sábado, 18 de fevereiro de 2006

Troca de Discos e de Armas + Festa do Pepedelrey || LX CAFÉ



<- das 22h30 até à meia-noite é a festa de troca de discos e de armas...

... depois é a festa do Pepedelrey ->


Com DJ Goldenshower
Cartazes feitos por Júcifer que se enganou no número da rua: é o número 2! Que isto não seja desculpa para não aparecer!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006

Manual de Instruções para uma Festa de Troca de Discos

1) o DJ e o público escolhem discos que a) não gostam, b) já não gostam e c) já não ouvem ou não pensam ouvir no futuro; [os mesmos critérios que tem quando vai despachar discos para a Feira da Ladra!]
2) o DJ passa exclusivamente esses discos;
3) o DJ e o público trocam discos;
4) o DJ passa os discos que conseguiu trocar.
5) no caso do DJ desconhecer a música contida nos discos resultante da troca efectuada (alínea 3) aconselha-se o seguinte comportamento: a) passar o disco na íntegra até se fartar; b) passar a faixa 6 de cada disco, geralmente considerada por muitos Esotéricos do disco como a melhor faixa.

sábado, 4 de fevereiro de 2006

I ou II ou UK ou 1.2?

Amon Düül: "Fööl Moon" (Spalax Music; 1997)

Editado originalmente como LP em 1989, é reeditado por uma editora francesa, especializada em reedições de Prog e Krautrock, géneros musicais de onde os Amon Düül são um dos grupos mais carismáticos. A história deste grupo alemão é uma confusão total graças à bifurcação do grupo original - que era o bébé artístico de uma comunidade estudantil rebelde & orgiática dos emancipantes anos 60 do século passado - com outro grupo homónimo que acrescentou "II" no fim do nome.
O primeiro grupo mais virado para a performance lançou álbuns entre 1969 e 1972 - ao que parece as gravações são relativas a uma jam-session de 1969 (?). O segundo grupo era constituído por cinco elementos do primeiro grupo - os músicos "verdadeiros", os virtuosos - e gravaram o famoso Phallus Dei (Liberty; 1969) até chegarem a uma decadência Pop nos anos 70. John Weinzierl, um dos fundadores dos (dois) grupos decidiu reactivar o primeiro nos anos 80 com elementos de Hawkwind, Van der Graaf Generator e Ozric Tentacles, na tentativa de captar a energia inicial do(s) grupo(s). Para confundir ainda mais as coisas, a banda ora usava o nome original, ou identificava-se com "UK" ou ainda usava "III" (raramente) no fim do nome. Confusos?
Bem, a música deste quinto e último álbum da versão 1.2 ou UK ou III é mais simples do que as questões de denominação... este é sem dúvida mais um álbum de Prog, ignorado pelos seguidores talvez porque já morreram quase todos juntamente com o Syd Barrett, ou porque não se aperceberam que os tipos voltaram nos anos 80. A informação na 'net é quase escassa sobre o disco (por desdém?) ou sobre os discos desta "fase" - em parte porque a maior parte dos discos não traziam quase nenhuma informação sobre as suas gravações.
Desta "lua parva" não há muito de impressionante: o psicadelismo guitarresco é o bacoco dos 60/70, alguns elementos concretos são bastante banais, há um tema com cítaras (o último, Hymn for the Hardcore), um tema de 16 minutos (Haupmotor, já agora, o álbum tem apenas cinco faixas) e pouco mais. Uma ode à preguiça portanto.

Qualidade numérica: 3/5 Objectivo pós-audição: Vai prá Troca de Discos!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

Under'Sessions 1 || BAR O CULTO


Com o lançamento do seu número 18, o Entulho Informativo sai da redacção e apresenta a primeira edição das Under'Sessions. Mais do que uma simples festa de lançamento, este evento será o concretizar da ambição de aproximar do projecto aos seus leitores, apresentando em palco os
sons que divulga na revista.

Aproveitando a entrevista de Benjamin Bréjon e o lançamento do novo trabalho "Limb Shop" (Base) que lhe serviu de pretexto, que melhor começo se não com os Mécanosphère? Essa unidade transgénica, musical e geograficamente, que ultrapassa linguagens, numa fusão de sensibilidade futurista. Uma actuação que se adivinha intensa!

