sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

unDJ GoldenShower no Seafood Fest || ZDB

Dia 29: GoldenShower no Seafood Fest (na ZdB).

Invisual #19 || RÁDIO ZERO

Sexta-Feira, às 20h: vai para o "ar-virtual", cortesia da famosa Rádio Zero, mais uma emissão do Invisual, um programa que pretende divulgar as promíscuas relações entre a banda desenhada e a música.
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Produzido por Rui Tomás e Marcos Farrajota, o 19º programa, vai ser dedicado às ligações promíscuas dos Mão Morta à bd e ilustração, no âmbito do recente tributo à banda.
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Não haverá músicas dedicadas ao sub-anormal do Super-Homem neste programa porque é um especial Mão Morta!!!
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É repetido à Segunda-Feira pelas 11h30.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Michael Gira || CINEMA NIMAS

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Inédito

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Invisual #18 || RÁDIO ZERO

Sexta-Feira, às 20h: vai para o "ar-virtual", cortesia da famosa Rádio Zero, mais uma emissão do Invisual, um programa que pretende divulgar as promíscuas relações entre a banda desenhada e a música.
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Produzido por Rui Tomás e Marcos Farrajota, o 18º programa, sem Tomás, vai ser dedicado ao evento Brucutumia 2008 - encontros de arte urbana luso-brasileira com convidados especiais, vindos do Brasil, ligados ao zine Bongolê Bongoró: Biu, Roberta, Stevz e Gomez, e ainda com o autor de bd português Pepedelrey batendo assim o recorde de número de pessoas no pequenino estúdio da Rádio Zero!
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Não haverá músicas dedicadas ao sub-anormal do Super-Homem neste programa porque se quer conversas lusófonas...
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É repetido à Segunda-Feira pelas 11h30.

Brucutu luso


Jantar com a malta do Bongolê Bongoró antes do Brucutumia 2008... reparem no brucutu com cabelo à Principe Valente... comentário extra, só o Pepedelrey é que consegue apanhar esta gente, pena ele não se dedicar mais a isso...

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Invisual #17 || RÁDIO ZERO

Sexta-Feira, às 20h: vai para o "ar-virtual", cortesia da famosa Rádio Zero, mais uma emissão do Invisual, um programa que pretende divulgar as promíscuas relações entre a banda desenhada e a música.
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Produzido por Rui Tomás e Marcos Farrajota, o 17º programa irá incidir sobre algumas novidades editoriais e algumas pérolas musicais ligadas à bd/ilustração: Fidbek (que serve para musicar o primeiro número do zine Faixa 9), Princesse Rotative do graphzine Purée Noire (que serve para ilustrar a festa Dezkalabro que está associado ao Brucutumia 2008) e Tiago Guillul.
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No ciclo de músicas dedicadas ao sub-anormal do Super-Homem ficará a cargo de Powerman 5000 com Even Superman shot himself do álbum Mega!! Kung Fu Radio (Dreamworks/Interscope; 1997).
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É repetido à Segunda-Feira pelas 11h30.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Invisual #16 || RÁDIO ZERO

Sexta-Feira, às 20h: vai para o "ar-virtual", cortesia da famosa Rádio Zero, mais uma emissão do Invisual, um programa que pretende divulgar as promíscuas relações entre a banda desenhada e a música.
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Produzido por Rui Tomás e Marcos Farrajota, o 16º programa, só com o Farrajota, irá incidir sobre algumas novidades editoriais e algumas pérolas musicais ligadas à bd/ilustração: Rasal.Asad vs Jarboe (devido ao último número do Underworld e ao Antibothis), Beehoover (com uma música dedicada ao Charlie Brown), Hulk e The Advantage.
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No ciclo de músicas dedicadas ao sub-anormal do Super-Homem ficará a cargo de Goldfinger com Superman do álbum Hands Up (Universal; 1997).
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É repetido à Segunda-Feira pelas 11h30.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Single again

Admito que não resisti em pegar no nome do DJ Single Again para este "post". Isto porque Jucifer ofereceu-me uns singles em vinil de 7", objectos de colecção marados q.b.

