sábado, 8 de outubro de 2011

Infecção Urinária da Finlândia (III)


Próximas aventuras suomi-sonoras a escrever prá Infektion de Novembro... Adoro o logotipo da Love Records!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Lx Comics Scimoc XL (feito feito)


2ª parte de 2º Capítulo do novo livro concluído.
Respectivo name-dropping: Bedeteca de Lisboa, Honey Talks, José Marmeleira, João Paulo Cotrim, Quarto de Jade, Ilustração Portuguesa, Pedro Proença, Bela Silva, Nuno Saraiva, Júlio Pitta, Bernardo Marques, João Fonte Santa, ...

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

TESTicle PRESSure #2, 4 (ed.: Johnny Chiba; 1996-99)

 Ainda estou para perceber porque isto aconteceu... mas fiquei em contacto com o animado Chiba e fizemos umas trocas. Depois de um climax / anti-climax final do Festival de BD de Helsínquia e regresso à residência, estavam dois exemplares do zine Test Press à minha espera na caixa de correio dos residentes. Trata-se de um fanzine de Nova Iorque dirigido e quase ele todo escrito por Chiba num frenesi de auto-referência e masturbação solipsista. El Jefe (piada latina-americana para quem se chama Jeff) fartou-se de escrever na década passada pelos vistos. E a tocar guitarra, a editar discos e o catano. O #4 é um grande calhamaço de páginas impressas em folhas de cânhamo - que inclui uma entrevista aos Ultra Bidé! A dada altura já se vomita resenhas críticas a discos, concertos, festivais e afins pelo vocabulário limitado e repetitivo do Chefe. Por todo o zine, Jeff espalha o seu nome e piadas brejeiras nas fotografias das bandas e capas de discos, de uma forma tão ingénua e só possível no mundo dos zines, que acaba por ter mesmo piada. Amigo e defensor de Mike Diana, não será à toa que capas, bds e ilustrações sejam deste polémico autor.
Não sei se já há uma denominação para quem leia publicações antigas sobre música mas a verdade é que me dá um gozo especial ler sobre discos antigos, assistir com alguma arrogância quando quem escreve se engana em factos ou nas previsões sobre uma banda. Noutros casos é confirmar quem é que estava realmente atento e acertado em classificar um disco como "genial", "excelente" ou "obra-prima" e poder-se verificar passados 10 anos depois essas classificações continuarem a ser verdade. Também têm piada encontrar referências a outras bandas que nos "passaram ao lado". Acho mais interessante ler esta tonelada de leitura manhosa do que andar de link em link pela 'net à procura de música. Acho que é sempre necessário um feltro (um editor, um crítico, um fanzine, um amigo) que nos oriente na anarquia do mundo virtual. O Chefe pode não ser o melhor crítico do mundo mas ao longo de centenas de páginas vamos aprendendo sobre os seus gostos e até aonde podemos confiar ou discordar dele.
Os fanzines são acompanhados por k7s com várias bandas. Ando louco para as ouvir porque não tenho leitor de k7s na residência. Podia escrever os nomes das bandas no Google e perceber o que me espera mas não! Serei paciente e só ouvirei em Portugal, acho que virão coisas boas daqui!

domingo, 2 de outubro de 2011

Kuti Huuda


Este fim-de-semana tive a visita do Tommi, Tiina, Jarno e Anna... trouxeram-me o Kuti que me faltava! Kiitos! Agora tenho a colecção completa! Não que seja um coleccionador completista mas esta é uma excepção dada a qualidade e originalidade do projecto. Trouxeram-me livros recentes da Huuda Huuda que irei colocar "desenho-resenha" no blogue da CCC.

sábado, 1 de outubro de 2011

Infecção Urinária da Finlândia (II)


Nota : este é na realidade o meu primeiro texto original que escrevo prá Infektion

Desde o primeiro artigo que escrevi sobre a cena musical finlandesa no número de Abril 2005 do fanzine Underworld / Entulho Informativo, que não deixei de estar atento à música deste país, fascinado com as suas histórias exóticas como a do Tango finlandês (uma caracteristica cultural tão nacional como a Sauna e o Ski!), a dança “vintage” Jenka, a aberração fonética dos Força Macabra (cantam em “brasileiro” sem saberem a língua porque são fãs das bandas Hardcore brasileiras dos anos 80!), o prestigiado Hardcore finlandês criado por Läjä e os Terveet Kädet, o movimento das editoras fonográficas Love (anos 60/70), Bad Vugum / BV2 (anos 90) até à contemporânea Lal Lal Lal, e claro também das tristezas comerciais como Lordi, Korpiklaanis, HIM ou Nightwish. Este “hobbie” pela cultura finlandesa acabou por me trazer a uma residência artística, perto de Turku, entre Setembro e Outubro. É daqui que escrevo as próximas Infecções Urinárias!