Em seguida, teremos o set dos OSAMAsecretLOVERS, um colectivo de un-DJ's, ou seja pessoas que a) gostam de música, b) têm uma colecção considerável de boa música, c) gostam de partilhá-la em espaço virtual e físico, d) fazem DJihad ao Bairro Autismo. Com eles, SolisDestruktor.

A Chili Com Carne estará representada com uma banca ao lado de David Soares (que deverá trazer o seu novo livro Os ossos do arco-íris) e da Groovie Records, uma nova editora de música (cujo dono é o "nosso" Mau Amor - ié!).

Tudo isto são razões mais do que suficientes para marcarem presença no bar O Culto (Cacilhas, Almada) no próximo dia 27 de Janeiro.

Estarão presentes dos OSAMAsecretLOVERS: Colatik, DJ GoldenShower e Mau Amor.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2006

#20 : Mesinha de Cabeceira Popular #200

a continuação do zine CriCa Ilustrada, ou se preferirem do Mesinha de Cabeceira lançada na 5ª Feira Laica (Dez'06) está prestes a ESGOTAR / Mesinha de Cabeceira Popular (Popular Bedside Table) com.mix-zine is about to sold out!!!
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formato e número de páginas (lombada de livro) / format and number of pages : 21 x 26 cm, 72p
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o tema é a "cultura pop" / the theme is "pop culture"
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o objectivo é fazer uma reflexão sobre a cultura popular: ícones, mediatização, globalização / we want to do a reflection about the pop culture: icons, mass media, globalization..
línguas oficiais: português e inglês / official languages: Portuguese and English..

colaboradores / contributors: Eric Braün, Claudio Parentela, Jano, Jakob Klemencic, Brian Chippendale, Stijn Gisquiere, Nuno Pereira, Filipe Abranches, Dalibor, Katharina Hausladen & Dice Industries, Tommi Musturi, João Chambel, André Lemos, João Maio Pinto, Pedro Zamith, S.G. & José Feitor, Monia Nilsen, Nuno Duarte & Pepedelrey, Joana Figueiredo e Marte & JCoelho
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apoio / support: Instituto Português de Juventude
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Esgotado... disponível para consulta na Bedeteca de Beja e na Bedeteca de Lisboa.
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feedback: MdC deu passinhos curtos e devagarinho, mas não deixou de os dar. E como um pesado dinossauro, quando dá uma dentada, ela é valente e deixa marca (...) apresentando um programa “curatorial”, uma vez que o editor convidou os autores a se pronunciarem sobre a noção de “popular”, apresentam-se aqui as mais díspares vozes e perspectivas sobre o que de mais normalizado nos pauta a vida (...) um novo passo para a consolidação deste como um dos melhores zines ou revistas de bd da actualidade em Portugal - Pedro Moura / Ler BD ... há a considerar a elevada qualidade gráfica do objecto artístico de recente realização, e do numeroso grupo de prestigiados colaboradores nacionais e alguns estrangeiros - Geraldes Lino / Fanzines de Banda Desenhada ... MdC tem-se vindo a afirmar como um espaço privilegiado de divulgação do meio bd underground, de Portugal e não só, e cada novo volume tem elevado bastante a fasquia da qualidade. Este tomo popular, talvez o mais bem conseguido das MdC’s, representa o que de melhor se vai fazendo na bd portuguesa e já vai sendo altura – tanto do projecto como dos seus autores – de terem outro nível de exposição - Ricardo Amorim / Entulho Informativo ... Para os amantes da bd a revista Mesinha de Cabeceira representa quase um espécie de "Bíblia" (...) sempre foi uma espécie de revista mutante - Umbigo ... Se há algo que consegue transmitir na perfeição o espírito tresloucado que anima as 70 páginas de Mesinha de Cabeceira Popular#200, edição dedicada ao tema “Pop”, são as intrigantes ilustrações nos versos da capa e contracapa, assinadas por Nuno Pereira: estes Monstros Modernos parecem embriões dos Novos Deuses imaginados por Neil Gaiman em American Gods: os deuses do hiper-consumo (na terminologia de Gilles Lipovetsky) e da tecnologia. Na realidade, faz sentido a tecnologia ser endeusada, visto que, ao contrário da ciência, na qual ela se suporta, vive da adulação, da “busca espiritual” de quem compra. Um culto da compra cujo evangelho é a “Popblicidade”. O MdC Popular#200 é um excelente compêndio de bd's e ilustrações esgrouviadíssimas que satirizam excessos e tiques da Pop Art. Os trabalhos de João Maio Pinto, Marte & Jorge Coelho e Monia Nilsen são, na minha opinião, os mais sólidos, mas como ficar indiferente à musicalidade de um título como “Gang-Raped by Dolphins” ou ao sentimento de absurdo montypythoniano que atravessa as pranchas de Nuno Duarte e Pepedelrey? Ah! Já vos disse que Jacob Klemencic desenhou um velhote mal-humorado com um barrete de lã igualzinho ao capacete do Astérix numa galeria de sósias feiosos de personagens famosas? Digam lá se o “Pato Donald” não parece mesmo o Thomas Pynchon…Trata-se de uma edição feita com bom gosto paranóico pela Chili Com Carne, responsável por algumas das mais arrojadas experiências visuais que se podem encontrar neste preciso momento nas livrarias. 4,6 - David Soares

