segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Free Farrajota

No Festival de BD de Helsínquia encontrei o António Diaz, espanhol residente nos países bálticos e editor da Free Magazine, que é tempos foi um jornal que colaborava com as tiras-resenhas-críticas de discos in DJ GoldenShower Record Collection.


Ele aproveitou para fazer uma curta entrevista pró site - depois da fase jornal a publicação tornou-se digital e decadente como poderão ver mas já que mais ninguém está atento...

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Portuguese artist and old colaborator Marcos Farrajota visited Finland during the Comic Festival hold in Kamppi, so we had the chance to talk to him about his views on Finland and his current exhibition in Helsinki Comic Centre:

Hi Marcos. You are currently in Finland for the comic fair, and you have visited this country a few times in the past. Can you tell us your impressions about Finland, and what brings you here so often?

I come because of the comics fest. I like Finland culture: music and comics, and I think Finns funny…. They are more latins somehow that look at first sight!

Were there any works-artists that you especially liked during the comic fair in Helsinki?

I think this year the festival looked more commercial so I actually missed some older artists of the Finn scene and didn’t found brand new blood or something that blow my head like in the past. But the best one should be OLIVIER SCHRAUWEN

You told me that you are going to spend time in a residence for artists near Turku. What are you going to be doing there during the next weeks?

I’m doing my new comic book. It’s about people that collect stuff, archives and piracy. Should look like an essay but as usual with autobiographical episodes…

You have a new comic book, where you have put together the works of many artists that send you stories. Can you explain a bit more in detail about the project?

For starters it’s called Futuro Primitivo (Primitive Future in English, Primitiivenen Tuleivassus in Finn), ripping off a Sepultura song, hahahaha! Well, I fed up of doing anthologies and decide to make a new concept for this… So I decide to make somekind of “narrative DJing” which means that I ask to 40 artists to send comics with a “post-apocalitic” theme but in 2 strips per page so that then I could remix the sequences and turning 40 stories in just one story. I guess nobody made this and this opens a new way to work in comics in the future. Also, you can download for free the soundtrack of the book /exhibition on the net-label You Are Not Stealing Records.

You have a current exhibition in Arabia in Helsinki. Can you say a bit more about what the visitors can find there, and until what date will be running?

Until 1st October, you can see the original work / drawings of the book, so it can see a contemporary comix from Portugal authors. You have all kind of images and graphic styles, I guess this is good for starters, then you can see / buy also Chili com Carne (the label of the publisher of the book) editions and the silkscreens – some also are “graphic DJing”, we ask some graphic designers to pick up images of the comix book to make a new image / poster / silkscreen.
What are your next projects after your stay in Finland?

Actually the show goes to Mälmo (Sweden) to open there in 14th October… I try not to think about the future (primitive or not) because I’m focusing in my new book so going to Sweden is already something real… And then in December is the Independent Edition Fair in Portugal – in Porto, at Maus Hábitos venue. Go there!

sábado, 24 de setembro de 2011

Animal Collectors (feito)

1º Capítulo do novo livro concluído. 
Respectivo name-dropping: Stanislaw Lem, Jesus Marx, Apocalipse, Thomas More, Skype, Deus & Lucifera, descendência, José Machado Pais, Desmond Morris e Yonnet.

sábado, 17 de setembro de 2011

Infecção Urinária da Finlândia (I)

 + material para uma Infecção Urinária de Marte, a minha página sobre discos na revista metaleira & online Infektion. Disco-mistério de Arka pela label DIY Siko Records. Fica para o número de Novembro...

Cores finlandesas

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Infecção Urinária da Finlândia (0)


Segundo volume da "Histeria Árctica" comprada na Digelius, loja de música em Helsínquia que existe desde 1971. A sair uma resenha crítica ao disco na Infektion Magazine de Outubro.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Duas torres, sff


bd autobio de Tea Tauriainen sobre a nossa estadia na casa de verão de uma pessoa da Sociedade Finlandesa de BD a caminho do ITE. À noite, para além de sauna seguida de mergulho de pelota no lago, jogamos este jogo das peças de madeira que formam uma torre, é preciso tirar uma peça à vez e colocar por cima da torre. Claro que isto cria uma torre fragilizada e perde quem a deixa cair. Com os copos tudo isto tem mais piada, claro! 
Creio que fui eu a relembrar o glorioso 11 de Setembro mas só mereço ficar de costas na bd, deve ser para me proteger de americanos estúpidos.

domingo, 11 de setembro de 2011

sábado, 10 de setembro de 2011

Too sexy for my Koran


Graças ao Super-Turunen fiquei a conhecer o alfarrabista de Turku mais cheio de bd, música e livros. Gastei logo 10 euros em música árabe. O CD duplo, Arabia the essencial album, um dos CDs é foleiro - a Pop árabe também têm limites de piroseira mesmo para ouvidos que nada entendem da "algarviada" que se ouve. Reconheci os nomes da Natacha Atlas e Mahmoud Fadl para me convencer a comprar uma vez que a capa cor-de-rosa e lilás já tudo diziam que é produto de super-mercado apesar de haver boas malhas. 
The Best of Bellydance from: Egypt, Lebanon, Arabia, Turkey também é vigarice pra turista pelo tratamento gráfico e créditos mas ouve-se muito bem. Música do melhor até me inspirou a investigar estas beldades:


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Ano 2012 acabou!