Depois de três visitas a Helsínquia nos últimos 7 anos é uma coincidência ter comprado recentemente, na Digelius, um disco que fecha um ciclo de descoberta da música deste país. Tudo começou em 2005 quando ouvi pela primeira vez Arktinen hysteria - Suomi-avantgarden esipuutarhureita (Love Records; 2001), ou se preferirem, “Histeria Árctica, os primórdios da vanguarda finlandesa”. Apesar da sua continuação More Arctic Hysteria / Son of Artic Hysteria : The later years of early Finnish avant-garde datar de 2005 só agora que acedi a este duplo CD.

O primeiro título era uma colectânea que recolhia 13 faixas de música experimental entre 1961 e 1970, com gravações de arrotos, Noise, Electrónica bastante sofisticada com ou sem instrumentos inventados como o “sexofone”, Free-Jazz marxista, Pop-Blues casado com Prog, proto-Industrial, música improvisada, concreta e conceptual “warholiana” como a faixa que repete ao nome do carismático presidente Kekkonen durante 6 saturantes minutos - a voz é de um senhor que lê os resultados de uma mesa de votos das eleições de 1962. Quanto à “sequela” dividiram os dois CDs por décadas, o primeiro concentra-se nos anos 70 e o segundo nos anos 80, podendo haver um caso ou outro que salta desta lógica por razões de aproximações musicais.

É óbvio que os anos 70 são a grande ressaca da loucura dos anos 60, e por isso é menos utópica. Claro que no final ainda irá semear a geração Punk cuja cultura D.I.Y. e individualista irão marcar os anos 80. Talvez por isso que os anos 70 sejam apenas “mais histeria” como sugere o título sem adiantar nada de novo, acompanhando o espirito do tempo como Prog Rock, a electroacústica e Jazz sem extremismos. Invés de rasgos radicais preferem ser fusionistas de estilos, géneros e conceitos, indo até buscar às suas raízes nacionais, instrumentos ou melodias folclóricas enquanto sintetizam os sons de peças de metal ou canas de bambu – que rima com didgeridoo, também ele aqui presente – barulhos de trovões, cães, pássaros e vizinhos a tossirem. Ouve-se sem ofender os ouvidos e serve de guia para novas descobertas do passado que parecem tão contemporâneas como algumas produções experimentais actuais.

Já o segundo CD volta ao caos criativo como foram os anos 60 (registada na primeira antologia) graças ao movimento Punk. Mas há aqui uma diferença, esta geração foi “educada” a ouvir “música diferente” – e basta reunir as ecléticas colectâneas nostálgicas Love Radio (4 volumes, Love) para perceber o que era um “ouvido médio finlandês”. Se o Punk é visto como uma reacção à apatia urbana não deixa de ser uma mariquice anglo-saxónica no que diz à música, porque continuou a fazer Pop/ Rock e cristalizou-se em formatos comerciais. O que este disco colecciona são faixas bastardas de um país cuja cultura musical é bastante diferente à treta inglesa e norte-americana. Os Punks finlandeses tanto sabiam de Jazz como batiam com bonecas Barbie para fazer de bateria. Nem todos foram clonar Ramones ad nauseam – apesar de haver aqui uma versão desconstruída deles feita pelos Silver, uns putos que ninguém sabe quem são.

A própria cultura DIY é neste CD reconhecida e “oficializada” ao ser incluídas faixas retiradas de formatos editorais pobres como k7s e singles de 7”. Quem compilou não teve pudor nenhum em colocar nomes conhecidos como Aavikon Kone Ja Moottori (trad.: Máquina do Deserto e Motores, projecto Noise do referido Läjä), Jimmi Tenor ou Mika Vainio (dos Pan Sonic) ao lado de artistas completamente desconhecidos como Superladex, que em 1981 eram três irmãos de 6, 10 e 19 anos a fazerem colagens sonoras no conforto do quarto… Alguns dos “artistas” recusam a ideia que tenham feito alguma coisa de especial ao ponto para 20 anos depois serem recuperados ou reconhecidos como “vanguardistas”.

