terça-feira, 23 de março de 2010

sexta-feira, 19 de março de 2010

URanus

Camarada Caldas ajuda a espalhar este tipo de vertiginosa depravação sacada em moid.org/ed. Desde 2006 pelo menos que gostaria de saber o que raios era isto...

Doutor Uránio ajuda nesta demanda e já descobriu uma parte (do filme?) que está aqui: filecabi.net/video/et-sex.html

Mas seria injusto dizer que só há taradices na 'net, o Camarada Caldas oferece mais um momento de grande verdade:

quarta-feira, 17 de março de 2010

vfkrepuioewkmedf0


apesar de já não ser um blogue pró-árabe, ainda assim obrigado Miss Jucifer!

sábado, 13 de março de 2010

CD... GO!

Estive no Porto, passei pela loja CDGo.com, - muito simpática! - e apanhei uma série de CD's em promoção, que aproveitei logo... eis os resultados que foram mais tesão de mijo do que serem mesmo bons - caso contrário porque raios haveriam de estar em promoção!? A (falta de) memória pregou-me uma partida, lembrava-me há 10 anos de ouvir os Raggasonic e achar que era de uma violência Ragga e que justificava o nome. Ouvindo Raggasonic 2 (Source; 1997) não encontrei o "sónico" só o Ragga que não foge ao "normal" do Ragga/ Reggae/ Dancehall mas cantado em francês, claro, não fossem estes tipos uma instituição em França antes de acabarem após este álbum. Continuaram com álbuns a solo e isso tudo. Será que só o primeiro disco é que é "ragga sonic"? Ou será que nos 90's eramos menos rápidos? 

Este Rock the Kasbah : Songs of Freedom from the streets of the East (EMI; 2004) foi uma coincidência cósmica... No fim-de-semana passado esteve em Lisboa um autor de bd / ilustrador Alemão, o ATAK, que me gravou um CD-R com uma série de músicas. Entre os clichés (Joy Division, Gun Club, etc...) havia uma bela versão arabesca de Rock The Casbah dos Clash por um tal de Rachid Taha... O ATAK até me explicou de onde tinha sacado a música mas nem sabia o nome da colectânea nem nada... Uma semana depois apanho o disco! Um disco na essência limpinho, felizmente eclético, "todo o público" e pouco Rock (embora isso não seja importante, é mais por paradoxo ao título da colectânea). Reunindo artistas da Algéria, Iraque, África do Sul, Síria, Malásia, Líbano, Paquistão, Egipto, Irão e Costa do Marfim, quase o que une todos os projectos é o activismo político (mais ou menos directo) dos músicos, a maior parte até perseguidos e expatriados em França e EUA. Os melhores momentos são os "étnico-arabescos" muitas vezes com Electrónica à mistura nas mãos de quem sabe: Transglobal Underground e Fun-Da-Mental, este último curiosamente com os Jesus & Mary Chain à mistura! E mesmo quando o Techno-Allah é do pior como o de Yuri Mrakadi não deixa de ser divertido e festivo. De evitar é o Rock meloso FM dos Blend e Junoon, "kebabes" das bandas manhosas Muse ou Bush. No final do CD, fecha-se com uma versão de Joe Strummer & The Mescaleros de Redemption Song (de Bob Marley) à procura do aval espiritual de Strummer que tinha morrido hà pouco tempo (em 2002). Sendo ele um "Punk do Mundo", sem ele não haveria Mano Negra e muitos outros híbridos transglobais, e mesmo muito do que aqui se apresenta seja "burguesito", restam as estórias que o influenciaram a escrever Rock The Casbah, ou seja, a tentativa dos regimes opressores de proíbirem a miscigenação cultural ou de calar as vozes dissidentes. 

  Por fim, 666 Mix (Stones Throw?; 2006) de PB Wolf é um disco que mistura metalada velha guarda (Black Sabbath, Venom, Led Zeppelin), os Quatro Couveiros do DeathCalipse (Death, Cannibal Corpse, Morbid Angel, Deicide), a velha guarda xunga (Mötley Crüe, Queensryche), os grandes Slayer, Pantera e Sepultura, Electro Industrial (Revolting Cocks, Skinny Puppy, Front 242, Nitzer Ebb, Clock DVA) e ainda The Cure, Ministry, Cabaret Voltaire, Satyricon e os Iron Monkey - caramba, os Iron Monkey, é preciso saber o que se está a fazer! Tudo razões para fazer uma grande misturada - aliás, a edição deste CD é marada porque não tem nome de editora nem "copyrights", será uma mix pirata? - mas algo falha. Não há mistura com sofisticação apenas uma mudança de disco para disco, ou faixa para faixa. Não há scratch que poderia ter piada com esta matéria-prima - só topei no Roots, Bloody Roots dos Sepultura. Nem sei se seria fixe para uma festa de metaleiros... Talvez seja fixe como "Metal 1-0-1", como os temas seguem-se uns aos outros e de forma mais ou menos rápida, é óptimo para explicar a alguém que nunca tenha ouvido Metal e não perceba a diferença entre Morbid Angel ou Deicide, ou que Slayer é assim (mais histriónico) e Sepultura é assado (mais denso)... talvez seja bom para isso! Esperava mais daqui...

eu acho que devia ser proíbido...

terça-feira, 9 de março de 2010

O "pós" já tem mais de 30 anos logo já é pós-pós...


