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segunda-feira, 10 de março de 2025

Merda Frita 3

 

Graças ao José Feitor - então ao editor do fanzine Merda Frita Mensal - fiquei a saber do seu lançamento... enfim, putos!

Aqui está a mensagem: Fruto de sinergia marada entre decanos (Imprensa Canalha) e jovens militantes do mau gosto (Matilde Feitor e meliantes da Merda Frita), anuncia-se evento apocalíptico no dia 15 de Março, a partir das 18h30, nos novos aposentos da Oficina do Cego (Estrada de Chelas 101, Lisboa - Espaços da Gráfica Municipal).

Serão apresentados ao público incauto as seguintes pérolas:

Fosso #3 (José Feitor, Imprensa Canalha)

Merda Frita #3 (Merda Frita Lda)

Fora de Campo #2, Night Time, My Time, Contos do Mar (Bancarr0ta, Matilde Feitor)

Haverá ainda exposição de originais de José Feitor para o Fosso e impressão serigráfica dos postais que acompanham a edição.

Comes e bebes assegurados pela Oficina, conversa a expensas dos ilustres autores e seus convidados.


TEXTO que escrevi:

 


Então, um gajo para fazer uma colonoscopia tem de 48 horas antes parar de comer merda, 24h come uma torradinha e depois é só líquidos. Horas antes toma laxantes e bebe 4 litros de água ou quejandos, e quatro horas antes fica de jejum - o melhor é ver um Anime de merda para passar o tempo. Depois despe-se, mete aquelas batas onde mostra o cu, metem-lhe coisas para medir coração e respiração, e a última cena que vemos é propofol - uma gosma branca que o Michael Jackson era agarrado e lhe provocou a morte por overdose - pelo tubo a dentro e sweet dreams!! Da primeira vez que tomei isso foi para uma endoscopia e sai de lá radiante a perguntar a todas as enfermeiras o que me tinham dado - a sério, de todas as drogas tomadas, esta foi a melhor do mundo que me bateu. Juro que poderia viver na lalaland dos sonhos para sempre. Fiz até uma BD sobre a experiência para o fanzine Preto no branco #6 (Nov'16). Desta vez, ou deram-me pouca ou a segunda vez já não bate tanto, sei lá! Acho que estava a ter uma grande discussão sobre feminismo na soneira até voltar à triste realidade da barafunda da clínica de S. Cristóvão. Lembrei-me desta última viagem de propofol como o mais aproximado de ouvir o CD 公衆便所 (殺害塩化ビニール; 2008) dos TooZy's (ツージーズ), música feita por um punk velho, de bandas punks velhas japonesas, com uma "miúda" que ou a engatou ou que a enganou, ou pode ser apenas uma sobrinha pacholas dele, sei lá, é melhor não escrever mais nada sobre a formação da "banda". 

A música é uma javardice pegada feita com caixas de ritmos, guitarras clichés cheias de feedback mas suportável para qualquer um que oiça som decente. Ela berra umas parvoíces de vez em quando mas nada de muito perturbante, sei lá diz umas cenas para parecer que é pita do secundário, supostamente um fetiche de muitos. Não percebendo um caralho do que dizem, não se pode dizer muito mais nada disto, terá humor? Que tipo? Xixi Cócó? Enapá 2000? Ou se calhar são uns fetichista marados quaisquer e até podem ser os Big Stick do Japão mas nunca saberei... 

Agora o artwork do CD é o que rende mesmo o disco! Imagens do apocalipse em Pop Heta-Uma, não faltando crianças, fetos, animais e sereias cagonas, tudo ao molho em modo destruição e morte. Há fotografias da "banda" com um boneco PVC (acho) de um escorpião branco com pinças de ouro no meio delas! E uma BD na rodela do CD! Tudo "creepy" e mau(bom)gosto sem explicação, ou pelo menos para quem não percebe nada de japonês. Um artwork que repele e atrai, adoro! A autoria é do próprio Toozy Q (Shinya Tsujimura) que tem mais jeitinho pra desenhar o desastre humano que musicá-lo!

