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domingo, 26 de fevereiro de 2017

Este tipo tem 68 anos e continua a fazer coisas tão interessantes.

A bela frase do título deste "post" é uma declaração do David Fonseca numa entrevista no último número da revista Blitz.
Pois é, Fonseca, o David Bowie tinha 68 anos e continuava a fazer coisas interessantes, ao contrário de ti que não deves ter mais de 40 e precisas de o vampirizar (camuflado de homenagem oportunista) para venderes discos com os teus outros amiguitos nulos que tal como tu nem fazem nada de interessante como não têm ideias...
Admiram-se por estar aqui a falar do Blitz? É razão para tal porque esta foi a quarta vez que comprei a "revista-ex-jornal" desde que surgiu nesta fórmula editorial em 2006. Acho que comprei os dois primeiros números por hábito de consumo do jornal semanalmente. Ao segundo número irritei-me e deixei de comprar esta trampa.
Passado mais de 10 anos, nada mudou, a revista continua a ser uma bosta de velhice burguesa que é constrangedora. O motivo de ter comprado este número? O CD dedicado à Ama Romanta que nada adianta para os colecionadores anais que tem toda a discografia alguma vez produzida em Portugal (não é o meu caso mas conhecia a maior parte do material editado) mas é um bom serviço público de divulgar o que foi a mais emblemática editora fonográfica independente nacional dos anos 80.
Com muita vergonha comprei esta publicação com a capa da banda mais nojenta do mundo - meu, se o Trump os bombardeasse até eu votaria nele nas próximas eleições (oh yeah!). A outra vez que comprei a revista foi também graças a um CD e um Canibal na capa porque de resto os discos que acompanham tem sido do pior, ou xungaria ou velhotes que ao contrário do Bowie já não tem nada para oferecer ao mundo a não ser velhas glórias. Poderiam acusar de que este CD - Ama Romanta : 1986-1990 : uma História Divergente - também poderia estar neste grupo das velhas glórias para nostálgicos mas ouvir Sei Miguel ou Mão Morta passados 30 anos garanto-vos que ainda não entraram no registo datado nem as suas produções mais recentes ao contrário de tudo mais que se produz no pop/rock português ou o que é divulgado pelo Blitz. De resto a entrevista a João Peste é suficientemente demolidora face à situação...
Futuro da revista? Só a coluna do Dr. Bakali que mesmo nos tempos do formato jornal divulgava tanto fanzines de BD como alta-tecnologia. Hoje continua ser a única voz na revista com um pingo de sanidade, inteligência, cosmopolitismo e contemporaneidade, tarefa nada fácil nos tempos do pós-modernismo e nostalgia pechisbeque.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Senior Metal

Felizmente com a normalização em curso da sociedade, as tribos urbanas estão a desaparecer. Felizmente a raça metaleira irá ser extinguida por serem os mais meninos delas todas. Felizmente comecei a colaborar com a revista Loud! em Janeiro deste ano e até já publicaram uma resenha escrita minha sobre o novo disco do DJ Balli mas... Infelizmente, entretanto, nada mais sei se continuo na redacção, não me respondem aos emails, os anormais.

A sério, o Metal é a terceira idade! No pior sentido do envelhecimento, ou seja, rabugice, hábitos inalterados, lentidão, nostalgia, incapacidade física, paternalismo e imposição da vontade por mais irracional que possa ser. Deveriam abrir novos Centros de Dia só para esta malta - bem que armaram-se em engraçadinhos o ano passado em Vagos, mal sabiam eles que estavam era antes a revelar a sua verdadeira face.

Em defesa da revista, não deixa de ser admirável que ela pura e simplesmente exista. O/a Blitz foi à vida no ano passado - adeus! Ninguém sentia a sua falta desde 2001 anyway! Porque que é que a Loud existe? Simples, o público metaleiro é fetichista e ainda compra discos, CDs ou vinilo, em pleno deleite de coleccionista completista, sem critério ou gosto. É o humano mais amigo do Capitalismo a seguir ao "normie", sem ele saber, apesar da sua dita oposição ao Sistema. Com um público fiel, o Metal ainda existe apesar da sua forma artística estar morta desde 2001 - só para coincidir com o Blitz!

A Loud! tem tudo como qualquer outro "template" de revista de música Pop/Rock: agenda, bisbilhotam o que uma banda está a gravar em estúdio, Top do ano, mixtape de um músico, músicos a adivinharem as bandas que lhes dão à escuta, entrevistas, resenhas, etc... SE novamente SE for no universo da "música pesada". Isto é fantástico! Vendo a desmaterialização da cultura por todo a parte, a revista acaba por ter pertinência num quiosque - versus a miséria editorial feita por grandes grupos económicos como a merdosa A Nossa Prima e quejandos.  Não há nenhuma revista assim em Portugal, é aliás a única de música e talvez a única de crítica que se possa acreditar da sinceridade dos seus escritores - ao contrário do bordel assumido das fracas figuras (mas cheias de ego) do Público e afins.

Não expectável e que topei neste número em que participei, é a quantidade de pontuações baixas aos discos. Não deveria ser assim, ou pelos menos tradicionalmente nos fanzines de Metal não acontecia isto, afinal quando se faz parte de uma cena é típico dar pontuações altas, raramente negativas, aos "irmãos" que te dão música e carne para canhão. O que aconteceu? Apanhei um mês mau de edições? Ou existe uma corrosão nas almas dos críticos que estão fartos do excesso?

Alguém consegue dizer quantos discos de Black Metal são editados por mês? E de Death? E de outro subgénero? Resposta: centenas! Isto sem mexer um milímetro do padrão criado entre os anos 70 e 90 do século passado. Tocam algo de relevante e que alguém se lembre um disco depois? Não! Daí que a Nostalgia pelos "anos dourados" do Thrash (Slayer), Death (Morbid Angel), Black (Venom) e Grind (Carcass) sejam sempre o ângulo de observação por todos os metaleiros. Nada bate aquele disco de Sepultura ou Candlemass. Nem no Rock tradicional há esta sensação de desamparo e orfandade, mesmo depois dos Beatles, Doors ou David Bowie terem ido desta para melhor.

Os Metaleiros são velhinhos xexés perdidos neste mundo do Caos da Aldeia Global. Tentam clarificar o espírito fazendo "checklists" de quantas vezes viram Godflesh (ao menos que seja Godflesh, foda-se) a tocarem ao vivo aquele álbum específico, quantas edições em cores diferentes têm de um disco de Black Sabbath, etc... É o consumidor mais passivo de sempre, o verdadeiro burguês agarrado ao "vil metal". Não percebo muito bem porquê ou como se deu esta deformação, afinal os metaleiros e as metaleiras dos anos 90 ou eram uns anjinhos lindos ou eram uns brutamontes bêbados mas não pareciam ser materialistas. Se calhar pensei assim, romantismo meu destas criaturas na altura. Uma fantasia que acabou e agora vejo-os como hipopótamos, não só por serem o público mais gordo em qualquer concerto mas sobretudo por serem conformistas.

Talvez tenha sido o Goth e o Black nos anos 90 que estragaram o Metal, trazendo a velhacaria da Extrema Direita e da má literatura. Ou a explicação mais simples é que o Rock e o Metal já têm 70 e 51 anos, respectivamente. É difícil ter uma cabeça aberta com estas idades, sejam de forma individual seja de forma colectiva. É natural, como os ranchos folclóricos, que o metaleiros e o Metal cristalizaram em tradicionalismos. Ficam pasmados por verem os putos irem ouvir Electrónica ou Hip Hop. Claro que sim! Melhor pegar num Software do que em riffs de dinossauros!!

