sábado, 5 de junho de 2010

PEQUENO é bom || Casa da Achada


DIA 5 de JUNHO
entre as 15h30 e as 19h

PEQUENO é BOM! é um encontro mensal sobre edição independente que pretende ser um espaço de reflexão e divulgação destas “coisas pequenas” que andam por aí a maior parte das vezes longe do olho público: zines, CD-R’s, k7’s, vinil, graphzines, livros de autor, etc…

Para o mês de Junho o tema da programação será “música - formas de edição independente” com Fernando Cerqueira (Thisco), Filipe Cruz (Enough), Manuel Santos (Narcolepsia), Bráulio Amado (Sleep City), Miguel Caetano (Remixtures) e Ricardo Martins (Lobster, I Had Plans, etc...) como convidados e moderados por uma dupla de Marcos, um é Marado e o outro é Farrajota.

Para além disso, acontece também uma apresentação da Feira Laica (que acontece nesse mês entre 26 e 27 de na Bedeteca de Lisboa) e de novidades editoriais.

Programa:
- Apresentação da Feira Laica
- Exibição dos vídeo-clipes Carbage Goma (26m, EUA, 2009) de David Lee Price (do disco Journey Into Amazing Caves dos Zanzibar Snails) e Reject'zine #3 de Andreia Rechena
- Lançamentos de novos zines
- Conversa “música - formas de edição independente”

Feira de edições com discos, CD's e K7's da Thisco, Narcolepsia, Sleep City, Noori e outras edições nacionais e estrangeiras (Finlândia, França, Espanha, Itália, Suécia, Eslovénia, Bélgica) - e de todos os géneros: Crust, Punk, Electrónica, Metal, Pop, Experimental, Rock, Black, Hardcore,... E ainda alguns zines e livros da Chili Com Carne e associados (MMMNNNRRRG, Opuntia Books,...)

novidades editoriais :
- Apupópapa, CD+zine colectivo contra o "Papa Ratazana Nazi Pedófilo"
- Reject'zine #3, de Andreia Rechena
- Seitan Seitan Scum (Chili Com Carne + El Pep), antologia luso-brasileira de bd e ilustração
- s/t, graphzine de Inês Silva
- To a stranger (Opuntia Books), graphzine de Tommi Musturi (Finlândia)
- Woods Of Eternity (Noori) CD de Betray-Ed

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Tex Mex



Eu e o Tex (herói de western-fumetti horríveis) em Beja seguido pelo Clube de Modelismo em grande acção!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

NM 3.1

O JCoelho tem uma exposição individual no Festival de BD de Beja - eis uma foto de um original... que é do NM3 publicado no Mesinha de Cabeceira Popular #200. Da mesma série, recentemente foi publicado mais um "episódio" desta vez pela mão de Fábio Zimbres e publicado no mais recente número do MdC, o #22 intitulado Seitan Seitan Scum.

sábado, 29 de maio de 2010

mano Jakob em Beja, cara!

poisé cara, o esloveno Jakob Klemencic - que participou no Mezinhá dxi Cabiceirá Pôpulâ #200 - vêm mais uma vez a Portugaú! Ao Festivaú dxi Quadrinhos dxi Beja, cara! Pô! Por causa do Greetings from Cartoonia, cara! Vai sê legau! Organizadu pela Xili Com Carne e tudo!