Eis uma continuação das bds "Ano 2000 (o ano em que afinal o mundo não acaba)" publicadas originalmente no Mesinha de Cabeceira #8 (1995) e Osso da Pilinha #1 (2001), mais tarde reeditadas nos livros Noitadas, Deprês & Bubas e Talento Local
Intitula-se "2012 (mais um ano em que o mundo afinal não acaba)" e são 3 páginas para manter a tradição das bds antecedentes. Talvez venha a fazer parte do corpo de trabalho a desenvolver na residência... ou talvez não. Eventualmente faria sentido editá-la num zine qualquer mas tal coisa já não existe em Portugal, pelo menos. Se alguém estiver para fazer um zine de fotocópia barata e precisa de colaborações ofereço esta bd na boa!
Entretanto é curiosa a ideia de publicar em fotocópia porque esta forma de publicação mudou na imenso na última década. Não e só a questão se ainda há ou não pessoas as fazê-lo após a revolução digital que temos sofrido - basta lembrar o tufão Rudolfo que publica os seus zines monográficos como ainda a antologia Lodaçal - mas é preciso reparar que a própria tecnologia das fotocópias ao fazer melhoramentos tecnológicos modificou-se radicalmente. As fotocopiadoras agora são todas a lazer, o resultado final da reprodução é sempre "slick" (vistoso, brilhante) igual ou até melhor que uma revista profissional impressa... Já não é mais aquela cópia granulosa mas precisa, de reprodução ríspida e quase táctil. Havia uma estética própria da cultura zine que não vinha só dos "erros" dos editores e criadores mas também da própria (falta de?) qualidade das máquinas. É uma estética para sempre perdida, se formos a pensar bem porque não pode ser recuperada como aconteceu com a serigrafia porque as condições tecnológicas são muito mais complexas - são máquinas para as quais que já não há peças, assistência nem consumíveis. Curioso, não?

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Saari Residence


Desde 1 de Setembro até 31 de Outubro estou numa residência artística na Finlândia, Saari Residence. Ambiente maravilhoso para trabalhar. Nos últimos 10 anos a minha produção foi diminuindo quase ao zero. Nos dias que tenho estado tenho recuperado um bocado o gosto pelo desenho e vontade de escrever "coisas". Venho com a ideia de fazer um livro de 60 páginas. Talvez seja um exagero mas vamos ver o que acontece.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

This is Suomi

O trabalho que desenvolvo na Residência será um futuro livro - assim o espero - de bd sobre coleccionismo e arquivos -  basicamente porque raios as pessoas acumulam coisas!
Claro como sou também um cromo, logo nos primeiros dias arranjei coisas - para ir carregado para Portugal feito burro... Enfim!



Em Turku, nas lojas de segunda mão encontrei um livro de 1952 dedicado ao turismo na Finlândia. Curiosamente parece que nada mudou a não ser alguns anúncios da MacMerda e outras multinacionais. O país é verde, cheio de lagos e mais lagos, com casinhas de madeira espalhadas aqui e acolá e nos dias de hoje, há realmente, no meio do nada um centro comercial gigantesco em cada 100 kilometros mas a é isso! A Finlândia é bela e "boring". Um conhecido tinha me avisado mas não podia acreditar nisso até ficar provado mais tarde na viagem ao ITE,  em Kokkola, depois de 4 horas a guiar por este enorme país, começamos a vomitar florestas, lagos, lagoas e árvores. Penso como em Portugal, país muito mais pequeno, realmente a paisagem muda de distrito para distrito. Parece que é preciso à Lapónia para ver a paisagem finlandesa a mudar... hum... acho que não o quero fazer porque teria de fazer muitas boring horas - talvez de avião, um dia?

The Georges Cowboys


Na primeira excursão a Turku, numa loja de discos, a 8 Raita, comprei a 2 euros este CD dos extintos canadianos Les Georges Cowboys. Uma treta arstsy-fartsy 2006. Ainda por cima confundi com os Leningrad Cowboys, banda finlandesa que estou farto de ouvir falar... Prá semana vou tentar livrar-me disto num alfarrabista cheio de tralha, o Alfa Antika...

