sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Invisual #45 || RÁDIO ZERO

Esta Sexta, às 20h vai para o "ar-virtual", cortesia da famosa Rádio Zero, a última emissão da "primeira temporada" do Invisual, um programa que pretende divulgar as promíscuas relações entre a banda desenhada e a música.
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Produzido por
Marcos Farrajota, este 45º programa irá incidir sobre algumas novidades editoriais e algumas pérolas musicais ligadas à bd/ilustração como Mundo Complexo, Beehoover, US Christmas, Agoraphobic Nosebleed (e as capas de Derek Hess e Florian Bertmer), Horned Almighty e flu.ID (capa de Dekor Labor).

Na próxima temporada será lá para Outubro - o Invisual vai para férias em Setembro - e deverá passar para uma hora de programa.
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É repetido à Segunda-Feira, às 11h30... e já tem
podcast!
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[desenho de Marcos Farrajota feito numa toalha de mesa, é um rabo proletário transformado em Schtroumpf]

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

car.alho


flu.ID: Iots (Exile on Mainstream / Sabotage; 2008)
Álbum de estreia de uma banda alemã de Metal que na realidade junta dois esgotados EP's e acrescenta mais umas faixas extras. Mal saiu o álbum e a banda acaba, boa! Vale a pena perder tempo com este disco? Apesar da banda meter-se em Screamo, Death, Grind, Sludge, Mathcore e outros estilos pesados, a essência parte por outros paradigmas: curtas misturas de estilos (Zappa e Zorn sem relação directa), pedaços de jogos de computador (Mr. Bungle e cia também tem essa pancada), Hardcore pseudo-fragmentado (Dillinger Escape Plan & muita banda pelo planeta), mistura Techno xunga (os obscuros Ahumado Granujo já fizeram destas com mais jeito)... E já me esquecia, para além desta parafernália de estilos, ainda há uma tal de Jessica (deve ser namorada de um ou dos três marmanjos da banda) que canta em dois temas - ela grita bem! Uff! Bem, para um "primeiro álbum" é confuso e imaturo, apesar de não aborrecer porque parece uma CD-R gravado por um amig@ que gosta realmente de música e não tem problemas nenhuns em gravar no mesmo CD os Carcass, Aphex Twin ou John Coltrane. Um segundo disco iria de certeza acertar a "tesão de mijo" da banda mas... Kaput!

DEA report on "Troca de Discos com unDJ GoldenShower || BAR DO BAIRRO"

flyer de Jucifer

Esta Troca de Discos foi uma treta... aliás, o Bairro Alto de ontem à noite estava uma treta... o pessoal deve estar deprimido porque acabaram as férias ou o subsídio de férias. Nem o doente do Gama apareceu, apesar de eu ter levado coisas para ele... cabrão! Troquei apenas um disco com adona do bar - uma colectânea foleira de Dancehall e Ragga (Pull Up Jamaica editada em Portugal pela Different World) e por livros (porque agora vale tudo ao que parece) de Henry Miller e Vladimir Nabokov - melhor que nada...
À posteriori o Escroque trocou um CD da Mojo dedicada às "15 músicas festivas do John Peel", ou seja, é uma colectânea de redundâncias "indie" em que podemos concluir que, ou o Peel era sobrevalorizado ou a Mojo quer estragar-lhe a imagem com os seus discos para quarentões burgueses.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Pais & Filhos

Não há banda Rock mais importante dos últimos 25 anos como Los Melvinos... é capaz de ser exagerada a afirmação e assim só de repente, lembro-me logo dos Sonic Youth, Big Black e Butthole Surfers para fazer concorrência. E eles ainda valem a pena? Não será Nude with boots (Ipecac / Sabotage; 2008) só mais um álbum? Fiel leitor, tem toda a razão e é certo que temos aqui Die Melvinen em estabilidade de formação - não me lembro se a banda conseguiu alguma vez gravar mais do que um disco com os mesmos membros - com a incorporação definitiva dos Big Business, filhos espirituais de Les Melvines desde 2006 com um baixo e (mais uma) bateria.
Quando ouvi este novo álbum de Melvinsimäa foi ao chegar a casa às tantas da noite. Coloquei na aparelhagem com o volume baixo por causa dos vizinhos, conclui que o álbum não fosse lá muito bom. Engano puro! Foi só subir o volume no dia seguinte, para engolir as palavras. Não vamos esquecer, eles criaram o Drone-Metal e o Grunge ao apropriaram-se dos Led Zep e avançando onde estes tinham parado com o seu Hard Rock "artístico" - é bom escrever Hard Rock sem vergonha, sabendo que não falamos de spandex e permanentes apesar da extravagante permanente do King Buzzo! Este "nu de botas" é mais psicadelismo & bizarria roqueira marchando de botas pesadas a espezinharem chihuahuas (a raça canina mais nojenta deste planeta) que não atingirá o Rock de Arena (glória total dos anos 80) por isso também não será um álbum que dará nas vistas. (In)Felizmente será mais um registo para os fãs ou para os neófitos que ainda desconfiam da qualidade da banda. Por mim, podem começar por aqui ou no Stag (1996) ou no Hostile Ambient Takeover... Melvins é Melvins!