Mas também não são assim os gajos do Jazz? Coleccionadores anais de discos. Tal como Jazz nos anos 60 quando era popular, o Metal deveria ser um ponto de libertação da classe operária. Os metaleiros como bem se sabe, são os que conduzem os nossos metros e taxis, são eles que fazem o design dos panfletos do Continente, são eles que trazem os discos e dildos que comprastes na puta da Amazon, são eles que carregam as tubagens dos sanitários, são elas que cuidam dos nossos bebés nos jardins de infância, caramba! No entanto... nada disso, só existe Morte e Demência.

Metaleiros do Mundo, zuni-vos e erguei-vos contra a alienação consumista! Só há uns Morbid Angel! Ou uns Mayhem! Não é preciso mais e mais e mais, sei que por cada metaleiro que comprar um CD será menos um “normal” a comprar um CD de Beyoncé ou dos Cure mas lutar fogo com fogo, meus amigos, nunca deu grandes resultados. Que tal, antes um encontro de todos vós, a bloquear as entradas de um Shopping num Sábado? De garrafão e/ou litrosa na mão, com picos nos braços e piaçabas em riste à entrada da H&M? Que tal oferecer os vossos milhares de discos de milhares de bandas sucedâneas que apodrecem nas vossas mediotecas a putos à porta da escola? Eles não conhecem Death mas podem ouvir uns outros quaisquer. É preciso é começar por algum lado… E se só um puto for convertido ao Doom, o sacrifício de ter oferecido todo o vosso lixo já terá valido a pena!!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Loverboys


Ei! Não é a primeira vez que sou fotografado por alguém profissional... Em 1999, a Rita Carmo fez uma sessão fotográfica comigo e o João Fazenda para a promoção das bd's do "Loverboy" no jornal Blitz

O resto é História: falhamos um prazo de entrega e o Blitz deu-nos com os pés, dizendo que estavam a publicar as últimas páginas antes dos autores terem desaparecido numa floresta italiana - o Fazenda na realidade é que falhou o prazo indo de férias para Itália esquecendo-se de entregar pranchas para as semanas que estaria fora. A ideia dos autores desaparecidos era um ripanço total à ideia do filme Blair Witch Project que estreou nessa altura... Na realidade os tipos deviam estar loucos para nos despachar das páginas do jornal porque a estória que estava a desenvolver era uma espécie de "Manoel de Oliveira em LSD" - que deu no livro Loverboy (...) muda mas fica igual (...) (Polvo; 2001) - onde nada se passava a não ser pessoal a andar de um lado para o outro após terem tomarem ácidos num acampamento selvagem. Substituiram-nos mais tarde pelo inócuo Superfuzz, granda-treta! 

Pelo menos tudo foi divertido: a sessão fotográfica (o sorriso não é forçado!) e a bd mamada estava mesmo a ser publicada semanalmente sem nada de relevante estar a acontecer... acho que se pode ainda considerar esta bd de "experimental" mesmo que o "Loverboy" fosse um produto comercial. 

Ainda me lembro do Fazenda perguntar-me ao telefone "o que achas que isto quer dizer?", sobre o facto de terem escrito uma caixa de texto sobre termos "desaparecido e que eram as últimas pranchas a serem publicadas". Hahahahahaha 

Recentemente encontrei a Rita Carmo na inauguração da Tinta nos Nervos - daí a recuperação destas memórias dignas de cidadão sénior acabado + foto. Uma coisa curiosa que ela disse foi que foi a inauguração no CCB com público mais eclético e com a maior presença de pais dos artistas... Com estórias assim é natural que os autores levem os pais ao CCB para mostrar que valeu a pena terem aguentado as asneiras dos filhos, certo?

domingo, 24 de abril de 2022

DEA report

 


João Paulo Cotrim, Marte e João Fazenda no lançamento do primeiro livro do Loverboy. Bedeteca de Lisboa. 

Segundo um recorte do jornal Blitz que encontrei o lançamento foi na noite de 26 de Março de 1998! 24 anos, boy!


Eis uma foto do público presente, uma sandes-mista do caraças: pais do João, amigos meus e dele ou comuns - Rafael Gouveia, Catarina Alfaro, Leonor Gomes, Pedro Baptista (dos grandes Damage Fan Club), Vânia Oliveira, Ricardo Blanco e o seu irmão, Miguel B., Luís, Rafael Dionísio e Ana D. -, gajos da BD que não interessam a ninguém, uma jornalista da TSF que me ficou com a demo-tape da banda do Geral (os Needs) para fazer a banda sonora da peça), Hugo-futuro-gajo-do-GAU, Ricardo Blanco, Isabel (companheira do João Paulo), Sandra Amaro (na altura namorada do Pedro Brito) e o Pitchu! E muita gente que não reconheço... Olhando para trás, lembro-me que foi algo electrizante, esta confusão de gente e de meios, realmente apontava para o facto que estávamos a fazer História. Não é armar ao cagão mas a verdade é que começamos todo um movimento de edições em livros, a preto e branco com temas contemporâneos - que no passado não existiram ou apenas com pequenas experiências (Arlindo Fagundes, José Carlos Fernandes) ou a BD com temas actuais estava fora do circuito do livro, existia nos jornais como o Relvas e o Diniz Conefrey, no Se7e e Blitz, respectivamente, ou ainda em experiências nas revistas Lx Comics e Quadrado. Aqui foi o arranque para muitos livros de novos artistas pelos finais dos 90 e século novo através da Polvo, Bedeteca de Lisboa, ASIBDP / Mundo Fantasma, Chili Com Carne, MMMNNNRRRG, Witloof, Círculo de Abuso, Nova Comix,... e mais tarde com a El Pep, Imprensa Canalha, Plana Press e Quarto de Jade.

Antes disso, em Portugal no que diz respeito a Romances gráficas só havia dois títulos / três livros que valiam a pena comprar sem passar vergonhas: O Diário de Jules Renard lido por Fred  e os dois volumes de Maus de Art Spiegelman.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

Quem ouve música também gosta de ler sobre música - IV

Falava eu da tristeza da imprensa musical em Agosto, e nada melhor que uma rentrée para ver UM novo projecto a brotar do deserto português. Falo do jornal UM, em que só o título é que nos relembra a tão referida tristeza - UM é mesmo UM mau nome, caramba!
De resto, há bom grafismo e usa-se a ilustração como ferramenta util, há bons textos vindos dos restos mortais da redacção do antigo Blitz-quando-este-era-o-Blitz, há atenção ao que se passa por ai (espaços culturais, bandas, formatos editoriais, etc...) e de forma geral, existe boa comunicação (que é a simbiose de todos os elementos referidos).
É quinzenal e apanha-se gratuitamente nas FuNAC's (infelizmente), Trem Azul, Galeria ZDB, XM (Coimbra), Louie Louie (Porto) e mais NUM sítio ou dois.
Já tem UM sítio na 'net onde se pode consultar (quase) todos os números em formato PDF.
Parabéns!

PS
Entretanto, no último número (ainda não está online) dois artigos sobre os direitos conexos, o primeiro defendido por Miguel Guedes (da pior banda de sempre, os Blind Zero e membro da Direcção da Gestão de Direito dos Artistas) e o segundo que coloca em dúvida o que se pretende implantar escrito por Ricardo Salazar. E se no segundo caso, as questões são óbvias e concordo com elas, quanto às intenções do Guedes, penso que são preocupantes. Quer ele criar mais um monopólio nojento como a SPA através de uma brecha de mercado esquecida? Prepara-se para receber a reforma económica já que de uma banda azeiteira como os Blind Zero não se pode ganhar muito? Prepara-se para foder pela segunda vez* a música portuguesa? Cuidado com este Loverboyzeco, o menino vem do Direito (logo tem a cabeça atrofiada pela metafísica da Justiça), não é nada burro e pelos vistos não tem virtudes - ainda me pergunto porque raios o gajo esteve metido na revista Cânhamo...