Para os mais incautos, o Heta-Uma é um movimento de BD japonesa ligado à revista de BD Garo (1964-2002), e é o que se pode rotular de Punk na BD, tal como poderão pensar o equivalente no "Ocidente" ao associarem os nomes de Gary Panter e Savage Pencil. É traduzível como "mau mas bom", ou seja, os desenhos parecem mal paridos mas é porque o artista quer, não por ineficiência ou má formação. O artista mais conhecido será King Terry, havendo mais desta primeira geração como o Yoshikazu Ebisu, que tem visto a sua obra a ser descoberta e reeditada em inglês pela Breakdown Press - já saíram duas  colectâneas, The Pits of HellI wish I was stupid

Em Portugal o atraso é o de sempre e só nos finais de 2023 é que finalmente foi publicado uma obra digna deste estilo, a saber: Tóquio Zombie de Yusaku Hanajuma, artista de segunda vaga de Heta-Uma. A edição foi da Sendai, editora que tem publicado BD japonesa diferente dos habituais Mangas para putos, e a Associação Chili Com Carne, se me permitem a auto-promoção. 

Mas atraso mesmo? Sim mas há sempre a Hetamoé, uma artista weeaboo com interesse por todas as coisas fofinhas, girly e DIY. É membro fundadora do selo de zines Clube do Inferno e MASSACRE e participou em dezenas de projectos editoriais indies pelo mundo fora. O seu estilo é um "não-estilo", ou seja, apropriando, modificando ou usando maquinaria, Hetamoé usa matéria da cultura Pop japonesa para ditar a sua própria agenda artística, literária e política numa regurgitação mutante - com classe, esta senhora vomita com classe!!! E fofura, que é o que "moe" quer dizer! Para fechar aqui o círculo, foi ela que me ofereceu este CD que já não consigo ouvir mais! Preciso de propofol, por favor!!!!

domingo, 20 de outubro de 2019

Exposição É Só Vaidade! Colecção da Fundação Farrajota (dias 10 a 20 Outubro) @ Casa José Joaquim Santos

imagem: Tiago Baptista in fanzine Cleópatra (2006)

O mundo gira sempre de forma inesperada e quando o PEQUENO é bom! Encontros Sobre Edição Independente preparava-se para seguir um rumo - a vinda de autores internacionais para conversas com o público - eis que somos convidados para integrar a programação do FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos, que decorre de 10 a 20 de Outubro

Uma coisa não impede uma outra e vamos em frente com um encontro mais complexo e completo.


PROGRAMAÇÃO



fotos de Thy-Lande Monnet, montagem fuck off do designer da Fundação


Exposição É Só Vaidade! Colecção da Fundação Farrajota (dias 10 a 20 Outubro) @ Casa José Joaquim Santos 
Os Fanzines poderão ser um artesanato urbano da Era da Informação, publicações amadoras em marginalidade bibliográfica, galerias nómadas e precárias, reacções à tirania da História. Desde os anos 30 que sofrem mutações e provocam dores de cabeças a todos que gostam de gavetas bibliográficas. Nesta exposição, da colecção particular de Marcos Farrajota, são mostradas uma série de publicações independentes deste universo, buscando mostrar a sua riqueza de temas e formatos, tudo graças à sua livre circulação.


Conferências (dias 19 e 20 Outubro, respectivamente) @ Livria Artes & Letras - Espaço Ó, às 15h
Casa de Papel - quando os zines invadem espaços físicos 
com 
Cecília Silveira (Sapata Press), Madame Zine (Atelier 3|3) e Xavier Almeida (Revista Decadente)

Tradição já não é... metamorfoses do fanzine 
com
Hetamoé (Clube do Inferno), Tiago Baptista (Façam Fanzines Cuspam Martelos) e Rodolfo Mariano (Rock Bottom)


Workshops por Patrícia Guimarães (dias 19 e 20 de Outubro)
E se o Medo fosse uma personagem de BD? 
para maiores de 7 anos

Folio um outro formato de fanzine
para maiores de 12 anos


Mercado de Fanzines e Edição Independente (dias 19 e 20 Outubro, entre 10h-18h) @ Rua da Porta da Vila
com 
Atelier 3|3 (c/ Casa Azul, Inkprint, Mundo Fantasma, Quarto de Jade), Chili Com Carne, Clube do Inferno, Imprensa Canalha, MMMNNNRRRG, Paperview, Patrícia Guimarães, Revista Decadente, Rodolfo Mariano, Sapata Press Tiago Baptista.