Os Beehoover são um duo germânico que tenho a sorte de acompanhar a sua carreira desde o início até este segundo álbum Heavy Zooo (Exile on Mainstream / Sabotage; 2008) que até é uma bombita! Não só tem uma capa curiosa q.b como um som é uma explosão de Rock Pesado bastante devedor aos Melvins, aos Kyuss e aos Queens of Stone Age - os coros em Spirit & Crown parece mesmo sacado do Song for the deaf dos QOTSA - mas surpreende porque não fazem música "parada" ou repetitiva. Talvez por ser uma dupla, logo deve haver uma maior cumplicidade entre os seus elementos, que o som de Beehoover joga com várias mudanças de ritmo e de Riffs de guitarra - que aliás, é uma guitarra-baixo, tornando o som da banda em algo peculiar, ou seja, entre a fina linha do viciante-genial e o ranhoso-amador, não se percebendo bem se estamos ouvir uma banda de garagem carismática ou uma banda "Pro" mas desleixada. Pelo meio há interlúdios ambientais para entrar rockalhada logo a seguir (fórmula Melviana assumida). Ao vivo dizem que são do melhor que há, desconfio que sim... Ei! Promotores portugueses da treta: são alemães e são apenas dois gajos, deve ser barato trazê-los a Portugal! Go!

Para um país como o nosso em que os jornalistas vivem do payola britânico sem que esse investimento (ou corrupção, como acharem melhor) compense, dada a realidade do mercado discográfico nacional, até que é fixe saber que existe um Boris cult em Portugal. Melhor isto do que apanhar que rapazes larilas a cantarem como se ainda estivéssemos nos anos 80. Os japoneses até já cá tocaram, sem surpreender, para promover o Smile (Southern Lord / Sabotage; 2008), um disco que tem duas versões, uma japonesa e uma norte-americana com diferenças de alinhamento de temas, Design e som. Já me disseram que a versão japonesa é melhor mas sinceramente acredito que deve ser daquelas conversas de café opinativas non-stop e inconclusivas... Na última música não intitulada mas que o media player acusa como You were holding an umbrella (ou em japonês 君は傘をさしていた) ia jurar que eles cantam «Fo-dá-sé»... pois, my feelings exactly!
Desde Pink (2005) que a banda tem sido badalada não sei bem porquê - afinal, o payola britânico também serviu para estes nipónicos que usam paralelos de vários estilos musicais (Drone, Doom, Hard Rock, Stoner, Psicadélico) sem se imiscuírem totalmente embora o que os lançou para a fama foi a sua aura mais Pop e roqueira, do Pink, que parece Nirvana cantado em japonês - o que deixa sempre um indelicado gosto kitsch à coisa.
Neste álbum, o Pink é a base mas o trio lá vai ao J-Pop, Rock trashado, psicadelismo barato, algum Rock Noise, Drone-Metal de forma que se consegue ouvir o álbum sem ficar muito chateado. Não podemos esquecer que o nome de Boris foi sacado a uma música dos Melvins e seria de mau tom trair os "progenitores" e realmente deste disco há duas coisas boas, raras nos dias de hoje em qualquer disco de Rock (e Pop): há um ambiente geral para o disco - não é plástico como 99% da produção contemporânea - e o som deles ao ser gravado analogicamente tem uma sujidade (ergo humanidade?) que apesar de ser ténue salvam-lhos do anonimato e da comparação fácil.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Invisual #44 || RÁDIO ZERO

Sexta-Feira, às 20h: vai para o "ar-virtual", cortesia da famosa Rádio Zero, mais uma emissão do Invisual, um programa que pretende divulgar as promíscuas relações entre a banda desenhada e a música.
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Produzido por Marcos Farrajota, o 44º programa irá incidir sobre algumas novidades editoriais e algumas pérolas musicais ligadas à bd/ilustração como Bandidos Desesperados, Postkontoret, T.Raumschmiere (c/ Miss Kittin), Morbid Angel vs The Berserker, Little Letuce (relembrando o especial Le Dernier Cri e para musicar a última Raw Vision que tem o Joe Coleman na capa - imagem) e Ereshkigal.
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É repetido à Segunda-Feira pelas 11h30.
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Podcasts aqui [por motivos de ordem técnica da Rádio Zero os podcasts foram todos à vida ... brevemente será reposto]