*a primeira foi com os Blind Zero em que passaram o ser o paradigma da música portuguesa dos anos 90: só há banda se houver profissionalismo, inoquidade, imitação de moldes e boa produção.

quinta-feira, 3 de agosto de 2006

Quem ouve música também gosta de ler sobre música - I

É preciso ter tomates para por a Nelly Furtado na capa de uma revista de música. Ou a editora da gaja pagou muita bem à revista ou então a imagem de um editor com um testículo de boi na cabeça é digna de imaginarmos.
Não bastava os dinossáurios Rolling Stones no primeiro número do Blitz-Nova-Fórmula-Revista como agora temos uma campónia cujas músicas se resistirem um verão já é muito. O ano passado o Blitz andava em agonia, com sucessivos Directores a perpetuarem estupidez, mau-gosto e critérios mal-amanhados - o último saiu uma rica prenda, diga-se, foi ele que impingiu que uma capa boa para um jornal de música seriam os Abba, duas vezes seguidas os nojentos dos U2 ou qualquer coisa que se mexa e tenha mais de 40 anos de idade.
A desculpa desta decadência será o facto de não se vender tanto como nos velhos tempos por causa da 'net e outras desculpas esfarrapadas. Se calhar o que os editores esquecem é que não é pelo facto de haver mais informação livre e gratuita que isso possa equivaler à morte de um jornal ou revista. É (sempre foi) a capacidade de comunicar ou de ter conteúdos interessantes que fazem as revistas e jornais.
Ora essa "vontade" está cada vez mais ausente - se alguma vez esteve presente - nos meios de comunicação portugueses impressos. Pergunto-me a quem querem vender a revista? A jovens? Eles preferem as cabritas Shakira, Beyoncé e Britney Spears (é só escolher a pele, cabelo, ancas e rabo) e duvido que tenham tesão pela Nelly. Aos trintões para cima? Eles preferem ler as boas revistas inglesas que cada vez são cada vez mais fáceis de arranjar em presscenters - cada uma na sua área, como a Uncut (música e cinema), Mojo (arquealogia Pop) ou Wire (vanguardas e outros poemas) - com as vantagens que ao comprarem estas revistas ganham um CD e não parece que estão a comprar uma revista com aquelas das tipas das telenovelas e afins. E se puderem ir a Espanha sempre podem comprar a Rockdelux, que ao menos tem na capa os Gnarls Barkley no número de Julho-Agosto. É que os nossos irmãos ibéricos sempre souberam copiar bem o que vêem, e é por isso que a revista "sofre" de "moderno" e "arejado" e oferece como "regalo" um CD porreiro: Trojan: classic Jamaican sounds since 1968 (Trojan / PIAS Spain / Sinedín / Rockdelux; 2006) com Ibon Errazkin (um espanholito, ex-Le Mans e outros projectos), como "selector".
Não é porque tudo o que vêm de fora seja melhor mas que a parolada anacrónica tem de ser denunciada tal como as atrocidades dos infiéis norte-americanos e israelitas, lá isso tem!

quarta-feira, 19 de novembro de 2003

#17 : CanibalCriCa Ilustrada 1/3



48p. p/b + 16p. a 2 cores 26 x 21 cm, capa a cores, edição agrafada.


com BD's de Joana Figueiredo, Mike Diana (EUA), Estrompa & Pepedelrey, Tatiana Gill (EUA), Crizzze, Pedro Moura & Marcos Farrajota, André Lemos, Aleksandar Opacic (Sérvia e Montenegro), Dice Industries (Alemanha) e ainda com Nuno Valério (capa e ilustrações), Rafael Dionísio (texto com ilustração de Pedro Zamith), Mário Augusto (texto com ilustração de André Ruivo), João Cabaço (desenho) e João Bragança (ilustração).

apoios: CM de Cascais, IPJ e JF de Cascais

muito, muito bom aspecto! BD, ilustração e textos (na quase totalidade inéditos), de primeira qualidade para leitores de gosto exigente! Blitz Entre dessins agressifs, textes d'opinions et de bd's hétéroclites, cette revue graphique se veut un excellent portail pou rentrer de plein fouet dans l'univers de la BD underground Portugaise Underground Society liberdade editorial, formal e temática, um laboratório de experimentação narrativa e plástica por excelência publicação muito recomendável Mondo Bizarre um autêntico festim de loucura, humor, sexo e ironia, à mistura com textos corrosivos e inteligentes, traços livres e caóticos, num tom de orgia de nonsense criativo Umbigo arte insana, para finalizar o desvio dos sentidos Entulho Informativo Irreverente, directo, perturbador ou mesmo diabólico é este colectivo de artistas Elegy Ibérica

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

An I been watchin' you shake dat ting


A Dona Zarzanga arranjou um verdadeiro "blast from the past" de quando ainda era GoldenShower e muito especificamente da única vez que fui expulso da cabide do DJ. 
Num bar do Pinhal Novo disseram-me que podia ter som no âmbito de um evento de BD, sabia que ia lidar com um público generalista, por isso não ia poder por Brujeria ou Einstürzende Neubauten a matar. Apesar de estar a passar Dancehall e Hip Hop, de 10 em 10 minutos o dono do bar, os empregados e o público vinham perguntar quando é que ia começar a passar House! O cabrão do dono até arranjou um DJ sobressalente (de House!) que ficou nas minhas costas! A dada altura fiquei totalmente nervoso que entornei uma imperial no amplificador, resultando na minha expulsão oficial. Gamei um CD do Sean Paul (bem bom!) como vingança e soube que passado alguns meses o sítio ardeu... Ainda bem, era uma porra cheio de gajas a cairem ao chão às 22h prontas a serem violadas por gajos de manga cava paneleiros sem puderem sair do armário e como tal prontos a morrerem num racing na ponte Vasco da Gama! Talvez a única coisa boa daquilo foi que o Esgar Acelerado conheceu o João Maio Pinto para continuar a série de bd Superfuzz no Blitz-jornal... Pensando melhor, o Superfuzz era também uma valente porcaria com ou sem Pinto...
Tenho mesmo que voltar para Portugal? Não arranjo lugar de DJ residente num bar no bairro de Kalio em Helsínquia? Bêbados por bêbados pelo menos não percebo finlandês! Eventualmente: perkele!

sábado, 25 de julho de 2026

Corrupção moral da velhice ou Contra a Imprensa Escrita (rapinando Svenonius) ou Eu só quero é bazar de férias!

 Faz 50 anos que o Punk nasceu oficialmente e se por um lado não se espera festejos académicos da oportunista do Norte nem bibliografia nova portuguesa*, por outro deverá aparecer uma avalanche de publicações estrangeiras sobre o assunto, como este número especial da Les Inrockuptibles.

Já se sabe que a imprensa escrita está pela rua da amargura mas que fazer quando ela assume-se como um media velho para pessoas velhas? Quando coisas inúteis como o Blitz que só serve de "clickbait" para o Expresso** ou a Mojo continuaram a ser o gabinetes de curiosidades da cultura passada pouco irá interessar a novos leitores. O espectáculo das publicações que se vê em quiosques ou "press-centers" é inacreditavelmente deprimente, só se vê o passado e a nostalgia, e nem me refiro apenas a revistas sobre música, até porque pouco mais sobreviveu que a Super Interessante ou a National Geographic, ambas voltadas para a ciência e História.

