domingo, 22 de junho de 2008

smoking crack on your back


Os graffitis no Forte Prenestino quase lembram os azulejos portugueses. Os azulejos da casa-de-banho na bela casa dos organizadores do Crack contavam histórias de Lisboa... o pessoal droga-se!

When will you Crack?

Domingo "dolce vita" no Crack...

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Invisual #35 || RÁDIO ZERO

Sexta-Feira, às 20h: vai para o "ar-virtual", cortesia da famosa Rádio Zero, mais uma emissão do Invisual, um programa que pretende divulgar as promíscuas relações entre a banda desenhada e a música.
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Produzido por Marcos Farrajota, o 35º programa, vai ser dedicado às ligações promíscuas do colectivo Le Dernier Cri à música, no âmbito da chegada de novo material à Chili Com Carne. Os discos que passarão no programa farão os ouvidos vomitar tal como os livros do LDC fazem vomitar os olhos!
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É repetido à Segunda-Feira pelas 11h30.

Holy Harah!


Silver Jews: "Lookout mountain, lookout sea" (Drag City / Ananana; 2008)
Como escrever uma resenha crítica a um disco de uma banda sólida e reconhecida quando não se conhece nada dela? Simples, primeiro ouve-se o dito sujo, depois vai-se ao google, wiki, allmusic e pitchfork e até à amazon ler sobre a banda e sobre o disco... Conclusão: este é o sexto disco de Silver Jews, grupo que caminha à volta da poesia e voz de David Berman mas é o segundo com um alinhamento de músicos e o primeiro sem as preciosas ajudas de Stephen Malkmus e Bob Nastanovich (dos não menos respeitados Pavement) que mais ou menos sempre acompanharam a banda desde o início. Diz-se também que é um álbum em que temos um Berman na via do abandono da toxicodependência e da depressão - que piada poderia este álbum ter? Resposta, alguma! A nível instrumental (e sem conhecer os álbuns anteriores) é pouco animador, roçando até algum pirosismo Country (daquele comercial quase Top 40 USA) e a voz da sua mulher Cassie consegue irritar uma vez ou outra mas as palavras de David convencem mais do que tudo o resto. A primeira canção "What is not but could be if" invoca imediatamente Johnny Cash em American Recordings, "My pillow is the threshold" é pura neura, e ainda consegue nos divertir com "Aloysius, Bluegrass Drummer" e "San Francisco B.C.". Algumas músicas são menos interessantes mas no total fica-se com uma sensação agradável deste disco, e sobretudo fica-se a pensar como serão os anteriores...

domingo, 15 de junho de 2008

porque antes fazia-se melhor música...

É uma dica! Dia 28 de Junho, Sábado, na Bedeteca de Lisboa acontece mais uma edição da Feira Laica e como têm sido tradição vai haver muitos discos por lá, não só vindos de editoras independentes mas também em segunda mão! Fazendo parte da organização já tive a sorte de apanhar alguns discos de um pessoa que vai ter lá os seus vinis. Comprei-lhe já dois discos, antigos claro, de edição / distribuição moçambicana que só mostra que nas colónias curtia-se enquanto que no Portugal nojento de Salazar as mentes apodreciam ao ponto de ainda influenciarem a nossa forma de ser nos dias de hoje.
La Gran Orquesta de / Le Grand Orchestre de Paul Mauriat (Phillips; 1967). Mauriat (1925-2006) é um grande compositor francês de easy-listening cuja carreira teve o apogeu nas décadas de 50 e 60, e claro como muita boa gente da altura, tem discos que não mais acabam, capas diferentes de país para país (a minha edição não tem a bela loiroca da capa que coloquei neste "post" e há mais versões para o mesmo disco, vejam a edição brasileira), provavelmente até alinhamentos diferentes, mil colectâneas, best-of's,... Como qualquer bom easy-listening traduz músicas de géneros diferentes para um conforto Lounge, digno de pantufa, gata no colo e uma passagem por uma revista ou livro no sofá ao fim do dia.
Dica nº2: o tipo tem mais discos de Mauriat! Puro vintage!