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Invisual #43 || RÁDIO ZERO

Sexta-Feira, às 20h: vai para o "ar-virtual", cortesia da famosa Rádio Zero, mais uma emissão do Invisual, um programa que pretende divulgar as promíscuas relações entre a banda desenhada e a música.
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Produzido por Marcos Farrajota, o 43º programa irá incidir sobre algumas novidades editoriais e algumas pérolas musicais ligadas à bd/ilustração como Melanie is Demented, Genaside II e De La Soul.
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É repetido à Segunda-Feira pelas 11h30.
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Podcasts aqui

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Invisual #42 || RÁDIO ZERO

Sexta-Feira, às 20h: vai para o "ar-virtual", cortesia da famosa Rádio Zero, mais uma emissão do Invisual, um programa que pretende divulgar as promíscuas relações entre a banda desenhada e a música.
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Produzido por Marcos Farrajota, o 42º programa irá incidir sobre algumas novidades editoriais e algumas pérolas musicais ligadas à bd/ilustração como David Shriggley (imagem), Subhumans, Circle X, Manuel Fúria, Tiago Guillul e The Great Lesbian Show.
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É repetido à Segunda-Feira pelas 11h30.
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Podcasts aqui

Neuralgia


Grey Daturas: "Return to Disruption" (Neurot / Sabotage; 2008)
Apesar do panorama desanimador da música Rock e derivados, também há algumas excepções como o terceiro álbum deste trio australiano. Ao que parece eles não ensaiam e por isso vamos plantá-los no terreno pantanoso do Improv mas sem os afundar nas catalogações tout court do Post Metal, Noise e Drone. Os tipos conseguem ser um bocado mais inteligentes e acabam por ter uma forma eclética de usar estes géneros e sub-géneros sem aborrecer. Sabem de alguma forma impressionar de faixa em faixa, ora numa podemos ter uma lógica de música concreta (ou até Industrial) como a seguir vamos parar a um Rock de psicadelismos negros. A produção é limpa (cortesia de Scott Hull dos Pig Destroyer) o que ajuda a absorver os sons irritantes deste tipo de música. Apesar de não ser um disco brilhante também não chega a ser um disco totalmente "cinzento".

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Morte aos Hippies que não sabem que são Hippies!

Os anos 00's deste novo milénio como se previa foram anos zero em ideias e conteúdos.
O ano de 2008 em especial é o pior deles. É um ano estático e que vive no passado, mais precisamente à 40 anos atrás: comemora o Maio de 1968 mas sem querer mexer muito "na ferida", exuma JFK em Barack Obama (deverei mudar o blogue para OBAMAsecretLOVERS? Será que ele também vai levar um tiro nos cornos?), Jackie O através de Carla Bruni (numa visita a Inglaterra, creio), relembra Hunter S. Thompson sem o ler, e revive o Rock em "template" alternado em Beatles ou na Motown (via R'n'B tal e qual como nos tempos dourados da editora: o produtor é mais importante que os músicos),... mais coisas para repudiar 2008: o mongolismo das artes plásticas é imparável com as eternas revisões dos anos 60 (evitem ir às exposições da Gulbenkian este verão!), na música das tribos urbanas além de tudo parecer mole e criado para agradar o respectivo público-alvo, a única "novidade" é a cena Emocore que parece um “mash-up” de “boy-bands” com Gótico sem aparente agenda política ou significância artística...

Na música dita "alternativa" além de não se apresentar nenhum fenómeno extraordinário parece que impera uma música de carácter progressivo e psicadélico. No Rock inventou-se o Post Rock, Post Metal e a Weird América (bandas Folk/Rock)... Depois ainda há o Dubstep - psicadélico, claro - e o Drone seja ele no Metal ou na Electrónica num estado letárgico de envergonhar os nossos pais e avós de 60's que andaram a lutar por nós para a haver "imaginação ao poder".
Serve este texto "um contra o mundo" para analisar uma série de discos que me chegaram às mãos que conseguem ser catastróficos, não que sejam maus – não poderiam ser, nos dias de hoje só mesmo um info-excluído é que poderá fazer uma má gravação - apenas não acrescentam nada de novo sem se preocuparem com isso.

É o caso dos britânicos The Winchester Club com Britannia Triumphant (Exile on Mainstream / Sabotage; 2008) que vivem no vazio do Rock “ambiental”. Dizem que tocam um Post Rock épico mas só se for no título porque as guitarras em loop e a bateria vulgar só conseguem ser tão aborrecidas como os samples de media de mensagem nula que aparecem aqui e acolá ao longo das 5 faixas do disco - três delas tem cerca de 13 minutos cada uma! O que se pretende aqui? Oh! É simples: Melancolia na admiração da planície com pequenas explosões de som na masturbação clássica de outras mil bandas que repetem os mesmos mil clichés... Podem dizer, e então e aquelas mil bandas de Death que existem por aí, iguaizinhas umas às outras? Bem... pelo menos são barulhentas e pretensiosamente anti-sociais, o mesmo não se pode dizer do Post Metal, que é completamente ajustado socialmente e quer que o público se ajuste também. Eu acho que estes discos deveriam ter autocolantes nas capas a dizer "Parental Advisory: Your kids won't freak out with this album!".