O primeiro é dos Misfits, Monster Mash (Misfits.com; 1999), uma música catita para comemorar o Halloween da forma mais cartunesca possível, como aliás, a segunda vida desta mítica banda se tornou. Sem o "spooky" sr. Glenn Danzig, os Misfits são uma anedota kitsch digna de pouco interesse. Claro que este tema é viciante - como é Tra-la-la song dos Banana Splits - e talvez por isso que nos dois lados do vinil branco fluorescente se ouve mesma música...

O segundo single é das Dead Disco com o tema You're out (679; 2007) nesta edição em picture disc e recortado como se fosse um balão de fala de banda desenhada. O desenho Pop-Art revela o que é a banda. Exacto, Pop VAMPpirismo 80's, e se quisermos continuar com bananas, sendo as tipas três, porque não compará-las com as Bananarama mas versão estudante de arte da província & Electro - o lado B tem uma remistura mais virada prá pista de dança do Lux. Ouve-se bem como qualquer bom tema Pop que se preze. O lixado é por o disco a tocar sem bater com a filactera do balão.

Será que o título deste "post" deveria ter sido "Discos de Banana"?

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Invisual #15 || RÁDIO ZERO

Sexta-Feira, às 20h: vai para o "ar-virtual", cortesia da famosa Rádio Zero, mais uma emissão do Invisual, um programa que pretende divulgar as promíscuas relações entre a banda desenhada e a música.
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Produzido por Rui Tomás e Marcos Farrajota, o 15º programa irá voltar ao Festival de Angoulême, desta vez pela pespectiva de quem lá esteve, nomeadamente entrevistanto Marcos Farrajota que esteve a representar a Chili Com Carne num stand dividido com a Boing Being. A música neste programa será finlandesa com os Aavikko e alguns tangos finlandeses...
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No ciclo de músicas dedicadas ao sub-anormal do Super-Homem ficará a cargo de Ian Dury & The Blockheads com Sueperman's Big Sister do álbum Laughter (Stiff; 1980).
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É repetido à Segunda-Feira pelas 11h30.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Invisual #14 || RADIO ZERO

Sexta-Feira, às 20h: vai para o "ar-virtual", cortesia da famosa Rádio Zero, mais uma emissão do Invisual, um programa que pretende divulgar as promíscuas relações entre a banda desenhada e a música.
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Produzido por Rui Tomás e Marcos Farrajota, o 14º programa, irá incidir sobre o Festival de Angoulême onde estará a Associação Chili Com Carne com um stand dividido com a Boing Being. O Farrajota não participará neste programa.
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O ciclo de músicas dedicadas ao sub-anormal do Super-Homem fica para a outra semana.
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É repetido à Segunda-Feira pelas 11h30.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Vinil Soundcraft

Abriu uma nova loja de discos na capital, fica dentro da Fermento (loja de bonecada artesanal) e partilha espaço com a Cine Cittá (loja de cinema). O dono da loja é o Nuno Franco, jornalista que escreve sobre bd. E como o pessoal da bd é fixe - é mentira! mas é fixe escrever cenas deste tipo - serve este "post" para divulgar o estabelecimento comercial que por acaso tem uma razoável oferta de vinil para todos os bolsos. Eis as primeiras aquisições:

Nazareth: Hair of The Dog (1975; Vertigo) é o sexto álbum deste grupo escocês de Hard Rock dos anos 70 que agradará qualquer fã dos Led Zep... Este é o álbum mais famoso do grupo, e talvez por causa disso é que há edição portuguesa pela Círculo de Leitores. A capa de David Roe ajudou na compra. Os loucos anos 70, yeah!!!

Flamin'Groovies: Flamin'Groovies Now (1978; Sire) também com edição portuguesa pela Nova, é Blues Rock ao que parece respeitado por muitos, mas parece que apanhei o álbum errado que está mais próximo de uns Beatles (gravaram uma versão dos "fab four" neste disco, e já agora duas dos Rolling Stones). Saiem da casca prá lamechas "Indie-Poops" dos anos 80 - sim, não se inventou nada! Já tinha ouvido falar nos tipos e daí a compra - e bem, na Soundcraft não há leitor de discos... Fica a curiosidade para outros álbuns a descobrir destes norte-americanos que são considerados como influência na Power-Pop.

