sábado, 22 de abril de 2006

Monkey Boy & Monkey Beat || FESTA DOS 10 ANOS DA BEDETECA DE LISBOA

Comemoração do aniversário com os Monkey Boy & Monkey Beat com a performance “Please write this word for your safety” [sinopse: found text vs. found sound, declamação dos poemas mais seguros da Internet e de um digest de romances famosos em inglês para inglês (ou)ver ao som de ambiência barulhenta e caótica], horário a confirmar.

(DJ GoldenShower in) Dezkalabro_no_Samizdata || CAIXA ECONÓMICA OPERÁRIA

sábado, 15 de abril de 2006

última hora

O Espaço* abriu!!! E o unDJ GoldenShower (na foto) vai por som daqui um bocado... O Lx Café foi mesmo à vida e agora a mudança passa pelo Espaço - nome foleiro é certo mas a "coisa" está com bom aspecto e promete...

*onde foi feito o Mercado do Cavalo...

terça-feira, 11 de abril de 2006

(DJ GoldenShower in) Rozkoff || RÁDIO ZERO

Rozkoff é um programa de rádio online & live - Rádio Zero - com Zaz (das festas Dezkalabro) no comando, dedicado à Electrónica de veia alternativa & extremista.
É entre as 23h e 00h (repetição no Sábado entre as 20h e 21h).
...
O mp3 para ouvir como correu é só clicar aqui.

quarta-feira, 5 de abril de 2006

Ready Made

Quem já não ouviu isto nas noticias? As multas poderão ir até aos 5000 euros, quem for "apanhado" a roubar músicas da Internet... Pois bem, é altura de acalmar o pânico de milhares de pessoas e de pais preocupados com o que os filhos fazem no computador.

1º - Os chamados "processos" vão ser criados pela SPA (Sociedade Portuguesa de Autores) e/ou pela IFPI (Federação Internacional da Indústria Fonográfica). Neste ponto, há uma coisa que deve ser clara: nenhuma destas instituições tem autoridade para passar multas a quem quer que seja. O objectivo (imoral) é assustar os utilizadores de Internet e levá-los a pagar uma indemnização até 5000 euros, ou será levado a tribunal. Isto pode ser visto como chantagem, uma vez que ou pagamos, ou levamos com um processo. Estas empresas que vão enviar as tais cartas, não estão a agir através de um processo judicial (pois seria muito dispendioso processar individualmente milhares de pessoas) mas sim através de um processo civil. Que relevância jurídica tem isto? Nenhuma! Simplesmente ameaçam as pessoas e metem medo. Se alguma pagar, melhor. Se ninguém pagar, encolhem os ombros e passam ao próximo. De facto há leis em Portugal, mas não são estas empresas que as escrevem.

2º - Onde está essa informação, e quem decide que valor é que se vai pagar? Em Portugal só há uma maneira de obrigar as pessoas a pagar multas ou indemnizações: o tribunal! Como o Bill Gates disse: "O nosso computador é tão confidencial como a nossa conta bancária". Sem processo em tribunal, ninguém (nem mesmo estas entidades) podem acusar, vigiar, espiar, exigir, passar multas, pedir indemnização, ter acesso ao vosso computador, ou "consultar" que downloads fazem.

3º - Para os menos entendidos, quem tem ligação à Internet, liga-se através de um IP (ex. 255.255.255.255) e mais nenhuma informação é transmitida (e atenção a isto). Quem mantém o registo a quem pertence cada IP ligado, é apenas a empresa de Internet a quem contraram o serviço (ex. Netcabo, Cabovisão, Sapo, Clix, etc.). Neste caso, só com um processo judicial é que a vossa informação confidencial é disponibilizada. Ou seja: receberam uma carta a pedir uma indemnização. Muito bem, há processo judicial a decorrer em tribunal? Não? Então a carta não vale nada. E se quiserem ir mais além, contactem o vosso fornecedor de Internet e perguntem como é que a determinada instituição obteve os vossos dados, sem autorização do tribunal. E se ainda quiserem ir mais além, iniciem um processo contra o vosso fornecedor de Internet, ou contra a instituição que vos "ameaçou".