U.S. Christmas: Eat the low dogs (Neurot / Sabotage; 2008)... eis um álbum que só pelo nome idiota da banda não dá vontade de ouvir. Quando vemos que é editado pela "label" dos Neurosis engolimos um sapo. Quando ouvimos o disco até ao fim gregoriamos o sapo! O "template" é... Neurosis! Acrescenta-se a ele um teremin (a lembrar vagamente os sons espaciais de Hawkwind) e pergunta-se porque uma banda tão original como os Neurosis estão a editar clones deles próprios. Seria estranho se não vivessemos tempos em que só um idiota não edita ou qualquer idiota é editado - nada contra este paradigma excepto que cada vez é mais difícil encontrar algo de jeito. Admito que Red Sparowes, Isis e Pelican e afins dão-me sono porque não só encontro nada de novo nestas bandas Mathcore / Post Metal como o registo minimalista repetitivo é "fucking boring", talvez porque há muito que nos EUA o LSD foi substituído pelo Prozac - querem psicadelismo? Não procurem no Ocidente mas sim na discografia infinita como o Universo dos Acid Mothers Temple. Quase dá vontade de afirmar que ao menos no Prog dos anos 70, os Yes sabiam tocar! (Eu sei, deve ter sido a pior frase que escrevi na minha vida)

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Antigamente é que era bom...

Antigamente o pessoal vivia numa serra qualquer na Terra e sentia-se só. Ao fazer música ou qualquer outro tipo de Arte era algo catártico porque exigia-se um esforço enorme para comunicar e não se sentir perdido numa terreola qualquer. Hoje não, uma banda Noise Rock não se sente alianada de nada, tem o myspace e por isso "amigos" do Irão a Vermont, de Hildesheim a Saturno, da Merdaleja a Bristol. Antigamente os PC's não lixavam as gravações cheias de erros e não sei porquê os sons eram mais ferozes. O Noise Rock teve um crescendo nos últimos anos talvez para combater o maquinismo da produção feita no computador mas este Noise é feito por pessoas que na realidade são "bem ajustadas" que acabem por cair num "artsy-fartsy" bacoco - ver Growing ou Hospitals, por exemplo.
Bem, isto tudo para dizer que ou anda qualquer coisa a escapar-me (ou será aos músicos?) ou então antigamente gravava-se melhor música... E como já foi editado tanto disco desde que os discos apareceram na Terra que sinceramente qualquer registo antes do novo milénio parece-me muito mais interessante do que o mais recente Radiohead ou _________. Assim, como um coleccionador ressabiado, à procura do El Dorado do Som, lá vou comprando coisas velhas de preferência baratas, seja de que estilo, porque acredito que irei encontrar algo de inesperado e menos plástico do que a produção moderna - não é esta a condição de anormalidade psíquica típica de colecionadores? Vou ter de admitir que sou um coleccionador!? Não acredito!
[pausa traumática ... mudança de estilo]


Numa recente incursão a uma loja de CD's /DVD's ali prós lados do Saldanha (não me recordo o nome mas desconfio, pelo recheio deles, que devem ter alguma relação com a Cash Land) comprei duas cenas dos anos 90. O excelente Hellspawn e estes Genaside II com o seu álbum de estreia New Life 4 the Haunted (Internal; 1996). Formados em 1989 e após vários 12" este é o primeiro álbum de um grupo que é elogiado pelos Prodigy por serem importantissímos na cena Jungle. O som deste CD poderia ser rotulado como Trip Hop porque é o som Black nas suas variantes Dub, Hip Hop, Jungle, Soul, Rap, Ragga... mas sem nunca conseguir ser excêntrico, indutor ou carregado como os três basilares Massive Attack, Portishead e Tricky. O curioso, e admito que comprei o CD por causa disso, são as imagens no interior: fotografias dos dois cabeças do projectos em ambiente "psychokiller" (um deles usa uma máscar bastante bizarra de meter inveja aos Slipknot) e um desenho de estilo Manga / Anime - aliás, as referências a este álbum dizem que a música será uma espécie de "banda sonora" para uma estética Anime / Manga. Sinceramente, a coisa não convence - não se percebe onde está essa estética nipónica - apesar de não ter faixas más (ex.: Choose ya weapon, hip hop rapado à "malaíco" e com participação Wu-Tang Clan) e conseguir-se ouvir o disco inteiro sem ficar irritado, é um álbum mediano próximo da fórmula dos Massive Attack em convidar diferentes vocalistas (os créditos de Blue precious metal são eles próprios irónicos: «no budget - no stars»), e de forma geral mais próximo de uns Soul II Soul - e que se confirma porque os Genaside II tinham algum relacionamento com eles.
[frustrado e vencido... volta à carga!]
Ao que parece o projecto gravou ainda mais um álbum na editora do Tricky, a Durban Poison, e esse disco estava prá lá na loja... deveria ter trazido esse? Deveria ter ouvido os discos primeiros? Será que ainda está lá? Ainda por cima já se passaram uns meses... Tenho de voltar lá! Tenho!

