos seminais Napalm Death, que aqui também dá uma perninha, ou melhor a voz na música Astral Suicide. Começaram a tocar Disco/Funk em festas - coisa estranha desde já! Depois foram chamando a malta ao ponto de já serem uma dúzia de "freaks" (palavras da banda!) todos vestidos em capuzes - a moda dos capuzes começou com os sunn0))) se bem se lembram - mas estes capuzes são brilhantes e celestiais - serão lantejoulas? - perto das orgias que eram as "arquestra" de Ra ou as de George Clinton. Diz também a Lenda que ao vivo aquilo é uma festa do caraças - e só poderia ser quando se tem uma secção inteira de metais, certo? Tanto fazem tournês com os Sunn0))) como com os Add N to X, o que mostra que os tipos dão para os dois lados. Em Portugal, país de homens com um "D" maiúsculo, esta merda nunca irá pegar!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Invisual #10 || RADIO ZERO

Sexta-Feira, às 20h: vai para o "ar-virtual", cortesia da famosa Rádio Zero, a décima emissão do Invisual, um programa que pretende divulgar as promíscuas relações entre a banda desenhada e a música.
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Produzido por Rui Tomás e Marcos Farrajota, nesta décima edição sem a participação de Farrajota, começa com um robusto adeus à época natalícia da parte de Mr.Garrison, do elenco de South Park. Falamos de Southland Tales, uma história de Richard Kelly dividida em duas partes. A primeira em bd e a segunda no cinema. Apresentamos o distinto Chester Brown e cantamos os parabéns ao genial Dave McKean. Música a cargo de Pixies, David Bowie e Cocteau Twins.
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É repetido à Segunda-Feira pelas 11h30.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Invisual #9 || RADIO ZERO

Sexta-Feira, às 20h: vai para o "ar-virtual", cortesia da famosa Rádio Zero, a nona emissão do Invisual, um programa que pretende divulgar as promíscuas relações entre a banda desenhada e a música.
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Produzido por Rui Tomás e Marcos Farrajota, o sétimo programa irá incidir no convidado especial, Alberto Corradi, autor italiano de bd (e editor!). E como sempre algumas novidades editoriais e algumas pérolas musicais ligadas à bd (ilustração e design): Thermidor, Melvins (e o zine alemão Lampe) e Subtle.
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É repetido à Segunda-Feira pelas 11h30.

Laica records

Como é normal, depois de mais uma edição da Feira Laica, cá venho despejar informação de discos adquiridos neste divertido evento que desta vez esteve no Porto.
Começo pelos LP's e pelo mais fácil de ouvir Encore Tijuana (Avenue; 1970) de Antonio Ricci Sound mas também o mais difícil de arranjar informação na 'net. O que posso dizer é que estamos perante mais um disco "easy-listening pseudo-mex" tal como o de Whipped Cream & Other Delights, são tão parecidos que começam com o mesmo tema: A taste of honey - e sinceramente creio que também partilham da mesmo modelo da capa - Dolores Erickson. Infelizmente não consegui arranjar uma imagem da capa mas não é nada de especial, é apenas um plano da cara da modelo que se topa a milhas de distância que é dos anos 60/70. A sinopse do disco revela tudo: «Following on the sucess of our previous Tijuana styled album [será por isso que na rodela o disco também está intitulado Tijuana III?], we are pleased to issue this futher selection, knowing that it will please many of you with its easy on the ear but very danceable sound» - certo e mais nada a declarar, excepto ainda que para ajudar à confusão, na contra-capa o nome Antonio passa para Antonino!
São bem fixes as sinopses na contra-capa dos discos, acho que até ajudam a perceber o que se está a comprar - como acontece com os livros - porque se perdeu essa tradição? Sempre escusava de comprar tanta porcaria, imaginem pegar num CD dos Slipknot e poder ler algo do tipo "Branded Nu-Metal band with black humorous lyrics and lots of druming enought to please any kid or older family member".

A seguir, os senhores Dschinghis Khan, grupo alemão xunga de meter medo a qualquer Power Ranger ou Spice Girl, e sim, só comprei por causa da capa e aspecto asqueroso da banda, em especial o tipo do bigode que parece que saiu de um museu da cera.
E a música? É Disco? Acertaram - um Disco sucesso Eurovisão de 1979 apesar das biografias dos membros do grupo tentarem nos enganar dizendo que os tipos tem currículo algo de Jazz, Rock e Pop. Mais? O som é algo histérico circense-russo tipo o Rasputin dos Boney M? Sim também acertaram! E ao contrário dos seus conterrâneos até cantavam em alemão e tudo. Porque raios guardo este LP? Meus caros, se vissem as imagens do interior (o grupo a cavalo) ou o enorme poster intacto (intacto!) que é oferecido nunca na vida quererão livrar-se de tal monstro Pop.
Sobre a música não há mais a dizer, fiquemos com as curiosidades do tipo dois dos tipos já morreram, um com SIDA - piada fácil mas... ei! mas depois de ouvir o disco inteiro só dá para escrever isto! Seja como for há mais malta a divertir-se à pala deles como uma banda de Metal Black Messiah que fez uma versão destes mongolitas.