sábado, 22 de maio de 2010

Badocha Park




Este foi o infeliz resultado de ter ido ao Anicomics... A cena Cosplay é realmente algo bizarro e infantil - em último caso, defensável, quando os fãs vestem-se com roupas e acessórios feitos por si mesmos num espírito próximo do D.I.Y. Mas realmente, quem é que se quer vestir como uma personagem de bd ou desenho animado? Porque raios alguém quer ser idólatra da Cultura Pop? Até que ponto o Capitalismo já se tornou tão poderoso? Crianças gordas, enchidas a MacDonalds e vazias de Ego? O mais irónico disto é que os mais bem mascarados eram os putos que tinham dinheiro ou que eram bonitos, se estes miúdos vestem-se assim para se sentirem bem... Então devo dizer que devem ter ficado com inveja de dimensões bíblicas quando chegou a princesa-qualquer coisa (uma miúda linda com um vestido extravagante - não apanhei foto dela para não alimentar o seu ego parvinho).
Momento especialmente mau: passei quase uma hora a pensar de que estariam vestidas as miúdas (!) da ante-penúltima foto! Caramba, até pensei que elas nem se tinham vestido de forma muito especial... Que fossem umas xungas que meteram uma perucas só naquela de participar por participar... De repente, lembrei-me! Eram os "hermafroditas" Andróides 17 e 18 do Dragon Ball Z - com 100 quilos em cima, claro! Zeus!!! Estou a ficar velho-rabujento? Para a próxima visto-me de Tartaruga Genial!

Os Andróides 17 e 18 em animação seguido das mesmas personagens com o Kriilin em Cosplay com os quilos certos...

quinta-feira, 20 de maio de 2010

fummetti carismático


estudos para cartaz dos 10 anos da MMMNNNRRRG
- resultado final aqui



entretanto os mamados do Porto fizeram variações do cartaz sem ninguém pedir, das duas uma, ou curtiram bastante ou odiaram ao ponto de melhorá-los como o "simétrico-mutante" dos Gaijos da Mulen ou o Black Metal fooodidooo da Latrina do Chifrudo! Agora sim tão lindos!!!

Na rua, alguém também não ficou satisfeito com o cartaz e acrescentou rimel laranja ao olho da tipa! Muito bem!

Nada bate xungaria britânica


Ainda tinha escrito há pouco tempo sobre a Dodgem Logic e já arranjei o segundo número, que confirma que o projecto é um poço de incertezas e de "lugar nenhum", para não dizer que é mesmo uma grande merda... em 40 páginas a cores muito bem impressas aproveita-se quatro páginas escritas por Alan Moore sobre a Anarquia e outras quatro sobre o movimento "Pós-civilização" de Margaret Killjoy - este último mais interessante. Depois disso é um vazio de ideias sem rumo e estéticamente penosa. Se a ideia é fazer uma revista neo-apocalíptica "light" falta-lhe garra e radicalismo. Fica-se a pensar que o Alan Moore meteu a pata na poça. Até o comic-book que é oferecido - cada número da revista é oferecido algo - é uma bela trampa, trata-se de uma bd escrita e desenhada por Moore autor, e que parece uma máquina do tempo que regastou uma bd underground dos anos 60. O gajo até desenha bem (fogo, há alguma coisa que ele não faça bem? Há: Dodgem Logic!) mas o tema é tão imbecil que nem parece Moore... O homem está a esconder jogo? Está a prepara alguma que não se percebe à primeira vista? Ou está a precisar de pénis? Ou precisa de Pénis Assassino? Exacto, não gastem dinheiro com esta revista, querem "lobal" à séria? Comprem antes o livro do Janus!
Outro pedaço de bosta é a Metal Hammer, revista de Heavy Metal que comprei recentemente para actualizar-me do que se passa pelas franjas do Metal. Agradeço os autocolantes de Iron Maiden (fixes para fechar envelopes e cartas), não agradeço as páginas de imprensa "teenager" (os textos são atrozes) e quase que agradeço o CD que na realidade foi o que motivou a compra da revista. Nele há os clássicos e dados adquiridos, claro, como Soulfly (numa curiosa incursão ao NWBHM), Dillinger Escape Plan, Cathedral e Dark Tranquillity, e alguns barulhentos Bleeding Through, Mutiny Within, Apollyon e Cancer Bats mas o resto é uma paneleirada que não se percebe porque faz parte de uma revista de Metal! Mas tudo concentrado e esprimido nada há que faça admirar - a não ser talvez Astrosoniq, uma psicadelia que lembra os momentos freaks dos Black Sabbath com uma electrónica por debaixo. Ainda assim nada de outro mundo... É por isso que estamos no final do mundo? Sem Metal mais vale morrer!

terça-feira, 18 de maio de 2010

Part'a-cara-toda!