Invisual #41 || RÁDIO ZERO

Esta Sexta, dia 25, às 20h vai para o "ar-virtual", cortesia da famosa Rádio Zero, mais uma emissão do Invisual, um programa que pretende divulgar as promíscuas relações entre a banda desenhada e a música.
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Produzido por Marcos Farrajota, o 41º programa, tem como convidado especial Sam Wilson, autor de bd inglês e Rita Vozone que passaram por cá de férias...

Playlist: Controlled Bleeding (a propósito do Antibothis 2) e duas músicas de Ivor Cutler escolhidas pelo convidado
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É repetido à Segunda-Feira, às 11h30... e já tem podcast!
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retrato de Sam Wilson por Luigi Rando

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Last night the DJ saved my... my... my... ehm... hum...

Eis algo díficil de analisar The portable supersound (Small Town Super Sound / Ananana; 2007), um CD-sample promocional ou será mesmo uma colectânea comercial? Mas a dificuldade não passa por aqui, o resultado é o mesmo seja promo ou seja comercial, passa antes em catalogar, assim em caixinhas pequenas, o que se ouve... A editora é de Oslo e lança discos de Jazz, Rock e Electrónica - o Jazz que editam dizem que tem de ter uma "atitude Punk", seja lá o que quer dizer isso.... A verdade é que se no essêncial temos uma viagem de Techno, ou seja, ritmos repetitivos misturados com texturas, pedaços musicais e ruídos de várias origens - talvez para não cansar o ouvinte que não gosta de Techno, conseguindo intrigá-lo. É o caso dos Sunburned Hand of the Man, uma banda Rock de desvaneios psicadélicos cujo tribalismo aplicado na faixa Half-under, confunde propósitos - parece um "downtempo" ou uma freakice "chill-out" talvez por ter produção de Four Tet? Outro caso, é Lift Boys que na realidade é disfarce de Yamatsuka Eye (o mítico vocalista dos Boredoms e de Naked City) que começa com um exótico House (quase a lembrar algumas músicas de Chemical Brothers) para acabar por soterrar o tema em Electro-Noise inesperado - é a melhor faixa do CD. O resto é música de consumo simpático de absorção fácil para quem gosta de bares de acrílico e achar que a música de dança ou electrónica ainda é uma vanguarda musical - por falar nisso, o House-com-assobio de Bjorn Torske é mesmo o fundo do poço da música electrónica, os Kraftwerk não devem estar a acreditar nisto...

Entretanto, os Bandidos Desesperados lançaram a sua primeira "mix-tape" (termo anacrónico na era digital mas sempre soa melhor que "mix-CD-R", certo? seja como for fui eu que usei a expressão, eles intitulam o CD de "promo") e até estava com alguma curiosidade em ouvi-los dada a javardice que é o programa dos tipos na Rádio Zero - e que tive a dupla honra de ter sido recebido no seu programa e de os ter recebido no meu. Quando eles disseram que «bandidos à noite é merda e bandidos à tarde na rádio também é merda mas é merda diferente» não estava à espera desta merda toda misturada: começa com uma merda qualquer da bola (alguém que perceba de bola deve achar piada, não é o meu caso), mete uns coros à Beach Boys e salta pró House nojento ou Techno-Samba vomitante, e até um excerto de (I don't want to lose) "Your love" (tonight) dos Outfield (uns parolos dos anos 80). E há Electro, R'n'B e Hip Hop francês do mais ordinário possível em pouco mais de 42 minutos - se calhar queriam mesmo fazer uma k7. Iá, man! Os Bandidos são daqueles DJ's que se devem divertir a passar bosta e o pior é que o pessoal vai dançar esta porra... É o "Trash chic", é o "lixo de uns é o Lux de outros", é a porra dos designers e dos publicitários, são as revistas inócuas de novas tendências, é a CGD e a revista Azul, é a propaganda da ONU e os seus agentes do mal a poluirem o planeta mais uma vez para combater a poluição. Abram os olhos terrestres idiotas, crianças e outras lesmas: agora sim somos "consumidores responsáveis" e agora sim é que "é fixe reciclar".