Em Portugal não acredito que teríamos nem o conhecimento da história do nossa cultura para serem revistas pela Intelligentsia nem haveria à vontade de colocar Punks de 13 anos ao lado dos Telectu, por exemplo. E talvez esta seja a diferença entre os nossos dois países. Sendo um país nórdico cujo estereótipo seja ser visto como “organizado, frio e sério” consegue ser antes “desorganizado, quente e divertido” tal como os países do Sul da Europa (ou pelo menos como estes últimos são vistos nos nossos preconceitos comuns). E já que falamos de Portugal, do pouco que há de História da nossa música vanguardista aconselho Antologia de Música Electrónica Portuguesa (CD'04; Plancton Music) apesar de ser centrada exclusivamente em electrónica e claro… em gente séria!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Lx Comics Scimoc XL (feito)

1ª parte de 2º Capítulo do novo livro concluído.
Respectivo name-dropping: Lisboa, Jucifer, "Casa Fantasma", pilhagem, João Queiroz, carta astral, Lourenço Marques 1960, Futuro Primitivo, Nuno Franco, Malformed Earthborn, Specials, Hans Bellmer, João Chambel, André Lemos, ... 

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Um tempero para esta semana...

É natural chegar ao aeroporto de Helsínquia e apanhar logo com uma loja do Moomin, criação de Tove Jansson (1914-2001) que começou com livros ilustrados para a infância em 1945 seguido por uma geniais tiras de bd em 1954, que têm sido alvo de reedição em inglês (via Drawn & Quarterly) e em francês (melhor edição, diga-se, pela Le Lézard Noir). Os desenhos são de uma elegância tal como esta deverá ser a família mais anarca da história da bd. O humor é tão inteligente e sensível que merece muito mais o cunho "para todo o público" do que os sobrevalorizados Astérixes e Tintins.
Talvez por isso que os livros tiveram o impacto que tiveram na Finlândia - e pelo mundo fora. Claro que estas criacções acabam estampadas em cuecas, canecas, refrigerantes manhosos (primeira imagem!) e afins. E a Finlândia deve ter o seu orgulho "Moomin-mania" em que os bonecos ultrapassam os desenhos animados que ultrapassam os livros ilustrados que ultrapassam a bd... Topei que muitos finlandeses nem percebem que existe a bd - realço, de uma qualidade imbatível! Tanto que até as instituições que defendem este património parecem ignorar a bd também. Estive hoje em Tampere, cidade que acolhe o Museu Moomin, com um espólio de 2000 obras da autora e relacionado. Tira de bd? Nem uma! Há belas ilustrações é certo como já se pode ter visto em Lisboa na exposição Truth or tales: Exposição de ilustração de Livro para a Infância (org. pela Bedeteca de Lisboa no Palácio Galveias em 2008) mas tiras de bd? Zero! Talvez porque as bds ao terem sido originalmente publicadas para o jornal inglês Evening News tenham sido destruídas (como aconteceu com muitos originais de bd no passado, cujos editores não ficavam com os originais como não os conservavam) ou então é alguma treta com copyrights com o jornal. Ou então os tipos do museu ignoram a bd de propósito. Muito estranho...

Depois do Museu, almoço com o Tommi Musturi e Jarno Latva-Nikkola num indiano (alguma vez irei a um restaurante com comida finlandesa?), seguido por visitas a lojas de discos e exposições pela cidade. A última foi dentro de um centro comercial feita por estudantes (?) de Artes que resistiram a um mini-escândalo qualquer - um dos trabalhos foi retirado não sei bem porquê. Seja como for, os artistas alugaram ou convenceram a direcção do centro para fazer uma exposição com o tema "Anti-matéria". Algumas peças tinham força...
A "Globalização + Capitalismo Selvagem + União Europeia" não poupa nem os mercados nórdicos. Cada vez há menos lojas de pequenos negócios e cada vez há mais espaços comerciais fechados / abandonados tal como acontece em Portugal, por exemplo. Nestes países (como o nosso com a devida distância) deixarem fazer acções deste tipo saí fora do comportamento normal dos senhorios / proprietários. Nada como uma boa crise económica para mudar as atitudes? Pode ser que moda chegue à Baixa Lisboeta um dia destes...