sexta-feira, 20 de janeiro de 2006

Fotos de Satélite sobre a actividade A Mula


[A Mula está acontecer nos Maus Hábitos, uma iniciativa de Marco Mendes e Miguel Carneiro que inclui exposição e venda de originais, e claro, venda de zines e outras edições independentes]


[Goldenshower estava na área - na noite de inauguração - e dentro do possivel tentou irritar os pipis dos clientes habituais dos Maus. Esbanjou reggaes, dancehalls, hiphops, Mike Pattons, Breakcores & industriais, e o que viesse à mão... só houve uma queixa!]


[la maquinaria... foi o sítio com melhores condições para passar música... o Puerto é uma potência!]


[André Lemos desenhou ao vivo uma mula... espero que lhe tenha inspirado um tema dos Repórter Estrábico! Suspeite-se que ele tenha servido de espião e tenha tirado algumas destas fotos! A vinganza-ganza-ganza de Allah será terrivel!]

quinta-feira, 12 de janeiro de 2006

A Mula || MAUS HÁBITOS

Finalmente uma Feira de Fanzines no Porto!
A partir de dia 12 de Janeiro, nos Maus Hábitos, Marco Mendes & Miguel Carneiro (dos zines Lamb Haert, Hum hum estou a ver… e Deja-me Solo! Estou careca e a minha cadela vai morrer e participantes do Mutate & Survive), dinamizam uma feira de fanzines, com exposição de originais de banda desenhada, ilustração, desenho, etc... DJ GoldenShower anima esta noite de inauguração!

Qualquer informação mais detalhada contactar: ah.mula@gmail.com

quarta-feira, 4 de janeiro de 2006

quarta-feira, 21 de dezembro de 2005

Rock RIP

O Rock há muito que se tornou numa palhaçada, e como sabemos tal como a arte circense anda pelas ruas das amarguras. Inevitavelmente o Rock também caminha pelo mesmo trajecto parecendo cada vez mais um "Rancho Folclórico Chic" que uma expressão de rebeldia - seja juvenil ou não. Afinal com os seus pesados 50 e tal anos de existência, o Rock está senil, vive de Nostalgia e revisitações amorfas, e claro já não mexe massas - tal e qual como um Rancho Minhoto! A provar as acusações, algumas edições recentes:


Revivalismo por revivalismo está "1+1=ate" (Estrus / Sabotage; 2004) dos Knockout Pills, uma banda de garagem de trintões que ainda pensam que tem vinte e poucos, tal é a pica, energia e simplicidade "ramoneana" das músicas, os especialistas falam que este é um álbum que trás a Estrus de volta às grandes edições... percebe-se porquê. (3,5; talvez incorporar na colecção ou oferecer a um amigo Rocker)


"Flies the fields" (Touch and Go / Quarterstick / Sabotage; 2005) dos Shipping News fede a urbano-depressivo com um peidinho de Emocore(!), dando uma impressão que os Slint passaram por aqui. Bonita embalagem! (3,2; incorporar na colecção até arranjar Slint)