Presente ou futuro só na The Wire e n'A Batalha, sendo esta incapacidade da imprensa de relatar o presente e os miúdos que fazem coisas AGORA é o seu auto-túmulo. Claro que sabia ao que ia quando comprei esta revista francesa e apetecia-me um "guilty-pleasure", uma leveza para as férias, sabia que viriam os habituais artigos sobre os Sex Pistols, Ramones e afins. Que ainda não li. Se calhar estão bem escritos e documentados - e já apanhei algums fotos divertidas de cus britânicos da loja Sex. Espero pela praia cheio de bifes bêbados para pegar nisto com mais calminha, o que fico admirado (ou nem por isso) é mais por não haver referências à continuação do Punk, os outros monstros míticos que daí virão - Crass, Napalm Death, Fugazi, Nirvana, God is my Co-Pilot, Bikini Kill - ou sobre as bandas underground que ainda por cima há milhares em França. De resto, nada de novo no horizonte, já Albini tinha se queixado disto, e já agora, também eu... Quando a revista pega no presente nada convence. A política fica de fora. O DIY também. Resta e fica exposto o fundo de catálogo das empresas fonográficas multinacionais. 


* a Chili Com Carne vai reeditar o Corta-E-Cola / Punk Comix como já tinha sido anunciado - só que uma das novas capas vai ser do Nunsky (rapinada à sua BD "Inadaptados" publicado no MdC #4) substituindo o João Silvestre.

** para quem não conhece, é um jornal de "extremo-centro", cujos colunistas são capazes de escrever merdas do tipo "pá, sou a favor dos LGBTs mas também não precisam de exagerar" ou "não sou contra a greve mas é preciso não prejudicar os outros" ou ainda, pérola incrível de um destes betos ecunémicos (devia ter guardado o recorte!), que era anacrónico representar os patrões como aquelas caricaturas de gordos com chapéus altos e charuto na mão dos inícios do século passado, porque é possível ser amigo do chefe, neste caso, do falecido Balsemão. Iá, meu! Eu também tive a sorte de travar amizades com os meus "bosses", e sim é possível ser amigo do chefe em ambientes de redação de jornais ou escritórios de centros culturais mas agora tenta ser operário ou trabalhar no inferno dos centros de logística e ser amigo do chefe de departamento, meu tarado de merda! O "Espesso" é o exemplo perfeito como as "elites" não vivem a realidade do povo mas é de admirar que os cronistas do semanário, no máximo diria, tem uma boa casa em Lisboa, um monte alentejano / casa no ALLgarve / apartamento em Troia (riscar o que não interessa), um ou dois carros de qualidade, um relógio de marca ou uma colecção de relógios caros (riscar o que não interessa), os putos estão no colégio francês / inglês / alemão (riscar o que não interessa), ou seja, nem tem assim tanta pasta para serem tão insensíveis... que se passa maninhos, ser extremo-centro é um caminho árduo na escalada social?

sexta-feira, 20 de março de 2015

Luís Jerónimo e Tiago Carvalho : "Escritos de Fernando Magalhães : Volume 1 - 1988/1991" (Lulu; 2014?)

Fernando Magalhães (1955-2005) era um crítico de música que passou pelo Blitz e Público mas mais do que isso deixou (boas) memórias a muito melómanos. Qualquer morte é trágica, no seu caso com apenas 50 anos percebe-se que a injustiça - a Morte é a entidade mais democrática de sempre mas também a mais injusta porque só leva os bons mais cedo que os sacanas! Esta injustiça trás a vontade de todos os que realmente sofrem com a Morte (nós, os vivos) tenham vontade de combater o esquecimento de quem partiu. Mas não deixar que se perda a memória não quer dizer que se faça desta forma, num dos piores "livros" algumas vez feito no mundo! O objecto é um caderno A4 que até poderia lembrar as boas e velhas antologias Re/Search caso não fosse tudo do pior! Aliás, qual livro? Isto parece um trabalhinho da Secundária: com sumário, sem ficha técnica, espaçamentos horríveis, capas de discos com o pixel a rir-se de nós, tamanho de letra exagerada, etc, etc... uma lista de horrores editoriais e gráficos que até parece que quem fez isto nunca viu um livro na vida.
Que Magalhães fosse um melómano dos bons, acredito, pelas referências que aparecem nas suas críticas a discos - da Diamanda Galas ao John Zorn, de Magma a Negativland - pois acompanhava o que realmente interessava no momento em que viveu. Mas é preciso fazer livros que juntem todas as resenhas críticas que ele escreveu? Mesmo os discos de merda como os dos Talk Talk ou Garth Brooks - aqueles que era obrigado a escrever na redacção do jornal para pagar a renda e a comida? Aqueles discos que humilham qualquer um porque têm mesmo de se escrever porque senão o Editor do jornal despede-te? Mesmo que o crítico bata neles com alguma violência ou mordacidade são discos que não passam o teste do tempo e são inúteis - até para relembrar quem não gostava deles!
Uma selecção de textos não seria mais honesto? Não teria preferido isso o crítico ausente? Ou separar as águas, um livro dedicado à música que realmente Magalhães admirava e que gostava que chegasse a mais público e um outro livro do tipo humorístico? um do tipo "A Merda Pop dos Anos 80/90" para pisar a mediocridade com o seu humor crítico? Ou será que é mesmo possível conciliar os dois extremos num livro? Até pode ser que sim mas neste desastre editorial  de "boas intenções está o Inferno cheio" temos um livro (que pode ser impresso a pedido pela plataforma em linha lulu.com, creio eu) que é completamente amador e triste... E com tanto designer por aí a precisar de trabalho!
Assim mancha mais a memória do falecido... Convenhamos, alguns textos dele eram para encher-chouriços que nem passados 27 anos fazem sentido relembrar. Tudo isto lembra a expressão "deve estar a dar voltas no caixão" mas por questão de respeito, não vou escrever essa expressão... ops! Acabei por o fazer! Pois... E basicamente é esta a sensação que se tem do "livro"!

sábado, 24 de setembro de 2016

Brad Morrell : "Nirvana & O som de Seattle" (Relógio D'Água; 1999)

Faz hoje 25 anos que foi editado (e explodido) o Nevermind (DGC; 1991) dos Nirvana e foi há 17 anos que se publicou a versão portuguesa deste livro. Nem sabia que existia, foi daquelas compras a 5 paus na Feira do Livro de Lisboa, no stand daquela que será a maior editora portuguesa independente (no termo que não faz parte dos cabrões das Leyas e afins...).
É assim tão bizarro ter um livro sobre Rock em Portugal? Sim é muito raro editar-se sobre o tema ao ponto que os poucos livros que existem, pelos vistos, nem são bem divulgados - olhem para o Blitz que não divulga os livros do Rui Eduardo Paes como exemplo... Sim, os portugueses não gostam de ler, povinho ignorante, e ainda menos de ler sobre música. Mas lá está... temos esta pequena pérola, um livro sobre Rock escrito à americana ou à escrita Rock canalha sem papas na língua sem deixar de ser bem documentado e de bom gosto sobre o que foi a carreira desta banda tão importante - sim, ainda gosto deste trio improvável - incluindo as polémicas em volta das vidas privadas de Kurt Cobain e Courtney Love. O livro conta também porque existe o outro lado da mesma moeda sonora - os "parolo geme" - na mesma cidade que trouxe pela última vez Barulheira para as tabelas de venda.
Já agora, é de apontar que nos últimos anos houve edição portuguesa de mais "rockers" como Patty Smith (biografia e poesia) e Kim Gordon, A Miúda da Banda... Quem diria que isto é editado por cá? Ainda por cima, de "gaijas" rockers! Afinal há Esperança para este país! Para comemorar tantas razões de ânimo vamos lá pôr as colunas no máximo a bombar o Nevermind, sobretudo a faixa Endless, Nameless!

terça-feira, 22 de outubro de 2002

#16 : Super Fight II


George Grosz vs André Lemos

10 desenhos-boxe em serigrafia

livro agrafado 20p. 23x21cm, capa a duas cores, 60 exemplares com ex-libris
editado como o número 16 do zine Mesinha de Cabeceira, na comemoração dos seus 10 anos de existência
tiragem limitada de 199 exemplares, Outubro 2002 / ESGOTADO, exemplar disponível para consulta na Bedeteca de Lisboa
folheamento do livro possível aqui