Jason Forrest : The Unrelenting Songs of the 1979 Post disco Crash (Sonig; 2004)
Pere Ubu : The Art of Walking (Rough Trade; 1989)

Começo pelo segundo caso que é uma reedição horrorosa em CD do LP original de 1980 - em que a discografia da banda ao ser reeditada em "formato digital" fizeram um desenho gráfico comum para a colecção, resultado, as capas tem todos uma moldura de ambiente de trabalho de Mackitosh à antiga (a capa neste "post" é da edição original). Mas quem vê caras não vê corações, e o quarto disco de originais desta banda é sempre uma conquista para novos domínios do Pop/Rock mesmo que já tenha 30 anos em cima. Ou por causa da voz delirante de David Thomas (realmente não há Pixies sem ele) ou por causa da entrada de Mayo Thompson (Red Krayola) para a guitarra (e outros instrumentos e letras), podemos ouvir sons de um período que se move no pós-Rock e caminha prá No Wave - os baixos e teclas não enganam - como ouvimos sons abstractos e concretos que poderão irritar os mais incautos - pergunto se um tema pica-miolos como Lost in Art é irónico ou se eles estavam mesmo perdidos... É um álbum de ruptura do Rock e da própria banda que até hoje terá mil e outras formações mas sempre sob batuta de Thomas. Bizarro q.b.
Não sei se Forrest era criança ou jovem em 1979 mas provavelmente deveria ser um "nerd" cuja música Disco deveria ser a única coisa que conhecia como "música fixe", e diga-se de passagem se tiveres uns 7 anos, nada melhor que Disco: músicas divertidas, fatos extravagantes, coreografias e poses homo-eróticas como todos os putos de 7 anos querem e gostam (nunca se irá perceber porquê, é como a merda do Wrestling nos dias de hoje). Talvez por isso sendo um produtor de música electrónica extrema não deixa de gostar de reviver o seu passado e utilizar o pior da música dos anos 70 como matéria-prima para algo novo e fresco como um Breakcore não muito violento mas como sempre iconoclasta. De uma ponta à outra, ou seja, daquela "tro-la-li-ró" sinfónico à guitarrada vomitante de Rock FM tudo é afundado em batidas novas e reconstruído para diversão e (des)concentração mental - lembram-se deste vídeo? O chavão seria enquanto o corpo pensa e a mente dança mas há outro que se ouve num sample de Talking Heads, diz "This is no Party / This is no Disco" e é verdade... embora lembra End pelo excesso.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Invisual No More

Pensava que este ano poderia haver uma terceira temporada do Invisual, programa que pretendia divulgar as promíscuas relações entre a banda desenhada e a música, produzido por Marcos Farrajota para a Rádio Zero. Incompatiblidades de horários e logística interromperam a sua continuidade desde Setembro 2009 e a falta de comunicação e total indiferença da parte da sua Direcção permitiram acabar com ele.
Para quem nunca ouviu eis o link para sacar os "podcasts" das duas temporadas, que incluem momentos grandiosos como entrevistas a David Soares, Tommi Musturi, Sara Figueiredo Costa, ao vivo no Furacão Mitra com o Mike Diana e Traumático Desmame, o Filipe Abranches a responder às perguntas com a sua guitarra eléctrica ou um especial sobre Le Dernier Cri: archive.radiozero.pt/invisual.xml.
E para quem vai ficar com saudades e isso tudo eis uma possível alternativa muito mais profissional mas sem música, em francês e mensal: Radio Grand Papier.

[foto de Rafael Gouveia]

quarta-feira, 3 de março de 2010

Em Lisboa a Cultura Beta ganhou! Confundiu a "cultura alternativa" com o "chic-freak" protagonizado pelos horror pós-colonialista dos Terrakota e materializados por espaços como a Crew Hassan que vinculam chavões para tias tontas como o Jazz (mas o Jazz técnico dos John McLaughlin que ninguém suporta), o Yoga e a Dança do Ventre (para fazer dinheiro com pessoas desiludidas com o quotidiano) e a World Music (limpa pelo empresário caucasiano).
Lisboa não tem Punk nem Metal, nem Rock nem Electrónica. Lisboa é um paraíso de ratazanas que exploram toscamente o turismo estrangeiro que deslubrado pela beleza da cidade esquece que não encontra cultura alternativa ou independente - a maioria dos turistas devem pensar que deve haver uma cultura tão "underground" em Lisboa que não conseguiram encontrar na primeira visita. E é verdade, ela está em Corroios (o punk e metal), no Barreiro e Almada (o Rock) e a Electrónica? Bem, temos de apanhar o Inter-Cidades para o Porto!

