quarta-feira, 17 de maio de 2023
segunda-feira, 15 de maio de 2023
#41 : diários dum cão danado
sexta-feira, 17 de março de 2023
#40: Lobisomem e outros mitos
terça-feira, 28 de fevereiro de 2023
#39: artblock
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023
Unvisible (1 e 2)
quinta-feira, 19 de janeiro de 2023
Vamos rifar o último LSD na Matiné Fetra!
A Cafetra anda a organizar matinés com concertos e o zine Mesinha de Cabeceira juntou-se à festa! Neste próximo encontro, leva consigo uma mesa de Mesinhas recentes e alguns raros.
Será levado o último exemplar do recente e raro Lúcidos, São e Determinados de Luís Barreto, uma das cabeça se assim se pode dizer d'O Triunfo dos Acéfalos.
Este número que esgotou em poucas semanas terá UM EXEMPLAR em rifa. Sim, é isso: vamos rifar o último LSD na Matiné Fetra!
Basta comprar o bilhete da matiné e no final da festinha, será tirado um número de bilhete à sorte. O vencedor é aquele que ainda tiver o seu bilhete pouco molhado de suor ou de cerveja barata!
sexta-feira, 13 de janeiro de 2023
10 cidades tornam-se numa aldeia
sábado, 7 de janeiro de 2023
Dave Laing : "One Chord Wonders: Power and Meaning in Punk Rock" (PM Press; 2015)
sábado, 31 de dezembro de 2022
2022
- Tom Kaczymski : Beta Testing The Ongoing Apocalyse (Fantagraphics) + Cartoon Dialectics #3 (Uncivilized)
- Rutu Modan : Tunnels (Drawn & Quartely; 2021) + Jamilti and other stories (Jonathan Cape; 2009)
- Ilan Manouach : Fastwalkers (Echochamber + 5eme Couche + Chili Com Carne + Forte Pressa) + Anna Engelhardt [ed.] : Chimeras : Inventory of Synthetic Cognition (Onassis Foundation)
- Nunsky : Companheiros da Penumbra (Chili Com Carne)
- Kazuichi Hanawa : Na prisão (Sendai; orig. 2000)
- Fun-Da-Mental : Seize the time (Nation; 1994) + Erotic Terrorism (Nation; 1998)
- Peeping Tom : Kind (Centro Cultural de Belém; 2 Fev.)
- Jafar Panahi : Offside / Fora de Jogo (2006)
- Mário Puzo : Os Loucos Morrem / Fools Die (Bertrand; 1980 - orig. 1978)
- Coldcut : What's that noise? (Ahead Of Our Time; 1989)
- Dmitry Bogolyubov : Town of Glory (2019)
- Dino Risi : A Ultrapassagem / Il sorpasso (1962)
- Luis Buñel : Esse obscuro objecto do Desejo / Cet Obscur object de desir (1977)
- Max Ernst : A little girl dreams of taking the veil / Rêve d'une petite fille qui volout entrer au Carmel (Dover; 2021; orig.: 1930)
- Amanda Baeza : Dew Beaded Fingers, vol.1 (Magma Bruta)
- Moon-Liters / Millennium Development : Nerve Agent! (Shhpuma; 2021)
- Robert Wilson e Lucinda Childs : I was on my patio this guy appeared I thought I was hallucinating (D. Maria II; 16 Julho)
- Baro D'Evel : Falaise (CCB; 15 Julho)
- Kieran Hurley e Gary McNair : Taco a Taco (Artistas Unidos; 19 Mar.)
- Dan Erickson : Severance
- Erwin Dejasse : Art Brut et Bande Dessinée (Atrabile)
- Diniz Conefrey e Maria João Worm : apresentação de Área (Museu Bordalo Pinheiro; 16 Outubro)
sexta-feira, 30 de dezembro de 2022
segunda-feira, 26 de dezembro de 2022
Alex Ogg: "Dead Kennedys : Fresh Fruits for Rotting Vegetable : The Early Year (PM Press; 2014)
O livro sobre "Rock" mais difícil de se escrever começa aqui. Uma parte da história dos Dead Kennedys está feita, englobando a sua origem até ao seu primeiro álbum "Fresh Fruits" de 1980 - e ainda se fala um coche do segundo Plastic Surgery Disasters (Alternative Tentacles; 1982) que pelos vistos era uma "continuação" de muitas ideias do primeiro - apesar de entrar o recentemente falecido Peligro. A dificuldade passa pelo lodo de desentendimentos entre o vocalista Jello Biafra e o resto da banda sobre direitos de autoria e falsas reuniões (ou uma banda Karaoke, como apelida Biafra). É um livro para fãs Hardcore que descreve com minúcia o início da banda e a gravação do seu primeiro LP, complementado com fotos e outros artefactos da época (capas de discos, cartazes, flyers, colagens, zines, etc...). Algures no meio está a verdade entre as duas facções e é de salutar a coragem de Ogg em pegar nisto.quinta-feira, 22 de dezembro de 2022
#38: Diário da Palavra
terça-feira, 20 de dezembro de 2022
The Specials - Ghost Town [Official HD Remastered Video]
quinta-feira, 15 de dezembro de 2022
Sinapses
Sinapses do Ivo Puiupo é o novo volume da Mercantologia, colecção que recupera material perdido.