Pink Floyd: "Ummagumma" (Harvest / EMI; 1969), um disco duplo - um disco ao vivo, outro em estúdio - sem Syd Barrett mas ainda "frees" e "Freackados" antes de virem a tornarem-se merdosos.
O disco ao vivo são temas bastante psicadélicos com as estruturas tradicionais do género - embora o que Pink Floyd fizeram foi até criar as regras desse género.... Sendo tocado ao vivo sente-se que os temas estão mais crus e agressivos que nas gravações em álbum. O disco de estúdio é completamente experimental, dividido em 4 segmentos - cada um com composições de cada elemento da banda. Começa com Richard Wright, o homem dos teclados, com 4 partes do tema Sysyphus, em deambulações de "composição contemporânea" (o que se quer dizer com isto? um vale tudo de Stockhausen a Xenakis?), um pedacinhos de Jazz, minimalismo e um tom operático - bom! Segue para Roger Waters (baixista, voz e combatente pela liderança da banda) que começa com calma acústica Folk e acabar com animais a guincharem por todo o lado - muito bom! Lado B do 2º disco (ou lado 4) começa com David Gilmour (o guitarrista) a tocar um Blues/Folk cheio de efeitos espaciais (sci fi assumido) e acaba por soar a Pink Floyd que se conhece mais. Por fim, Nick Mason finge nos primeiros segundos que nos vai dar umas flautadas à Yes mas acaba por apenas por nos saturar com exercícios de percussão (e é isso que ele faz na banda) com uns Drones a acompanhar. Um disco quase 40 anos depois fresco como o último de qualquer neo-freak que esteja aí a dar, aliás, essas bandas admitem sempre onde foram buscar a inspiração e a forma.
Dica nº3: há mais clássicos do Rock para encontrar do lote deste meu amigo que terá discos na Laica, é só procurá-los com todo aquele brilho estelar do vinil em bom estado e da dimensão gráfica do elêpê! Só já faltam 2 semanas!!!

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Al coirão - Farrajota 13:06:08

mulheres porcas vestidas de bandeira portuguesa / mulheres que para agarrar os homens despediram-se das diferenças sexuais que os separam / agora todos são iguais / unidos pela burrice / assexuados pelo desporto
essas grandes putas que se rebaixaram a adorar a homossexualidade total que é o desporto / bastião de segurança dos homens / esquecem-se que não será assim que manterão os valores familiares e sociais / na realidade os homens não precisam delas como mães, irmãs ou companheiras / porque há bares onde dançam russas-boas que não se mascaram de bandeira
às porcas bandeiras-humanas que ofendem a natureza e que abandonaram a Humanidade / chicotadas nos pés para que rastejam como vermes tal quando adoramos Alálá!

Invisual #34 || RÁDIO ZERO

Sexta-Feira, às 20h: vai para o "ar-virtual", cortesia da famosa Rádio Zero, mais uma emissão do Invisual, um programa que pretende divulgar as promíscuas relações entre a banda desenhada e a música.
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Produzido por Marcos Farrajota, o 34º programa irá incidir sobre algumas novidades editoriais e algumas pérolas musicais ligadas à bd/ilustração como Melanie is Demented (como uma coisa bem boa vinda da SPX deEstocolmo), Avatar e LoveYouDead, banda portuguesa cujo último disco, We're different when looked in the eyes (imagem da capa), tem uma bd e ilustração de Diana Mascarenhas.

Voltamos ao ciclo de músicas dedicadas ao sub-anormal do Super-Homem, desta vez com temas do nada óbvio do álbum Superman was a Rocker (Happy Jack Rock; 2008) de Robert Pollard.
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É repetido à Segunda-Feira pelas 11h30.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Anarko God Complex!?

Na simpática Feira do Livro Anarquista, comprei ao desbaratos dois CD's a um bacano da Via Óptima (grande editora de livros!) por dois euritos: "The Compassionate, The Digital" (Grievous Amalgam; 1996) dos God Complex, uma banda de irmãos gótico-EBM's que usam óculos escuros e misturam batidas electrónicas com guitarras metalizadas perseguindo os moldes de KMFDM e um certo electro-industrial tipificado nos EUA numa massacrante falta de originalidade, tanto que para encontrar algua coisa da banda ainda tive de dar muitas voltas ao Google. A voz lembra o tipo dos Metallica, o que não vem ajudar em nada porque odeio essa banda. Comprei porque gosto de bandas com o nome de "God qualquer coisa" e prontos,... banhada!
E "Kathy" (TCB; 1997) dos holandeses Paxy Dragon, que por pouco parecia que também não tinham ficado para a história virtual - até encontrar o site do mentor Martin Draax. Um estranho Pop/Rock/Folk entre os Beatles e os Mission meio inesperado, cantado em inglês sobre fantasmas, demandas em reinos românticos imaginados - as fatiotas dos membros da banda assustam de tão kitsch que deixaram alguns Gáoticos com inveja. A capa dava a entender que seria música étnica oriental ou algo do tipo. Infelizmente saiu algo limpo mas não tão mau assim que possa parecer à primeira audição...