4º - Quem faz download de qualquer tipo de ficheiros da Internet (seja musica, filmes, fotografias) é apelidado de "pirata informático" pela comunicação social. Mas há uma grande diferença entre fazer download e desfrutar desse mesmo download no conforto da vossa casa, e de fazer download de filmes e música e ir vender para a feira da ladra, ou qualquer outro local. Quem lucra com estes negócios de downloads para vender posteriormente, é que deve ser apelidado de pirata informático. Ou será que quando se gravava as telenovelas e os filmes da televisão em cassetes, também era chamado de pirata da televisão? É exactamente a mesma coisa. Em vez de copiarem da televisão, copiam da Internet.

5º - Neste momento, em Portugal não há nenhuma lei relativamente à pirataria informática (pelo menos explícita) e em que base se suporta, ou que diferenças existem entre consumo próprio ou para venda. Da mesma maneira que não há qualquer precedente de tal situação. Todos aqueles anúncios no cinema, nunca deram em nada nem nunca ninguém foi preso. Eram só campanhas!

6º - Se estivessem a infringir alguma lei, acham que seriam enviadas cartas para pararem com os downloads e a serem convidados a pagarem de livre vontade? Também ninguém manda cartas a um ladrão para parar de roubar no metro e entregar-se na esquadra mais próxima, ou a um assassino para parar de matar os vizinhos com a caçadeira, e para se dedicar à agricultura. É absurdo! Se neste país nem uma pessoa que viola crianças vai presa, quanto mais nós que nos recusamos a pagar multas! Tirar músicas da Internet dá multa até 5000 euros. E andar a 120km/h dentro de uma localidade dá 500 euros? Passar um sinal vermelho menos que isso? Desencadear um acidente em cadeia na auto-estrada porque se bebeu demais fica-se sem carta? Acham justo? Tirar músicas da Internet é que é mau para a sociedade, e os perigosos somos nós, não?

7º - Recentemente em França foi aberto um processo pelas indústrias e editoras similar a este, e até foi feita uma petição em tribunal para ser criada uma lei que punisse quem fizesse downloads da Internet. No entanto, o Juiz recusou-se alegando que se estaria a violar a divulgação cultural. Temos o direito de experimentar o produto antes de o comprar, ou não?

8º - Quem acham que perde com isto tudo? O terror instala-se, as pessoas começam a parar de fazer downloads, e a Internet em casa passa a ser usada para ver páginas e ler o e-mail. Quem precisa de grandes velocidade para isso? Ninguém...assim os consumidores começam a cancelar a Internet, ou a passar para uma mais barata. E quem sofre? O fornecedor de Internet.

9º - Há vários cantores e grupos de música nacionais que culpam a "pirataria" das baixas vendas que os seus álbuns conseguem no mercado. Esta é a lista de vários artistas que lutam contra a pirataria:

Ágata, Agrupamento Musical Diapasão, Aldina, Alfredo Vieira de Sousa, Ana Moura, António Cunha (Uguru), António Manuel Ribeiro, António Manuel Guimarães (Magic Music), Banda Lusa, Blasted Mechanism, Blind Zero, Bonga, Boss AC, Camané, CantaBahia, Carlos do Carmo, Carlos Maria Trindade, Carlos Tê, Clã, Cristina Branco, Da Weasel, Danae, David Fonseca, Dealema, Delfins, DJ Vibe, Dulce Pontes, Emanuel, Expensive Soul, Fernando Rocha, Filipa Pais, Fingertrips, FNAC, GNR, Gutto, Iran Costa, Íris, Jaguar Band, João Afonso, João Gil, João Monge, João Pedro Pais, João Portugal, Jorge Cruz, Jorge Palma, José Mário Branco, Liliana, Lúcia Moniz, Luís Cília, Luís Represas, Luísa Amaro, Mafalda Veiga, Manuel Faria, Manuel Freire, Manuel Paulo, Marante, Maria João & Mário Laginha, Mário Fernandes, Mariza, Ménito Ramos, Mesa, Miguel & André, Miguel Guedes (em nome individual!!!), Mind da Gap, Místicos, Mónica Sintra, Paula Teixeira, Paulo Ribeiro, Pedro Abrunhosa, Pedro Ayres Magalhães, Pedro Oliveira, Pedro Osório, Quatro Cantos, Quim Barreiros, Quinta do Bill, Rádio Macau, Rita Guerra, Rodrigo Leão, Rosita, Rui Bandeira, Rui Veloso, Santamaria, Sérgio Godinho, Teresa Tapadas, The Gift, Toranja, Toy, Tozé Brito, UHF, Vitorino, Wraygunn, Xutos e Pontapés, X-Wife e Zé Peixoto.