Historial : exposição colectiva na galeria Kunstraum via 113 (Hildesheim, Alemanha) sob o título "Willi, George & Busch" ... acervo na Telefontilchefen ... referido no Zine Soup - A collection of International Zines and Self-Published Art Books

Feedback : fará a delícia dos leitores mais fetichistas Blitz É um trabalho de intervenção política, simbólico e pessimista Diário de Notícias

quarta-feira, 14 de julho de 2021

Tim Burgess : Telling Stories (Viking / Penguin; 2012)

Enquanto toda a malta que é malta fala do Punk ou o Metal como o género de música que lhes bateu mais, para abrir o terceiro olho (já lá vamos) daqui deste lado devo dizer que foi a onda "Madchester" que me fez curtir música de forma séria pela primeira vez  na vida sendo eu na altura um consumidor ignorante de Top+ e o que ouvia num subúrbio de gente parva (Cascais). O punk acontece "alguns meses mais tarde" depois de curtir aquele Pop dançável e orelhudo da terra dos bifes - e depois foi tudo ao mesmo tempo: Industrial, Gótico, Metal, Hip Hop, Rave, Grind, Crust, yo! Por isso, quem me conhece mal, acha um bocado estranho eu ter uma anca de dança pelos Stones Roses e Happy Mondays invés de me babar por Napalm Death ou The Cure como qualquer outra pessoa interessante. Desculpem...

Cheguei aos Charlatans quando a Megastore da Valetim de Carvalho do Chiado abriu (?) e andou a oferecer com o jornal Blitz quatro vinis à escolha - podia-se escolher um dos quatro. Não sei como consegui um duplo dos sensíveis This Mortal Coil e outro LP de estreia destes ingleses - devo ter comprado dois exemplares do jornal? As outras opções acho que eram as Throwing Muses e Fields of Nephilim... alguém se lembra desta campanha incrível dos anos 90? 

Bom, o disco era fixe e ainda hoje o oiço com regularidade mas curiosamente nunca mais pensei neles, ou seja, ir ouvir outros discos porque até apareceu a 'net que permitia isso. Aliás, nem sabia que eles tinham mais uma dúzia de discos de originais e que foram várias vezes aos Tops 10 das vendas, uau! Caguei mesmo para o mundinho mainstream há muito tempo. Ouvindo esta semana os discos em linha, também percebi que não perdi nada. 

Encontrei este livro da Bivar, uma curiosidade para ler no Verão. Aquela leiturinha leve que se quer de vez em quando. No fim-de-semana passado fui para fora e apanhei um incêndio que me reteve duas horas no comboio. Quase li o livro todo mas estava a ver a coisa mal parada - literalmente. Logo o que o burgesso do Tim escreve no primeiro capítulo do livro é sobre o seu penteado e o seu estilo de vestuário. Foda-se! Depois são as suas memórias que achei piada ler por nostalgia pura e dura, nada mais, tudo é medíocre. Nada de excitante: sexo é zero - o Tim não passa de um "normie" -, drogas muitas e fiquei a saber que coca tomada analmente dá grande pedalada (e ele explica como se faz, o que obriga a duas pessoas na operação), e rock'n'roll... bóf, a banda é Pop, convenhamos, que nem se distingue dos Stone Roses se não fosse o orgão. 

Ah! Há a história do organista Rob Collins que se envolveu num assalto à mão armada é aqui explicada e desculpada, sei lá, no fim a conclusão que isto é só mais uma cambada de toinos que ainda pergunto como aparecem tantas referência aos Crass quando estes gajos são apenas mais uma grupeta de putos egoístas e inúteis. Putos? Bem... hahahaha, o  livro é de 2012 e já há fotos do Tim Burgesso mal-envelhecido a tocar bongos com ar de Hippie tardio e a fazer meditação transcendental, arrependido de ter sido um merdas na sua vida adulta toda. 

Fico a pensar como tive uma vida muito mais rica do que este Rock-Star. O livro vai voltar à Bivar, quem quiser se divertir um coche pela uva mijona. Não me arrependo de ter escolhido o Some Friendly (Dead Dead Good / Situation Two / Beggars Banquet; 1990) invés dos Nephilim...

PS - Entretanto, passei pela Neat Records e ficou por lá...

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Maximum Rock'n'Roll

A MRR é um dos fanzines punk mais emblemáticos e resistentes (existe desde 1982!!) vindos dos EUA. No entanto por vir da terra dos porcos imperialistas não significa que registe a cena nacional apenas, muito antes pelo contrário o que não faltam são artigos desde o México à Dinamarca, de Espanha ao Brasil.
A parte dos discos será a que menos me interessa porque já recebo as minhas doses homeopáticas de Rock. Embora a MRR passe muito pela música (música que tenha bateria e voz senão não entra!) também tem muitas colunas de opinião em que se discute política, prostituição, queercore, vivências, livros, filmes e arte. E até BD! Sobre o caso Mike Diana, os ataques de extrema-direita ao Le Dernier Cri, sobre Nathan Ward, Ben Passmore ou a editora Silver Procket. Os números recentes que adquiri eram números especiais, um sobre fanzines (o que eles tem a dizer depois do mundo web 0.2) e sobre "arte punk" - o que é isso?
Zeus! Mexer neste zine faz-me pensar o que aconteceu à imprensa portuguesa que deixou de existir - se isto for indício de velhice, admito que sim, meu, não era mesmo fixe pegar três em três meses um novo número da Mondo Bizarre e mais ainda da Underworld / Entulho Informativo!? De resto, o que temos de imprensa musical? Nada, só blogues feios e redacções homofóbicas como as da revista Blitz, Diário de Notícias, Expresso, Público e I - digo isto porque todas receberam exemplares do livro do Queercore e ignoraram-no, o Público que sempre escreveu sobre os livros do Rui Eduardo Paes, desta vez fechou-se nas suas copas... Pelos vistos, tem de ser como "no antigamente" (antes dos anos 90), é preciso comprar publicações estrangeiros para matar o marasmo editorial!

A hamburgeria vegetariana / discoteca Black Mamba (do Porto) distribui este fanzine em Portugal. É ir lá comer um "punkburger" e comprar o último número da MRR... é uma boa desculpa para ir ao Porto-cada-vez-mais-parecido-com-Lisboa-que-nojo! [à parte, numa recente visita ao Porto vi um grafito pintado a azul que dizia "Lisboa" apenas...] 

sábado, 10 de outubro de 2015

Mercantologia 8: Free Dub Metal Punk Hardcore Afro Techno Hip Hop Noise Electro Jazz Hauntology


Free Dub Metal Punk Hardcore Afro Techno Hip Hop Noise Electro Jazz Hauntology
de
Marcos Farrajota
Oitavo volume da Colecção Mercantologia, colecção dedicada à reedição de material perdido do mundo dos zines.
80p. 15 x 21 cm
666 exemplares
ISBN: 978-989-8363-34-3
PVP: 10€ (50% desconto para sócios, jornalistas e lojistas) à venda na Chili Com Carne, a partir de dia 10 de Outubro na Mundo Fantasma, BdMania, Letra Livre, Artes & Letras, brevemente na LAC, El Pep, Matéria Prima,... seguido de FNAC, Bertrand,...

Eis a terceira compilação das BD's autobiográficas de Marcos Farrajota depois de Noitadas, Deprês e Bubas (2008) e Talento Local (2010) ambos pela Chili Com Carne nesta mesma colecção. O novo livro Free Dub Metal Punk Hardcore Afro Techno Hip Hop Noise Electro Jazz Hauntology reúne material disperso em várias publicações - incluindo o livro do DVD do 15º Steel Warriors Rebellion Metalfest mas também em vários zines e revistas como Cru, Prego (Brasil), Pangrama, Stripburger (Eslovénia) e ainda antologias de países começados por "s" como a Suécia ou a Sérvia!