Mudando de registo e passando para os CD's: The Band of Blacky Ranchette é mais um projecto do Howe Gelb e Still lookin' good to me (Thrill Jockey; 2003) é o quarto álbum numa carreira que começou em 1985. Alt.Country? Claro, som de cowboy moderno com profissão liberal do tipo um Designer com problemas amorosos numa viagem à terrinha ou de frente ao seu Mac num dia de inverno bem friorento a fazer um catálogo chato para uma empresa de cosmética. Com os suspeitos do costume da grande família Alt.Country como John Convertino, Joe Burns ou Kurt Wagner, ouve-se guitarradas tristonhas, banjos e steel-guitars melancólicas para qualquer alma sensível neste planeta. Mas o que gosto mesmo é de Slayer! Lá vou tentar despachar isto algures - talvez encontrem isto na próxima Laica!

Continuando com a calmaria acústica mas desta vez indo para discos de editoras que estavam representadas na Laica: Mudar de Bina (Bor Land; 2007) é a estreia de Norberto Lobo. Um disco instrumental (de guitarra acústica) calmo e agradável de se ouvir. Gravado num espírito lo-fi, ou seja em casa ou na rua, com uns retoques de estúdio / produção imperceptíveis. Os nomes de Carlos Paredes (a quem é dedicado e de quem Lobo faz uma versão, Mudar de vida) e John Fahey são imediatamente colocados ao dispor de quem quiser ler a nota de imprensa da própria editora deixando poucas dúvidas para quem quiser "pegar" no CD. A capa de João Abel Manta reforça as ideias de paralelismos e de homenagem a Paredes.
É um álbum de todas estações e é multifuncional, bom para estar no sofá a ler um livro com o gato no colo a exigir festinhas, ou para outras coisas que se possam lembrar - e melhor ainda, não irrita porque não é pretensioso nem pindérico (como aquelas chachadas de Munchen e In Her Space que Lobo fez/faz parte). Ainda assim, estarei a ficar kota!?

Por último, a estreia de Último com Notebook (Marvellous Tone; 2007) em plena euforia desta editora cheia de sangue na guelra. Mais uma edição linda e mais música electrónica estragada. Investindo em Glitch e Bytes tolos, a música de Último tem alguma funcionalidade de outrora mas entra também em semi-non-sense (os ritmos latinos da faixa Salsa Cocktail) que o podem levar a ser considerado "experimental" também. Som luminoso funcional versus som negro experimental? Parece ser a fórmula, talvez daí o rótulo "Braindance" que a editora esteja a reclamar? Braindance? Então onde anda o "brain" desta malta que não credita os ilustradores das capas nas suas próprias edições!? Não pode ser de vergonha, então é o quê!?

sábado, 15 de dezembro de 2007

Mata-Fados

A galeria Work&Shop vai mostrar o "Mistério da Cultura" em formato completo (com todos os trabalhos de todos os autores), de 15 de Dezembro até ao fim do ano... Fica a ilustrar esta notícia o scan de um original meu dedicado a esse grande disco da vida de muita boa gente, o famoso Rock Radioactivo dos Mata-Ratos!

lançamento de Ups! #4 || AUDITÓRIO DO PAÇO DA CULTURA DA GUARDA

Às 18h00, no Auditório do Paço da Cultura da Guarda : Apresentação e audição da banda sonora original criada como suporte áudio desta edição...

UPS! –nº4 depois do cozinhado anterior, devidamente embrulhado, esta edição contem um índice móvel ”fanaudio” suporte áudio original criado para cada um dos trabalhos editados que podes ouvir online, colagens aplicadas manualmente e a oferta de um agrafo suplente de garantia! Ups! Cuidado! Sucessível de ser ingerido. Não aconselhado a criancinhas!

Nesta edição colaboram e estão reunidos os trabalhos de bd's e ilustrações de Kim Prisu, José Vaz, Brown, ATR & João Louro, Pedro Zamith, Rui Sousa, Sílvia Neto, Daniel Moreira, Claudine, Nuno Martins, João Currais e Carlos Veloso. Escultura/fotografia de Daniel Gamelas, fotografia de Simone dos Prazeres, Tiago Rodrigues e Brígida Ribeiro. Continuam com a fiel colaboração dos textos Galo Porno e de Gabriel Godinho, e como estreia neste zine de tira humorística com três trabalhos da serie “Não tavas lá? Concertos em bd” por Marte e “Subúrbio” de Floreal Andrade, também pela primeira vez o Cartoon no Ups!, “Discrimina” e “Disco Heaven” de Luís Veloso. Os Musicos responsaveis pela sonoplastia são: Victor Afonso, Victor Gama, Ulrich Mitzlaff, Tiago Rodrigues, Push, Phantasma, Pedro Lucas, Pedro Almeida, Marcos Silva, Luís Andrade, Julieta Silva, João Louro, Gil Nave, Daniel Gamelas, Carlos Santos, Bruno Felício e Alberto Loops.

...mais tarde no Zincos Bar, NOITE UPS! com dj convidado e um“fanbolo”, o ultimo não come.