Neste panorama desolador, a tendência é sempre para piorar e serve este "post" para revelar a experiência horripilante da última Quinta-Feira à noite no Bacalhoeiro (outro sítio que propela alternativa mas é só serve para lugares-comuns) e o concerto de Pássaro, organizado pelo Movimento Alternativo Rock (!) que copiam o "template" FlorCaveira nas formas mais fúteis, nomeadamente o DIY (meramente) tecnológico mas sem o pathos, a estrutura colectiva (porque pensa-se que "União faz a Força" mesmo sem talento) e o regresso do português e/ou do cantautor mas com resultados succedâneos e chatos. Ou seja, um bocejo total porque tudo é bonitinho e certinho. Com letras de poesia asséptica e tão impessoal que se pensa que foi um Robot que a escreveu. Mas cada vez que acabava uma canção os amigos todos aplaudiam, claro. Na casa-de-banho percebi que alguém mijou contra as todas paredes, bidé, tampo da sanita e por todo o lado, talvez desesperado para se divertir de tanta modorra ou tentar, de forma frustrada, imagino eu, fazer com que a estadia de todos nós ficasse o mais desagradável possível - é realmente anti-democrático esta atitude mas até entendo! Depois do concerto ainda me passaram um CD poluente, um CD-R só com uma música do concerto - giro não é? receber um "recuerdo" do que se acabou de ver! - mas que 1) a capa foi para o papelão, 2) a rodela foi para o plasticão e 3) a caixa foi usada para outro CD-R. Vamos Limpar Portugal! E a começar por Lisboa!

Na mesma semana saiu na revista Blitz a única capa que não tem um artista vendido ou morto, ou seja o grande Adolfo Luxúria Canibal de cigarro na boca e a fazer de talhante. Um aberração do século passado, um primitivo dinossáurio dirão os estúpidos de Lisboa tão habituados a serem asseados e pseudo-cosmopolitas. Além da entrevista ao Canibal, a revista vinha acompanhada de um CD, E-Spam 001 (Enchufada; 2010).
A capa do disco é nojenta - desde de quando é que um ambiente de conta e-mail é uma boa ideia para uma capa!? E se começa muito mal com os PAUS - uma imitação perfeita dos Battles, que chega a ser díficil de perceber quem é quem a dada altura, até no grafismo da banda houve cópia! É mesmo uma imitação de sem-vergonha feita por lisboetas fraudulentos com poder mediático nas mãos, tão falso como foi CAVEIRA ou os Vicious 5! Depois... depois quase que ouvimos sempre "kuduro progressivo", ou seja, o "up-grade" do Kuduro (Techno xunga que apareceu em Angola) reinventado pelos Buraka Som Sistema em 2006. Há também algum Soul-House (Orelha Negra, Coca o F.S.M.) e Rock Electrónico (Youthless) sofríveis (porque sofro quando os oiço!), e ainda Dubstep (DJ Riot) e o Trip-Soul dos 1-UIK project com a óptima voz e letra de Kalaf que impressiona sempre que se mete num projecto - será o Kalaf o Canibal neste milénio da letargia?
Escrevia-se no Expresso neste fim-de-semana que ao menos esta colectânea cheirava a 2010, o que é quase verdade uma vez que a revolução Buraka e o álbum de estreia dos Battles foram em 2007 mas sempre mais vale ouvir algo com três anos de atraso do que música de «setenta, oitenta e noventa» como o resto do panorama português. A edição em Portugal continua eternamente com 3 anos de atraso, o que quer dizer que apesar do excelente esforço dos Buraka (e este CD é mais um esforço sendo eles os editores / promotores do disco) ainda não se conseguiu romper o muro de cinzento de Portugal nem se conseguiu chegar à tão desejada mestiçagem. Mas sinceramente, onde se pode ouvir Kuduro em Lisboa quando nem se quer existe B.Leza? E Mão Morta onde se ouve? Em casa (às escondidas?) como nos tempos do Dr. Salazar...

segunda-feira, 1 de março de 2010

DISisPUNK


Discharge : Hear Nothing See Nothing Say Nothing ; Why (Clay; 1982, 81)