"Blocked Numbers" (Suicide Squeeze / Sabotage; 2005) é a estreia dos Crystal Skulls todo Indie-Pop norte-americano bem feito mas sempre com o mesmo tom de "draminha de quarto". Citando a VH-1, isto é "so nineties". Bonita embalagem - também! (2,92; despachar o + rápido possível - até antes de uma Festa de Troca de Discos)

quarta-feira, 30 de novembro de 2005

Boyd Rice: "The Vessel of God" / M. Janeiro: "Porto do Graal" (Terra Fria, 2005)

Depois de ter revolucionado umas três vezes a música popular com a sua capacidade iconoclasta, Boyd Rice só podia entrar, a seguir, no Esoterismo. Duvidosa será a utilidade do Esoterismo, uma espécie de bicho-papão intelectual que nunca ninguém saberá o que é, para que serve, se existe, se funciona, etc... até porque na teoria quem sabe "a verdade" são organizações secretas tão importantes como três batatas. Se elas existem e influenciam o mundo, não será por terem um conhecimento elevado e divinizado - Julius Évola (1898-1974) explicou isso tão bem em Revolta contra o mundo moderno (1934; edição portuguesa: Dom Quixote, 1989) - mas apenas porque tem poder económico e político, como aliás, qualquer clube de amigos terá para um fim ou defesa de interesses.
O livro de que aqui escrevo foi oferecido no último concerto de Rice em Sintra - coisa estranha mas de salutar: ir ver um concerto e receber um livro! - em que temos alguns ensaios de Rice e um de M. Janeiro. Ambos textos estão publicados no original e com uma tradução (de inglês para português no caso de Rice, e vice-versa para Janeiro).
Rice tem viajado pelo mundo e descodificado alguns mitos - vejam thevesselofgod.com - como são os casos apresentados no livro, dividido em três capítulos. Revela como a Igreja Católica explorou o paganismo e toda uma cultura anterior à dela, e como aliás, acentuou a exclusão das divindades femininas no seu folclore - situação que já vinha do judaísmo. E é a partir dessa perda, que surge o mito do Santo Graal, a procura do Sangue Real de um "par divino" (Jesus e Maria Madalena). A escrita de Rice é cativante com as comparações entre a história cristã e a mitologia pagã, ou como as estórias da História se repetem em espirais tele-novelescas sem que nos darmos conta. E talvez seja aqui que este "esoterism 101" tenha de positivo - por revelar o esquecimento perpetuado pela História dos vencedores, ou seja a da Igreja Católica e do Capitalismo.
Já o Porto do Graal trata de enaltecer Portugal como uma nova pátria espiritual a ser criada (e governada?) pela Ordem Militar dos Cavaleiros do Templo de Salomão. Ao que parece, havia todo o interesse que D. Afonso Henriques criasse uma nova pátria europeia para que a Ordem fundasse o seu porto de virtudes. Curiosa tese que tem tudo a ganhar pela investigação científica mas que põe tudo a perder com uma conclusão tola do autor, que quase parece um fan boy babão de Portugal, espécie de extrema-direita pseudo-iluminada sem sentido de humor - do qual faz parte 90% do público de Rice e cia.

quinta-feira, 24 de novembro de 2005

Susy Boogie Party || LX CAFÉ


festa de aniversário, noite de versões maradas & música alegre com DJ GoldenShower no Lx Café [rua de macau nº2]

sábado, 19 de novembro de 2005

troca de discos || LX CAFÉ


TROCA de discos com DJ GoldenShower no Lx Café [rua de macau nº2; zona do forno do tijolo] a partir das 22h.
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tragam os discos que já não gostam (ou nunca gostaram) para trocar com os presentes no bar. DJGS passará as melhores faixas dos seus CD's que quer despachar.
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melhor que ir à Carbono, não?

segunda-feira, 31 de outubro de 2005

I feel stupid (...) Entertain us!