Novidades Editoriais
Instant Gratification (Paperview) de Abdrew Kuykendall
O Colecionador de Tijolos (Chili Com Carne) de Pedro Burgos
...




Exposição É Só Vaidade!

Colecção da Fundação Farrajota

Os Fanzines poderão ser um artesanato urbano da Era da Informação, publicações amadoras em marginalidade bibliográfica, galerias nómadas e precárias, reacções à tirania da História. Desde os anos 30 que sofrem mutações e provocam dores de cabeças a todos que gostam de gavetas bibliográficas. Nesta exposição, da colecção particular de Marcos Farrajota, são mostradas uma série de publicações independentes deste universo, buscando mostrar a sua riqueza de temas e formatos, tudo graças à sua livre circulação.

A selecção de títulos foi pensada em grandes temas dos fanzines espalhados em sete mesas -  música, BD, literatura, cultura, política, arte, culinária – para além de obras de referência e nove capas de formatos grandes que “rockam” (passe o anacronismo)!

 

Fanzines de Música

Um dos grandes géneros de fanzines, que durantes décadas divulgavam bandas e discos que a imprensa oficial não queria (e continua a não querer) saber.

 

- Mouco #1 (1999?; Porto) Edu & Luís, fanzine de Indie Pop

- Garagem #1 (2000, Guimarães), Garagem, fanzine acompanhado pelo primeiro disco de drum’n’bass português

- Headless'zine #2 (Set'95; Pragal), Gonçalo Prazeres, fanzine de Metal

- Underworld / Entulho Informativo #16 (Jul'05, Lisboa) Joaquim Pedro, importante fanzine no meio português underground, sobretudo no espectro Metal, Hardcore e Punk. Capa de Fredox (França)

- Ice Cream Star#1 (Dez'94; Lisboa) Elsa Pires, fanzine de música Indie Pop, ligada à editora Beekeeper

- Anita #2 (Primavera 2014, Portugal/China?), Joana Matias, perzine e zine de viagem de Joana Matias na China, este número dedicado à música.

- Neural Therapy #7 (Primavera 1998, Reguengos de Monsaraz) Jorge Mantas, fanzine de Música Extrema

- Sanabra Enxebre (Dez'09, Porto) Latrina do Chifrudo, fanzine de Música satânica

- Maximumrocknroll #396 (Mai’16, EUA), fanzine Punk, criado em 1982 e extinto este ano

- Punk Magazine #17 (Mai'79, Nova Iorque), John Holmstrom, mítico fanzine de Punk, e que vulgarizou o termo nos EUA

 

 

Fanzines de Culinária Vegetariana

Antes da popularização da Internet, era normal encontrar informação alternativa em fanzines, como é o caso do vegetarianismo. Comer também é um acto político.

 

- Grime + Nourishment : A Vegan Cookbook (200_, Londres) 56a Infoshop

- Como manter um Panda Gordo (2012, Porto) Joana Valente / O Panda Gordo

- Lo Pikante Natural (199_?, Portugal), ?, acompanhado com um panfleto anti-MacDonalds

- Comilona : Vegetais e mais (2003, Caldas da Rainha), Filipa Pontes

- Guia de Alimentação Vegetariana (Out'97, Lisboa), Cadernos para a Autosuficiência

 

 

Fanzines politizados

Os movimentos libertários desde sempre usaram a “pequena imprensa” para disseminar pensamento e crítica política. Nesta selecção há um enfoque nas  publicações de BDs politizadas.

 

- Suburbano : Fanzine Implicativo com a Situação [s.n.] (2001?, Lisboa), ?, fanzine de recortes de imprensa, saíram dezenas de números (sem numeração ou data)

- Os Bárbaros #3 (2001?, Coimbra), Hurso

- Plain Rapper Comix #2 (1992?, Inglaterra), Pete Loveday / AK Press, número dedicado à cultura canábica

- Last Hours #17 (2008, Londres), Indy & Ink

- World War Illustrated #49 : Now it’s time of Monsters (2018, EUA), AK Press, fundada em 1980 por Peter Kuper e Seth Tobokman

- It’ Ain’t Me Babe (1970, São Francisco), Last Gasp, primeiro livro de BD produzido inteiramente por mulheres, incluindo as autoras Trina Robbins e Barbara "Willy" Mendes.