O David Soares deu-me uma prenda envenenada - aliás, duas! Aliás, três porque para além dos discos acima referidos também me arranjou o seu último romance, O Evangelho do Enforcado que ainda não li mas que espero que seja envenado também! Voltando às rodelas vinilicas, é incrível como nos podemos esquecer das coisas... Conhecia os Discharge (um pouco, de colectâneas e k7's gravadas de amigos), sabia do seu legado estético e musical - não haverá banda Metal e Hardcore que não lhes tenha dado créditos como influência, seja com versões (Sepultura) seja pela apropriação até do prefixo "Dis" para nomear outras bandas punk/Hardcore como Disfear, Disbelief, etc... Daqui houve muita coisa importante a sair, provevelmente o Trash, o Grindcore e o Crust - e o Hardcore finlandês?
Para não falar também do grafismo das edições que também marcou o movimento Hardcore nas décadas seguintes. Lembrava-me do seu estilo repetitivo e primitivo de "punk biesta" mais conhecido pelo "d-beat" mas efectivamente já não me lembrava de os OUVIR! A falta dessa memória deveu-se ao gradual desinteresse pelo Punk e até à sua decadência absurda - não faltarão exemplos mas prefiro nem dá-los para não ter de fazer um exercício que trarão más memórias de certeza.
E ainda há mais falta de memória que só piora a situação ao ouvir os discos! Eles ao reflectirem a banda e toda a sua atitude política/ musical/ estética, relembra-nos que houve várias gerações qiue viviam assustadas com a ameaça da Guerra Atómica - no caso britânico, provavelmente vindo da ressaca do polémico e censurado documentário The War Game (1965) de Peter Watkins. O que se coloca em questão ao voltar a ouvir o primeiro EP e LP é como desapareceu esse medo? Depois da Queda do Muro de Berlim, limpo-se o medo com lixívia insensata e luxúria alienante. 20 anos depois alguém sabe onde estão as ogivas nucleares? Num quintal Glasnost?
Pensando a nível meramente musical, a energia e barulheira destes putos-em-1980 é inacreditável, tanto que fico a pensar que o que ouvimos mesmo no chamado espectro independente é que as bandas que existem hoje (de Punk, Noise Rock, Hardcore) são uma fraude comparando com estes Punks manhosos de uma terrinha estúpida britânica qualquer. Assustador!!!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

PALOP Style!


Tubarões : Tabanca (ed. de autor?; 1980)
Voz de Cabo Verde : Saragarça (ed. de autor?; 19??)

Mais mistérios discográficos africanos -sempre do "PALOP style" - a acrescentar a estes e tão bem fotografados como este. No primeiro caso não é assim muito grave - há alguma informação pela 'net - e a banda é (re)conhecida (até têm um myspace!) embora a edição seja misteriosa, não se percebe se é uma edição de autor mas tudo bem, em 1980 lá estavam "os Tubarão" a dar na coladeira e funáná, alternando faixa sim faixa não com temas pró "roça-roça" e canções lamechas-quebra-coração. Porreiro o "roça-roça" já as lamechas não há muito cu que aguente. E realmente é um LP previsível e com ritmo quebrado por causa da alternância das faixas dança / choradeira / dança / choradeira / etc... Mas o que faz dançar faz mesmo dançar e perdoa-se a tristeza das outras músicas.
Lixado de perceber mesmo é o Saragarça que é uma caixinha de surpresas, se por um lado há o tradicional de Cabo Verde, à queima-roupa aparecem músicas com ritmos latinos (afro-latinos!?) ou até uma Soul romântica cantada em inglês (Dad's Home) ou ainda um (rock) psicadélico Dju de Galinha. Os nomes dos artistas que estão na capa dão a entender que seria uma colectânea e o logotipo na capa pensa-se que a editora poderá ser a Voz de Cabo Verde mas uma investigação na 'net descobre-se que afinal existe um Conjunto Voz de Cabo Verde onde encontra-se o Bana, Luis Morais, Paulino, Armando, Joãozinho, Leonel, Bebeto e Cabanga (ou seja os nomes que estão na capa)... confuson confuson!
Resta dizer que estes quebras-cabeças, em óptimo estado (o dos Tubarões ainda estava embalado em plástico) foram as únicas coisas de jeito que numa loja de antiguidades na Rua das Escolas Gerais, por menos de 5 Euros (gratís um "disco dos pequenos" de Ranchos Populares!). É bom partir a cabeça desta forma...