Sara DeBell: "Grunge Lite" (C/Z records; 1993)

"Quem vê caras não vê corações" MY ASS!!! Para quem vê a capa deste disco percebe logo que é bom... quer dizer é aquele clássico «é tão mau que é bom». Uma tipa com o namorado (?) e o cão, ele com uma guitarra acústica vulgaríssima, com pinta de xunga e vestido à Grunge/Seattle anos 90. Vira-se a caixa e eles (menos o cão!) estão enroscados e começa-se a ler os títulos das músicas: "Smells like Teen Spirit" (Nirvana, portanto), "Even Flow" (Parolo Geme), "Them Bones" (Alice agarradita), "Rusty cage" (Soundgarden), "Touch me I'm Sick" (Mudhoney). Começa-se a perceber onde isto vai dar... abre-se a caixa e está uma foto de várias ovelhas vestidas coma a famosa flanela aos quadrados. Pois é, antes dos chatos Nouvelle Vague, do curioso e bailante Señor Coconut e o grande-e-único Richard nós-não-o-merecemos Cheese, já alguém se tinha lembrado de converter "clássicos" da "música alternativa" em algo divertido e de fácil consumo, ou antes, converter música agressiva num género de música "lite". Sara DeBell (que não é a tipa da capa!) até elogia esta sua iniciativa usando uma declaração do papá: «making difficult music "listenable"».
Estamos portanto em confronto com versões em "Lounge music" do mais foleiro que sintetizadores podem fazer. Não deixa de ser divertido (e relaxante para quem não quiser ouvir o feedback de guitarras das bandas originais) tal é a parvoíce. Desta senhora, creio que nunca mais saiu nada de jeito (a investigação" googliana" não revelou nada), o disco está esquecido - se é que tenha tido algum impacto? Aliás, cheira-me a piada entre amigos, dela e da C/Z, uma das editoras originais do "Grunge". Valeu a pena ter ido aquele buraco infecto que se chama Bruxelas para descobrir esta pérola.

Qualidade numérica: 3,4/5 Objectivo pós-audição: Festa de Troca de Discos... para passar a mensagem, claro está!

sábado, 29 de outubro de 2005

Sci-Fi Industries ... Flat Opak ... Structura || CAIXA ECONÓMICA OPERÁRIA

Thisco, Chili Com Carne, Sindicato, Alquimia, Connexion Bizarre, Phono, Base Rec. juntam esforços para uma noite lisboeta mais (...)
O DJ GoldenShower vai por som nos intervalos e na festa depois dos concertos... haverá bancas de discos e zines/livros pelas asssociações Thisco e Chili Com Carne.
...

Nota de imprensa (adaptada):
Electro Break´n´Noise Strange Electrónica... na Caixa Económica Operária [Rua Voz do Operário, 64 (Graça) Lisboa; eléctrico 28; autocarros 34 e 26] no dia 29 de Outubro 2005, Sábado, 22h30.
ENTRADA LIVRE

Sci Fi Industries vs. Flat Opak + Slow Soldier, live
Structura, live
L´Ego, Video projecção
Dj Goldenshower

Sci Fi Industries ainda em plena divulgação do terceiro álbum "The Air Cutter" e após elogiosas palavras aos dois anteriores trabalhos em praticamente toda a crítica especializada europeia, Luís van Seixas apresenta-se mais uma vez ao vivo em despique com Flat Opak e Slow Soldier. Nesta batalha de ritmos electro-industriais e drum´n´bass destaca-se a assinatura muito pessoal do projecto que combina beats produzidos à velha escola e ambientes de cariz orgânico.

Flat Opak tem demonstrado uma aptidão nata na composição rítmica e como catalizador das noites dançantes da Thisco. Uma Groovebox e alguns efeitos externos são espremidos até aos seus limites físicos de modo a garantir movimentos musculares da assistencia. Electro puro e duro.

Slow Soldier - divide o recente EP duplo "Sloppy Seconds" com Flat Opak e demonstra igualmente uma componente rítmica altamente dançável com travos electro e trance. Tem participado em inúmeros eventos e projectos electrónicos.

Structura Nascido em 2000 em Lisboa, Structura é um projecto de exploração sonora tendo como principais ferramentas a composição electrónica, a modulação de frequências e efeitos, o cut-up (de textos), a spoken-word, Djing, Sampling, o video e outros. Structura trabalha sonoridades normalmente associadas a correntes da electronica experimental como o Ritmic-Noise, Power-Electronics, Break'n'Noise, IDM, Spoken-Word mas com liberdade suficiente para não se deixar prender pelas mesmas. As composições sonoras de Structura estão ligadas a conceitos, imagens, referências literárias, cinematográficas e de outras artes.