Por favor, e peço-vos que metam a mão na consciência: Quem é a pessoa com com alguma inteligência que se vai a meter a fazer download de músicas do DJ Vibe? Ou da Rosita? Ou dos UHF? Ou pior, dos Blind Zero?

10º - Ora vejamos:

Fim da Pirataria –> Menos Utilizadores da Internet –> Choque Tecnológico por água abaixo –> Portugal país cada vez mais atrasado a nível europeu

Fim da Pirataria –> Menos Utilizadores da Internet –> Menos lucros dos ISP's –> PT apresenta prejuízo -> Portugal país cada vez mais atrasado a nível europeu

Fim da Pirataria –> Aumento dos Processos que se acumulam nos tribunais –> Justiça mais lenta –> Portugal país cada vez mais atrasado a nível europeu

Fim da Pirataria –> As pessoas não vão comprar Cd's só porque a pirataria "acaba" ou diminui podendo mesmo criar uma certa "revolta" contra as editoras e afins –> O povo começa a cagar para os artistas –> Menos lucros para editoras e artistas –> Mundo da música e não só com dificuldades –> Portugal país cada vez mais atrasado a nível europeu

Continuamos...?

11º - Ok, concordo que os direitos de autor têm que ser protegidos. Mas não concordo que um simples CD de música cujo custo de fabrico ronda 1 euro, seja vendido por 15/20 euros, em que apenas cerca de 2 euros vão para os artistas. E ainda têm a lata de chamar piratas a nós?

12º - Concluindo, não se deixem vencer pelo medo. Não digo para olharem para o lado caso recebam essas cartas, mas sim que se informem e que pesquisem as maneiras legais de se fazer o correcto. Informem e mantenham-se informados, pois basta haver um decréscimo dos utilizadores deste tipo para essas empresas pensarem que podem fazer tudo e que podem ganhar.

Eu posso considerar-me culpado, mas sou culpado, não por fazer downloads de musicas e filmes mas pelo facto de fazer parte da classe média que mal tem dinheiro para pagar a renda de casa, e ainda faz um sacrifício enorme em pagar 60€ pela Internet, mais não sei quantos euros pela tvcabo, mais não sei quantos euros pelo telefone, mais não sei quantos euros pela assinatura mensal do telefone, e de trabalhar de sol a sol. Mas NÃO SOU CULPADO, pelos roubos de ministros, deputados, e administradores de empresas estatais, pelos buracos financeiros que causaram a empresas estatais. NÃO SOU CULPADO, pelo buraco financeiro em que o pais se encontra, e muito menos pelo valor do défice 6,8.

Agora só vos peço para levarem a vossa vida atrás do computador calmamente, não castiguem os vossos filhos por algo que não estão a fazer, e acima de tudo, divulguem toda esta informação, para que essas empresas que vêm do estrangeiro, não pensem que somos uma cambada de saloios e que nos podem meter medo!"

terça-feira, 28 de março de 2006

Roqui du cacete!

Rob Zombie: "Educated Horses" (CD'06; Geffen / Universal)

O cara tá todo retró, né? É... us dois filme de horró seriau-killer são verdadeiras simulacros da iconugrafia dos anos 70 e agora cê pega na capa do novo álbum de Roberto Zumbi e parece que largou o visuau Rasta-White-Trash-B-Movie-Cicerone. Tá parecendu banda de Hardxi-Rock ou di Heavy Metau de os 70.

Mas o disco tá bem legau, a gente não desconfia di nada até à térrceira faixa - parece qui tá lá tudo que sempri caracterizou Roberto com ou sem o White: groove e "yeahs", Rock du cacete!

Mas depois u lado mais "vintage" vêm ao di cima pois os samplers de filme de terró e ruído electrónicu vão pra cucuias. Boas músicas continuam, claro, afinau Roberto faz parte dos grandes roqueiros gringos e como tau se reune dos melhores dos melhores, como o seu companheiro di sempre (desde a carreira à sólo), o produtóu Scott Humphrey em partxi responsável também das composições, ou John 5 (ex-Marilyn Manson) qui faz um excelente trabaío de guitarra.