- Inguine Mah!gazine #6 (2005, Itália), Coniglio

 

 

Publicações de Referência

Dada a efemeridade e a falta de oficialidade dos fanzines, começaram a serem editados fanzines dedicados aos fanzines (directórios ou “metazines”), bem como livros técnicos ou de História desta cultura.

 

- Computer Arts Projects #99 (Julho 2007; Inglaterra) Future Publishing, estranha temática deste número desta revista em que explica como replicar as estéticas underground através de ferramentas digitais!!

- D.I.Y. : The Rise of Lo-Fi Culture (2005; Inglaterra), Amy Spencer / Maron Boyars

- Whatcha mean, what’s a zine? (2006, EUA), Mark Todd & Esther Pearl Watson / Graphia

- Catálogo Expofanzines 2000/2001 (2001, Galiza), Colectivo Phanzynex

- Fancatalog (2008, Almada), catálogo da IX Feira Internacional do Fanzine de Almada, um dos primeiros eventos dedicados ao tema

- Na Silu / By Force : Submit of cheap laser graphics (2010; França / Sérvia), Turbo Comix

 

 

Fanzines e a Literatura

Os fanzines são mais conhecidos nos meios da música ou BD mas sempre trataram de “mil” assuntos diferentes. Desde os primeiros de Ficção Científica nos anos 30, passando por assuntos culturais até aos diários de vários escritores com assuntos tão pessoais que a designação “fanzine” deixou de fazer sentido (fãs de quê?). Nos países anglo-saxónicos começou-se a usar a terminologia “zines” ou “perzines” (personal zines / zines pessoais).

 

- Divided by Zero (1999; Inglaterra), Noek K. Hannan / Antkh, Fanzine de Ficção Científica

- Mondo Brutto #23 (2001, Madrid), El Viejo de la Montaña & cia, Revista espanhola dedicada ao lixo cultural

- Zundap #11 [#6] (2002?, Lisboa), José Feitor, Fanzine cultural

- Conto de Natal para Crianças (1972, Lisboa), Mário-Henrique Leiria / Forja, Edição de autor com fotomontagens

- Escavações Arbitrárias (2012, Cascais), Rafael Dionísio, Zine de poesia (ou plaquete?)

- Murder Can Be Fun #9 (1998, EUA), John Marr / Slave Labour, comic-book baseado no fanzine

- Murder Can Be Fun #20 (2007, EUA), John Marr, Fanzine dedicado a homicídios

- Safety Zone #3 (1996; Cascais), Afonso Cortez, perzine

- Laca #3 (2003; Porto), A. Afonso, F. Gingão e S. Dias, fanzine cultural, especial tecnologias

 

 

Graphzines

Fanzines gráficos são verdadeiras galerias de arte nómadas, algumas baratas outras com requintes de luxo com impressão em serigrafia, por exemplo. O movimento mais influente deste tipo de zines veio de França e os colectivos Bazouka (1972), Elles sont de sortie (1976) ou Le Dernier Cri (1995). Em Portugal de referir a enorme existência deste tipo de zines nas Caldas da Rainha a partir dos anos 90 com a abertura da ESAD.

 

- Nótibó (200_?; Caldas da Rainha), João Cabaço

- Ex-Man (2001; Porto) Miguel Carneiro

- As aventuras de qualquer coisa (2018, Lisboa), André Ruivo / Stolen Books

- Mix Tape (2008?, Dinamarca), Allan Haverholm

- Patau (2012, Coimbra), Manuel Pereira / Black Blood Press

- El Temerário #8 (2012, Valencia), Ediciones Valientes

- Hopital Brut #5/6 (2001, Marselha), Le Dernier Cri

- Revue 1.15 # 24 (2017; França), Loïc Largier

- Elles sont de sortie #40? (1994, Espanha), Bruno Richard & Pascal Doury/ 10 000 Humans

 

Fanzines de Banda Desenhada

Num meio débil de edição de BD em Portugal, os fanzines foram uma forma de desenvolver obra com a vantagem da sua completa liberdade formal e de conteúdos – formatos minis ou gigantes, numerações negativas, o troco já incluído, nomes jocosos, jogos de narração, paginação em acordeão, mapas, desdobráveis, enfim, o que for necessário para não ser… quadrado! Um movimento que curiosamente aparece antes do 25 de Abril de 1974.