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Invisual #33 || RÁDIO ZERO

Às 20h: vai para o "ar-virtual", cortesia da famosa Rádio Zero, mais uma emissão do Invisual, um programa que pretende divulgar as promíscuas relações entre a banda desenhada e a música.
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Produzido por Marcos Farrajota, o 33º programa terá nesta edição Richard Câmara como convidado especial, conhecido como autor de bd e ilustrador.

Playlist: Sonic Youth (a propósito do último Milk+Wodka e a participação de Pedro Burgos), Pop Dell Arte e Aznavour - estas duas últimas, escolhas do convidado.
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É repetido à Segunda-Feira pelas 11h30.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Onde está o Lex Luthor quando precisamos de um?


Robert Pollard: "Superman was a Rocker" (Happy Jack Rock / Sabotage; 2008)
Pollard, o mentor dos influentes Guided by Voices, voltou com um álbum que usa gravações maradas que encontrou nos seus arquivos e que remontam algumas delas a 1980. E como já fazia antes, cantou por cima dessas gravações e acrescentou mais algumas melodias e instrumentos, num processo de "cut'n'paste" em que a matéria-prima é plástica e abusada pelos canônes pós-punk e "lo-fi". São 30 minutos de Rock/Pop que agradarão qualquer gajo que tenha sido universitário nos anos 90, especialmente da área de Artes Gráficas. Não que seja mau por ter essa aura datada mas nesse caso mais valia ter sido editado numa k7 ranhosa invés da tecnologia avançada do Lex Luthor, ehm... digo, do Disco Compacto.

wall animation by BLU


Zamith forward transmission

segunda-feira, 2 de junho de 2008

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muito estranho estes padrões psicadélicos no tabaco português...

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Bandidos Desesperados Invisuais || RÁDIO ZERO

Quarta às 16h o Invisual vai ao programa dos Bandidos Desesperados &&& Sexta-Feira, às 20h, os Bandidos Desesperados vão ao Invisual! Tudo isto cortesia da famosa Rádio Zero!

Marcos Farrajota leva ao programa dos Bandidos Desesperados os seus singles de vinil que tenham relações promíscuas com a bd e a ilustração, embora os Bandidos divulguem desta forma: «Nesta sessão temos o convidado M. Farrajota, um preso político dos anos 50, um homem capaz de se transformar em Wolverine caso exista algum incêndio florestal, fazendo a classe política deste país ficar com o nariz vermelho, tal e qual como se bebessem AINDA MAIS vinho tinto. "Larguei a cocaína há dois meses." - Mário Jardel»

Mais tarde, o 32º programa do programa Invisual recebe os Bandidos.

Playlist nos Bandidos: Bonnie Prince Billy (single raro da Lowfly), DJ Balli, The Dynamic Hepnotics, Knifethruhead, Space Streakings e The Wonder Boys; Playlist no Invisual: Evil Moisture (do Le Dernier Cri), Sepultura, Uplifters, Sonny J e Barbara Markay - estas 4 últimas, escolhas dos convidados.
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São repetidos no Sábado, às 17h (Bandidos Desesperados) e Segunda-Feira pelas 11h30 (Invisual).

terça-feira, 27 de maio de 2008

Os nossos políticos nunca foram pretos com SIDA

As tiras de In DJ GoldenShower record collection vão fazer uma pausa. entretanto, estes decidi fazer uma página de bd para o jornal Mundo Universitário, sobre Jorge Ferraz: África mecânica de metal (Zounds; 2008) e Mão Morta: Maldoror (Cobra; 2008). O título acima era do "post" que iria fazer sobre os discos antes de surgir a oportunidade de o fazer em bd - acabou por não ser usado, infelizmente.