Por isso, fodam-se todos bandidos do caralho! Eu quero é que o planeta se foda! O que é mesmo fixe é Trash à séria! E para isso gostaria de relembrar este álbum: Hellspawn (Earache; 1998), o sub-título diz tudo: «Extreme Metal meets Extreme Techno». De um lado as grandes bandas da Earache como Morbid Angel, Napalm Death, Brutal Truth e outras mais ligeiras como Dub War ou Pulkas, do outro lado e a remisturar em registo Techno Hardcore / Gabba estão Delta 9, Panacea, Freak ou projectos Rock que já usam electrónica (Berzerker e Pitch Shifter). O resultado é variável e devo acrescentar que a editora engana os consumidores neste disco em duas faixas: Godflesh vs Justin Broadrick não é uma faixa nova uma vez que aparece no álbum de remisturas dos Golflesh, Love and Hate in Dub (Earache, 1997), e o próprio Justin faz parte dos Godflesh! E na faixa de Ultraviolence vs Hellsau, ambos projectos electrónicos extremos - e não uma banda de Metal versus Electrónica... Mas até se perdoa dada a brutalidade de algumas faixas e as melhores são, sem dúvidas nenhuma, as de Metal mais extremo como as de Morbid Angel ou de Napalm Death (que tem um groove do caraças!). Há também Techno troglodita, umas misturadas manhosas ou faixas longe do Techno bronco mas que ficam aqui bem como contra-ponto como é o caso de Godflesh que é mais Drum'n'Bass.
A Earache - cujo nome sempre lhe assentou bem por ter editado os discos Grind mais lixados do planeta até no novo milénio se ter reduzido à parvoíces comerciais, moral da história: os metálicos não sabem gerir bem o seu património - com este disco e outros do género estava a explorar um novo filão de música extrema - como o Gabber que ficou conhecido pelo "Techno dos metálicos" - na mesma altura que a Digital Hardcore e os Atari Teenage Riot estavam no auge criativo. Pena não terem ido mais longe mas já se sabe o extremo não é infinito... É um festão este CD mesmo com a capa 3D manhosa ou para quem não tem paciência para "dance music" e outras paneleirices.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Invisual #40 || RÁDIO ZERO

Esta Sexta, dia 25, às 20h vai para o "ar-virtual", cortesia da famosa Rádio Zero, mais uma emissão do Invisual, um programa que pretende divulgar as promíscuas relações entre a banda desenhada e a música.
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Produzido por Marcos Farrajota, o 40º programa, tem como convidado especial João Maio Pinto, autor de bd e ilustradorar que irá encerrar o ciclo de convidados associados à Chili Com Carne. Na próxima temporada haverá mais! - Lá para Outubro, o Invisual vai para férias em Setembro...

Playlist: Tad (porque a Mojo comemora os 20 anos da Sub Pop e não há Grunge sem Peter Bagge), o tema Teddy Bear's Picnic (b.s.o do The Singing Detective), Ciccone Youth - as duas últimas a escolher pelo convidado
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É repetido à Segunda-Feira, às 11h30... e já tem podcast!
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[desenho retirado da t-shirt CCC O Santo Dourado]

quarta-feira, 23 de julho de 2008

DEA report on "Troca de Discos com unDJ GoldenShower || BAR DO BAIRRO"

flyer por Jucifer

«Verão lisboeta sem Troca de Discos é como BD sem vinheta!!!» grande frase, cheia de verdade e... foda-se! ainda estou a ressacar os Whiskey-Colas... dizia, a Troca de Discos voltou ontem e num novo poiso, o Bar do Bairro. Apareceram alguns fieis melomános (o Paciente Gama, o Mr. Ecletricks e outros que não trouxeram discos!), tal forma que rendeu, ou seja estou cheio de novos discos. Iupi! [foda-se não grites!].
O pessoal do bar tinham lá um caixote cheio de coisas e acho que correu bem... bem, o que temos práqui!? Só Metal! Não, pode-se dividir o lote de trocas efectuadas em duas partes: Metal e Não Metal - aliás, como bem sabemos o mundo também está dividido assim mesmo por isso esta separação é redundante.
Por isso, temos no Metal [foda-se calem-se um bocadinho!] os Stumm (sludge), Horned Almighty (Black'n'Roll e não, não inventei tal magnífico nome, I wish!), [peraí-peraí, já volto, vou vomitar só mais um bocadinho] ... [ok, tá-se melhor], Horna (!? o quê!? mas estou bêbado, outro nome estúpido!? e também é Black...), o primeiro LP (todo fodido mas ainda dá para ouvir algumas faixas) do mestre King Diamond, Witherin (+ Black!? mas o Gama esteve a fazer uma limpeza étnica nas estantes!?), All Hell (Crossover, ou HC/Metal) e Ereshkigal (Black grego e não Black Mexicano, sim há duas bandas com o mesmo nome, como aliás, é bastante normal acontecer).
[intermezzo muzak]
Ora bem no Não-Metal, troquei um vintage 10" de sambinha-prá-inglês-ver Ivon Curi vive canções para vocês (RCA; 1957) que ficou bem fixe misturado com beats Hip Hop dos Blackalicious [e mesmo agora sem misturas está a saber muito bem, Graças a Deus! Hips], duas colectâneas, uma de Hip Hop nacional e uma banhada Bhangra qualquer coisa (ainda pior que o Asia Flavas) e Melchior Productions (Techno minimal tão irritante como o Black Metal)... [doí-me a cabeça, caralho!]
A cena de HipHop é o segundo volume de Nação Hip Hop (EMI; 2005) que é comercial q.b mas com qualidade q.b e todo o q.b do mundo excepto que não há crioulagem (é quase todo feito por branquelas padrecos) e tem a música hiphop mais ignóbil alguma vez escrita - do estúpido do Valete. [caralho! despachei-me do CD da Poesia Urbana para não ouvir mais o imbecil e eis que volta noutro CD... vai já pra Troca!!!]
Atenção especial para o CD Bhangra Knights (Enter / Vidisco; 200_) que é de fugir! É a pior música de Discoteca 80's/90's/00's com indícios de "música indiana", participam Sean Paul ou 50 Cent sem ajudar em nada. Editada também em Portugal só mostra que o empresariado só tem merda na cabeça ao ponto de até imitar a capa do Asia Flavas para desfalcar o público. Na próxima Troca de Discos lá estará prá despachar pela primeira porcaria que me aparecer à frente embora haja aqui uma malha ou outra que deve dar para misturar com algo...