The Dillinger Escape Plan : Calculating Infinity (Relapse; 1999)
Gentle Giant : Giant for a day! (Chrysalis / Polygram; 1978)

Uma segunda visita à Hey Joe resultou numas "trocas" em vinil... ehm... Prog?
Os Dillinger Escape Plan são actualmente (ainda este mês saiu um novo álbum) os grandes da cena Metal / Hardcore / Indie. Foram crescendo no "underground" até ficaram gigantes com a sua fusão de géneros por muitos conotada de "mathcore". Mas de matemático parece ter pouco porque soa a Caos completo - e pelo que eu sei o Caos ainda não foi calculado. Rápido e tecnicista a banda vai a todos os géneros desde que tenham peso-pesado incluído. É tão agressivo e esquizofrénico que fico a pensar quem poderá gostar deste som? Alguém fará "headbanging" com isto? Duvido... Mosh? Nããããã... Talvez se tome umas trips para curtir a coisa mas o som só trará má trip de certeza. É um mistério como se poderá gostar desta banda. Parece porrada na cara e tão complexa que poderia ser considerada de Prog - e porque não? Ou será Free? Free-Prog? Nu-Grind?
E por falar então em Prog... já estava farto de ouvir falar nos Gentle Giant sobretudo depois de saber que eram uma influência dos excelentes Sleepytime Gorilla Museum. Mas pelos vistos apanhei o pior álbum deles, tanto que em relação a este disco pode-se escrever "bosta" com todas as letras! Parece que é o álbum "vendido" deles, o deseperante álbum para saiar do guetho do Prog e chegar a mais gente. De tão acessível não agradou os troianos nem os gregos - é bem feita! A única faixa que se aproveita é a rídicula e instrumental Spooky Boogie justamente por ser algo tonto, as outras músicas lembram spots publicitários de cerveja não sei bem porquê. De Prog nada tem, é mesmo uma BOSTA Rock FM azeiteira! Se virem este disco, só vale a pena adquirir porque a capa do disco poderá ser recortada para fazer de máscara (da "mascote" da banda) e isso tem bastante piada diga-se de passagem. Quanto ao resto é moldar o vinil para fazer um cinzeiro ou uma mala Pop para gaja, dando uma ajuda ao Planeta que bem precisa de reciclar materiais.

domingo, 16 de maio de 2010

Culto da personalidade

Farrajota foi entrevistado pela melhor loja de bd em Portugal - a Mundo Fantasma carago!

os mitras do bairro sabem de instalação e arte contemporânea


pois é, os gajos passam a tarde a mamar cerveja, a gritar pelo Benfica e a dizer merda até à meia-noite mas ultrapassam os Cabritas Reís e outros "arteists" quando fazem singelas instalações de litrosas de cerveja colocadas nos degraus das escadas... respect!

sábado, 15 de maio de 2010

Xadrez chinês


os peões parecem pilas, os bispos são mesmo pilas, faltava um peão (substituído por uma moeda de um cêntimo), as peças brancas são cor de rosa - são mesmo pilas! - custou 2,5€, tabuleiro magnético, made in china, vendido no chinês. porquê? porque dexei cair o meu outro tabuleiro ao mar, se encontrarem peças de xadrez a dar à costa são minhas - recuperei um cavalo e dama (peças pretas). obrigado. M