L´Ego Eurico Coelho é o homem por detrás do multifacetado projecto multimédia L´Ego e dos consagrados pais do electro-industrial nacional - os H.I.S.T. Recentemente tem vindo a compilar um extenso trabalho video de animação 2D e 3D que servirá de base visual às prestações dos projectos acima referidos. A par disto editou muito recentemente " Os Ladrões do Tempo" da peça multimédia homónima pelo Teatro do Mar.

Dj Goldenshower queria ser um DJ panilas do Electro mas como gosta de Metal e outras coisas na vida decidiu continuar heterosexual e passar toda a espécie de música que gosta. Entre as várias festinhas e barzinhos por onde tem posto música só foi expulso uma vez, o que não é mau. Junto com Ovelha Negra organizam as violentas noites Industrial XXX. Vive com Axima Bruta e a gata Deus, embora só com a primeira escrevem no www.gentebruta.blogspot.com e na revista Entulho Informativo. Está integrado nos Osama Secret Lovers, um colectivo de un-dj's - pessoas que a) gostam de música b) que tem uma colecção considerável de boa música c) que gostam de partilhá-la em espaço virtual e físico d) fazem DJihad ao Bairro Autismo!

quinta-feira, 27 de outubro de 2005

cúmplices

Justiça seja feita. Quem inventou o termo "un-dj", o melhor crítico de bd da nova geração, como poderão verificar em: Ler bd. Ele próprio é um "un-dj" com quem já tive o prazer de por som juntos sob o nome-de-guerra Monkey Boy & Monkey Beat (sempre em feiras de fanzines: na ZDB e Almada) - sabe-se lá porqué e não sabemos quem é o Beat e quem é o Boy... enfim, somos todos macacos...

terça-feira, 25 de outubro de 2005

Falar para o Boneco!

Entrevista por e-mail para revista Underworld / Entulho Informativo #17 (Out'05)

Não é fácil entrevistar um fantoche. Especialmente quando se faz parte de um grupo como os Puppetmastaz. Criados em 1999 são conhecidos pelos espectáculos mais engraçados dos últimos tempos. Tem um segundo álbum a sair este ano pela editora independente Louisville. Falar com o coelho Snuggles é pior que fazer uma entrevista ao Rui Reininho se tivesse todo cocado. Afinal o que pode dizer um coelho de plástico que faz parte de uma banda de Hip Hop? DJ GoldenShower tentou a sua sorte e... deu-se mal!

DGSS – Olá!
Snuggles - Oi, meu!
Se o Peter Jackson não fosse um realizador de filmes mas antes um produtor de música suponho que os Gorillaz seriam o seu “King Kong” (a sair) e os Puppetmastaz seriam os “Feebles”. Concordas com esta comparação?
Ah, nós havemos de “King-quistar Kongs”, conquistar King Kong só pelo swing das nossas línguas... Mas chega de “Kong-quistar Kings” [reis]: os Puppetmastaz são os senhores do Bling... Num dia bom consigo identificar-me com os Feebles mas é mais com os Marretas... respondi à questão?
Vocês afirmam que não tem humanos na banda MAS sendo fantoches só podem existir se um humano brincar com vocês! É assim tão séria o anonimato dos “humanos” dos Puppetmastaz? E já agora são fãs dos Residents?
Residência? Presidência? Humanos? Próxima questão! E sim, os Residents são a cena!
Como é que os Puppetmastaz se conheceram?
Vai ver todas as entrevistas que demos no passado. Desculpa mas 'tou farto de responder a essa pergunta, mas basicamente... «first we take Manhattan and then we took Berlin!»
Ouvi dizer que os vossos humanos pertenciam a bandas Hardcore...
Isso era nos velhos tempos, agora são todos rebeldes de plástico mas ouvi dizer que os irmãos Prosetti fazem música para filmes porno Hardcore italianos, já ouviste falar nisso?
Não, não... pois... e se encontrassem o 50 Cent o que faziam ao pobre diabo?
Dávamos os parabéns pelo primeiro disco e depois pedíamos-lhe um Euro inteiro!
O vosso último disco soa mais a Electro-Funk, vocês foram às raízes do Hip-Hop?
Não sei, meu, fomos?
Porquê uma nova editora?
«New money, new label, new tables turned!» [citando o Wizard na primeira música do novo álbum] mas não temos nada contra as virgens [piada à editora Virgin, o primeiro álbum foi lançado pela New Noise subsidiária da Labels por sua vez da Virgin e por fim da EMI].
Apesar de teres uma voz sexy e suave como o Snoop Doggy Dog és feio comó caraças! És feito de quê? PVC? Fibra de vidro? Polipropileno expandido?
Pura alma de borracha [referência a “Rubber soul”, o mítico álbum dos Beatles] e uma cenoura bem volumosa... de 24 carates quero dizer [trocadilho entre “carrot” e “carat”].
E tens sucesso com as fêmeas como o Snoop?
Sou famoso no meio das fêmeas como o sapo Snugg!
Vocês acreditam mesmo que os humanos querem vos tramar? Os Puppetmastaz têm alguma “agenda política” como os Public Enemy? Usando a terminologia deles o vosso Rap é a “CNN dos Marretas”? Ou será antes a “Aljazeera dos Marretas”?
Chega de paranóia: nós gostamos da vida! Evita a CNN como nós fazemos. Penso que nós somos um bocado inimigo para algum público.
Se odeiam tantos os humanos porquê que os vossos discos fazem-nos dançar tanto? É um paradoxo, senhor coelho!
Eu não odeio humanos e fico feliz que o pessoal saltite com a nossa música.
Quando voltam a Portugal? Curtiram estar cá o ano passado?
Siiiiiiiiiiiiiiiim! No entanto não sei quando voltaremos. Porque não marcas tu as passagens de avião?
Foda-se!