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Mono Mono


The Peace: "Black Power" (Groovie; 2008)
v/a: "Nigeria Rock Special: Psychedelic, Afro-Rock & Fuzz Funk in 1970's Nigeria" (Soundway / Sabotage; 2008)

Há editoras que mereciam uma espécie de medalha da UNESCO ou algo assim, falo de editoras fonográficas como a Soul Jazz, Soundway e até a "nossa" Groovie, porque andam a trabalhar para nos mostrar que a história Pop/Rock não é exclusiva dos porcos imperialistas EUA e da Inglaterra, Não! No no sir bwana!
O Rock invadiu o mundo inteiro, e esse mundo absorveu-o e tornando-o também uma linguagem de cada país para além da origem anglo-saxónica, daí que vamos encontrar Rock nos mundos árabes (para breve uma resenha), onde acaba a Europa e começa África (segundo a pespectiva de qualquer europeu que já tenha trabalhado com alguma entidade portuguesa), e claro África. Alguns dos países desenvolveram até a criar os seus próprios estilos, como na Jamaica com Rocksteady, Ska, Reggae e por aí a fora.
O Rock africano, tal como conhecemos pelas balizas Beatles/Rolling Stones e respectivas evoluções não deverá ser fácil de descobrir mas pelos vistos apareceram estes dois discos... os resultados são inesperados.
Da Zâmbia dos anos 70, foi reeditado em formato LP (vinil) os The Peace que não surpreendem - acho que sempre preferi o Funk ao Rock, deve ser por isso - com o seu "Rock'n'Rolling-stones" de garagem quase que a soar a amador, sobretudo pela voz "carregada" do vocalista... Dizem que é um álbum raro e importante da cena do Rock da Zâmbia mas tirando a música Ubdwa Ne Chamba (no lado A) que é "tribalizada" a lembrar os bons momentos de Exuma, o resto é Rock Vintage banal e uma desilusão para quem estava à espera de descobrir "algo novo". Rumores indicam que haverá compilações de Rock africano a sair para breve, esperemos que não sejam vulgares como a dada altura os Portuguese Nuggets (4 volumes, Galo de Barcelos; 2007) também passaram a ser - nos últimos 2 volumes.
Outro disco que nos fura as expectativas é o da Soundway mas por outras razões. É um bom disco, cheio de grandes malhas... Afro Beat! Segundo especialistas não, é Afro Rock. Mas do tal "Rock das Balizas" pouco tem, ou pelo menos como imaginamos o que é o Rock, o que acontece aqui é que temos Afro Beat em que a guitarra e os orgãos são devedores ao Rock Psicadélico com Jimmy Hendrix a vomitar-se todo. Claro que as trocas e baltrocas é que fazem delas Afro Rock, como por exemplo, The Funkees não têm metais fazendo deles uma banda clássica de Rock mas tocam Afro Beat na mesma, ou os Colomach que puxam pelo tribalismo mas com Fuzz de ácido marado mesmo ao lado, ou os Question Mark também roçam o Garage lá prá Inglaterra mas o pulsar é Funky.... Talvez se possa falar mesmo em Afro Rock mas é preciso ser cromo para fazer uma distinção tão precisa porque soa a Afro Beat que é um género de fusão que junta High Life, Funk, Jazz e o que for necessário...
De resto, o CD é digipack com livrinho cheia de fotos, biografias e texto de introdução a este mundo perdido embora da Nigéria, já se sabia que só podia haver grandes músicas, afinal foi lá que Fela Kuti fazia das suas: vida em comunidade a exercer poligamia, a criar e a difundir o Afro Beat, a opôr-se e a manifestar-se contra os regimes ditactoriais e militares, bem como a sofrer as respectivas e dolorosas consequências. Vale bem os Euros que vale.