O livro é resultado do concurso dos 500 paus.
Serão 12 bandas desenhadas curtas com poesia ou serão 12 poemas com desenhos sequenciados?
Segundo oFábio Zimbres:
Há uma tentação de entender as histórias aqui como fazendo parte, alternadamente, de: 1) um diário; 2) registros de sonhos; 3) ideias para um filme. Decidimos uma vez por um e depois por outro mesmo sabendo que não é necessariamente uma coisa nem outra, nem apenas isso. Mas há alguma coisa de íntimo, como um diário, e há um prazer nas associações que se desenrolam, as ambiguidades e o aspecto sensorial dos sonhos. E há às vezes a imediatez de quem registra.
Só que não é só isso. É mais que isso porque são o que são, obras acabadas, mesmo que não pareçam encerradas. É como uma estrutura no ar ainda com o processo nu, transparente. Mas são verdadeiras pontes nos transportando para lugares desconhecidos, Puiupo na frente. Cada ponte, várias possibilidades de história, de literatura, de imagem e de gente.
Provavelmente por isso podem parecer fragmentos de diário ou de sonhos, porque a matéria-prima dessas pontes (sinapses? Ou o que permite informação passar de uma célula a outra) é, basicamente, gente, essa coisa feita de sonhos. É realmente um livro feito de pessoas. Se comunicando, se desdobrando e se tocando. Transpondo pontes, ligando possibilidades ainda desconhecidas.
No meio de cada conto, podemos olhar para trás e imaginar de onde ele veio e para onde vai, como uma estrutura expansível que atravessa mais do que o que vemos. Podemos imaginar o que acontece antes do começo e depois do fim. Não é difícil imaginar também que estamos flutuando, como uma ponte às vezes nos faz imaginar.
No meio da travessia, de repente achei que estava assistindo a uma coleção de curta-metragens, com uma trilha sonora adequada, uma coleção de trilhas sonoras que viraram filmes. E esqueci da ponte, ou seja, lá onde estava e tudo virou um fluxo me levando, que é aquele momento em que eu me esqueci que devia escrever algo sobre o livro e tive que refazer todo o caminho de volta para me lembrar o que estava fazendo ali.
Que é o que um diário/ sonho/ filme deve fazer com a gente. Nos desorientar.
..................................................
116p. 15 x 21 cm p/b (48p a cores), edição brochadaSerá lançado oficialmente a 17 de Dezembro na Tinta nos Nervos, com a presença do autor e uma pequena exposição.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2022
web .2 tone .3
Culpados disto tudo se calhar Death Grips que desde cedo com o seu segundo álbum (ou primeiro oficial?) The Money Store (Epic; 2012) mostraram que seriam sempre rock híbrido - chama-se a isso de punk rock ? o feeling é esse mesmo que já não se possa meter o mofo da bateria + guitarra + baixo + voz isto é rock ciborgue electrónica rapada para mim é impossível dizer o que soa Eu Juro! já ouvi este CD mil vezes e sempre quando ele acaba ainda não percebi o que se passou o que ouvi o que aconteceu é como ouvir a primeira vez o Last Rights dos #Skinny Puppy ou Beers, Steers and Queers dos #Revolting Cocks Rembradt Pussyhorse dos #Butthole Surfers não é todos os dias que isto acontece ... Punk weight!
PS O 2 tone era nome para um Ska não racista em que o ponto de honra era ter uma banda que tivesse elementos branquelas e negros Clipping e Death Grips sabendo das cores de peles dos seus elementos (como se na verdade isso importasse para uma coisa - bom, na Amérikkka importa pelos vistos) parece isso um 2 tone para um mundo de Trampa mergulhado na deep web
espera
há mais
Apareceu Zeal And Ardor... WTF!? Imaginem o coninhas do Moby a fazer Black Metal essa seria a melhor ilustração para este disco Devil is Fine (Reflections; 2016) música de escravos americanos a cantarem Blues ou Gospel invertido, ou seja, a louvor de Satanás Nosso Senhor invés ao Porco Nazareno Devil is fine (o primeiro tema) abre-nos o coração, não não são samplers como o triste do Moby a voz é verdadeira In ashes arrebenta com os primeiros Blasts de Black Metal e ficamos confusos claro e mais ficaremos com intermezzos de electrónica que tanto podem ser Trip Hop ou caixa de música de criança como gamanço de arabescos à Çuta Kebab & Party ou What Is A Killer Like You Gonna Do Here? é uma pequena intervenção Tom Waits Children's summon parece o sonso do Gonza Sufi mas com Black Metal sempre isso "mas com Black Metal" o xoninhas do José Luís Peixoto escreveu há 10 anos um artigo qualquer a dizer que o Black Metal nunca seria popular pela sua violência - já na altura o que ele escrevia era errado porque bastava entrar no metro de Berlim e ter bem presentes outdoors do último disco de #Dimmu Borgir God good is a dead one entretanto fizeram um segundo disco a explorar a fórmula que não tem piada nenhuma apesar das revistas especializadas virem dizer muito bem, os metaleiros andam atrasados!