[o original + versão publicada]



Entretanto cometi o erro de comprar o disco Muad'Dib Off Distortion: A revolução não será uma explosão (Música Alternativa; 1998), um dos projectos de Jorge Ferraz, com Mário Gil (More República Masónica) e Jorge Gil, entre 1997 e 1999. Esperava de algo interessante e tudo o que apanhei é uma Pop avariada com um nostálgico gosto de MMP (aposto que já ninguém se lembra o que significa isto: Música Moderna Portuguesa, ou seja a música urbana portuguesa que começou a ser feita nos anos 80), e seria injusto dizer que falta qualidade nas letras (muito antes pelo contrário, um lirismo urbano-depressivo sobre a fragmentação da vida, do amor e de tudo mais) ou na parte instrumental (paisagens sónicas construídas com inteligência, programações omnipresentes vindas de filmes de FC). O (duplamente) constrangedor é a voz de Ferraz, constragedor para ele (duvido que gostasse do que estivesse a fazer) e para quem o ouve. O que é uma pena porque poderia ser um excelente álbum Pop caso tivesse um outro vocalista ou se o trabalho de voz tivesse sido feito de outra forma. A evitar, portanto...

Boris || LX FACTORY

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sexta-feira, 23 de maio de 2008

Cardigans

Discos vindos da Suécia, após a visita ao SPX. Não foram muitas as aquisições musicais, na realidade dividem-se em duas situações, compras na loja Repulsive e trocas com pessoal da bd na SPX.

Começo pelos últimos, e começo pelo mais bizarro que é The Wonder Boys e o EP Den Flygande Värmlänningen (Lystring; 2008). The Wonder Boys é o alter-ego de David Liljemark que ao que parece, é uma espécie de ícone da estética lo-fi sueca que tanto dá para o noise como para a Pop caseira. Aqui temos dúvidas se ouvimos os anões de David Lynch ou os mongoloídes do Reino (série de tv de Lars Von Trier). Uma intro e três versões de "música elitista sueca" disfiguradas do Hip Hop (Las Palmas), Pop vintage (Robert Broberg) e Noise-Rock (Brainbombs). O que vale é que ainda troquei com o David a antologia de bd From the shadow of the northern lights pelo glorioso Mutate & Survive, e este disco por uma colectânea parva de música portuguesa, espero que ele também sofra a ouvir aquilo...

Da Noruega e Finlândia, o DVD Free for all : live at Media Centre Lume (Geoglyph; 2006) dos Nazca, que tal o nome indica é um bocado panasca... Embora, o deserto de Nazca (Peru) seja conhecido pelos geóglifos de bonecada pré-Inca no solo para os Deuses poderem admirar ou algo assim. Infelizmente este Nazca é feito por Índios que tinham como base de operações em Helsínquia, são daqueles que gostam de ser calmos, introspectivos, planantes, cinematográficos e uma série de adjectivos sacados ao allmusic.com. Por mim, é uma chatice que deixei de ter paciência à muito, para além do que o pior é reconhecer as influências, como os Tindersticks que nunca gostei, ou achar que a música In Féria lembra Make believe, uma faixa rara dos Pixies... A influência é confirmada quando os Nazcas acabam o concerto com In Heaven, música do Eraserhead (o medonho filme de David Lynch) com que os Pixies costumavam acabar os concertos na primeira fase de carreira - não sei se ainda fazem neste "comeback" nojento. O concerto - não posso esquecer que isto é ao vivo e que tem imagem - esforça-se para ter uma tónica política e pós-11 de Setembro. Os Nazcas estão vestidos a rigor e transmitem tanta emoção como o público sentadinho nas cadeiras do Centro Cultural. Cantam em inglês e tem uns vídeos projectados tão emocionantes como a banda. A banda parece que já acabou, se calhar nem valia ter escrito nada se o vocalista e guitarrista Karstein Volle (que faz umas bd's humorísticas) não tivesse sido simpático com esta oferta.