As Bds que se encontram aqui são cada vez menos os episódios mundanos como noutras BDs de Farrajota para dar primazia a ensaios críticos sobre a cultura portuguesa e subculturas underground... Talvez por isso que só agora é que são compiladas as míticas tiras da série Não 'tavas lá!? que fazem crítica aos concertos assistidos pelo autor publicadas na mítica Underworld : Entulho Informativo e vários outros zines e revistas. Podem encontrar nestas tiras bandas famosas como os Type O Negative ou Peaches, de culto - Puppetmastaz, Repórter Estrábico ou Dälek - como algumas "fim-da-linha" como os Dr. Salazar (quem?), para além de ainda relatar conferências (Jorge Lima Barreto), museus e instalações sonoras (MIM de Bruxelas ou MACBA de Barcelona) mostrando um gosto ecléctico mas sobretudo amor à música.

O livro vai ser lançado em Outubro, primeiro numa exposição homónima na Mundo Fantasma (10 de Outubro, às 17h) e outra no Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, no âmbito da exposição SemConsenso a inaugurar no dia 31 de Outubro.

Ah! E o Rudolfo vai participar no livro... com aquela BD sobre drogas que saiu no Prego e com o design da capa/contra-capa!

...

sobre o autor: Marcos Farrajota (Lisboa; 1973) trabalha na Bedeteca de Lisboa tendo sido responsável por várias publicações e eventos como o Salão Lisboa 2003 e 2005. Faz BD e fanzines desde 1992 quando criou com o Pedro Brito o zine mutante Mesinha de Cabeceira que ainda hoje edita (26 números). Criou a editora MMMNNNRRRG "só para gente bruta" em 2000 mas antes fundou a Associação Chili Com Carne em 1995.

Participou em vários fanzines, jornais, revistas e livros com BDs ou artigos sobre cultura DIY e BD: Publish or Perish, Amo-te, Osso da Pilinha, Stereoscomics (França), Milk & Wodka (Suiça), Prego (Brasil), Cru, White Bufallo Gazette (EUA), Shock, Blitz, Free! Magazine (Finlândia), Bíblia, V-Ludo, Umbigo, Pangrama, Stripburger (Eslovénia), Pindura (Brasil), My Precious Things, Banda, Page, Biblioteca, La Guia del Comic (Espanha), Quadrado, Underworld / Entulho Informativo, Zundap, Inguine Mah!gazine (Itália), Splaft!, Kuti (Finlândia), š! (Letônia), Hoje, a BD - 1996/1999 (Bedeteca de Lisboa), Crack On (Forte Pressa), Tinta nos Nervos. Banda Desenhada Portuguesa (Museu Berardo), Boring Europa (Chili Com Carne), Futuro Primitivo (Chili Com Carne), No Borders (Alt Com), Sculpture? (Cultural Center of Pancevo), Komikazen - Cartografia dell'Europa a fumetti (Edizioni Del Vento), Metakatz (5éme Couche) e Quadradnhos : Sguardi sul Fumetto Portoghese (Festival de Treviso).

Criou e escreveu a série Loverboy (4 volumes) com desenhos de João Fazenda, tal como já escreveu BDs para Pepedelrey, Jorge Coelho e Fábio Zimbres. Tem feito capas, cartazes e BD's para bandas punks e afins: Acromaníacos, Agricultor Debaixo do Tractor, Black Taiga, Censurados, Crise Total, Çuta Kebab & Party, Gnu, Gratos Leprosos, Ideas For Muscles, Jello Biafra, Lacraus, Lobster, Melanie is Demented, Peste&Sida, Rudolfo, Sci-Fi Industries, shhh..., Sunflare, Vómito e Whit. Organizou ou fez parte de organização de vários eventos como BD & Cafeína - performance de 24h (1997), Feira Laica (2004-2012), Pequeno é Bom (2010),... Bem como de acções de formação (Ar.Co, IPLB,...), colóquios, um programa de rádio - o Invisual (Rádio Zero, 2008-09) - e sessões de unDJing tendo já "tocado" (pffffff) nos Maus Hábitos, Festival Rescaldo, Jazz em Agosto, Bartô, Sabotage Club e Damas.

Já participou em algumas exposições de BD sobretudo colectivas - sendo de salientar a Zalão de Danda Besenhada, o último salão dos independentes na Galeria ZDB (2000), LX Comics 2001 na Bedeteca de Lisboa (2000/01); Mistério da Cultura na Work&Shop (2008) e Tinta nos Nervos na Colecção-Museu Berardo (2011); bem como em vários festivais: BoDe, Xornadas de Ourense, Salão do Porto, Salão Lisboa, KomikazenMAGA e BD Amadora.

Exposições individuais só houve uma, Auto de Fé(rrajota) na Biblioteca da Universidade de Aveiro (1998), e é por isso que o autor aceitou com muito gosto e lágrima no olho ao desafio de mostrar originais seus (horríveis e em visível degradação perversamente antecipada) na galeria da loja Mundo Fantasma - um grande chi-coração ao Zé e ao Júlio!

Estava previsto um "stand up comedy" para a inauguração mas o autor não foi rápido o suficiente para preparar a peça! Shame on tha nigga!


Bibliografia: É sempre tarde demais (Lx Comics #2, Bedeteca de Lisboa; 1998), Loverboy (c/ desenhos de João Fazenda, 4 volumes, Polvo, Chili Com Carne; 1998-2001, 2012), NM2.3: Policial Chindogu (c/ desenhos de Pepedelrey, Lx Comics #9, Bedeteca de Lisboa; 2001), Noitadas, Deprês & Bubas (Mercantologia 3, Chili Com Carne; 2008), Raridades, vol.1 (c/ arg. Afonso Cortez Pinto, Zerowork Records; 2009); Talento Local (Mercantologia 4, Chili Com Carne; 2010), 15º SWR DVD (SWR inc.; 2013).


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FEEDBACK: Toast!!!And the Jamaican use of the word refers to "extemporary narrative poem or rap" like in reggae music, but toast also means a call to drink's at somebody's health or good news. In our case, the release of the Free Dub Metal Punk Hardcore Afro Techno Hip Hop Noise Electro Jazz Hauntology book !!! DJ Balli ... UAUH..... respect.... 666 exemplares? o must :-) Luís Lopes ... 

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Quase chorei com esta entrada...