vi os Ho99o9 no Milhones 2016 e foi das melhores coisas que vi há imenso tempo ! Era como ver Bad Brains ou Black Flag e nunca o poder ter os visto porque não tinha idade para estar lá em Washington D.C. nos anos 80 nem nunca iria/ irei aos EU da amerdikkka a sério! Andei louco até conseguir um disco deles há um álbum - United States of Horror (Toys Have Powers; 2017) fazem Hardcore melhor que a malta do Hardcore e metalada, isto sim digno de sucessão de Discharge ou Slayer (vai na volta até samplam Slayer) ... mas fazem também dark Trap que a malta curte e tal em 2018 fuck! Tudo convive num disco de 46m que nada enjoa nada
a música pesada voltou a ter um ambiente de perigo depois de vinte anos de repetições ad nauseam
sexta-feira, 9 de dezembro de 2022
Memories don't live like people do They always 'member you Whether things are good or bad It's just the memories that you have (Beenie Man)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2022
1000 paus da Chili vs 15000 do MC
Fiz este ano parte do Júri de atribuição das bolsas de criação literária na área de BD. Não sei se choro ou se rio porque olhando para as propostas enviadas pouco diferem das que são enviadas para o concurso dos 500 paus, organizado pela Associação Chili Com Carne, ou seja, vale um bocado de tudo... Considerando que a bolsa é do Papá-Estado a 1250 paus ao mês, esperava bem mais e melhor.
"Mais" é verdade que há mais quantidade de propostas mas não muito mais como nos 500 paus, especialmente nos últimos anos. Se calhar, fui ingénuo a pensar que há mais gente em Portugal daqueles que já conheço - quase todos. Exagero. Há sempre novos autores que nunca ouvi falar e muitos deles com potencial para criar boas obras.
Mas os problemas mantêm-se desde sempre, nitidamente falta uma “cultura da banda desenhada” em Portugal. No entanto, existem QUATRO Bedetecas (bibliotecas especializadas em BD) espalhadas pelo país, nomeadamente em Lisboa desde 1996, na Amadora (originalmente como Centro Nacional de BD e Imagem) desde 2000, Beja (2005) e Cascais (2015), sendo que há países que nem uma Bedeteca têm! Tirando as excepções que confirmam as regras, não vejo os estudiosos a usarem esses equipamentos culturais, nem os pretensos programadores de festivais, nem jornalistas e talvez o pior de todos, nem os próprios autores. Há certezas, pelos vistos. Há certezas de que sabem o que estão a fazer ou investigar. Essa atitude está próxima do “fã”, essa vil criatura, um sociopata que lhe falta mundividência e vive sob a óptica dos universos de bolso.
Vivemos na época dos não-lugares, tão assépticos como um hospital privado, o aeroporto hiper-inflacionado ou a "novela gráfica" como novo paradigma da indústria da BD, cheia de regras novas e servilismo ao funcionalismo e à pedagogia, impedindo uma maturação do gosto público pela BD. Quer-se da BD, nestes tempos assanhados, que ultrapasse os escombros do imaginário que parece ainda dos anos 50 do século passado, a julgar por muita da produção que é publicada, especialmente em Portugal. No entanto, parece que está tudo ainda por fazer, mesmo depois dos esforços implacáveis e colossais de João Paulo Cotrim e a sua Bedeteca de Lisboa - mas também, como a outra face da moeda, com as produções tradicionalistas do CNBDI.
Os novos não conhecem os velhos, os velhos não conhecem os novos, os novos passam a vida a inventar a roda ou a descobrir o fogo, numa ignorância atroz fomentada por editoras pobres de colhões e os que têm estão cheios de condescendência e paternalismo. Os editores e outros agentes de mercado são incapazes de publicar "certos" livros porque o "público não está preparado" mas preparam o público sempre para o pior, andamos nisto desde os anos 80.
A Luta continua! Por isso, divulgo aqui o próximo concurso da Chili, sempre na esperança que alguém desconhecido parta a loiça toda!
segunda-feira, 5 de dezembro de 2022
Opposights
Se o Rui mostra uma homenagem porque lhe foi parar uma CriCa nos tempos do saudoso Milhões de Festa, já a Pita trata-me como se fosse um maluquinho. É merecido! Mas o melhor dela é algures na BD que mete o fofinho a dizer isto: Curators for a zine fair? What the f**k is this? Talvez a cena mais brilhante alguma vez escrita na BD portuguesa!!! Quem achasse que a Pita era só fofuras, fiquem então a saber que ela sabe dar uma doses de realidade crítica assim nas entrelinhas.
Por fim, mandar vir este livro da Austrália é uma dor de cabeça de guita e de burocracia - as alfândegas portuguesas deveriam entrar numa BD da Cátia Serrão ou do Pedro Burgos, por exemplo... Se calhar fazia-se uma edição portuguesa disto, não?




-1.jpg)
