sábado, 19 de julho de 2008

good records are good records

Discos em vinil com bonecada! O que um gajo poderá querer mais na vida? Com estes belos objectos podem cair bombas e o caraças que não termos problemas excepto se acabarem com a electricidade e não podermos ouvir as rodelas... mas mesmo isso é relativo porque sempre podemos ficar a olhar para os desenhos...

Grabba Grabba Tape e Margarita têm um split-maxi Tirando bombitas! (Holy Cobra Society; 2007) em vinil transparente e capa em serigrafia. O desenho é feito pelo Lolo dos Grabba que ainda à pouco tempo tive o prazer de o conhecer na feitura do zine Bad Records are bad records editado pelo novíssimo colectivo gráfico-zinista Hülülülü. A música é "Star Wars Punk" no caso dos Grabba sempre com humor como só o título de música Anorexic & Obelix revela... Os Margarida são mais vulgares em Rock meio Grunge meio Noisy mas não só não chateiam como até sente-se uma certa boa dose de energia.




Os Hitler's Clones já foram referidos aqui mas nunca mostrei imagem da capa em Kline desta banda constituída por grandes músicos-políticos como Martin Luther Queen, Nelson Manguera e Malcom XXL. Edição limitada de 99 cópias em três modelos diferentes, consegui este que inclui ainda uma cotonete. Creio mesmo que todos os Discos de Mierda incluiem sempre uma cotonete para limpar os ouvidos depois de ouvir a merda de discos que editam. Discutível...

The Skin Graft Stupid war : comic book one chama-se na realidade Sides 1-4 (Skin Graft + Gasoline Boost; 1995) porque a minha cópia lixada não tinha capa e bem andei à procura na 'net que não encontrava nada. Bem, são dois singles 7", o que dá quatro lados de vinil para gravar quatro bandas para cada lado... Assim temos Shellac, Big'N, Brise-Glace e U.S. Maple a versionarem AC/DC, alguns de forma mais óbvia como os Big'N (e o tema TNT) e outras menos como Brise-Glace (projecto de Jim O'Rourke) que em Angus Dei Aus Licht junta vários riffs de guitarra do guitarrista-vestido-de-rapazinho-de-colégio-de-bifes, Angus Young. A Skin Graft é «uma editora de bd que edita discos» dizem agora os seus fundadores. Eram uns punks do subúrbio que começaram por editar zines de bd desbundada e acabaram por pouco a pouco a incluir música nas suas produções - todos os discos que lançam incluiem sempre bd estúpida. Na minha opinião, a Skin Graft sobresai mais pela música que editam do que a bd (bonecada gira mas histórias impossíveis de ler) porque estão ainda naquela veia do Rock poderoso que acabou nos anos 90 com o vampirismo do Grunge e da "música alternativa". Esta editora cheira tanto às míticas SST, Blast First, Sub Pop (primórdios) ou Alternative Tentacles que até parece irreal - bem, talvez a Skin Graft também já seja mítica e eu não a conhecia... Redenção rápida: já me converti! E sempre que tiver oportunidade de encontrar algum single ou álbum desta editora, conhecendo ou não a banda, de certeza que esse disco virá pra casa!

Por fim, autor da capa bem esgalhada, o sueco Kolbeinn Karlsson envio-me este o single Postkontoret (Temporarily morons; 2006) - onde o seu irmão participa... O tema Oflyt parece Kraftwerk com "face-lifting" de Röyksopp já Röta nem sei bem o que pensar, começa com umas batidas marciais e de repente aparecem uns teclados quase que New Age... Não é assustador nem disfuncional mas nunca poderá ser utilizada como "lounge music", seja como julguem por vocês mesmo no myspace do projecto. Acho que vou ficar com o disco pelos desenhos de Kolbeinn e porque mudando as rotações do disco para 33rpm fica mais fixe, Oflyt parece Techno minimal e Röta... Estranho! Röta só ficou mais rápido mesmo... muito estranho!
Está à venda na exposição "åbroïderij! HA! – International Graphic Arts Exhibition" (patente na Bedeteca de Lisboa até 15 de Setembro) vários zines de Kolbeinn e ainda um exemplar deste disco, é de aproveitar!

Circle X: "Prehistory"

published in Aooleu #3
este CD é distribuído em Portugal pela Ananana

Festival Músicas do Mundo Sines 2008 || PORTO COVO

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