Marcos Farrajota (Lisboa, 1973) é um dos mais activos agentes da cena da banda desenhada portuguesa contemporânea, enquanto programador, editor e formador da Bedeteca de Lisboa (desde 2000) e noutros círculos mais independentes, e sobretudo enquanto editor das publicações da Associação Chili Com Carne (1995) e MMMNNNRRRG (2000), cujos títulos deram a conhecer a um público mais alargado alguns dos autores de Tinta nos Nervos, autores estrangeiros de círculos underground/independentes ou editando projectos internacionais como Crack On (Chili Com Carne/Forte Pressa: 2009). Mesmo como radialista (Invisual, Rádio Zero: 2008-2009) e “UnDJ”, a sua actividade procura as relações com a banda desenhada. A sua participação em fanzines recua alguns anos, destacando-se o ainda existente Mesinha de Cabeceira (o qual se tornou um “selo” de vários títulos), que fundou com Pedro Brito em 1992, ou os títulos Publish or Perish (com Rafael Gouveia) e Osso da Pilinha (com Joana Figueiredo); publicou muitas histórias e trabalhos em títulos tão diversos Quadrado, Zundap, os jornais Blitz e Público, as revistas Bíblia, V-Ludo e Underworld. Assinando como “Marte”, escreveu os três volumes da série Loverboy, desenhados por João Fazenda (Polvo: entre 1998 e 2001) e NM2.3: Policial Chindogu, desenhado por Pepedelrey (Lx Comics no. 9, Bedeteca de Lisboa: 2001), mas escreveu também para autores como Pedro Brito, Rui Gamito, Jorge Coelho e o brasileiro Fábio Zimbres, e desenhou uma pequena série escrita por Pedro Moura.
Enquanto autor a solo, conta na sua bibliografia com os livros É sempre tarde demais (Lx Comics no. 2, Bedeteca de Lisboa: 1998), e as antologias Noitadas, Deprês & Bubas (Chili Com Carne: 2008) e Talento Local (Chili Com Carne: 2010).
Marcos Farrajota trabalha no interior dos seus limites enquanto desenhador através de uma genuína atitude devedora do “do it yourself”, da “art brut”, composições de página inusitadas, um emprego criativo da matéria verbal que espalha pelas imagens, mas sobretudo pela intensidade das suas narrativas. Se bem que podemos encontrar já em Bordalo Pinheiro e outros autores pequenas experiências autobiográficas, é Farrajota, influenciado por autores como Harvey Pekar, Robert Crumb e todo o grupo dos autores norte-americanos dos anos 1990, quem se tornou um dos percursores mais visíveis da autobiografia moderna em banda desenhada em Portugal (que, fora parcas experiências, não é de todo um género comum no nosso país, com a possível excepção de Marco Mendes). Poderemos eventualmente irmaná-lo com autores tais como Mike Diana ou Christopher Webster, que publicou, pela veia cáustica, mas encontrando em Eddie Campbell e em Ralph Steadman possíveis modelos de um uso livre de tintas e riscos no adensamento das imagens (Hunter S. Thompson, com quem Steadman colaborou, é também um modelo no posicionamento “gonzo” das reportagens de Farrajota em torno do mundo musical). Os concertos a que assiste, as experiências - boas e más - com os amigos, as relações humanas, com o mundo, os delírios e os sonhos, transformam-se na matéria comum da franqueza das suas histórias. - Pedro Moura in catálogo da exposição Tinta nos Nervos, distribuído pela Chili Com Carne

quarta-feira, 3 de março de 2010

Em Lisboa a Cultura Beta ganhou! Confundiu a "cultura alternativa" com o "chic-freak" protagonizado pelos horror pós-colonialista dos Terrakota e materializados por espaços como a Crew Hassan que vinculam chavões para tias tontas como o Jazz (mas o Jazz técnico dos John McLaughlin que ninguém suporta), o Yoga e a Dança do Ventre (para fazer dinheiro com pessoas desiludidas com o quotidiano) e a World Music (limpa pelo empresário caucasiano).
Lisboa não tem Punk nem Metal, nem Rock nem Electrónica. Lisboa é um paraíso de ratazanas que exploram toscamente o turismo estrangeiro que deslubrado pela beleza da cidade esquece que não encontra cultura alternativa ou independente - a maioria dos turistas devem pensar que deve haver uma cultura tão "underground" em Lisboa que não conseguiram encontrar na primeira visita. E é verdade, ela está em Corroios (o punk e metal), no Barreiro e Almada (o Rock) e a Electrónica? Bem, temos de apanhar o Inter-Cidades para o Porto!

Neste panorama desolador, a tendência é sempre para piorar e serve este "post" para revelar a experiência horripilante da última Quinta-Feira à noite no Bacalhoeiro (outro sítio que propela alternativa mas é só serve para lugares-comuns) e o concerto de Pássaro, organizado pelo Movimento Alternativo Rock (!) que copiam o "template" FlorCaveira nas formas mais fúteis, nomeadamente o DIY (meramente) tecnológico mas sem o pathos, a estrutura colectiva (porque pensa-se que "União faz a Força" mesmo sem talento) e o regresso do português e/ou do cantautor mas com resultados succedâneos e chatos. Ou seja, um bocejo total porque tudo é bonitinho e certinho. Com letras de poesia asséptica e tão impessoal que se pensa que foi um Robot que a escreveu. Mas cada vez que acabava uma canção os amigos todos aplaudiam, claro. Na casa-de-banho percebi que alguém mijou contra as todas paredes, bidé, tampo da sanita e por todo o lado, talvez desesperado para se divertir de tanta modorra ou tentar, de forma frustrada, imagino eu, fazer com que a estadia de todos nós ficasse o mais desagradável possível - é realmente anti-democrático esta atitude mas até entendo! Depois do concerto ainda me passaram um CD poluente, um CD-R só com uma música do concerto - giro não é? receber um "recuerdo" do que se acabou de ver! - mas que 1) a capa foi para o papelão, 2) a rodela foi para o plasticão e 3) a caixa foi usada para outro CD-R. Vamos Limpar Portugal! E a começar por Lisboa!

Na mesma semana saiu na revista Blitz a única capa que não tem um artista vendido ou morto, ou seja o grande Adolfo Luxúria Canibal de cigarro na boca e a fazer de talhante. Um aberração do século passado, um primitivo dinossáurio dirão os estúpidos de Lisboa tão habituados a serem asseados e pseudo-cosmopolitas. Além da entrevista ao Canibal, a revista vinha acompanhada de um CD, E-Spam 001 (Enchufada; 2010).
A capa do disco é nojenta - desde de quando é que um ambiente de conta e-mail é uma boa ideia para uma capa!? E se começa muito mal com os PAUS - uma imitação perfeita dos Battles, que chega a ser díficil de perceber quem é quem a dada altura, até no grafismo da banda houve cópia! É mesmo uma imitação de sem-vergonha feita por lisboetas fraudulentos com poder mediático nas mãos, tão falso como foi CAVEIRA ou os Vicious 5! Depois... depois quase que ouvimos sempre "kuduro progressivo", ou seja, o "up-grade" do Kuduro (Techno xunga que apareceu em Angola) reinventado pelos Buraka Som Sistema em 2006. Há também algum Soul-House (Orelha Negra, Coca o F.S.M.) e Rock Electrónico (Youthless) sofríveis (porque sofro quando os oiço!), e ainda Dubstep (DJ Riot) e o Trip-Soul dos 1-UIK project com a óptima voz e letra de Kalaf que impressiona sempre que se mete num projecto - será o Kalaf o Canibal neste milénio da letargia?
Escrevia-se no Expresso neste fim-de-semana que ao menos esta colectânea cheirava a 2010, o que é quase verdade uma vez que a revolução Buraka e o álbum de estreia dos Battles foram em 2007 mas sempre mais vale ouvir algo com três anos de atraso do que música de «setenta, oitenta e noventa» como o resto do panorama português. A edição em Portugal continua eternamente com 3 anos de atraso, o que quer dizer que apesar do excelente esforço dos Buraka (e este CD é mais um esforço sendo eles os editores / promotores do disco) ainda não se conseguiu romper o muro de cinzento de Portugal nem se conseguiu chegar à tão desejada mestiçagem. Mas sinceramente, onde se pode ouvir Kuduro em Lisboa quando nem se quer existe B.Leza? E Mão Morta onde se ouve? Em casa (às escondidas?) como nos tempos do Dr. Salazar...