Em parte esse álbum soa à Alice Cooper e outros caras da barra da pesada antiga e talvez o fã tipo di Zombi vai ficá danado prá gostá desse álbum mas pouco a pouco - demora, cara! - vai percebée qui este é um dos melhores discos de Rock deste ano.

Qualidade numérica: 4/5 Objectivo pós-audição: guardar e curtir e curtir! «Foxy Foxy!»

sábado, 25 de março de 2006

OSAMAsecretLOVERS || BAR DO BAIRRO

[com DJ GoldenShower - MauAmor - Seringa]

quarta-feira, 22 de março de 2006

Marcos Farrajota (na última sessão da) Desconstrução do conceito de DJ || BARTÔ - O BAR DO CHAPITÔ

«noites no bar em que se convida alguém conhecido de várias actividades, teatro, cinema, bd, dança, jornalismo, política, música, etc, para passar música como se estivesse na sua sala de estar. O objectivo é o convidado passar apenas a música que realmente gosta. Mais do que uma noite temática é uma noite de personalidade em que a pessoa que é convidada se dá a conhecer através do seu universo musical».

Ultima sessão deste ciclo!!!
Entrada livre.
O Bartô fica no Chapitô (Costa do Castelo, 1/7, 1149-079 Lisboa).
Sobre o un-dj: www.chilicomcarne.com/marcosfarrajota.html

domingo, 19 de março de 2006

DEA report 3

Metamorfina em Évora foi porreiro... quer dizer, houve uma estúpida que se meteu com Jucifer e com o un-dj de serviço, GoldenShower mas isso é para esquecer. Também para esquecer foi a organização do evento e a apresentação do livro... para quê um microfone para trinta e tal pessoas presentes? E para quê dizer baboseiras durante meia-hora?
Depois a coisa começou a doer: A teia, Atari Teenage Riot (Destroy 2000 years of culture), Einstürzende Neubauten, Agoraphobic Nosebleed, Kingdom Scum, Moist Boys, Sheep on Drugs, Dälek, Fever, End, Negativland, Godflesh, Puppetmastaz, ... barulheira urbana para a província! Que gostou! Casa cheia a dada altura na SHE e não houve desistências apesar dos sons agressivos! Fixe! Portugal já não é aquele atraso de vida - excepto no Pinhal Novo onde fui quase expulso de um bar apesar de estar a ser soft no som...
Os autores do livro prepararam um loop de imagens de leitores do livro: José Socrates, Batman, Taveira e secretária, Bruce Lee, o José Cid na famosa foto nua com o disco a tapar os genitais (neste caso com o Lx Comics - ver abaixo), o Spock do Star Trek e mil e tal imagens - grande trabalheira mas compensou.
Ah! E ainda conheci um "metalhead" que curtia os Ferro Gaita (para além de Suicide Tendencies, Anal Cunt, et...). Se calhar há mais atrasados mentais na capital que na província... ou...

sexta-feira, 17 de março de 2006

Metamorfina em Évora || SOCIEDADE HARMONIA EBORENSE


DJ GoldenShower vai estar na apresentação do livro "Metamorfina" (Lx Comics #17, Bedeteca de Lisboa) de Miguel Mocho e João Sequeira.
Vai haver também zines e edições independentes, falta saber que som é que vai ser?

terça-feira, 7 de março de 2006

OSAMAsecretLOVERS || BAR DO BAIRRO

A Björk que se cuide!

Ghostigital: In Cod We Trust (CD'06; Ipecac / Sabotage)

A pós-modernidade é uma beleza! Da Islândia, dois tipos (Einar Örn e Curver) mostram que de lá não é só Björk + Múm + Sigur Rós e outros paisagistas. Há lá tipos que gostam de ritmo e barulheira embora Örn fez parte dos Sugarcubes (banda indie-pop onde cantava a Björk) e Curver remisturou Sigur Rós.
Juntaram as vozes de alguns mini-stars como o emblemático Mark E. Smith (The Fall), o pesadão Dälek e o acelerado Sensational para uma orgia de sons, do Hip-Hop-Noisy ao Electro-porco (grande rótulo que inventei, não? electro-porco, electro-porco, electro-porco), do Free-Jazz (os metais não enganam) ao Lounge Industrial (como?).
O projecto é bastante bem esgalhado mas a dada altura irrita pelo histerismo de voz bicha-louca de Örn mas é uma questão de hábito até apanharmos o gosto porque o que o bacalhau serve são canções e não experimentalismo tout-court.
Acreditem neste bacalhau!