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Lepra ingrata


Traí Alá!
A minha Fé virou-se para os Protestantes, tudo por causa do Lucas 17:11-19 e afinal nem os Baptistas são de confiança - já o Marx tinha-nos avisado!
O CD-R dos Gratos Leprosos que era para ter saído em Novembro do ano passado foi incorporado no próximo disco do Tiago Guillul que sai a 17 de Maio!
Era para ser um desdobrável que estaria enfiado numa bolsa de plástico de CD mas tive de refazer tudo em menos de 24h porque afinal passou para uma embalagem de cartão de CD que terá uma tiragem limitada de 333 exemplares para a edição em vinil do disco. Colocou-se o Photoshop em serviço do Panque do Senhor e a três pancadas ficou como ficou - pelo menos está bem impresso!
Os Gratos Leprosos era uma banda de Tiago Guillul e cia, algumas músicas são conhecidas por recuperação posterior por outros projectos FlorCaveira, estando aqui o Espírito Santo da editora, ou seja músicas convicentes entre o Pop e o Panque com evangelismo e ironia em português, tudo isto com uma boa gravação com poucos meios. Só não gostei de Um dia todo o mundo será Black Metal porque esperava algo mais com título tão bombástico.
Que Alá me perdoe!

[capa, contra-capa, folha de créditos]

terça-feira, 4 de maio de 2010

What democracy?


v/a : Underground Anthems (Zerowork + Bandworm + Can I say + Die Ultimate Chords + Infected + Your Poison; 2009)

O Punk tem boas e más ideias... das boas é a falta de Ego de várias editoras juntarem-se e editarem discos. Seis editoras para lançarem um EP em vinil de quatro temas/ bandas? Dá para rir mas que é prático lá isso é: cortam custos, distribuem pelos canais de cada editora (chegando a mais pessoas em teoria), internacionalizando os projectos (algumas das editoras são de Espanha e Alemanha), fortalecem e aceleram a "cena"... e por último, talvez faça do trabalho do editor uma tarefa menos solitária e mais comunitária. 
Claro que comunidades é a palavra mais abusada do planeta nos dias que correm, julgando que é por "gostarmos do mesmo" mesmo que só sejamos dez pessoas seremos mais felizes - mas não seremos mais originais! Acredito que conhecer alguém que goste dos filmes Errol Flynn no Butão poderá ficar muito satisfeito em conhecer outras pessoas com o mesmo gosto, e que esse facto poderá para contribuir para a construção de projectos envolta do... ehm... Errol Flynn? E parece que é isto, o contacto com o "outro" está reduzido aos mesmos gostos e feitios e tiques havendo (pouco e civilizado) confronto.
Este disco é prova disso quando os portugueses Decreto 77, os eslovenos Red Union e os galegos Ultima Sacudida cantam todos em inglês, o que os fazem tão originais como três fãs de... ehm... Errol Flynn???? Excepção para os Albert Fish que versionam Puto da Rua (dos Opinião Pública, banda velha tuga de... punk) que faz uma diferença para quem não está a fim de ouvir a enésima canção punk gravada no planeta. Nem sei porque me dou ao trabalho de escrever sobre isto... AH! por causa talvez do gajo que desenhou a capa e afins do disco - o EIS! que é um velho colaborador do Mesinha de Cabeceira quando assinava com o seu verdadeiro nome que não posso revelar por causa dos Skins Neo-Nazis (?). Desenhava melhor o gajo nessa altura antes de se meter com computadores e degradés foleiros... Os punks não sabem o que fazem...

terça-feira, 27 de abril de 2010

Alan Moore (ed.): Dodgem Logic #1 (Knockabout; Feb'10)