De quem tenho MESMO que falar é do Melanie is Demented e o álbum de estreia Unleash destruction with precision in 1st person view mode (Wormfood; 2007), banda / projecto de um puto sueco. Só pelo CD dele valeu a pena ir a essa terra dos bimbos que é Estocolmo... imaginam Mr. Bungle em versão "bedroom punk"? Há partes da voz que lembra David Bowie tanto como outras lembra Butthole Surfers (do início), enquanto que a parte instrumental rockeira usa uma caixa de ritmos (que de vez enquando salta para o Hip Hop ou Drum'n'Bass) e guitarradas bastante variadas. As letras são cantadas em inglês e tratam de assuntos endérmicos de quem escolheu o Rock como expressão criativa - havendo uma série de bocas ao negócio fonográfico oua bandas atrasadas-mentais. Há uma voz feminina que vai aparecendo nas 20 músicas deste CD que aumenta a diversificação do som do projecto. História gira, na mesma manhã que percorria Estocolmo vi um autocolante de um gajo com ar estúpido com uma racha entre os dentes de meter inveja à Madonna (não resisti a digitalizar essa imagem). Por acaso não fixei o nome do sítio que fazia publicidade, pensei que era mais um designer armado em artista street... à tarde, o "Melanie" apareceu, apresentou-se, depois de comprar um Sourball Prodigy (bom gosto, hein!?), como músico sem guita que curtia trocar o CD dele por outro (dos [f.e.v.er.])... sinceramente, acho que fiquei a ganhar!

Indo prás compras na loja de Metal, o menos Metal possível: Front Line Assembly: Millennium (Roadrunner; 1994). Banda canadiana electro-industrial da qual tenho boas memórias deste álbum não pela capa do Dave McKean (o tipo que mais imitado na década de 90 nestas coisas de Design e Ilustração Digital e que estará connosco este fim-de-semana no Festival de Beja!) MAS porque era daqueles discos de Industrial à Ministry, ou seja, de guitarras Metal sampladas - neste caso vindas de Slayer e Pantera bem como umas originais de Devin Townsend (Strapping Young Lad) - mas com uma Electrónica mais dançante, e pasme-se até Rap numa das faixas - aposto que deve meter nojo aos Góticos e afins.

Comprei porque era barato - foi em segunda mão tal como foi Rebegin (Invisible; 1997) dos Tribes of Neurot, o projecto freak dos poderosos Neurosis que mete inveja a qualquer freak! Os Neurosis para além de serem a banda mais copiada pelo Metal nos últimos anos - chamam-lhe de "Post-Metal" a uma série de secas monumentais editadas por aí, inclusive pela própria editora dos Neurosis sabe-se lá porquê -, dizia, os Neurosis a dada altura começaram a desenvolver discos de música fora do formato Rock, mais "ambientais" e "experimentais". A esses discos criaram a identidade Tribes of Neurot em que existe uma assumida política de participações externas para criar outros sons - o projecto depois desenbocou pelos vistos na criação da editora com o mesmo nome. Este álbum, originalmente editado como dois EP's temos uma faixa de 20 minutos dedicada ao Sol e mais quatro faixas de 5m (em média) dedicadas aos Quatro Elementos (Terra, Ar, Fogo e Água). Não foge a um modelo de Dark Ambient / Industrial com os Loops & Drones, em que poderíamos comparar a Deutsch Nepal e afins, mas os Tribes of Neurot têm um espírito próprio que vale a pena continuar a ouvir, nas deambulações de precurssões tribais acompanhadas por intervenções Noise e samples ou efeitos electrónicos estranhos o suficiente para criar mundos. Vale a pena descobrir esta tribo...

Invisual #31 || RÁDIO ZERO

Sexta-Feira, às 20h: vai para o "ar-virtual", cortesia da famosa Rádio Zero, mais uma emissão do Invisual, um programa que pretende divulgar as promíscuas relações entre a banda desenhada e a música.
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Produzido por Marcos Farrajota, o 31º programa retoma o ciclo de entrevistas a sócios da Associação Chili Com Carne.
O sétimo convidado será Pepedelrey, autor e editor de bd.

Playlist: Black Sabbath (o tema Iron Man por causa da recente adaptação para cinema de mais uma personagem da Marvel), Mler Ife Dada e Konono nº1 - estas duas últimas, escolhas do convidado.
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É repetido à Segunda-Feira pelas 11h30.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Uomo-Ragno, Indian Superman & Spiderwoman


hum... acho que vou ter de passar o Super-Indian no Invisual...