 

- Herpes Labial (Out’97, Alverca), Geral & Derradé

- Pintor & Meio #3 (1991?, Almada?) Rodrigo Miragaia

- Não ‘tavas lá!? Especial Tremor #4 (2017, Chili Com Carne), Marcos Farrajota, BD reportagem do festival Tremor (nos Açores), um desdobrável distribuído ao público na última noite do evento.

- Aleph #2 (Mar’74; Lisboa), José Morais C. de Faria, dos primeiros fanzines portugueses, dedicada ao estudo da BD, número de cisão maoísta

- G.A.S.P. #1 (1992?, Lisboa), [Diniz Conefrey], número especial “BD no feminino”

 - Besta Quadrada #1 (1993, Lisboa), João Fonte Santa

- Besta Quadrada #3 (2008, Caldas da Rainha), André Caetano & Tiago Baptista, zine que se dá conta neste terceiro número que houve outra “Besta Quadrada” nos anos 90

 - Sub #3+5 [8] (Out’99; Lisboa), Pitchu, capa em alcatifa, mais tarde o seu autor andou a promover a ideia que o próximo número teria uma capa em pele humana!

- História em que o autor apaga a própria história (2012, Lisboa), Xavier Almeida

- The Thin Thing (2008?, Noruega), Dongery

- Que Suerte! # Petróleo [9] (2001, Madrid), Olaf Ladousse

- Sing it out (2008, Noruega), Pitchu, Bendik Kristoffer & Flu / Dongery

- Há Festa na Selva (1994?, Lisboa), João Chambel

- Lisboa #4 (2008?, Noruega), Sindre Goksoyr & Kristoffer / Dongery, noruegueses obcecados com Lisboa!

- Bio Edificio 421 (2012, Itália), Lök, mistura de tiras de BD com várias narrações possíveis!

- Succedâneo #-29 (Mai’03, Porto), João Bragança, o mais extravagante dos títulos que alguma vez apareceu em Portugal (1996-2006) usando toda a espécie de materiais para embalar a publicação, desde carteiras do Pekemon até luvas de jardineiro. Número dedicado ao trabalho.

- Reencontre Fortuite (1997, França), Carole Toulose & Sébastien Détreq / Des Gribouillis, duas BDs que se cruzam a meio do fanzine

- Petit Paresseux (Jan’19, Angoulême), Thy-Lane Monnet / Trés Trés Bien

 - ? (201_?, China), Nhozigna

- Totentanz (2012, França), Marcel Ruijters / Garage L, impresso em serigrafia, paginado em acordeão

- Boswash (2000, EUA), Nick Betozzi / Lux, desdobrável

- Brilliant Inc. (2003, Finlândia), Mikko Väyrynen, desdobrável




Nove capas que rockam!!

 

Paula Ferreira (Portugal) – Leitmotiv #1 (1980)

Rigo 23 (Portugal) – Ganmse (1986)

André Ruivo (Portugal) – Retratos (MMMNNNRRRG + The Inspector Cheese Adventures; 2017)

Hetamoé (Portugal) – QCDA #2000 (Chili Com Carne; 2014)

Harukawa Namio (Japão) – Callipyge (United Dead Artists; 2008)

Tommi Musturi (Finlândia) – Specter (Kuti Kuti; 2012)

Amanda Vähämäki (Finlândia) – Cani Selvaggi (Canicola; 2013)

Pauliina Mäkelä (Finlândia) – Mystic Sessions, vol. I (Kuti Kuti; 2006)