E já que se fala dos anos 80: também veio para casa o álbum de estreia homónimo dos A Flock of Seaguls (1982; Jive), edição portuguesa da Edisom - o que significa que tem um tema extra, Tokyo.
Lembrada como uma banda "one hit" por causa de I Ran (so far away), este álbum ou esta banda tem temas bem mais porreiros que possam parecer à primeira. Um Synthpop / New Wave bem produzido a começar logo pelo energético Modern love is automatic - no limite da era da SIDA portanto. Outros temas também tem o carisma Pop para serem apreciadas sem a nostalgia idiota dos anos 80 que impera nas festas neste país de atrasados mentais - ei! os anos 80 já foram, ninguém tem nostalgia dos anos 90, foda-se!?! A capa é tão ou mais vomitante como os penteados dos elementos do grupo - que conseguiram a proeza de se passar a usar a expressão "Flock of Seagulls Hairstyle" para penteados ridículos. É obra!

O melhor para o fim: La Dee Dah & Other Great Novelty Hits (1986; Charly / Topline) de vários artistas é uma colectânea de 12 temas de Novelty - género musical criado na Grande Depressão, que geralmente pega num tema conhecido e acrescenta efeitos sonoros de desenhos animados à Warner Bros ou outro tipo de sons humorísticos para gozar com o tema de origem - na origem, o Novelty foi um "proto-industrial" porque os músicos usavam lixo como instrumentos musicais (a pobreza oblige). Spike Jones é o Deus da cena (mas não está aqui) e um "novelty-artist" dos dias de hoje é o genial Weird Al Yankovic. Neste disco, o material é intervalado entre as décadas de 50 e 70 tem muitos temas a gozar com índios e cowboys (ex.: Running Bear de Johnny Preston ou Papa OO Mow Mow dos Rivingstons - os Trashmen, Ramones e Cramps também já pegaram nela no Surfin'Bird) mas também a consumidores de "junk-food" -Junk Food Junkie de Larry Groce. Vintage q.b por um Euro.

E ainda arranjei o primeiro ao vivo, Welcome to Mexico... Asshole (1991; Invisible / Devotion), dos Pigface - que um dia destes terá um melhor tempo de antena, até porque o meu PC parece que pifou!

BD de Marte || Sonic Scope Quarterly

Já está disponível a "revista pdf" «for contemporary visual art» Sonic Scope Quarterly, editada pela Grain of Sound.
Neste número 11 irão encontrar trabalhos de gente como o Opuntia, Jucifer e o nosso camara Marte, com as suas "comic-strips" In DJ GoldenShower record collection - como aliás já tinha acontecido no número 8.
A pasta "zipada" inclui um mp3 exclusivo. É só sacar!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Invisual #13 || RÁDIO ZERO

Sexta-Feira, às 20h: vai para o "ar-virtual", cortesia da famosa Rádio Zero, mais uma emissão do Invisual, um programa que pretende divulgar as promíscuas relações entre a banda desenhada e a música.
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Produzido por Rui Tomás e Marcos Farrajota, o 13º programa irá incidir sobre algumas novidades editoriais e algumas pérolas musicais ligadas à bd como The Band of Blacky Ranchette, Gary Numan (por causa de Strum and drang: great moments in Rock'n'Roll de Joel Orff) e um excerto da banda sonora do filme de animação Persépolis que adapta a bd de Marjane Satrapi - a música é de Olivier Berné.
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No ciclo de músicas dedicadas ao sub-anormal do Super-Homem ficará a cargo de Eminem com Superman do álbum The Eminem Show (Aftermath/ Interscope; 2002).
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É repetido à Segunda-Feira pelas 11h30.

Fernando Cerqueira (ed.): "Antibothis, vol.1" (col. THISCOvery CCChannel, Chili Com Carne + Thisco; 2007)