E assim foi a entrevista. Cena tramada! Nem dá para encher meia página da revista… o melhor é escrever qualquer coisa mais para não ser despedido por causa de um coelho! Então para quem nunca está atento o primeiro álbum destes «Marretas do Hip Hop» foi editado em 2003 – podem ler uma resenha sobre o disco no Underworld anterior na secção Entulho de Marte. O novo álbum é lançado pela Louisville, uma editora de Berlim, cidade onde os músicos por detrás dos fantoches vivem – os fantoches dizem que apesar de se terem encontrado em Berlim vinham de sítios tão longe como o Japão e o caraças mas depois desta entrevista um tipo deixa de confiar nesta bonecada. E não marca só um regresso às edições fonográficas mas sim um GRANDE regresso! Basicamente estarmos perante o famoso “difícil segundo álbum” que costumam atormentar as bandas… realmente o que um grupo de gajos que se escondem por detrás de um biombo e uns bonecos poderiam fazer de novo? E melhor ainda, a ideia de ser uma banda de fantoches continuaria a ter piada agora que deixou de ser novidade? A resposta até é simples, se “Eminemes e 50 Centes” (apesar de humanos são também uns fantoches do “show-biz”) podem lançar álbuns atrás de álbuns sem um pingo de interesse então porque raios não podem os Puppetmastaz? Só que no caso de Creature Shock Rádio não é só mais um álbum sem nada para oferecer ao mundo, na realidade é impressionante como um gajo não pode ficar indiferente às suas 16 malhas que tanto passam pelo Electro-Funk primordial do Hip Hop dos Africa Bambaataa, pelo Dancehall jamaicano que tanto está na moda (a última tema tem a voz convidada da escocesa MC Soom T), por “singalongs” deliciosamente infantis que bem poderiam estar nos programas do Jim Henson (o criador dos Marretas!), pelo Hip-Hop Gansta que poderia deixar o Dr. Dre muito preocupado, ou pelo R’n’B caricatural lamechas.
Épico poderia definir também os temas que tratam de assuntos tão interessantes como partir garrafas, fingir que já são tantas da matina às 10 da noite porque chegamos à festa muito antes dela começar, ensaio sobre um gajo sentir-se mal, sobre cuspir na rua… enfim uma miríade de coisas mundanas. A qualidade das gravações é poderosa – só assim é que funcionaria claro está – e animará qualquer festa em casa ou na discoteca ou nas festas mentais dos headphones. A toupeira Mr. Maloke, o sapo Frogga, o coelho Snuggles, o lagarto Wizard, o porco Panic e o resto da equipa estão de parabéns.
Visitem o sítio www.puppetmataz.com para estarem atentos às novidades desta bicharada. Lá podem ver alguns vídeos e ouvir algumas músicas. Por cá esperamos um empresário português com a genitalia humana no lugar para distribuir este disco. Puppetmastaz über alles!