Um fanzine do Sr. Alan Moore? Moore o argumentista de bd que segundo se diz, Deus deu a ele 90% da inteligência da humanidade e espalhou os outros 10% ao resto da população? O homem que tem reinventado à paisana a cultura popular? Que excelente notícia quando apareceu anunciado aqui e ali pela 'net fora.
Ao que parece o título é o projecto era um desejo que o Moore não conseguiu fazer em 1975 quando tinha os seus 20 e tal anos. Hoje com 56 anos e senhor de família, cumpriu o sonho juvenil criando um projecto híbrido e "lobal" ("local" + "global") que se centra em Northampton (terra de Moore) mas com abertura para o mundo.
Têm artigos de vários assuntos (imprensa alternativa desde o séc. XIII, o falhanço do feminismo, como viver sem comprar nada), bd's infográficas de como plantar um jardim sem ordens municipais, receitas de culinária (que os ingleses bem precisam!), um "retro-scene-report" da música da cidade (acompanhada por um CD, Nation of Saints) e alguns psicadelismos fazem a edição num estado de caos gráfico e de qualidade variável dos trabalhos. Poderá ser enervante porque se esperava algo mais "pesado" vindo do quem vêm mas há uma "desculpa", ou melhor, uma linha editorial que justifica tudo: «colidindo ideias para ver o que acontece».
Ainda assim, não se chega nem à literatura "light" nem tanto ao experimentalismo, fica-se num limbo - e como tal sem piada ou convicente. Talvez num segundo número a coisa siga outro rumo, depois da "colisão".
O CD que acompanha a revista falta-lhe informação par situar as bandas, a maior parte delas desconhecidas e não editada - as excepções para Moore com os Retro Spankers (as ligações de Moore com a música são conhecidas q.b.) e uma do David J (Bauhaus e Love & Rockets). Do Country ao Hip Hop, do Post-Punk ao Jazz Rock, são registados 50 anos (!) de história da cidade de Northampton mas pouco se ficou a saber quem são, quando foi gravado, etc... outra colisão ao lado!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Vinil sucks!


1) Feira da Ladra a 1 euro, LP de música angolana. Não é brilhante nem coisa que se pareça, investigando na 'net pelo artista apercebemos que tal como muitos outros vocalistas africanos este também acabou por se meter na política - se fosse por cá, talvez o David Fonseca seria Ministro da Administração Interna, Miguel Guedes do Desporto, e assim por adiante - porque será? Falta de massa crítica literada para ocupar lugares importantes nestes países? Será que o Dog Murras poderá alguma vez ser Secretário de Estado de Angola? Pode-se concluir que nestes o países ou noutros como em Portugal, antes da tecnologia cada vez mais democratizada para produção musical, só os ricos/ intelectuais/ burgueses é que gravaram discos. Por isso, este é africano frouxo que não roça-roça o suficiente, como sabemos só os pobres é que dançam bem... (ENDIPU; 1993)
2) Origem desconhecida, oferta, single sobre uma personalidade do horóscopo (signo Leão - é o meu caso!) em castelhano. Nada mais irritante que uma voz espanhola em termos gerais (comas devidas excepções), sobretudo quando se esforça para ser teatral - neste caso diria antes caricatural e grotesca. São diálogos entre o Leão e o Destino, cena admirável para gente estúpida e crente em Astros (o que significa a mesma coisa). Quase dá para rir de tão rídicula esta produção dos anos 60. Apesar de tudo a capa mostra que mesmo produtos popularuchos tinham melhor grafismo que os dos dias de hoje... é uma coisa que os horóscopos não conseguem prever: a Humanidade é cada vez mais burra! (Sonoplay; 1967)
3) Feira da Ladra, 50 cêntimos, EP de "valsa moderna finlandesa"... Não é bem assim, o Jenka era algo tradicional dos EUA que alguns imigrantes finlandeses trouxeram prá Europa modificado com roupagens modernaças e com uma mistura qualquer de danças rituais da Lapónia. Sucesso foi tal que se editou discos em Espanha (esta edição é do país vizinho) e até em Portugal. Dá direito a danças robóticas e divertidas para quando se era jovem à muitos muitos anos atrás. Yenka ou Jenka (lê-se da mesma forma?) ou (será) Letkis (?) é "kitsch" o suficiente para alguns finlandeses dizerem que não conhecem este tipo de música... Porque será? (RCA Española; 1965)
4) Loja de antiguidades no Porto, era para ser a 2 euros mas ficou muito menos porque a dona da loja além de ter pinta marada, não tinha trocos, LP 10" de easy listening instrumental tão nojenta que poderia passar em casamentos onde ainda não haja House ou Techno. É fixe mas longe da elegância de um Mauriat porque o Colignon é mais orgão Hammond. A capa parece que o tipo está a pedir pra gaja se pôr de quatro patas para uma canzana! Ou será que é para o bóbó? (Philips; 1959?)