Mais do que ser a nova aventura editorial da Chili Com Carne e da Thisco - o nome da colecção remonta à promoção/protocolo entre as duas associações) é a nova aventura cultural de Fernando Cerqueira (Croniamantal, SPH, livraria Ligotage, Ras.Al.Ghul, Rasal.Asad, Thisco) que aqui faz o papel de editor da antologia de "vozes discordantes", Antibothis.
Ou por ser o primeiro volume ou por ser uma antologia, Antibothis tem altos e baixos - e se calhar esta afirmação deriva também dos meus interesses à partida. Os altos são de indole cultural e político, como os textos do eco-fascista finlandês Pentti Linkola ou sobre Arte Cibernética pelo brasileiro Edgar Franco. Os baixos serão os que se metem pela religião e as tretas esotéricas como os textos do Ordo Antichristianus Illuminati ou Denny Sargent, e pensando melhor não tem haver com o facto do assunto não me interessar - viva Julius Évola! - mas porque as entrevistas foram feitas por e-mail e revelam os defeitos desse formato. Há também partes cinzentas como os textos "cut-up" cacofónicos do japonês Kenji Siratori que são verdadeiros "ciber-puzzles" sem solução racional. A Inteligência Artifical já existe e escreve poesia... O nipónico sabe imitá-la! Uma poesia "alien" e sem qualquer possibilidade de afinidade humana - impressionante seja como for, além de que é pela primeira vez que Siratori é publicado em Portugal, é um (e)feito!
Quanto ao CD que é de "spoken word / oral cut up" tem um resultado não muito longe da colectânea Electronic Thisturbance (Thisco; 2004) excepto que aqui acontece duas coisas, a primeira é que os textos são envolta do conceito "this" (textos escritos por Cerqueira) e em segundo, a música e as vozes foram misturadas também por Cerqueira sem o conhecimento dos artistas participantes. Daí que a "parceria" Netherworld com Kenji Siratori ou a de Jarboe com Rasal.Asad sejam inesperadas até para os próprios artistas. As excepções serão as de Phil Von e Thermidor que cuidaram de tudo (som + voz). Dos textos escritos em inglês acontecem algumas curiosidades: Siratori e os Structura recitam nas suas línguas maternas (japonês e português) o que sempre é melhor que o inglês empastelado de Fernando Ribeiro, Thermidor e Euthymia - todos eles portugueses que assim acabam por em risco a seriedade do projecto. Quem sabe trabalhar com voz sabe e por isso destacam-se como são os casos de Christophe Demarthe, Jarboe, Structura e Siratori.
Está à venda aqui.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

CIA info 48.7

Ao que parece, desde 5 de Novembro que anda uma exposição colectiva itenerante de bd + ilustração + cartoon em que eu participo com as tiras do discos e concertos.
Eis a informação que tenho: «O Espaço Musas, com o apoio da Junta de Freguesia de Santo Ildefonso, vai organizar uma exposição colectiva de Banda Desenhada, Ilustração e Cartoon para a qual o (a) convidamos a visitar. A exposição estará patente na sede da Junta de Freguesia de Santo Ildefonso, onde será inaugurada, às 17h do dia 5 de Novembro 07, aí se mantendo até ao sábado seguinte, dia 10. Percorrerá depois, sucessivamente, os seguintes locais de exposição: Espaço Musas – até 25 de Novembro, Casa Viva – de 1 até 22 de Dezembro, Central Comics – de 1 até 31 de Janeiro, regressando depois ao Espaço Musas para novo período de exposição final de quinze dias, com datas a determinar.»
Participam Rui Ricardo, Rui Sousa, Ivan Mendonça, Hugo Jesus & Manuel Morgado e Paulo Pinto. Galeria dos trabalhos expostos aqui.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Invisual #12 || RADIO ZERO

Sexta-Feira, às 20h: vai para o "ar-virtual", cortesia da famosa Rádio Zero, mais uma emissão do Invisual, um programa que pretende divulgar as promíscuas relações entre a banda desenhada e a música.
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Produzido por Rui Tomás e Marcos Farrajota, o 12º programa terá dois convidados muito especiais, os eslovenos Jakob Klemencic e David Krancan, autor de bd e editor da Stripburger, a propósito da exposição "Honey Talks" na Bedeteca de Lisboa.
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Playlist: Último, Laibach e no ciclo de músicas dedicadas ao sub-anormal do Super-Homem, os Flaming Lips com Waitin' for a Superman do álbum The Soft Bulletin (Warner; 1999).
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É repetido à Segunda-Feira pelas 11h30.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Ainda 'tá vivo, branquela!?



Bezegol: "Rude bwoy stand" (Matarroa; 2007)
Freddy Locks: "Bring up the feeling" (Gumalaka / Matarroa; 2007?)