Qualidade numérica: 4,3/5 Objectivo pós-audição: boa aquisição nem que seja só pela faixa do Mark E. Smith que confunde a malta toda quando se ouve pela primeira vez.

sexta-feira, 3 de março de 2006

Debut! + Veados Com Fome + Lobster || IPJ de LISBOA


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Publicado no Néscio

sábado, 18 de fevereiro de 2006

Troca de Discos e de Armas + Festa do Pepedelrey || LX CAFÉ



<- das 22h30 até à meia-noite é a festa de troca de discos e de armas...

... depois é a festa do Pepedelrey ->


Com DJ Goldenshower
Cartazes feitos por Júcifer que se enganou no número da rua: é o número 2! Que isto não seja desculpa para não aparecer!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006

Manual de Instruções para uma Festa de Troca de Discos

1) o DJ e o público escolhem discos que a) não gostam, b) já não gostam e c) já não ouvem ou não pensam ouvir no futuro; [os mesmos critérios que tem quando vai despachar discos para a Feira da Ladra!]
2) o DJ passa exclusivamente esses discos;
3) o DJ e o público trocam discos;
4) o DJ passa os discos que conseguiu trocar.
5) no caso do DJ desconhecer a música contida nos discos resultante da troca efectuada (alínea 3) aconselha-se o seguinte comportamento: a) passar o disco na íntegra até se fartar; b) passar a faixa 6 de cada disco, geralmente considerada por muitos Esotéricos do disco como a melhor faixa.

sábado, 4 de fevereiro de 2006

I ou II ou UK ou 1.2?

Amon Düül: "Fööl Moon" (Spalax Music; 1997)

Editado originalmente como LP em 1989, é reeditado por uma editora francesa, especializada em reedições de Prog e Krautrock, géneros musicais de onde os Amon Düül são um dos grupos mais carismáticos. A história deste grupo alemão é uma confusão total graças à bifurcação do grupo original - que era o bébé artístico de uma comunidade estudantil rebelde & orgiática dos emancipantes anos 60 do século passado - com outro grupo homónimo que acrescentou "II" no fim do nome.
O primeiro grupo mais virado para a performance lançou álbuns entre 1969 e 1972 - ao que parece as gravações são relativas a uma jam-session de 1969 (?). O segundo grupo era constituído por cinco elementos do primeiro grupo - os músicos "verdadeiros", os virtuosos - e gravaram o famoso Phallus Dei (Liberty; 1969) até chegarem a uma decadência Pop nos anos 70. John Weinzierl, um dos fundadores dos (dois) grupos decidiu reactivar o primeiro nos anos 80 com elementos de Hawkwind, Van der Graaf Generator e Ozric Tentacles, na tentativa de captar a energia inicial do(s) grupo(s). Para confundir ainda mais as coisas, a banda ora usava o nome original, ou identificava-se com "UK" ou ainda usava "III" (raramente) no fim do nome. Confusos?
Bem, a música deste quinto e último álbum da versão 1.2 ou UK ou III é mais simples do que as questões de denominação... este é sem dúvida mais um álbum de Prog, ignorado pelos seguidores talvez porque já morreram quase todos juntamente com o Syd Barrett, ou porque não se aperceberam que os tipos voltaram nos anos 80. A informação na 'net é quase escassa sobre o disco (por desdém?) ou sobre os discos desta "fase" - em parte porque a maior parte dos discos não traziam quase nenhuma informação sobre as suas gravações.
Desta "lua parva" não há muito de impressionante: o psicadelismo guitarresco é o bacoco dos 60/70, alguns elementos concretos são bastante banais, há um tema com cítaras (o último, Hymn for the Hardcore), um tema de 16 minutos (Haupmotor, já agora, o álbum tem apenas cinco faixas) e pouco mais. Uma ode à preguiça portanto.

Qualidade numérica: 3/5 Objectivo pós-audição: Vai prá Troca de Discos!