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Kein Mehrheit Für Die Mitleid


Praxis : Sacrifist (Subharmonic; 1994) ; Warsawa (Innerhythmic Foundat; 1999)

Dizem os sites especializados que Sacrifist é o álbum mais atípico dos Praxis e o menos apreciado. Se é verdade a primeira afirmação, quase que não há Hip Hop (muito menos "scratch") e o Evil Metal é quase o fio condutor graças às participações de Mick Harris, Yamatsuka Eye e John Zorn; a segunda afirmação já é de não concordar a não ser que não se goste de Naked City e Painkiller - e os nomes até agora referidos não enganam de que estamos nesse domínio. É um álbum de puro Art Metal, feio demais para os intelectuais da treta, demasiado bizarro prós grunhos do Metal. Por mim, está mais do que aprovado - até porque é o segundo álbum da banda, porque raios haveriam eles de se repetirem? Para agradar a quem?
Warsawa é um excelente álbum ao vivo onde se ouve o virtuosismo de Praxis em "modo normal", ou seja com muito Dub, Funk e a guitarra metaleira dos "mesmos de sempre" (Bill Laswell, Buckethead e Brain) e muito "scratch" (do bom!) e Hip Hop em que os heróis são Mix Master Mike e phonosycographDISK. Extremamente fluído começa logo com um "scratch" de 20 e tal minutos, entretanto pouco a pouco os instrumentos mais convencionais: bateria, baixo e guitarra. Por acaso foi o primeiro álbum que ouvi da banda, tenho apanhado agora os "oficiais" de estúdio e a conclusão sobre a banda é única, seja em estúdio típico ou atípico ou ao vivo: muito aconselhável!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

CIA info 70.4


esta prancha é parte do meu "teenage wet dream", uma parceria com o autor de bd Fábio Zimbres (e grafista e designer, já agora) e um dos responsáveis da revista Animal, que teve um impacto fortíssimo na minha juventude - conheci autores como o Max, Mattioli, Mattotti, séries como Love & Rockets, Ran Xerox, Tank Girl ou o que era um zine, Grindcore, fetiches e desvios sexuais, casas okupadas, joyriders e o que há de bizarro no planeta.
Conheci, o meu herói escondido de juventude (?), quando ele veio por causa do Festival da Porcalhota e a primeira versão da exposição Divide et Impera. Super-simpático e introvertido nunca pensei que ele tivesse gostado tanto das minhas bd's autobiográficas quer as de pseudo-ficção-científica.
Enquanto estivemos em contacto por e-mails, sugeri um argumento que não foi lado nenhum - foi escrito para o realizador brasileiro Ivan Cardoso, para um workshop no MOTELx, organizado pela Groovie Records... hum, porque nunca nada dá certo com a Groovie? I wonder... Bom, seja como for o Zimbres curtiu, é o que importa, e será publicado no número 22 do Mesinha de Cabeceira, edição feita (na maioria) de projectos frustrados porque em Portugal trabalha-se mesmo muito mal! Seitan Seitan Scum (é o nome da coisa!) deverá ser lançado este mês de Fevereiro. Logo se vê, para já estou satisfeito em partilhar a versão a preto e branco recebida há três meses, e a cores recebida em Dezembro pelo Zimbres! Valeu!
Entretanto acho engraçado partilhar o argumento escrito pró tal realizador e enviado para o Zimbres, só porque muito raramente escrevi um argumento by the book - geralmente sempre escrevi as bd's desenhando as páginas mas novamente isto era para um filme e supostamente para gente profissional...


NM 4.2 : Suite Presidencial

"NM" significa Nação Mutante, uma série que tenho estado a desenvolver há alguns anos. Trata-se de um mundo de futuro próximo onde a humanidade ganha “poderes” através de próteses e mecanismos. Em alguns casos podem ser apenas máscaras ou coisas inúteis apenas para enfeite ou mecanismos úteis que até permitem voar. A história é sempre a mesma mas o que vou fazendo é remisturá-la conforme as encomendas que recebo – os desenhadores que me pedem e o tipo de publicação, a transformação para filme não me choca nada até enriquece o projecto. A primeira “versão” foi publicada em episódios em fanzines como o Dossier Top Secret e Mesinha de Cabeceira – apresentava personagens em pequenas aventuras naifs de 2 páginas. A segunda versão foi publicada num fascículo da colecção Lx Comics (editada pela Bedeteca de Lisboa / Câmara Municipal de Lisboa) com desenhos de Pepedelrey (32 páginas a preto e branco) e contava com uma trama policial inútil. Chama-se NM2.3: Policial Chindogu – 2.3 porque o Pepedelrey desenhou 3 vezes, e Chindogu que são invenções japoneses absurdos. A terceira versão saiu no Mesinha de Cabeceira Popular #200, desenhada por JCoelho. Focava a vida de um dos personagens – chefe de uma seita a lembrar a Igreja da Cientologia e o seu fundador Hubbard que criou a seita, segundo a lenda, para provar uma aposta que fez com escritores de Ficção Cientifica. Pode ser vista aqui: almirantefujimori.blogspot.com/2006/12/nm3-mesinha-de-cabeeira.html