- mas ela estava mesmo aqui! à bocado...


Daniel Seabra Lopes e MF na primeira sessão do PEQUENO é bom!, agradável encontro com uma série de interessados desta coisa da edição independente. Dado interesse dos visitantes de quererem sujar as mãos, brevemente passarão a "participantes" ou "organizadores", criando uma comunidade que não seja meramente consumidora.
Literatura e Música serão temas a tratar de futuro... entretanto a próxima sessão é 1 de Maio, um feriado que comemora o Dia do Editor Precário!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Ei, Jo!

Fui a correr quando soube que havia no Montijo uma loja que trocava discos - até pensava que a Troca de Discos tinha sido materializado - mas não é bem assim. O Hey Joe troca mais ou menos... compra primeiro (ou dá um valor à mercadoria) e depois podem comprar (trocar) por outros discos e livros. Resta dizer que a selecção presente em CD e vinil é bastante boa e coerente, tanto que consegui algumas pérolas porreiras!

A melhor de todas é Airshow 2000 (Man's Ruin; 2001) dos Fuckemos, que peguei pelo o incrível nome estúpido e artwork parvo, e o que me sossegou foi o facto de ser da editora do Frank Kozik. Depois de pesquisar o que ouvi é que percebi porque raios esta banda é mais um "Alien Rock" que estava mesmo a precisar de ouvir! É do Texas como outros muitos outros mamados - como os Butthole Surfers que inevitavelmente poderão ser comparados embora sejam menos extravagantes e ambiciosos que os Butthole e a voz é monocromática a lembrar a do Peter Steele (Type O Negative) que debita letras sobre 75% sexo bizarro e os restantes 25% outros temas algo sexuados como o tema Yer Family (Ruff) que tem esta bela letra:

You were my lover, so was your mother
And your father and your sister and your brother
I am so sorry that I left you feeling sad
Can't we just remember all the good times we had
...
There was noone like you and your family - and your family
I thought it was cool that they would have sex with me
They gave me food when I was hungry
They gave me love unconditionally.

Mas convenhamos, o Rock é só sobre sexo, sempre foi e sempre será... mesmo quando os Fuckemos mudam de registo e fazem uma versão de Judas Priest tão manhosa como a música original, caiem na redudância porque não há mais nada tão sexuado e manhoso que Judas Priest - e os metaleiros sabem disso... Por isso, qualquer trabalho dos Killing Joke nunca chegará aos calcanhares de uma música "vou-te saltar prá cueca!", mesmo que seja o seu (segundo) álbum homónimo (Zuma / Sony; 2003) com o Dave Grohl na bateria - depois de mostrar que era aí o seu lugar num disco dos Queens of the Stone Age, e não como compositor da xungaria Foo Fighters, armado em baterista traumatizado pós-Nirvana. Já agora, diz a lenda que o tipo não cobrou nada por este trabalho - mesmo sabendo que os KJ andaram para processar os Nirvana por plágio, tendo desistido do acto após o suicídio de Cobain.
Apesar da bateria convidada de Grohl nada muda na estrutura da banda, que continua o seu misto de barulho tribal pós-punk com algo de celebração Pop. E sendo Pop vai viciando a cada audição...

Por fim, o último disco dos Godflesh, Hymms (Music For Nations; 2001), percebe-se porque o projecto acabou, pouco adianta ao que foi feito no passado e prepara Justin K. Broadrick para o seu actual projecto Jesu - aliás, a última música deste CD intitula-se Jesu.
Denso, pesado, lento, industrial, metalizado e insuportável como qualquer pessoa sã poderá gostar e exigir que houvesse uma banda assim. O baixo tem dentes, a bateria desta vez é humana e mais Rock (porque não é uma drum machine como acontecia no passado), riff dronados, a banda sonora original para um mundo que se desmonora a olhos vistos em 73 minutos. Cospe-se em Jesus?