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Sonho semi-suomi


Sonho da primeira noite da Residência Saari... não tenho scanner para melhor imagem... percebe-se bem o monstro porque veio daqui.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

David Soares : "Batalha" (Saída de Emergência; 2011)

 Mais um romance de David Soares pela sua editora Saída de Emergência? Quem for cínico que diga isso, quem pegar no livro - já agora uma bela peça de Design de livro - e o ler poderá verificar que não é mais um - se é que alguma vez os livros do David Soares tenham-se repetido... Mas é verdade que este é especialmente diferente dos outros ao colocar uma ratazana em discurso directo - numa tradição literária que podemos encontrar talvez em Herman Hesse ou Jack London com "os seus lobos". O roedor anda à procura do "sentido da vida" e o maravilhoso encontro desse sentido não deixa de ser irónico porque David "vai contribuindo, passo a passo, para uma mitologia de fantástico genuinamente lusa" (João Seixas dixit). Afirmação certeira mas que deveria estar acrescentada com outra frase como o autor me escreveu no seu primeiro romance: "verdadeiramente alternativo e bruto, disfarçado de mainstream... assim posso corromper os insuspeitos!»
Nos próximos dois meses estarei pela Finlândia, os últimos dias foram de stress a arrumar malas, finalizar leituras para o projecto que irei realizar no frio... Peguei no livro sem pensar que iria acabá-lo e com remorsos que deveria estar a fazer outras coisas. Enquanto não o acabei não havia paz! O David está cada vez mais fluído a escrever que quando dei por mim tinha acabado o livro. Valeu a pena!  Eis um livro que poderá vir a ser um clássico no futuro - como os Lobos dos escritores mencionados acima. Com um David menos Death e Goth, a escrita dele cada vez tem uma abragência para "todo o público" sem ser estúpido ou infantilóide como o que anda para aí. Parabéns ao autor... como se constuma dizer "quanto mais velho..."

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Grande novela americana


Matmos : The Civil War (Matador; 2003)
WHY? : oaklandazulasylum (Anticon; 2003)

Era uma vez... vapores de peidinhos quentes cobertos pelos lençóis da manhã, o arrastar dos pés do vizinho de cima sobre o soalho de madeira, os últimos suspiros de um pombo moribundo, a língua da gata a lamber obstinadamente o pêlo brilhante, o bicho a roer a madeira da cama, o titilar do motor do Opel acabado de estacionar. Usurpados por microfones e sequenciados em laptops nos finais dos anos 90, tornou-se de forma pragmática e maquinal da lógica anglo-saxónica embutida em todo o DNA do mundo Pop, mesmo daquele que se diz "diferente". De repente o novo brinquedo do Pop era procurar o som microscópico ao ponto de Matmos enfiarem microfones em tubos digestivos de vacas para fazer microhouse - som paneleiro-lounge que se confunde com a outra grande paneleirice deste século que é o Techno minimal. Outro ser anglo-saxónico, Matthew Herbert como Radio Boy, fez coisas parecidas antes de entrar num esquema de big band e manifestos artísticos que não interessam a ninguém.
No caso de The Civil War, os americanos tentam explorar sons medievais folclóricos com "americana" e o tal microhouse. Usam sons "verdadeiros", ou seja gerados por instrumentos acústicos (como tambores e gaitas-de-foles) com o átomo digital. Glitches à parte soa a manual 1-0-1 de como fazer a coisa sem chegar a nenhum sentimento - ao contrário por exemplo do último disco dos Stealing Orchestra que partilha a ideia do som "verdadeiro" com o "virtual" - mas não a obtusidade das explorações dos sons imperceptíveis. The Civil War não aquece nem arrefece, parece uma feira medieval com nerds do Mac ao peito. É uma tentativa tão válida como a minha de conhecer o trabalho deste casal tão respeitado na música deste século. Não deixarei de tentar outro disco porque tenho boa impressão de um tema Rag for William S. Burroughs de outro álbum The Rose Has Teeth In The Mouth Of A Beast - que terei de ter a paciência de me cruzar com ele um dia destes.
Já WHY? é outra estória... É o primeiro álbum do projecto de Wolf e também o último antes de o transformar numa banda de 3 elementos em Elephant Eyelash (Anticon; 2005). Para quem gosta dos Pavement mas têm medo de Wu-Tang Clan pode vir aqui deliciar-se com a faceta delicadoce do Indie / alt country / americana disfarçada com técnicas de produção Hip Hop. A tradição de canção está aqui bem vincada, é certo que é mutante graças à tecnologia dos século XXI não faltando loops e "micro-sons" texturizados e melódicas para acompanhar a melancolia urbana. Por mais samples de carne que se une ao esqueleto destas canções o humano não se desfaz em máquina. O colectivo Anticon, que WHY? pertence, é segunda geração do som de fusão Pop/Rock com Hip Hop iniciada por Beck. Chamam-lhe de "hip hop abstracto" e é capaz de ser das poucas coisas giras inventadas neste milénio.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Carbono 14