O trama principal da série – visto sempre de formas diferentes – é a morte/ assassinato do Presidente. E foi o que previ para mais um episódio. Neste o enfoque é precisamente sobre o Presidente, da forma como morre. A acção passa-se no wc do S.Jorge quando o Presidente visita o Festival de Terrir Mutante. Há uma tentativa de assassinato no hall. O Presidente escapa-se para o wc, onde encontrará George B-te (um rapper que prevê o futuro) e o assassino Freddy (um mutante com tentáculos que é dono de uma hamburgueria-canibal).
O Presidente tem um fato/poder de mudar de cara quando quiser (é assim que ele ganha as eleições) o que permite filmar o personagem com várias caras conforme os participantes que se inscrevam no workshop.
O Presidente explica a George que tentaram matá-lo mas que conseguiu escapar na confusão graças ao seu poder. Faz uma demonstração do seu poder. Numa das “pessoas” que encarna, George avisa-o que ele irá morrer.
Apesar do aviso o Presidente não faz nada para se proteger e ainda vai fazer as suas necessidades fisiológicas. Da sanita saem tentáculos de Freddy e mata o Presidente.
A policia (à paisana) entra e incrimina George de ter morto o Presidente.
Falta escrever os diálogos com um toque melodramático (de terror) e divertido (de ironia e humor).
Poderão ser oferecidos alguns exemplares do Lx Comics e Mesinha #200 para os participantes entrarem neste universo e enriquecerem as suas personagens.


GUIÃO

George wc do S. Jorge (primeiro problema: o George é negro e gordo ou parecido com uma ovelha… negra!)

George (pensamento/fala?) – vivo num mundo que as pessoas mudam de cara ou de corpo como quem muda de camisa. O meu mundo apesar de todos dizerem que é excitante para mim é uma puta seca… porquê? Porque eu vejo o futuro… [imagens de anúncios ou de um mundo mutante: mostrar tatuagens ou piercings dos participantes se houver)

Ouve-se um tiro, George assusta-se, quando se recompõe entra o Presidente (como mulher se houver uma participante) abruptamente e tenso; fecha a porta violentamente… lá fora ouve-se barulhos de confusão

Pode entrar um genérico: Suite Presidencial dará já informação ao espectador (a ironia e a compreensão, ironia da suite ser um wc, e compreensão que uma personagem será um presidente)

George – ei! Não pode entrar aqui a não ser que seja um multi-travesti…
Presidente – tentaram-me matar… lá fora!
George – a uma miúda tão gira!?
Presidente – Ah!? Ah!

Presidente muda de cara / corpo (o fato mantem-se o mesmo para o poder identificar ao longo do filme)

George – ah! Afinal sempre é um multi-travesti…
Presidente – melhor… sou o Presidente (da Nação Mutante?) !!!
George – uau! O Presidente!!! Que honra… não sabia que o Presidente era um multi-traveca!!! Se soubesse já teria usado isso numa letra do meu projecto de HipHop …
(começa a rapar, ou escrevo uma letra ou alguém improvisa uma letra – matei o presidente do Gabriel,o pensador!?)
Presidente – Sou mais que isso, represento o multi-traveca como a terceira-idade… uso um fato hooligan-holograma o que me permite qualquer pessoa a qualquer hora
Presidente muda de cara / corpo pelo menos quatro vezes (sempre com o mesmo fato!)
Presidente (enquanto muda de aspecto e a rapar) –
como pensas que ganhei as eleições / achas que foi pelo desempenho de funções? Yo!
George (apavorado) – meu deus!!!
Presidente – impressionante, né?
George (assustado) – o terceiro… o terceiro…
Presidente – ah!?
George (dramatizado) – o terceiro vai morrer!!!!
Presidente – que parvoíce é essa?
George – mude para a terceira “pessoa”, sff (faz gesto de parêntesis quando diz “pessoa”)

O Presidente muda para a terceira pessoa

George – você tem de ter cuidado, essa pessoa vai morrer envolvido em enorme tentáculos saídos de um poço fedorento e imundo!!!
Presidente – muita ganza, né? Onde poderia haver tentáculos num poço fedorento e imundo aqui?

Mostrar uma latrina de uma casa de banho – será nessa que ele morrerá…

George – não sei não sei mas tem de se proteger e fazer alguma coisa… ou então morre!!! Eu prevejo o futuro, posso ter dúvidas mas nunca me engano…
Presidente – olha ó amigo e que tal se antes me fizesse uma coisa útil e fosse ver se a “costa está limpa”?
George (admirado) – como assim?
Presidente – vá verlá fora se está tudo sob controlo pela meta-polícia…

George sai pela porta, resignado
Presidente vai para a casa de banho

Presidente (tira a roupa de baixo, senta-se na sanita) – eu prevejo o futuro… tentáculos que parvoíce!

Imagem da porta. Ouve-se barulhos estranhos e o Presidente.

Presidente – o que caralho é … arght!!!!!!!!