Mat Brinkman (EUA) – Multiforce (Picture Box; 2009)

sexta-feira, 22 de maio de 2015

À Reconquista da Mouraria III ... 22 MAIO ... BARTÔ

22 MAIO - unDJ FarraJ - 22h - entrada livre - Bartô - Costa do Castelo, 7, Lx

O regresso das 1001 noites farsolas... com unDJ FarraJ nos pratos e desta vez com o lançamento do zine/livro Malmö Kebab Party
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unDJ FarraJ é mais um disfarce de um elemento ligado ao DJihad ao Bairro Autismo, outrora ligado ao colectivo OSAMAsecretLOVERS e não se sabe ao certo que relação ao unDJ MMMNNNRRRG. Nesta persona dúbia sabemos que passa música do Médio-Oriente do passado e contemporânea sem a protecção de Alá.
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Malmö Kebab Party é um volume especial da colecção LowCCCost e conta as aventuras e desventuras de cinco autores de BD que foram até ao festival AltCom, em Malmö (Suécia) apresentar as antologias QCDA, nomeadamente Afonso Ferreira, Amanda Baeza, Hetamoé, Rudolfo e Sofia Neto. É que para além de ser uma cidade com uma dieta rica à base de kebabs, Malmö mostrou-se habitat natural para um senhor ananás muito simpático, desenhos rasgados, psicadelia, BDs do ALF, e afogamento de mágoas via consumo de álcool. 
Spektakulära!!
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Esta colecção de livros de viagens da Associação Chili Com Carne é dirigida "a quem gosta de viajar sem apanhar transportes e gastar dinheiro" e já contou como foi uma turnê punk-mas-com livros por uma "Europa aborrecida", seis meses de David Campos na Guiné-Bissau e viver fora de Portugal... 
A edição será feita em parceria com a Ruru Comix.
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Para quem não curtir as a-rabices no unDJ FarraJ pode ir ao Lounge que o DJ Nobita (aka Rudolfo) também estará lá a lançar o livro a por sons japonocas!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Opposights




Nestes anos estranhos de Covid só percebi em Junho deste ano que a antologia de BD Opposights pela Silent Army finalmente saiu. Junta nas suas páginas autores portugueses e australianos a tratarem das suas experiências com o meio da BD. Da parte portuguesa estão artistas fantásticos como a Amanda Baeza (que fez também a capa) ou a Hetamoé - hilariante a sua BD, parte com tudo!!!!!!!

Entretanto o editor e artista gráfico Michael Fikaris teve uma exposição inaugurada este Sábado na Tinta nos Nervos e tivemos uma conversa... e... foi o "high five" de missão cumprida!




Da minha parte ajudei o Fikaris na selecção e pelos vistos fui recompensado aparecendo nas BDs do Rui Moura e da Mariana Pita.



Se o Rui mostra uma homenagem porque lhe foi parar uma CriCa nos tempos do saudoso Milhões de Festa, já a Pita trata-me como se fosse um maluquinho. É merecido! Mas o melhor dela é algures na BD que mete o fofinho a dizer isto: Curators for a zine fair? What the f**k is this? Talvez a cena mais brilhante alguma vez escrita na BD portuguesa!!! Quem achasse que a Pita era só fofuras, fiquem então a saber que ela sabe dar uma doses de realidade crítica assim nas entrelinhas.

Por fim, mandar vir este livro da Austrália é uma dor de cabeça de guita e de burocracia - as alfândegas portuguesas deveriam entrar numa BD da Cátia Serrão ou do Pedro Burgos, por exemplo... Se calhar fazia-se uma edição portuguesa disto, não?





segunda-feira, 6 de abril de 2020

CIA info 89.3




Sugestão de leitura para esta semana, um monstro de livro/revista/zine, o segundo número do Bestiário que tem como tema o "Monstro" e nas suas 700 páginas (700! Não é erro!) há ensaios, literatura, poesia, BD, colagens e ilustrações sobre esta temática, que de certa forma faz tabula rasa sobre o tema e permite cogitar a razão de estarmos a sofrer todo este pandemónio.



Da parte que me toca participo com uma modesta BD mas destaco as participações de companheiros de luta como Ana BiscaiaAndré Coelho (com uma BD que é uma Escultura!!), António BaiãoHetamoé (capa manganona!), Joana Pires (design), Manuel João NetoRui Eduardo Paes (ensaio sobre os Placebo! WHAT!?) e Tiago Manuel.