Mais uma ida à Carbono para comprar xungaria-refundida-a-2,5-euros na dita loja. E curiosamente na zona Metal/ Dark / Industrial (está tudo assinalado naquela loja!) encontro um CD dos Genaside II. Não é a primeira vez que encontro este projecto misturado na zona "heavy" das lojas de discos. A capa, grafismo e nome da banda remetem para algo Death Metal underground mas não, é Jungle / Big Beat e onda dançável UK. Return of the Redline Evangelist (Copasetik; 2002) realmente engana muito para quem não sabe o que é, daí a necessidade de resgatar um dos projectos basilares da cena Rave / Jungle, admirados pelos Prodigy e Tricky, para o qual até gravaram um álbum. Este é o último da carreira do projecto e que infelizmente soa a "auto-vintage". Para um álbum de 2002 realmente soa demasiado a 1992, embora o projecto admita para si mesmo que é realmente "old school". São DJs / produtores e não-músicos, que pegam na jóias do passado para fazerem música funcional pela via mais festiva histriónica Ragga / Big Beat como pelo o "down" introspectivo via Dub/ Trip Hop. Não é mau para quem goste dos géneros já aqui citados mas enerva que não tenha faixas tão carismáticas como o primeiro álbum - o único que conheço. Um salto a um passado recente, não reconhecido e mal-compreendido. Vale a pena descobri-lo.
Segue-se o último álbum dos Loretta's Doll, Creeping Sideways (Middle Pillar + World Serpent; 2001) que só comprei porque na ficha técnica aparecia Orson Welles (uma obsessão da banda pelo que descobri entretanto) e Genesis P-Orridge. Som Gótico-Industrial sem no entanto se deixar encurralar por géneros - o único possível será defini-lo como Dark - apresenta-se mais estimulante do que se espera (capa, editora, caras dos bichos, vídeos) justamente pela capacidade de fazer metamorfoses electrónicas que não se estão à espera neste tipo de bandas que gostam de ser marciais e/ou indutoras de transe e meta-física do chinelo. Acho que só pelo facto de terem uma banda com nome de gaja (é sempre estranho isso, não?) é que não vou ficar com este interessante disco. 
Good as gold (Homestead; 1989) dos OWT não é bom como ouro. O duo constituído por David Leaton (bateria, eletrónicas) e Zeena Parkins (harpa, teclados) com constrangimento parecem esconder publicamente que fizeram este disco. Por acaso, até se compreende, é uma coisinha fraquita vinda de dois cromos da música. Um esquema Improv mais ou menos orientado pelo Rock, sem grandes surpresas e momentos, e nem chega a ser pica-miolos. Realmente este disco é uma nota de rodapé "mal-paginado" na secção "dark" da loja...
Por fim, o melhor do lote, outra classificação desorientada, The Hellbender Suite (Some Place Else; 2005) do finlandês Reptiljan - um dos mil projectos de Niko Skorpio. Soma de trabalhos entre 2003 e 2005, em que as vertentes mais extremas e modernas da Electrónica são aplicadas: Grindcore digital, Breackcore, Technoise, etc... havendo ainda lugar para uma inserção Dub ou Glitch aqui e ali. Não tem a qualidade de produção de Bong-Ra ou The Drumcorps, parece, até feito no PC do quarto decorado com colchas cor-de-rocha com naprons feitos pela mãezinha mas ao menos é música que não rapina cadáveres com 30 anos em cima como faz toda a produção Rock/ Pop actual. Belo erro de catalogação! Valeu a pena acertar nisto!

domingo, 31 de julho de 2011

Apolo Negro


Ruy Mingas : Temas angolanos (Orlador / Círculo de Leitores; 1976)

Mais uma vez na Feira da Achada a descobrir música africana graças a capas lindas - que reforça a teoria que qualquer capa de LP é melhor que de CD - embora este já o conhecia de outras andanças. O vermelho sobre laranja quase parece serigrafia mas parece que passo a vida a coleccionar mistérios editoriais fonográficos. Procurem na 'net por este disco e aparecem outras capas e pior a versão CD de 1999 (creio) com uma capa de Mingas com ar tecnocrata e velho. 
Outro músico africano que depois da carreira musical que se tornou ministro e/ou embaixador, talvez porque não é do "povão" (classe baixa, sem educação, etc...). Mingas é bom de se ouvir mas é óbvio que o que canta e a produção que o acompanha está mais perto de uma burguesia ou de uma classe média educada - até há pianinhos aqui e acolá. Não é para encontrar aqui a Africa selvagem mas a África da melancolia e da beleza infinita... Mesmo que seja em forma de postal.