George entra na wc todo feliz

George – presidente presidente, está tudo bem, mataram o tipo que o tentar assassinar e já vem os guardas para protegê-lo…

George vê, horrorizado, sangue a sair da porta da casa de banho

George abre lentamente a porta e vê o cadáver do presidente entre pedaços de sólidos fisiológicos (porcaria).

George fica petrificado.

Entram polícias (pessoas vestidas de fato e óculos escuros…)

Polícia 1 – está preso por assassinato do Presidente
Policia 2 – e esquece os teus direitos ó merdoso, estás mesmo fodido!
Policia 3 – eu amava o presidente!

Policias batem no George.

Fim

Passa genérico final – seria possível ter um genérico de telejornal a passar essa informação onde mensagens tipo “rapper mata Presidente no banheiro” poderiam passar juntamente com a ficha técnica.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Grow to the max


Puppet Mastaz : The Takeover (Discograph; 2008)

Vivemos tempos bizarros, em que o Ser Humano pouco tem de valor... Não falo só que a vida humana pouco vale, tratada de forma ainda mais selvagem do que nos tempos medievais mas até na cultura popular ela foi ultrapassada: a banda mainstream mais interessante são os Gorillaz (desenhos animados), a banda Death Metal mais cool são os DethKlok (outros desenhos animados), a série de TV com mais tempo de vida e mais vista à escala planetária são os Simpsons (que aliás ganharam uma influência doentia) e a banda "alternativa" mais fixe e refrescante são os Puppetmastaz (fantoches), quer saltitem pelo Hip Hop ou não.
Mas eles enganam-nos neste terceiro álbum de originais. Nele há muito humano a trabalhar nas vozes e produção - sendo eles da nata da Electrónica de Berlim como T. Raumschmiere*, Max Turner, Gonzalez e Jamie Lidell... estes são os que reconheci porque as vozes não estão creditadas no disco. Este é portanto o disco mais esquizofrénico e surpreendente dos fantoches, dura cerca de uma hora e dez minutos mas cada minuto em minuto foi desenhado para nos surpreender ou com uma nova voz, uma nova intervenção ou uma mudança de género de música urbana (Reservoir Foxin com o seu excerto drum'n'bass, por exemplo). Esta obra-prima de Berlim deixará o Kanye West ou qualquer outra estrela do Hip hop à rasca. Sim esses mete-nojos rodeados de dinheiro e de crews de falhados nem chegam aos calcalhares do flow do Mr. Maloke, esses pretos que venderam a sua comunidade para o Bling Bling não merecem uma caganita do coelho Snuggles, o Sean Paul não é digno de uma bufa do Ryno! De tanto imitar os humanos (serão as Estrelas de Cinema ou do Rock ainda humanos?), os fantoches ultrapassaram-nos em tiques e trejeitos, conseguindo um up-grade tal que a próxima jogada será demasiado alta para o Snoop Doggy Dog, ele vai ter de rastejar como ele fazia no primeiro álbum! Auf auf!
Nada mau para criaturas tão... pequenas!

*existe um tema que lembra o Animals (que está neste álbum) em I Tank U (Shitkatapult; 2008) do T. Raumschmiere - e nem se quer é o Animals Territory que tem a participação dos Puppetmastaz... bom qualquer coisa que me fez reconhecer a voz do Raumchimireresrerere...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Puppet Mad


Puppetmastaz : Clones - Live in Berlin (Louisville; 2007)
Eis o DVD do melhor espectáculo da Terra (acompanhado por CD áudio) e são fantoches que o fazem! Pensem assim, porque raios queremos ir a um concerto ver um artista Rock? São todos uma seca, de guitarras em punho ou atrás de sintetizadores, e para quê? Dizem umas banalidades («goodnight Lisbon, we love you, we love Spain!»), obrigam-nos a gritar («I want you scream for me! Yeah!»), tocam tal e qual como no disco a maior parte das vezes e nunca se vê lá grande coisa porque há sempre um idiota suado de 2 metros à nossa frente...
Com os "marretas do Hip Hop" levantar o rabo do sofá e ir a um clube vê-los não há seca ou perigo! Os patetas imitam os tiques dos humanos tão bem que torna-se glorioso ver que fantoches conseguem ser iguais ou melhores que os humanos - e basta ver os extras deste DVD ou as reportagens e entrevistas vídeo deles, em que novamamente imitam as poses desinteressantes das Stars que ficamos a pensar que se calhar são as "Estrelas humanas" que são fantoches.... Em segundo lugar, o espectáculo deles inclui micro-narrações que o tornam num verdadeiro "Muppet Show" - para quem é da geração do Cocas e Miss Piggy percebe o que isso significa - mostrando o Yoda lixado com o George Lucas, que os fantoches foram clonados e andam à porrada entre eles, entre outras fantasias que enriquecem a coisa para além da mera execução "live" de uma banda.
A música deles é do melhor para curtir / dançar, Hip Hop electrónico em que não há medo de samplar guitarras metalizadas ou garrafas partidas, e o som / a acústica é excelente. Um espectáculo que, quer ao vivo quer em vídeo, é perfeito para crianças, metaleiros, intelectuais, dreads e outros anfíbios. Condensando os primeiros dois geniais álbuns, Creature Funk e Creature Shock Radio, este DVD inclui ainda um tema de estúdio Clones!. O registo áudio ao vivo não tem tanto interesse porque se perde a parte visual / narrativa mas ouve-se tão bem como qualquer outro disco "ao vivo" de humanos...
O Mesinha de Cabeceira é Fã Assumido destes bonecos e por isso no blogue podem encontrar uma tira de concerto no Lux, uma entrevista ao coelho Snuggles e uma resenha crítica ao primeiro disco.