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

#13

HOJE: 22 de Outubro, é um dia que marca duas datas importantes, por um lado comemora 15 anos de existência do zine Mesinha de Cabeceira (MdC) e por outro 10 anos da publicação do número 13, a primeira edição da Associação Chili Com Carne. Estando em curso as comemorações da CCC e uma vez que a edição em papel encontra-se quase esgotada (só sobram pouco mais que sete exemplares), foi decidido criar uma versão em PDF que pode ser descarregada gratuitamente para que o seu conteúdo não desapareça da fraca memória nacional. Do que faz este número algo de tão extraordinário? De facto, as questões envolta da edição seriam solipsistas e pouco interessantes para o público, por isso, acreditamos que só há uma razão para o MdC ser importante: a bd sem título de 39 páginas da autoria de Nunsky.
O Nunsky, cujos dados biográficos não são significativos ou divulgados, foi um cometa na enfadonha bd portuguesa. Participou em vários números do MdC quando este ainda era um zine em fotocópias, sempre com bd's de temática Punk'n'Roll mas com um significativo virtuosismo gráfico ímpar. No "número 13", as influências de Charles Burns ou de Love & Rockets poderão ser óbvias, é certo, no entanto nunca foi feito um trabalho deste tipo, uma catarse de amor psycho-punk-goth, regada de referências de Série B. Uma estória de uma banda obscura cujo vocalista sofre de alcoolismo e obsessão psico-patológica por um amor impossível. Os ambientes de concertos suados, violentos e brutais, bem como da vida urbana são minuciosamente gritados acompanhados por uma bateria narrativa perfeita.
No meio da bd portuguesa, esta bd/edição foi perfeitamente ignorada pelos pretensos divulgadores e críticos. As únicas reacções (e muito positivas) vieram da imprensa musical: «fanzine de intenso punk meio gótico, revela uma coesão gráfica e narrativa acima do que nos habituámos a encontrar nestas publicações» in Blitz «com problemas psíquicos (Alien Sex Fiend). Altamente recomendável» in Underworld / Entulho Informativo.
Dez anos depois, ainda hoje em Portugal ninguém faz 39 páginas de bd mesmo como catarse.

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sexta-feira, 4 de janeiro de 2002

#15 : Sourball Prodigy


Mike Diana

edição em livro da bd mais longa de Diana, em inglês com um útil glossário

52p. 23x16 cms, capa 2 cores
ISBN: 972-98515-1-5
editado como o número 15 do zine Mesinha de Cabeceira e com o apoio da Associação Chili Com Carne
edição limitada de 666 exemplares. ESGOTADO
folheamento parcial do livro disponível aqui, exemplares para consulta e empréstimo na Bedeteca de Lisboa / BLX.

Historial : Obra seleccionada para a BEDETECA IDEAL da Bedeteca de Lisboa ... últimos 66 exemplares foram assinados e numerados pelo autot

Feedback : um longo desfile de fluidos corporais Diário de Notícias A sucessão de acontecimentos menos próprios é vertiginosa: Sadomasoquismo, abuso de drogas, assasinato e sexo, muito sexo! necrofilia... Sempre em imagens explícitas, que ganham outra violência num registo gráfico "naif". Curiosos? Blitz Provocação gratuita, mau-gosto declarado ou um apurado sentido estético e artístico? Mondo Bizarre É mais um azarado que cai nas mãos de um juíz idiota desse grande país de imbecis Janus Diana foi importante por ter suscitado um violento debate nos EUA em relação aos limites da liberdade de expressão Ler

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

PMP (Pior Música Portuguesa)

Porque o Barbosa morreu, perdi a vergonha,
Porque isto nunca acontecerá,
Porque o Gato Mariano é Fake News,
Porque a Música Portuguesa precisa de melhorar-se a si própria,
eis os piores momentos da "Música Moderna Portuguesa" para não cometermos os mesmos erros de A.C.  (Antes do Covid).


1 - KHS / Why / Elo 4 / Peace Maker (Ed. SPA; 1987) 
EP 7" que nem no discogs alguém o meteu à venda nem se encontra a capa na 'net. Também não serei eu a faze-lo. Uma mediocridade tal que mostra a outra face da SPA para além de fechar bares e alimentar músicos medíocres, isto é: não serve para nada.

2- Blind Zero 
Azeite do Norte, do principio até ao fim, estes "parolo geme" (sim foram amplamente gozados no livro de BD Loverboy, o rebelde) são o Antes e Depois da MMP. O Antes: criatividade, espontaneidade, amadorismo. O Depois: copycat, bullshit, money. Apesar do investimento enormes, o plano deu errado, mendigaram uma internacionalização pela pequena espanhola Subterfuge (cá em Portugal era tudo à grande!) e por fim o vocalista até teve de cantar em português numa faixa de Mão Morta.

3- Paus
O que dizer de uma banda quando ela assume-se logo como um Lado B dos Battles? Mas sendo os seus elementos uns betos do sistema, foram abençoados pelo jornal que na redacção até a máquina de café serve merda...

4- Dead Combo : Live At Teatro São Luiz (Blitz; 2014) 
Que Dead Combo faça música placebo é lá com eles, mas ao menos que não abram a boca, por favor! As intervenções com o seu histérico público neste disco mostram que não são apenas burgessos mas também burgueses opressores da classe operária.

5- Vários cantautores católicos da Amor Fúria
Quem?

6- Vários cantautores protestantes da Flor Caveira
Geralmente com nomes rabetas bíblicos...

7- Buraka Som Sistema (depois do primeiro EP)
Assimilados! Ou citando o Farinha Master: "cheirar o cu, cheirar o cu ao Capital"

8- Throes & The Shine
Boa ideia. Preguiça máxima. Mereceram ser roubados pelos Black Taiga!

9- Fast Eddie Nelson
Ah!?

10- Moonspell 
Azeite do Sul. Ao contrário dos Blind Zero - mas nota-se que só no Norte é que se trabalha! - vingaram pelo mundo inteiro numa editora indie de Metal, comendo batatas numa carrinha friorenta. 10 mil fãs não podem estar errados tal como 1000 lemingues a suicidarem-se...

11- Jibóia : Badlav (Lovers & Lollypops, Shit Music For Shit People; 2014)
Jibóia tinha piada no primeiro disco. Jibóia encontrou uma baleia com o estômago cheio de plástico. Jibóia gravou com essa baleia.

12- Lulu Blind (tudo)
A prova viva que Tó Trips seria capaz de vender a sua mãe por 15 minutos de fama...

13- Simbiose
Chato desde sempre, a evitar sobretudo em concertos...

14- Black Bombaim & Peter Brötzmann (Lovers & Lollypops, Shhhpuma; 2016)
O disco mais idiota de sempre mas a revista inglesa The Wire disse bem...

15- Besta
Falhados!

16- A Besta
idem

17- Rita Braga
É a gaja mais persistente na música portuguesa que até Slavoj Žižek a cita conceptualmente: and so on, and so on, and so on...

18- Live Low
Melhor que Resistência, pior que Madredeus. No Porto pronuncia-se "bibeló"

19- Legendary Tiger Man
Legendários eram os Tédios Boys, ou pelo menos, tinham o melhor cu masculino de Coimbra - uma jornalista dixit - e que era o do Tony Fortuna, já agora. 

20- David Fonseca
Azeite do centro, instigador de Nostalgia barata como o vendido do Markl (é assim que se escreve?). Tentou sacar fama com a morte de David Bowie para ficar grande mas nem toda a gente é parva, embora:

21- Discos Príncipe (tudo!)
Não dá para perceber o sucesso, ou talvez dê, os países ex-colonistas perceberam que era mais fácil deixar as colónias serem independentes e manter relações comerciais desvantajosas para as colónias sem recursos...

22- Assacínicos
Inauguraram uma sub-label da Rastilho, a Metamorfose, dedicada a "sons diferentes". Numa revista de música pediram para não ser eu a fazer a resenha crítica do disco homónimo de 2004, o que foi ainda pior nas mãos do outro crítico.

23- Poppers
O melhor que fizeram foi fechar a Metamorfose...

24- Crise Total : Autista
Banda punk que mais gravou o mesmo tema, ou outros por eles fazendo justiça ao título...

25- Putas Bêbadas : Jovem Excelso Happy (Cafetra; 2013)
Alguém fará uma tese de mestrado sobre este disco mas ninguém irá lê-lo...