Kiitos aos companheiros de viagem Mikko Orpana e Agatha. São chatas as estradas finlandesas!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

With a little help from my friends





Faço um novo capítulo do livro de bd que produzo na Residência Saari. Este capítulo é respeitante a uma "casa fantasma" que existia no mesmo prédio onde habito no verão de 2009. Estando fora do país foi preciso pedir ajuda a amigos que também visitaram esta casa para poder reactivar algumas memórias. 
Kiitos João Chambel pelas fotos, e ainda Pedro Nora e Isabel Carvalho.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Free Farrajota

No Festival de BD de Helsínquia encontrei o António Diaz, espanhol residente nos países bálticos e editor da Free Magazine, que é tempos foi um jornal que colaborava com as tiras-resenhas-críticas de discos in DJ GoldenShower Record Collection.


Ele aproveitou para fazer uma curta entrevista pró site - depois da fase jornal a publicação tornou-se digital e decadente como poderão ver mas já que mais ninguém está atento...

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Portuguese artist and old colaborator Marcos Farrajota visited Finland during the Comic Festival hold in Kamppi, so we had the chance to talk to him about his views on Finland and his current exhibition in Helsinki Comic Centre:

Hi Marcos. You are currently in Finland for the comic fair, and you have visited this country a few times in the past. Can you tell us your impressions about Finland, and what brings you here so often?

I come because of the comics fest. I like Finland culture: music and comics, and I think Finns funny…. They are more latins somehow that look at first sight!

Were there any works-artists that you especially liked during the comic fair in Helsinki?

I think this year the festival looked more commercial so I actually missed some older artists of the Finn scene and didn’t found brand new blood or something that blow my head like in the past. But the best one should be OLIVIER SCHRAUWEN

You told me that you are going to spend time in a residence for artists near Turku. What are you going to be doing there during the next weeks?

I’m doing my new comic book. It’s about people that collect stuff, archives and piracy. Should look like an essay but as usual with autobiographical episodes…

You have a new comic book, where you have put together the works of many artists that send you stories. Can you explain a bit more in detail about the project?

For starters it’s called Futuro Primitivo (Primitive Future in English, Primitiivenen Tuleivassus in Finn), ripping off a Sepultura song, hahahaha! Well, I fed up of doing anthologies and decide to make a new concept for this… So I decide to make somekind of “narrative DJing” which means that I ask to 40 artists to send comics with a “post-apocalitic” theme but in 2 strips per page so that then I could remix the sequences and turning 40 stories in just one story. I guess nobody made this and this opens a new way to work in comics in the future. Also, you can download for free the soundtrack of the book /exhibition on the net-label You Are Not Stealing Records.

You have a current exhibition in Arabia in Helsinki. Can you say a bit more about what the visitors can find there, and until what date will be running?

Until 1st October, you can see the original work / drawings of the book, so it can see a contemporary comix from Portugal authors. You have all kind of images and graphic styles, I guess this is good for starters, then you can see / buy also Chili com Carne (the label of the publisher of the book) editions and the silkscreens – some also are “graphic DJing”, we ask some graphic designers to pick up images of the comix book to make a new image / poster / silkscreen.
What are your next projects after your stay in Finland?

Actually the show goes to Mälmo (Sweden) to open there in 14th October… I try not to think about the future (primitive or not) because I’m focusing in my new book so going to Sweden is already something real… And then in December is the Independent Edition Fair in Portugal – in Porto, at Maus Hábitos venue. Go there!

sábado, 24 de setembro de 2011

Animal Collectors (feito)

1º Capítulo do novo livro concluído. 
Respectivo name-dropping: Stanislaw Lem, Jesus Marx, Apocalipse, Thomas More, Skype, Deus & Lucifera, descendência, José Machado Pais, Desmond Morris e Yonnet.

sábado, 17 de setembro de 2011

Infecção Urinária da Finlândia (I)

 + material para uma Infecção Urinária de Marte, a minha página sobre discos na revista metaleira & online Infektion. Disco-mistério de Arka pela label DIY Siko Records. Fica para o número de Novembro...