sábado, 23 de janeiro de 2010

OSAMAsecretLOVERS is Dead! Long live Allah!


Abdel Gadir Salim All-Stars : Merdoum Kings Play Songs Of Love (World Circuit; 1991)
Mahmoud Fadl (feat. Khamis Henkish) : The Drummers of the Nile (Piranha; 1997)

Curiosamente depois de ter acabado com os OsL é quando ando a consumir mais música do Médio Oriente... Estes dois discos foram comprados numa feirinha de Natal («Puta Heresia!» diria Alá!) na Casa da Achada, assim à toa - e porque eram baratinhos... E nisto da "world music" temos de ter cuidado com os histerismos dos Balcãs, gaitices ibéricas, palhaçadas latino-americanas e manhosices africanas... Um disco de árabes funciona sempre bem mesmo sem grandes referências embora no caso da Piranha é reconhecida a qualidade das propostas editoriais. As propostas, e não sendo conhecedor destas ondas, correram bem.
Mahmoud Fadl com o projecto Drummers of the Nile faz uma recolha de música pelo Nilo abaixo, começa pelas ruas de Cairo, passa pelo coração do campo núbio entrando por um casamento, tribos "fellah" indo até ao Sudão. Um "road-movie" sonoro de percurssão que vai variando de paisagens e texturas mas sempre com "batucada" - o que poderia ser um drama para quem não suporta o freak do djambé mas não é o caso, aqui sabe-se o que se faz e o que se toca. Música para sessões de fumo de haxixe? Não necessariamente, em estado sóbrio é mais do que convincente pela riqueza da música e a qualidade de gravação - o tema A Night on Modamed Ali Street : Aament Bellah é um exemplo de elegância e de sensualidade das "1001 Noites" contrapondo aos ritmos Núbios que são secos e quase que "roqueiros". Uma busca pela 'net soube que este projecto ainda teve mais dois CD's, o último em 2003.
E se Fadl chegõu ao Sudão talvez possa ter-se cruzado com Abdel Gadir Salim, o mais respeitado músico da música sudanesa, que ainda recentemente (2005) gravou um disco com um rapper cristão do sul do país - a maioria da população é muçulmana. Salim canta músicas de Amor e sobre o Sudão (porque o governo obriga a isso) de forma harmoniosa e boa-onda que até podia estar a cantar sobre as alforrecas mutantes do Tejo que não dariamos por isso, graças a Alá! Também não se percebe nada do que diz, é preciso ler em inglês as letras claro está... e seria melhor que as letras fossem alforrecas mutantes do Douro. Os sete elementos que o acompnham para além da percurssão arabesca dão uma dimensão orquestral "romântica" para qualquer burguês apreciar... Bom! Dá vontade de ser unDJ de música Oriental, seja lá o que isso quer dizer...

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

unDJGS (2004-09) ... OsL (2005-07)

Este Blogue já serviu para divulgar as actividades de GoldenShower (é ele aqui à direita) e do colectivo OSAMAsecretLOVERS, o primeiro é um revoltado do tempo do Electro (não percebia como o mundo se esquece das coisas e queria passar som Industrial e outras coisas, várias vezes conseguiu e só foi expulso uma vez) e os OSAMAsecretLOVERS foram um colectivo de unDJ's, ou seja, pessoas que a) gostam de música e têm uma colecção considerável, b) gostam de partilhá-la em espaço virtual ou físico, c) fazem DJihad ao Bairro Autismo...
Segue este blogue para outras aventuras, começando pela mudança de domínio e de nome daqui uns 5 minutos... com o risco dos habituées e seguidores perderem o rasto... mas quem realmente gostava deste blogue irá encontrá-lo de outras formas.

Boa sorte!

Eis uma curiosa foto (à esquerda) encontrada pela Jucifer nos tempos dos OsL. Seriam outros conspiradores da grande DJihad!? Allah ainda assim protejeu-nos quando tivermos a pôr som!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010