Agora que a Jamaica já faz definitivamente no mapa musical de Portugal - demorou algumas décadas para saber que daquela ilha não era só Peter Tosh e o Bob Marley - começou a rapinagem dos vários estilos de música que aquele país criou nos últimos 40 anos e que influenciaram toda a produção musical no mundo. Começaram a aparecer bandinhas de Reggae para animar os bares de surfistas da costa vicentina, compostas por putos deslavados e sem pica, e ignorando o trabalho mais inspirado dos Kussondulola que conseguiram fazer a ponte musical robusta entre Jamaica, Angola e Portugal, começaram a gravar, alguns com pontos mais abaixo (os últimos dos referidos Kussondulola, Mercado Negro e a maioria dos "novatos"...) e alguns pontitos mais acima (como o último de Prince Wadada).
O álbum de estreia do Freddy Locks é o mimetismo perfeito de qualquer disco de Roots Reggae, é uma «jóia na produção de Reggae em Portugal», um "wallpaper" sonoro que tanto pode estar a ser tocado na aparelhagem de uma esplanada no melhor dia de Verão como na aparelhagem de casa à procura de "positive vibes". Tão perfeita que é esta música a imitar os modelos que podia ter sido feito na origem jamaicana... como podia ter sido feito na Rússia ou na Suiça ou onde vocês quiserem. A única referência portuguesa será a participação de um Rap em português emitido pelo MC Tranquilo (um padreco moralista chato como qualquer beato). O disco é tão bom qualquer outro bom disco de Reggae, é tão saudável como futuramente será entrar nos cafés sem o fumo dos cigarros. O problema será para aqueles que querem fumar! Ah! Sendo esta edição feita com o apoio da Matarroa e do talentoso Chemega, e fazem a "big shit" de capa e embalagem que é!? A ganza nos brancos bate mal, pelos vistos...
Ao contrário de Freddy, Bezegol é menos positivo e mais eclético - sim, é um sítio para fumadores de seja o que for! Do Dancehall ao HipHop, do Ragga à Soul, Bezegol mostra que tem garras, aliás como DJ de MatoZoo mostrava que "samplagem" de sons estranhos e originais era com ele. No álbum de estreia consegue nos surpreender com samples de filmes brasileiros (os diálogos são cortar à faca), um excerto inesperado dos Ramones à abrir, uma guitarra portuguesa (não "samplada"!), sons do 25 de Abril, ... ainda assim a esquizofrenia não é completa, o que é uma pena talvez porque o investimento de Bezegol passa muito para uma (sua) voz grave de "ganza-man" que canta num inglês não muito convicente. O esforço de imitar um modelo parece desnecessário e parece que Bezegol não tem confiança no seu talento - como acontece com quase todos os artistas portugueses. Apesar de Bezegol não saber que não pode fazer uma voz negra, e porque as listas já andam por aí, aqui vai o hype: este é pelo menos o melhor disco da Matarroa de 2007. Peace!

PS - memória para os que não tem e para relembrar aos "pulas" que querem ser "niggers" deveriam arrumar as botas porque vão estar sempre atrasados. A semana passada consegui uma raridade: Black Ja Tchga (Mesapro; 1997) dos cabo-verdianos Black Side - que já tinha feito uma resenha no extinto zine My Precious Things (14 números, FC Kómix; 1996-2000). Residentes na Holanda misturavam tudo o que era "black sound": Reggae, HipHop, Ragga, Pop africano, Dub,... Fusão embrulhada em crioulo du power, brotha! Aprendi pula com esta Obra-Prima!

E bom... o que se pode dizer disto!? Pai Grande (Sons d'África; 200_) que tem como sub-título Dog Murras apadrinha estrelas do Kuduro... é uma colectêna de Kuduro que achei que poderia colocar por aqui também, não sei bem porquê - porque é música Power du Black Pá! Claro, para provar que a cena "Black" é non-stop e cheia de pica. Como se sabe a tecnologia está em favor dos "pobres" - se eles conseguirem ter acesso, claro está - e é assim que à medida que a tecnologia chega às favelas, terceiro mundo e afins, novas pespectivas musicais populares surgem como o Baile Funk, Reggaton, Kuduro... Este disco é uma colectânea apadrinhada por um super-star (um xungão!) que é o Dog Murras - só o nome merce ser super-star. Já se sabe o que se pode ouvir aqui: tambor-techno, letra sexual parva para curtir em festa, o que for necessário para o branco ainda com tiques de colonialista com medo do futuro - Aprendi pula!