Cores finlandesas

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Infecção Urinária da Finlândia (0)


Segundo volume da "Histeria Árctica" comprada na Digelius, loja de música em Helsínquia que existe desde 1971. A sair uma resenha crítica ao disco na Infektion Magazine de Outubro.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Duas torres, sff


bd autobio de Tea Tauriainen sobre a nossa estadia na casa de verão de uma pessoa da Sociedade Finlandesa de BD a caminho do ITE. À noite, para além de sauna seguida de mergulho de pelota no lago, jogamos este jogo das peças de madeira que formam uma torre, é preciso tirar uma peça à vez e colocar por cima da torre. Claro que isto cria uma torre fragilizada e perde quem a deixa cair. Com os copos tudo isto tem mais piada, claro! 
Creio que fui eu a relembrar o glorioso 11 de Setembro mas só mereço ficar de costas na bd, deve ser para me proteger de americanos estúpidos.

domingo, 11 de setembro de 2011

sábado, 10 de setembro de 2011

Too sexy for my Koran


Graças ao Super-Turunen fiquei a conhecer o alfarrabista de Turku mais cheio de bd, música e livros. Gastei logo 10 euros em música árabe. O CD duplo, Arabia the essencial album, um dos CDs é foleiro - a Pop árabe também têm limites de piroseira mesmo para ouvidos que nada entendem da "algarviada" que se ouve. Reconheci os nomes da Natacha Atlas e Mahmoud Fadl para me convencer a comprar uma vez que a capa cor-de-rosa e lilás já tudo diziam que é produto de super-mercado apesar de haver boas malhas. 
The Best of Bellydance from: Egypt, Lebanon, Arabia, Turkey também é vigarice pra turista pelo tratamento gráfico e créditos mas ouve-se muito bem. Música do melhor até me inspirou a investigar estas beldades:


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Ano 2012 acabou!


Eis uma continuação das bds "Ano 2000 (o ano em que afinal o mundo não acaba)" publicadas originalmente no Mesinha de Cabeceira #8 (1995) e Osso da Pilinha #1 (2001), mais tarde reeditadas nos livros Noitadas, Deprês & Bubas e Talento Local
Intitula-se "2012 (mais um ano em que o mundo afinal não acaba)" e são 3 páginas para manter a tradição das bds antecedentes. Talvez venha a fazer parte do corpo de trabalho a desenvolver na residência... ou talvez não. Eventualmente faria sentido editá-la num zine qualquer mas tal coisa já não existe em Portugal, pelo menos. Se alguém estiver para fazer um zine de fotocópia barata e precisa de colaborações ofereço esta bd na boa!
Entretanto é curiosa a ideia de publicar em fotocópia porque esta forma de publicação mudou na imenso na última década. Não e só a questão se ainda há ou não pessoas as fazê-lo após a revolução digital que temos sofrido - basta lembrar o tufão Rudolfo que publica os seus zines monográficos como ainda a antologia Lodaçal - mas é preciso reparar que a própria tecnologia das fotocópias ao fazer melhoramentos tecnológicos modificou-se radicalmente. As fotocopiadoras agora são todas a lazer, o resultado final da reprodução é sempre "slick" (vistoso, brilhante) igual ou até melhor que uma revista profissional impressa... Já não é mais aquela cópia granulosa mas precisa, de reprodução ríspida e quase táctil. Havia uma estética própria da cultura zine que não vinha só dos "erros" dos editores e criadores mas também da própria (falta de?) qualidade das máquinas. É uma estética para sempre perdida, se formos a pensar bem porque não pode ser recuperada como aconteceu com a serigrafia porque as condições tecnológicas são muito mais complexas - são máquinas para as quais que já não há peças, assistência nem consumíveis. Curioso, não?

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Saari Residence


Desde 1 de Setembro até 31 de Outubro estou numa residência artística na Finlândia, Saari Residence. Ambiente maravilhoso para trabalhar. Nos últimos 10 anos a minha produção foi diminuindo quase ao zero. Nos dias que tenho estado tenho recuperado um bocado o gosto pelo desenho e vontade de escrever "coisas". Venho com a ideia de fazer um livro de 60 páginas. Talvez seja um exagero mas vamos ver o que acontece.